Death! The life begins

1 Capítulo 1 - A minha morte


Notas iniciais
Espero que gostem.

Pela milésima vez aquela noite, encarei o visor do meu celular que marcava exatamente 03:00 horas da manhã. E mais uma vez aquela semana lá estava eu, sozinha, caminhando tranquilamente pelas ruas vazias dessa cidade pacata.

Tudo estava extremamente calmo, fiquei atenta aos barulhos da noite se misturando com o som do meu salto em contato com o asfalto, eu estava exausta, porém me arrisco a dizer que esse era um dos poucos momentos em que eu realmente me sentia em paz comigo mesma.

Na minha vida eu nunca consegui nada fácil de mais, eu era uma garota ambiciosa, e meus pais não podiam oferecer oque eu queria. Quando completei meus 15 anos, não pensei duas vezes, abandonei tudo, abandonei mais pais, meus amigos, minha escola. Abandonei a minha vida.

Eu precisava de mais eu QUERIA mais, e eu sabia que nunca teria oque eu queria se eu permanecesse naquele lugar. Juntei todo o by Text-Enhance\">dinheiro que eu tinha q vim pra uma nova cidade, não era lá grandes coisas, mais era o único lugar pra onde eu poderia ir, oque pra mim já era o bastante.

Oque fiz daí por diante eu não me orgulho em nada.

Nos primeiros anos cheguei a passar fome, cheguei a dormir na rua ou em bares imundos. No meu pior, cheguei a vender meu corpo pra conseguir algum sustento.

Passei por cima de tanta gente até conseguir oque eu achava que devia ser meu por direito. Me tornei uma pessoa má, uma pessoa fria, e minha ambição só me consumia mais e mais.

Depois de muito esforço, de muitas armações e persistência da minha parte, minha vida finalmente estava se ajeitando. Eu finalmente consegui um emprego descente e uma casa só minha.



Alguns anos depois, consegui impor meu nome na alta sociedade.

Mas, além de tudo oque fiz e de tudo oque passei , nunca esqueci meus pais. Eu temia a rejeição, temia que eles me odiassem. Por isso nunca mais voltei, nunca dei reais motivos pra eles se orgulharem de mim.



Esses pensamentos de culpa me assombravam vagamente quase em todos os momentos em que eu me permitia parar pra refletir sobre tudo o que eu fiz.

Uma certa noite, não muito tempo a traz, tudo que eu lutei até aquele momento pra conseguir, estava prestes a ser destruído com apenas um telefonema...



Flash back on...



Eram tantas horas da noite quando fui acordada com meu telefone tocando.

Me levantei lentamente e peguei o telefone coçando os olhos.


– Alo?? — Falei com um pouco de dificuldade devido ao sono.

– Boa noite, desculpe incomodar mas a Sta. Maya se encontra ? — Uma voz masculina falou do outro lado da linha.


– É ela, quem está falando ?.

– Eu me chamo Charlie, Sou o Delegado de polícia da Carolina do Norte, E estamos tentando entrar em contato com a senhora faz algumas horas.

Como assim um delegado ? Oque ele queria comigo ?. Comecei a pensar em todas as coisas erradas que já fiz durante toda a minha vida, oque não foram poucas.


– Agora que vocês me encontraram, pode por favor dizer oque deseja? — Falei normalmente.

– Senhora, a casa dos seus pais pegou fogo. Infelizmente todos dormiam na hora do ocorrido, e nossa equipe de resgate não conseguiu socorre-los a tempo. Eu sinto muito... -

Eu não conseguia mais escutar nada depois disso. Aquela foi a pior notícia da minha vida.

Desliguei o telefone sem reação e só pude chorar.


Flash Back off ...



Aquilo tudo só fez com que minha culpa aumentasse. Eu ficava pensando como teria sido se eu tivesse permanecido lá ?. E se eu tivesse me contentado com aquela vida simples?. Talvez eu não tivesse passado por experiências tão terríveis durante todo esse tempo. Talvez eu tivesse me tornado uma pessoa boa e meus pais sentiriam orgulho de mim. Talvez eles estariam vivos agora.

Em pouco tempo eu acabei com tudo que me restava, acabei com tudo que eu lutei pra conseguir. Eu já não me importava mais com nada. Perdi meu emprego, afastei todas as pessoas que viviam ao meu redor. Me joguei nas bebidas e até algumas drogas. Nada me consolava.

Todo dia minha rotina é a mesma, eu me arrumo todas as noites com a minha melhor roupa e o meu melhor sapato, vou pra melhor boate da cidade, danço, bebo, beijo caras que eu nunca vi e que nunca verei novamente. Logo depois volto pra casa exausta, o sentimento de culpa sempre volta a reinar, e só me restava chorar como nunca até ,finalmente, cair no sono.

