Siga doce criança, eu vou te mostrar o caminho.

Entre toda a dor e tristeza.

Em quanto Pierre e eu estávamos fazendo o nosso caminho, Niniel e o agente faziam os deles também, mantendo mais atenção para não serem pegos de surpresa. Tal questão me faz entrar num questionamento que é a necessidade de acompanhar este psicopata, afinal o que se toma para se ter a coragem de acompanhá-lo? É preciso ter alguma loucura, drogas, sei lá, para achar que vai estar em completa segurança tendo um homem explosivo ao seu lado, enfim acho que pelo menos ele deve ter algumas vantagens... Qual é a vantagem eu não sei, mas deve ter. Após um longo tempo caminhando pelo maldito corredor, eles adentram numa porta que estava um “pouco” arrombada e adentram na sala que também estava escura, a mesma era muito grande, continha alguns computadores, tubos com líquidos dentro e também tonéis grandes com ácido, provavelmente servia para dissolver produtos; e não adianta perguntarem para mim para que serve, pois isto não é da minha área.

Niniel: Odeio lugares abandonados pelo silêncio que transmite – Diz ela olhando ao arredor da sala.

Agente 87: Se quiséssemos uma festa, a gente não teria vindo para um lugar domado por alienígenas, só acho – Diz ele verificando se os computadores estavam realmente desativados.

Niniel: Muito engraçado você – Diz ela falando com um tom de deboche, em quanto pega uma objeto que ao abrir na vertical revela ser uma planilha com informações – Interessante, porem vamos analisar isso mais tarde – Diz ela guardando o objeto em sua armadura.

Agente 87: Descobriu algo? – Diz ele ainda verificando as máquinas.

Niniel: Bem não, nada de importante para a nossa missão – Diz ela verificando outros lugares e olhando na tela da sua armadura para ver onde tinha que por a bomba.

Agente 87: Ótimo, eu irei por a bomba na região de baixo, em quanto você na de cima, não se preocupe, pois não iremos nos afastar e... Por favor, não vá muito longe – Diz apontando para cima.

Niniel: Não sou criança – Diz ela subindo as escadas em quanto está com raiva com o que o agente falou.

Niniel sobe pela escada até o segundo andar que é o ultimo da sala, tal construção tinha ainda uma imagem de como era funcionado por ali, tal sensação de que um lugar que era tão rotineiro se transformar numa discórdia como está trouxe em Niniel um silêncio interno, de como tudo aquilo acabou com a vida de todos e transformou Orcos para sempre, e a fez refletir sobre seu passado quando tudo se iniciou, onde um dia de trabalho como médica de tratar uma paciente mudou, pois foi naquela tarde onde uma vida estava em suas mãos, porem tal evento a marcou para sempre. Apesar disso ela se desperta e vai imediatamente para o local de por a bomba, e chegando no tal lugar, ela faz o processo de grudar a bomba no local indicado, digitar os números e revistar com a casca de adamantium, e somente após fazer isso ela sai da sala.

O silêncio era algo que se proclamava naquela sala, até que se escuta os barulhos, que deixavam Niniel e o Agente em estado de alerta, com armas apontadas prontas para atirar, os rugidos das criaturas só confirmavam a teoria da presença deles no local, e a certeza fica maior quando os mesmos surgem das trevas caminhando, porem claro cada um em um canto, os que se revelaram primeiro estavam na área do agente, o outro grupo se revela no andar de cima, fazendo Niniel e o agente entrarem em combate, para poderem pelo menos terem uma oportunidade de escapar. Agente matava cada alienígena cortava com a faca os que pulavam sobre ele, e atirava nos bersekers e ghouls que estavam longe, em quanto Niniel buscavam um lugar para se proteger e claro não parava de atacar também para garantir sua vida, recuando para trás para se distanciar das criaturas, após um tempo de luta, ambos parecem ter matado os últimos de suas áreas.

Agente 87: ESTÁ LIMPO POR AI!?! – Diz ele gritando para ela, para garantir que ela esteja escutando até pq apesar de ser dois andores, a distancia de um para o outro era necessário gritar.

