Death Note - Phoenix
21 Mudança
–Vim lhe entregar isto, creio que não há melhor dono que você.- Ryuk se aproxima de Oliver e revela que segurando algo nas mãos que estava escondendo atrás de si, e esse algo era um... Death Note.
–Por que está me dando isso?– Perguntou Oliver com uma sobrancelha arqueada.
–Tenho a impressão que você irá precisar.– Disse o Shinigami.
–Eu não irei precisar...– Oliver deu um passo para trás. Depois pareceu que estava pensando em algo.- Mas pra você não prejudicar mais pessoas, eu ficarei com ele.– Ele tomou bruscamente das mãos de Ryuk.
–Oliver, está aqui!– Roger gritou do andar de baixo.
–Tenho que ir.– Ele disse pegando a mochila rapidamente.
–Temos que ir, esqueceu? Agora eu lhe sigo.– Disse Ryuk.
–Então vamos.– Eles foram para o carro e seguiram para o outro orfanato. Oliver sai da Wammy's House com a cabeça baixa, não acreditava que iria deixar tudo aquilo pra trás.
No carro, ele telefona para Misa.
–Oi Oliver.– Respondeu Misa.
–Misa, eu acabei de chegar à Inglaterra.
–Eu já estava preocupada, você está com Arisu?
–Não, ela já deve estar no jato a caminho do Japão.
–Você está bem?
–Não exatamente, eu fui transferido para um orfanato comum.
–Não se preocupe, nós iremos resolver isso. Agora eu preciso desligar, manteremos contato. A propósito, você saberia me dizer o nome da Arisu?
–Sim. Akira Arisu. Tome cuidado, como eu disse, não estarei aí para protegê-la.
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Arisu estava no jato a caminho do Japão.
–Acho que dessa vez eu irei aceitar o pedido de casamento de Mogi. Afinal de contas ele me ama, ele é diferente dos outros homens e...– Subitamente, começa a sentir uma forte dor no peito. Ela começa a olhar para os lados desesperadamente. E aos poucos a dor se intensifica rapidamente. Ela entende tudo o que estava acontecendo, liga o rádio comunicador e sussurra algo com o tempo que lhe resta, ela sente a aeronave começando a cair, mas isso não importa, nada mais importa agora.
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Na SPK, Near estava acompanhando o trajeto do jato, quando percebe que ele perde altitude. Ele recebe a mensagem que ela enviou, mas ignorou isso, depois ele iria analisar mais cuidadosamente. Tenta se comunicar com Arisu, mas não obtém resposta. Até que perde o sinal do avião de vez.
–Mogi?– Near o chamou.
–O que foi?– Respondeu o outro.
–Não quero te deixar preocupado, mas perdemos o avião da Arisu.
–Como assim?
–Ele desapareceu enquanto sobrevoava a Rússia.
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No dia seguinte, todas as TV’s estavam noticiando a queda do jato japonês sobre solo Russo. Mogi não acreditava no que havia acontecido, ele chorava intensamente como um bebê.
Ele estava sentado em um dos sofás do Q.G com as mãos no rosto. -Eu não deveria te-la deixado ir. Talvez isso não tivesse acontecido- Disse Mogi, logo sendo interrompido por Near.
–A queda do avião não foi algo acidental, na verdade mesmo que Arisu estivesse aqui ela teria morrido. Eu analisei as últimas gravações que ela havia enviado, ela parecia estar passando mal ou algo assim, sua respiração estava ficando mais fraca, e sua voz estava um pouco mais baixa. A propósito, suas últimas palavras foram: Eu teria feito a mesma coisa por você, Mogi.– Disse ele.
–E o que isso quer dizer?– Perguntou Mogi.
–Talvez ela estivesse se referindo a Misa. Não percebe? Sua namorada está sugerindo que Misa está fazendo tudo isso por amor a Light, ou seja, Arisu tinha tanta certeza quanto eu de que a Misa é Kira.
–Então o que estamos esperando?- Disse Mogi se levantando rapidamente.
–Nós não temos nenhuma prova concreta, não podemos chegar assim, invadindo a privacidade dela.
–Está bem, mas eu não vou ficar aqui parado.– Ele dirige-se a porta em passos apressados.
–O que você pretende fazer?
–A mesma coisa que ela fez com Arisu.
–Eu não autorizo você a sair daqui.– Near disse autoritário, mas com seu tom calmo de sempre.
–Então eu vou sair da SPK.
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Neste momento, Misa estava num avião, a destino da Inglaterra. Ela estava indo a um desfile de moda, que teria Londres como sede. Ela também pretendia fazer outra coisa, e já tinha um plano em mente.
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Mogi chega ao prédio da Misa, e nota que ela não estava em seu apartamento. Decidiu falar com o porteiro.
–Erh, com licença...
–Sim?– Respondeu o outro.
–A senhorita Misa Amane se encontra?
–Não, ela viajou.
–Pra onde?
–Não sei informar.
–Tudo bem.
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Assim que Misa chega na Inglaterra, liga para Oliver.
–Alô?– Ele respondeu com o seu tom entediado habitual.
–Oliver, é Misa, estou na Inglaterra.
–Você está onde?!– Ele exclamou, qualquer um poderia perceber surpresa em seu tom.
–Sim, você escutou certo, vim fazer um desfile, também pretendo fazer uma visitinha a você, qual o nome do orfanato que você está?
–“Sweet Sunshine House”
–Tudo bem, até logo.
–Até.
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A vida de Oliver no orfanato estava uma droga. Era tudo muito monótono, as crianças tinham um Q.I muito inferior ao dele, mas ainda sim ele fez um amigo: Walter, seu colega de quarto.
Oliver estava no quarto fazendo cálculos aleatórios sobre a cama enquanto Walter estava brincando com algum brinquedo no chão.
Quando de repente, uma campainha ecoa pelos corredores da instituição, fazendo Walter se levantar bruscamente e sair correndo, assustando seu colega.
Oliver podia ouvir o barulho das outras crianças correndo pelos corredores. Ele decide sair do quarto e ver o que está acontecendo.
Desce as escadas, e vê uma aglomeração de crianças no salão principal cercando um casal aparentando uns 40 anos cada.
–O que está acontecendo?- Ele pergunta a uma das crianças.
–Não reconhece o toque? Eles querem adotar uma criança!
–Já sei como vamos escolher quem vai ser o nosso filho.- Disse a mulher sorrindo.- Queremos alguém inteligente, então vamos fazer uma pergunta e nós adotaremos o dono da melhor resposta.- O casal ficou cochichando algo por alguns segundos.
–A pergunta é, pra vocês, o que é um mundo perfeito?- Perguntou o homem.
–Você primeiro.- A mulher aponta para Oliver.
–Um mundo perfeito é um mundo livre de políticos corruptos, ladrões, assassinos, traficantes e pessoas ruins em geral. E a única forma de obter isso é através da morte.- Oliver pronunciou a última palavra em um tom assustador.
Todos ficaram boquiabertos, os adultos, as crianças e a diretora.
–Uau, minha nossa, isso foi bem...- O homem começou a falar mas foi interrompido por uma garotinha loira.
–Um mundo perfeito é um mundo cheio de flores e bichinhos pra gente brincar.- Ela disse em seguida deu um rodopio.
–Aww, ela é tão fofa. Vamos adota-la.- A mulher disse decidida.
–É isso crianças, retornem às suas atividades rotineiras.- disse a diretora batendo palma.
Coitado de Oliver, se as coisas continuassem assim ele nunca seria adotado e levado embora daquele lugar que parecia secar sua inteligência aos poucos.
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