Death Note - Por J
2 Capítulo 1
Prólogo.
Acordei com o celular tocando no bolso da minha calça. Droga. Dormi sentada de novo.
-Sim? – eu perguntei com a voz um pouco rouca. Devia fazer no mínimo 5 dias que eu não dormia.
- J, é Naomi. Preciso falar com você. Encontre-me atrás da Sandy Boots às 10h, por favor. – ela disse isso e desligou. É muito suspeito que ela tenha me chamado, completamente do nada. Sem dar nenhuma explicação. Mas ultimamente, não tenho progredido muito no que estou tentando fazer. Não tenho nada a perder indo encontrá-la. Geralmente as investigações demoram mais quando tenho de fazer tudo internamente, sem testes, agentes de campo e etc. Poderia pedir uma ajuda a Watari, ele já havia me ajuda 2 ou 3 vezes, mas ele estava ocupado por tempo indeterminado. Eu devia ligar para Fox e pedir uma escolta. É isso mesmo que vou fazer. Sai da minha posição do sapinho como Naomi costuma chamar (ela pode ser uma colega de investigações mas também é minha única amiga) e peguei o telefone do hotel.
- Fox, tenho um trabalho para você.
- Fala chefia. – tinha muitos sons diferentes no fundo, eu diria que ele estava em um bar de beira de estrada. As vozes de caminhoneiros eram inconfundíveis, alem das piadas obscenas e os nomes exóticos.
- Me espere na frete da loja Sandy Boots as 9:50, se não sabe onde é descubra. Nem um minuto de atraso Fox. – e desliguei. Fui até a cozinha,peguei um torta de morango na geladeira e tirei uma fatia. Depois me arrependi, e cortei uma fatia maior ainda, juntando com a outra. Me arrependi novamente, e deixei as fatias na geladeira, levando o resto da torta inteira pra sala com um garfo espetado bem no meio. Eram 8:00, tinha uma hora e meia para sentar e comer. E pensar em quanto comia. E comer enquanto pensava. Sentei no sofá, mas dessa vez sentei direito. O problema é que quando me sento assim, meu cérebro só me manda informação inútil. Eu gosto muito de morango. Principalmente na torta. Eu amo torta. Na verdade eu amo todos os doces do planeta. Amo absolutamente tudo que tem açúcar. Principalmente chocolate. Falando em chocolate, fiquei de levar um chocolate californiano para o meu loirinho do orfanato. Falando em orfanato, e voltando aos doces, me lembro de quando eu estive no orfanato. Eu e um amiguinho sempre roubávamos doces da cozinha. Já chega. Eu não disse? Não paro de pensar coisas inúteis. De volta a posição do sapinho.O telefone tocou.
- Sim?
- Senhorita, já estou a sua espera no local marcado. – Era Fox
- Não são 9:50 Fox. – eu falei olhando o relógio.
- S-sim mas... já são 9:43 e eu pensei que...
- Eu não lhe disse 9:50 Fox?
-Disse sim senhora.
- Então... 9:50 eu estarei ai. E obrigada pela sua pontualidade. – Não interpretem mal as minhas palavras. Em momento algum fui grossa ou mal educada. Eu apenas achava engraçada a voz de Fox quando ele está nervoso. E lá estava eu, com uma blusa branca, calça preta e pés descalços. Me sinto presa e limitada quando estou de sapatos. Meias mais ainda. Sabia que meu cabelo era um caso perdido, por isso nem tento mais arrumar. Sai assim mesmo. Era assim que eu sempre estava. Sempre. Essa era uma preocupação que simplesmente não existia. Eu nunca saia do hotel, e quando saia era para tratar de negócios, ou para visitar as crianças no orfanato. Sandy Boots ficava bem na frente do hotel. Bastava sair na portaria, e eu já podia ver Fox no outro lado da rua. Eu ia indo na direção dele, de pés descalços. Sim, eu estava de pés descalços na rua. Você não tem o direito de me julgar por isso. Fox estava de frente para loja, com uma sacola de compras nas mãos, sacola transparente, com logo da Sandy Boots, virado para vitrine. Pelo visto ele tinha comprado um sapato. Mas não era para ele. A caixa do sapato era muito pequena para calçar um pé de homem. Era um mocacim, um Vans para ser mais exata. Podia ver isso pela figura lateral da caixa, e estampa era quadriculada, mas as cores era algo impossível de se saber, a menos que os sapatos sejam retirados da caixa. Estiquei o braço até seu ombro, Fox tem 1,98 de altura. Enquanto eu tenho 1,70, ele era enorme, parece que nasceu para ser segurança, pois o uniforme lhe caia bem. Cabeça raspada, revelando uma tatuagem de dragão na nuca, óculos escuros, e sapato social. Todo combinado de preto. Ele se virou e olhou para mim, depois para o relógio.
- Eu disse 9:50. São exatamente 9:50 e eu estou aqui. – ele me olhou de cima a baixo, suspirou e me entregou a caixa de sapatos. Ora vejam só... era para mim. Ele sabia que eu viria de pés descalços, e como é seu trabalho tratar da minha segurança, não me admira que tenha feito isso. Joguei os Vans no chão, e calcei, pisando na parte traseira do sapato.
- Aonde vamos? – ele perguntou pegando a caixa e a sacola e jogando no lixo.
- Em um beco. Siga-me. – Eu contornei o quarteirão, chegando em uma entradinha estreita, eu podia ver a ponta dos cabelos de Naomi, atrás de um tonel enorme de lixo seco. Andei até ela e parei na sua frente. Com as mãos no bolso, como habitualmente, eu a encarei.
- E então?