Niniel: ESTÁ LIMPO !?! – Diz ela confirmando fato de ter acabado os alienígenas.

Agente 87: ÓTIMO, AGORA NOS PODEMOS SAIR DAQUI! – Diz ela falando com um tom mais motivado.

Niniel: EU TE FALEI QUE NÃO SÃOU UMA CRIANÇA E QUE SEI ME VIRAR! – Diz ela dando um sorriso após falar.

Agente 87: EU ESTOU... ÁTRAS DE VOCÊ! – Diz ele tentando alertar a Niniel.

É tardio o aviso um espião pula na Niniel fazendo a mesma cair, porem por sorte ela agarrou o chão que era tipo em grade e conseguiu se manter firme, mas aquilo não duraria muito, já o espião caiu no acido mesmo e morreu, porem o preocupante era o que estava vindo logo em seguida, que era um Berseker que estava indo pegar a Niniel que estava como uma mosca numa teia de aranha, mas o agente desesperado começa a subir as escadas e atira no berseker, fazendo o mesmo remover sua atenção dela e querer confrontar o agente. Os dois lutam por um tempo, o berseker saltou para pular em cima do mesmo, porem ele rola para frente desviando do pulo, porem aquilo fez o chão do segundo andar estremecer, fazendo o chão que Niniel segurava também tremer, dificultando ela poder se segurar por muito tempo, e isso preocupou o agente, ele então num pensamento rápido atira na perna do berseker e corre dando um chute na cabeça dele, fazendo o mesmo bater-se contra a parede. Após a breve luta o agente corre até Niniel que não tinha agüentado e soltou, mas por sorte ele segura a tempo.

Niniel: Ajude-me, sinto que não agüentarei novamente... – Diz ela tentando fazer força para manter a mão firme.

Agente 87: Relaxe eu irei te proteger – Diz ele segurando com força o braço dela, porem em sua cabeça o ajude-me ecoou, como uma batida de sino, e a voz de sua filha foi reproduzido na imagem da situação – Eu não irei falhar de novo! – Diz ele em estado de fúria, puxando a Niniel em segurança para a base.

Niniel: Obrigada acho que se não fosse você, eu teria sido dissolvida em ácido – Diz ela limpando a testa de suor e sua armadura.

Agente: Não precisa me agradecer... – Olha para o berseker com um olhar de raiva e diz num tom também com raiva – Você irá pagar por isso! – Diz ele correndo na direção do Berseker, ele pega duas barras de ferro e finca elas nos pulsos do berseker fazendo o mesmo ficar grudado na parede, após isso ele começou a ficar socando a região da cabeça do mesmo até deformar, e somente após isso ele pega sua faca e fica no crânio dele e abre a cabeça do berseker como se fosse um coco.

Niniel: Chega! Sei que devemos matar estás criaturas, mas não acha que está as tratando como se fossem conscientes do mal delas? – Diz ela segurando o braço do agente que estava respirando forte de raiva, notava isso mesmo ele estando com armadura.

Agente: Eles podem não ter consciência das ações delas e o que elas estão fazendo com os outros, porem eu tenho e vou puni-las pelo que fizeram a mim! – Diz ele ainda exaltado – Não é só porque nunca perdeu algo importante para você que tem que achar que todos devem ser frios como você! – Diz ele falando exaltado ainda.

Niniel: EU PERDI SIM ALGO IMPORTANTE PARA MIM! – Diz ela apontando para si mesma – Você acha que também não lamento pelo meu passado? É CLARO QUE LAMENTO! Minhas perdas não foram iguais as suas que foram pessoas importantes para você que morreram nestes desastres, porem uma vida morreu na minha frente e isto ninguém tem o direito de diminuir isso, pois nada é mais pertubardor que você ver alguém morrer sendo que você poderia ter salvado... Morte de pacientes na área médica é normal, porem o jeito que ocorreu não tem profissional da saúde que se acostume isso me traumatizou agente e muito.

Agente: Não sabia... – Diz ele agora calmo, mas após se acalmar ele sente algo quente descendo e se agoniza de dor – ARGH! Isto dói! – Diz ele gemendo de dor.

