Death Walking

1 Capítulo 1 - Perguntas e Respostas


Hoje acordei com uma sensação estranha, estava frio e sentia que alguma coisa não estava certa. Me levantei da cama e fui para cozinha para tomar café, chegando lá me deparo com uma queda de energia. Não tinha o que fazer, estava de dia, não precisava de luz. Enquanto preparava meu lanche, observava cautelosamente pela janela a cidade, estava quieto, não detectava presença alguma. Após minha refeição, tomei uma banho quente e fui conferir os outros apartamentos. A maiora estavam vazios, alguns com portas escancaradas e mobília revirada e outros com portas fechadas com estacas de madeiras, como se fosse uma espécie de proteção. Pensei rapidamente que talvez o motivo disso tudo seria uma evacuação. Voltei direto pra casa para preparar uma mochila para casos especiais, tranquei a porta e tentei usar meu celular, porém não havia sinal. Estava bastante preocupado, então tive a idéia de pegar minha bicicleta para dar uma volta no quarteirão para uma vistoria. Ao passar pelas ruas, via carros espalhados pelas ruas como se os motoristas estivessem fugindo de alguma coisa. Chegando perto do prédio onde morava, me deparo com um celular no chão e nele havia uma gravação, estava com medo de começar o vídeo mas fui mesmo assim. No vídeo havia um rapaz, mas precisamente um adolescente, eles estava gravando o próprio rosto e estava desesperado, falava com rapidez e coisas sem sentido, coisas como — ´´ Eles estão chegando, vão matar todos nós, é o fim´´ — Não consegui entender muito bem oque ele queria dizer com aquilo. Após terminar o vídeo, passei na galeria do celular e percebi que havia outro, esse era diferente, o rapaz estava falando baixo como se tivesse se escondendo de algo, estava dentro de um carro e filmava algo, não sabia exatamente oque era, parecia um bicho comendo algo, o jovem estava com a voz chorosa e colocava a mão na boca para não fazer barulho, apontava o celular com as mãos trêmulas, o vídeo acabava ali. Depois que terminei de ver, fiquei com a imagem do tal bicho na cabeça, ele parecia faminto e comia algo no meio da rua, não dava para ver direito. Cheguei em casa já preocupado, estava meio rancoroso do havia acontecido, pensei seriamente em arrumar minhas coisas e fugir da cidade, e foi isso que fiz. Fiz uma lista de coisas que eu usaria, para minha própria defesa eu só tinha um porrete, mas nada de longo alcance. Peguei meu carro e saí de casa rapidamente. Enquanto dirigia, peguei o celular para tentar achar sinal, mas nada. Rumo ao exterior, me deparo com uma pessoa, não reconheci o sexo, ela apontava alguma coisa pra mim. Saí do carro e com calma fui me levantando, era uma homem e estava armado e muito assustado, suas mãos estavam trêmulas enquanto seguarava um revólver, estava muito desesperado, eu tentei falar com ele:

- Olha cara... eu sei que você não quer fazer isso, eu não o que está acontecendo, vamos unir forças, talvez possamos sobreviver. – O rapaz negava com a cabeça dizendo:

- Não! Tudo está perdido, não há como sobreviver, eu vi...

- Viu oque? – Dizia eu tentando tirar alguma resposta.

- Minha família morreu na minha frente...não tem motivos para ainda estar vivo, estou perdido, estou sem rumo. – Dizia o rapaz com frieza.

- Então porque você não abaixa sua arma e podemos conversar. – Mas o rapaz hesitou, apontou a arma para própria cabeça e atirou. O som ecoou pela rua, pássaros voavam assustados e eu não acreditei no que tinha visto. Me aproximei dele com cautela, percebi que em seu antebraço havia uma espécia de mordida, parecia ser de algum animal. Tirei a arma da sua mão, conferi o tambor e estava com metade da munição. Vasculhei os bolços do rapaz e achei uma pequena caixa de balas e um canivete multiuso. Segui meu rumo para fora da cidade e o sol já estava se pondo. Cheguei numa área rural, saí da estrada principal e prossegui por uma de terra, já estava de noite então queria chegar logo. Encontrei uma cabana perto de um lago, então acelerei o passo para me estabelecer lá sem que ninguém perceba minha presença, escondi um carro entre as árvores e entrei na casa. Era rústica, toda de madeira carcomida mas dava para o gasto, bastante pequena, mas de bom tamanho. O interior da cabana tinha aquele estilo de casa de lenhador, havia uma cama, cabeças de animais empalhadas nas paredes. Joguei minha mochila no chão e comecei a procurar por suprimentos nos armários. O máximo que encontrei foi comida enlatada e machado enferrujado que seria de muita utilidade. A noite já caíra e estava silenciosa. Eu tinha a sensação de que estava sendo observado, então fechei a passagem da porta com uma cadeira inclinando-a debaixo da maçaneta, como na casa só havia janelas pequenas e uma pessoa não passava por ali, fiquei menos preocupado. Na escuridão profunda, me preparando para dormir, o telefone toca. O número estava no confidencial, atendi e pessoa dizia algo como:

- Infest...saia da cid....vá à base militar....no Km 80...preciso desligar. — E foi isso que consegui entender. A base militar ficava a 10 Km de onde eu estava, então não seria um problema chegar até lá, mas o anônimo disse uma coisa que me deixou curioso, algo como ´´Infest´´. Seria que havia dito Infestação? Não sei, mas descobrirei no dia seguinte. Não consegui dormir direito essa noite, já estava de manhã e já estava saindo daquela espelunca. Estava meio sonolento, mas eu tinha alguns energéticos na mochila. Tomei alguns e segui rumo à estrada em direção a base militar.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.