Death of a Monarchy

19 Everything is about to change


Vlad não faria isso. E ainda sou sua esposa! Como pode o povo estar descontente? Vlad me ama. Mas e essa Ilona? Quem é ela afinal? Ou talvez seria Radu, blefando?

Deixei aquela carta de lado por um tempo, alguns dias, não dei importância a mesma, pois se fosse algo sério, teriam-me mandado mais cartas ou ainda pedido que eu voltasse a Valáquia.

No entanto, cerca de duas semanas depois, recebo outra carta, o conteúdo é parecido, no entanto era Vlad quem escrevia. Ele pediu-me para tentar conseguir algum apoio da corte.

Preciso voltar a Inglaterra. O mais rápido possível, preciso falar com meus pais, ou ainda conseguir apoio da corte.

Resolvi ir até a Rainha para que ela autorize minha volta a Inglaterra, mas estava me sentindo mal, um pouco tonta, com enjôo.

Senti algo de estranho, uma fraqueza súbita, escorei-me em uma das paredes do corredor e tentei recuperar fôlego. De repente tudo ficou embaçado, e por fim, perdi meus sentidos.

Acordei num susto com compressas de água em minha testa. Levantei meu tronco num impulso, e Catherine segurou meus ombros impedindo que eu levantasse totalmente. Ela me posicionou novamente na cama.

– O que está acontecendo? — olhei para os lados e Henry estava no outro lado da cama, Nostradamus e Catherine procuravam por algum remédio para que eu tomasse.

– Se acalme, criança. — Catherine disse.

– Majestade, o que aconteceu comigo? —

– Tivestes um desmaio. — Nostradamus disse.

– Mas por que? Está tudo bem comigo? -

– Alimentou-se esta manhã? — Nostradamus perguntou e se aproximou

– sim claro. —

– E seus sangramentos estão normais? —

– bom, está um pouco atrasado. Mas em breve irá acontecer.

– Posso examiná-la? — ele ia se sentando na cama ao meu lado.

– Claro. —

– com licença. — retirou os lençóis que estavam sobre mim e começou a apalpar meu ventre, passou um pó metálico azul prussiano, que aos poucos tornou-se vermelho sangue.

– O que é isso? — fiquei assustada.

– Calma. — ele posicionou as duas mãos em meu ventre e fechou seus olhos. Em súbito abriu-os e eles estavam virados.

– ele está tendo uma visão. — Catherine disse.

Nostradamus então voltou ao normal, e retirou suas mãos.

– O que vistes?- Perguntei aflita.

– Carregas em teu ventre uma filha. —

– o que?! —

– Deixe-nos a sós. — Henry disse.

Catherine e Nostradamus deixaram o quarto.

– Ah céus, você está grávida! — Ele ficou desesperado. — Você é casada com um dos princípes mais influentes do mundo! —

–ai meu Deus. —

– Mas fique calma, quando ela nascer a daremos a uma ama e ela cuidará dela. Vlad nunca saberá. -

– Mas a filha é dele. -

– Como assim é dele? e Nós? E aquela noite? —

– Mas duas noites antes daquela eu e Vlad... —

– eu entendo. — cortou minha fala. — Como tem tanta certeza de que essa filha é de Vlad? —

– Não tenho. —

– Então, façamos assim, deixamos-na nascer e decidimos mais tarde o que fazer. -

– certo.

E agora, essa criança?

Notas finais
Eu quero revieeeews