Niniel: Deixe-me ver... – Ela analisa e vê o corte na armadura e diz – Droga você foi ferido, deve ter sido na luta lá em baixo... – Diz ela olhando para o machucado e tirando um esparadrapo e enfaixando o lugar, após fazer isso ela da uma injeção no agente e diz- Sorte que pegou de raspão dará tempo de irmos para a base e curarmos isto, agora temos que ir – Diz ela num tom de voz calma, e põem o braço dele sobro os ombros e o segura levando ele até a porta.

Agente: Não quero ser curado, não vim nesta missão para isso, meu objetivo é único de enfrentar a rainha e matá-la com as minhas próprias mãos – Diz ele caminhando e diz – Pode me deixar andar? Eu consigo – Diz ele ainda andando.

Niniel: Mas a gente já está fazendo isso, eles podem ser fortes mas acho que ninguém sobrevive a um esmagamento – Diz ela soltando o agente deixando o mesmo andar sozinho.

Agente: Não será a mesma coisa, eu fiz uma promessa, Niniel. E ela não é matar os alienígenas por esmagamento, e sim matar a rainha com as minhas próprias mãos – Diz ele fechando a mão em forma de punho.

Niniel: Tem que parar de ficar preso ao passado, olha para mim, acha que eu seria assim se tivesse me prendido ao fato de não ter conseguido salvar a vida de um paciente em risco? Acho que não, olha... A nossa vida passou a ser dura depois do desastre, porem temos que aprender a reconstruir nossa vida antiga, não acha que já não é demais, termos está oportunidade de eliminarmos estas coisas para sempre? – Diz olhando para ele em quanto anda.

Agente: Eu estou reconstruindo a minha vida, do meu jeito. Não é uma simples questão de ódio, é questão de poder me vingar a minha esposa e filha, do que elas passaram – Diz ele olhando para baixo.

Niniel: Mas isto não irá mudar o fato que elas morreram não to dizendo que não iremos matá-los, só estou falando que o senhor não irá fazer o que quer primeiro porque você está ferido, muitos esforços irão abrir o ferimento e como médica não permitirei você fazer isso – Diz ela com um sorriso.

Agente: Sinto dizer que não pode renegar o que é meu, o ferimento que tenho não é nada, este corpo que caminha aqui já morreu quando minha esposa e filha morreram – Diz ele olhando para frente.

Niniel: Nem se aparecer uma oportunidade de reconstituir tudo o que perdeu? – Diz ela olhando para ele.

Agente: Se for o que eu penso, não mesmo, diria à mulher que já apareceu uma em minha vida e está morta, ter uma relação com outra é traição mesmo que está esteja morta.

Cheguei pessoal, eu sei que vocês estavam implorando para que eu aparecesse logo. Após andarem por um longo tempo Niniel e o agente escutam mais barulhos, após isso ao olharem para trás os mesmos vêem, um legião de ghouls correndo na direção deles, obviamente eles correm pelo túnel afim de não serem pego pelos mesmos, o agente apesar de machucado ele pega a arma e começa a atirar nos alienígenas com o objetivo de diminuir o numero deles e facilitar talvez um possível combate, ou somente para matar e não mais problemas, entretanto não deu muito certo, pois o numero era tão grande que, apenas atirar não dava muito certo, então Niniel olhando ao arredor teve uma pequena idéia, ela pega sua pistola a lazer e atira no teto, assim as pedras caíram nos alienígenas, matando eles por esmagamento e tampando o túnel.

Após fazerem isso eles continuam a correr. Mas ainda os pensamentos de Niniel não desistiram de mostrar os fatos de seu passado, a historia que lhe marcou, pode não ter sido igual ao do agente, porem de certa forma, foi traumatizante para ela e fez quem ela é hoje. Não posso falar que talvez isto tudo só mostrou não só para mim, mas para quem vivia em Orcos, a verdadeira face da natureza, o quão é cruel está vivendo uma situação onde morrer pode acontecer a qualquer hora, não é mais questão de ter dinheiro, trabalho, saúde, é questão de estar vivo para contar a historia, e poder continuar vivendo, ou seja, viver virou prêmio.