- Minu! – ela disse me abraçando. Ninguém nunca me abraça. Exceto as crianças do orfanato.Tinha alguma coisa muito errada com ela.
- Naomi, o que ouve? – eu estava muito assustada, Naomi é uma das ,melhores policias investigativas que eu conheço. Só não tem mais trabalhado depois que ficou noiva.
- Ray... – esse é o noivo dela – Ray morreu...não... foi morto por Kira! – Ray Penber morreu? O noivo de Naomi... Isso é muito ruim, ele estava no Japão? Creio que deve ser um dos agentes vindos do FBI. Kira o matou... então ele provavelmente estava próximo de conseguir algo muito, muito importante. Ou Kira achou um jeito de descobrir o nome dos agentes e matou todos eles. Mas quem morreu primeiro? Quem morreu por ultimo? Sem Watari, eu não tenho como saber nada disso. Fiquei um tempo em silencio e depois me certifiquei que ela estava bem.
- Você está bem?
- Estou. Nunca tive tanta vontade de pegar alguém antes. Kira vai pagar. E de preferência... com a vida. Não vou descansar até aquele maldito estar preso sob pena de morte. Ele vai lamentar o maldito dia que resolveu sair matando pessoas. – é típico de Naomi. Eu presumi isso no momento que ela disse que Ray morreu. – Eu já tenho um suspeito. – ela olhou em volta e viu Fox, acenou para ele, depois se voltou para mim – venha vamos conversar em um lugar que não cheire a mofo e esgoto. – fomos até um café, duas ruas abaixo, sentamos em uma mesa, Fox em outra, perto o suficiente para ficar de olho. – Tem mesmo que sentar assim em lugares públicos?
- Se você vai me falara alguma coisa que tenha a ver com caso Kira, sim preciso muito me sentar assim. – ela suspirou e começou a falar.
- Ray morreu na porta de um metro. Parada cardíaca. Lhe é familiar?
- Muito. – eu disse apontando para o chá de pêssego no cardápio, mostrando a garçonete o que eu queria.
- 3 ou 4 cubos de açúcar senhora? – ah... eu não estou assim tão velha para me chamarem de senhora.
- 16 cubos. – ela pareceu muito surpresa, mas sorriu e foi buscar.
- Eu... Eu investiguei alguma coisas depois da morte de Ray. E descobri, que Kira pode controlar as ações dos presos antes de matá-los, e não é só isso. Se eu estiver certa, Kira consegue matar de outras causas diferentes de parada cardíaca. – o que? Como ela chegou a essa conclusão?
- E... como você chegou a essa conclusão? Entenda Naomi, não posso trabalhar em cima de hipóteses. Preciso de evidencias. Fatos. Provas. – Falei levando o dedo indicador a boca e roendo as unhas.
- Cheguei a essa conclusão, baseado nos lugares que Ray esteve, e as coisas que ele fez antes de morrer. Ray estava investigando a família Yagami. Estava seguindo o garoto, Light. Quando se envolveu em um seqüestro de ônibus. O seqüestrador do ônibus era um assassino que tinha tentado roubar um banco dois dias antes do seqüestro... no qual ele acabou morrendo atropelado. Oito horas antes , um outro procurado, invadiu uma loja de conveniência e morreu vitima de sua própria faca... Em um único dia, dois procurados reincidiram no crime, e acabaram tendo uma morte acidental. Não é uma coisa muito comum. – Naomi se superou. Isso de fato não é uma coisa difícil de se descobrir se tiver as informações corretas e necessárias. Ela fez um ótimo trabalho, mostrando ser não só uma ótima agente de campo, mas também possuir uma ótima habilidade dedutiva. – Oito dias depois do seqüestro do ônibus, meu noivo e mais 11 agentes do FBI foram mortos. Nesses mesmos oito dias,mais de 20 delinqüentes de crimes leves, morreram em conseqüência de paradas cardíacas. Depois da morte do meu noivo, as mortes pararam completamente. Então... o que me ocorre... é que o meu noivo, o assaltante da loja de conveniência, o seqüestrador do ônibus, todos eles, foram ferramentas de Kira, como arte de um plano para eliminar os agentes do FBI.
- E... você presumiu, que Kira pode matar de outros modos, porque o seqüestrador do ônibus e o assaltante da loja de conveniência não morreram de parada cardíaca?
-Exatamente. Pense bem J, é muitíssima coincidência. Ray entra eu um ônibus, seguindo um suspeito de ser Kira. Nesse ônibus, ele é obrigado a mostrar a identidade do FBI quando um seqüestrador...
- O QUE? – eu gritei me engasgando com o chá. – Ele... ele mostrou a identidade?
- Sim. Eu acredito que foi por isso que ele morreu. Eu desconfio, de que a pessoa a quem ele mostrou a identidade, possa ser Kira. – possa... ser...
- Preciso contatar Watari. Imediatamente.
Notas finais
http://www.google.com.br/imgres?q=quillsh+wammy&start=40&num=10&um=1&hl=pt-BR&biw=1024&bih=606&tbm=isch&tbnid=uu7dBOmobxzgXM:&imgrefurl=http://www.menewsha.com/forum/community/roleplaying-forum/fan-based/177238-wammys-house-death-note-rp.html&docid=wnTZXLz_q8oNHM&imgurl=http://i122.photobucket.com/albums/o268/YukinaW/girl.jpg&w=362&h=387&ei=TwBAT5HZOITV0QG62aDyAQ&zoom=1&iact=hc&vpx=766&vpy=185&dur=380&hovh=232&hovw=217&tx=147&ty=77&sig=106913586905156797993&sqi=2&page=3&tbnh=129&tbnw=147&ndsp=21&ved=0CKMBEK0DMCY4EA
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