Já tentei várias e várias vezes desligar o sentimento ruim que permanece dentro de mim, mais isso nunca acontecia, ele só voltava com mais e mais intensidade.



Comecei a viver como se todo dia fosse o meu ultimo dia. Comecei a viver desejando que cada dia, realmente, fosse o meu ultimo dia de vida.

Parei de navegar nos meus próprios pensamentos quando senti um vento frio e cortante passar sobre mim. Talvez fosse efeito do álcool que eu consumiria aquela noite mais eu podia jurar ter visto algo, ou alguém se movendo.

Abracei-me forçando a jaqueta contra a minha pele na intenção de me aquecer. Desviei minha atenção do caminho por alguns segundos em quanto encarava novamente o visor que agora marcava 04:12 da manhã.

De repente senti meu corpo chocar-se contra uma superfície maciça e gélida como uma parede. Fiquei rígida no momento em que me deparei com uma figura masculina parada, bem ali, na minha frente.



Não sabia oque fazer, apenas observava aquele homem me encarando. Ele tinha um ar misterioso, mais por outro lado tão sedutor. Seus olhos eram de um azul quase hipnotizante, seu rosto não tinha nenhuma imperfeição e seus lábios ? Eles me pareciam tão convidativos.

Quando finalmente saí do transe em que estava e ameacei continuar meu caminho apenas ignorando o fato daquele cara totalmente estranho estar me avaliando de cima a baixo, fui impedida pelo mesmo que agora me segurava pelo braço.

– A onde você pensa que vai? — Ele perguntou me fazendo estremecer.

– Pra minha casa ! — Disse convicta tentando soltar-me.

Ele deu um sorriso sarcástico e me apertou com mais força me fazendo gemer de dor.

– Você tem certeza? — Ele perguntou novamente.

– Estou começando a ter leves desconfianças de que eu não vou chegar em casa essa noite. — Fui sincera.

– Talvez agora você esteja certa — Ele olhou nos meus olhos.

– Ou talvez não, Eu disse ter uma leve impressão, oque faz com que esse fato não seja tão convicto assim. — Rebati.

Ele sorriu, parecia estar se divertindo com aquilo ao contrario de mim que estava cada vez mais nervosa com aquela situação. Mas não me permito demonstrar isso pra ele.

– Afinal, oque você quer de mim ? . Perguntei finalmente me soltando e dando alguns passos para traz.

– Não quero nada, só estou com fome — Ele deu de ombros.

– Olha só meu querido, sinto muito mais eu não posso fazer nada em quanto a isso, eu por acaso tenho cara de comida ? — Falei já irritada.


– Na verdade você não tem cara, você É a comida.


Senti um choque de adrenalina percorrendo o meu corpo no exato momento em que vi seu rosto até o momento perfeitamente sedutor, transformar-se rapidamente em algo sombrio. Suas veias saltaram, e seus olhos azuis agora estavam negros como o céu naquela noite.


– Espero que seu sangue seja tão apetitoso quanto seu cheiro — Ele falou em quanto se aproximava rapidamente.

A forma como ele chegou até mim era surreal. Nesse momento eu tive a certeza, eu não iria voltar pra casa aquela noite, eu se quer iria sobreviver aquela noite.

Soube com oque eu estava li dando no momento em que seus caninos afiados começaram a surgir. Um Vampiro !! Mas como isso é possível ?.

Não conseguia entender como aquilo poderia ser real mais de fato não hesitei, não corri apenas fiquei encarando-o. Eu podia não saber muita coisa sobre vampiros, afinal eu não acreditava na existência deles até alguns segundos atras, mais de uma coisa eu tinha certeza, fugir não iria adiantar em nada.

Pela primeira vez aquela noite deixei transparecer todo o medo que eu nunca senti antes em toda a minha vida. Fiquei ali, estática, esperando ele avançar.

Ele foi rápido, logo senti seus caninos perfurarem minha pele. A dor era imensa, mais a ideia de sentir todo o meu sangue ser sugado de mim daquela forma era ainda mais perturbadora.

Não gritei, nem me tentei lutar. Apenas apoie-me em seu corpo, eu estava ficando fraca e com sono. Talvez ele estivesse fazendo um favor pra mim e nem se quer tinha se dado conta disso. Tirando a minha vida finalmente eu poderia ter um pouco de paz.

– Obrigada... — Foi a única coisa que consegui falar.

Então ele se afastou me fitando um tanto quanto surpreso. Foi aí então que eu vi em seus olhos a humanidade. Ele não era um terrível monstro afinal.

Antes que eu pudesse me manifestar meus olhos se fecharam... Aquilo era o fim.



Notas finais
Heey não acabou não... Ta pensando oque ?? .Tem mais um capítulo pra vocês.
Espero que tenham gostado, não esqueçam de comentar.