Death Note - Phoenix
19 Casamento
“Apesar disso, eu gosto da Misa, ela sempre tenta me proteger, talvez essa seja a hora de protege-la de volta...”
– Near, esse é o caderno que você me deu. – Diz Oliver fazendo os outros dois virarem-se pra ele.
– Você não está tentando protege-la, está? – Perguntou Near.
– Vamos, pode testar, peça para escrever meu nome.- Oliver tinha uma expressão confiante e segura em seu rosto.
Near passa o caderno às mãos de Misa com insegurança, e hesitando um pouco. Ela o pega um pouco incerta, quer dizer, se o Oliver estava dizendo que aquilo é falso, então é falso, certo?
“Provavelmente esse caderno é falso, Moriko esteve atrás de Near o tempo todo, e ainda sim ele a ignora”. Pensou ela.
– Vamos, escreva. – Disse Oliver apressando-a.
“Oliver Peterson” Ela escreve vagarosamente. Eles então esperam, Near estava um pouco apreensivo, Oliver calmo e Misa em dúvida, entretanto não estava nervosa.
Oliver respira fundo. O que tira a atenção de todos por causa do silêncio que percorria a sala. Near está olhando para o seu relógio de pulso. 35... 36... 37... 38... 39...40. Os segundos se passam e Oliver ainda continuava a olha-los.
– Viu, o que eu falei? – Disse ele.
“Mas se a Misa não é o Kira, quem é então?” Se perguntava Near. Ele assente. – É, parece que você é inocente. – Diz ele sorrindo. – Por enquanto... – Completou. – Enfim, estou indo. Oliver suas coisas já estão arrumadas?
– Não, mas eu sou rápido – O garoto levanta-se e vai em direção ao quarto correndo.
– Desculpe o incômodo. Mas você deve saber que eu estou fazendo meu trabalho. Espero que não guarde ressentimento por isso.- Disse Near quando Oliver já havia saído.
– Não tem problema. – Respondeu Misa sorrindo. — Eu entendo. Afinal o Light também fazia as mesmas coisas. A propósito, vocês tem alguma notícia do desaparecimento dele? Já fazem meses mas eu não tenho notícias, eu sei que o caso Kira é muito importante. Mas o Light também é, afinal ele seria de grande ajuda pra vocês. Não?
“Será que é possível que ela ainda não saiba?” Pensou ele. “Provavelmente é um blefe, nesse jogo jogam-se dois”. – Você já pensou na hipótese do Light estar morto Misa? Talvez o Kira tenha feito isso com ele, Você sabe, ele sempre lutou tanto para que Kira desaparecesse...
– Não acredito que isso tenha acontecido, é como se eu ainda sentisse que ele está vivo. É como se eu sentisse a presença dele, sabe? Além do mais se o Kira tivesse feito isso com ele, eu não sei se conseguiria perdoa-lo.
– Mas você não é fã do Kira?
– Não ao ponto de perdoa-lo pela morte daquele que eu amo.
– Mas o Kira mata criminosos, certo? Você não acha que Light tenha escondido algo de você esse tempo todo? — Diz Near com um sorriso irônico.
– Light sempre foi muito obcecado por justiça, eu tenho certeza que tudo que ele fez no passado foi por justiça, Kira não mataria alguém tão parecido com ele. – Respondeu Misa com a mesma feição.
– Vamos? – Disse Oliver surgindo na sala. Ele percebe o clima tenso. – Atrapalhei algo?
– Não, só estávamos nos despedindo. Adeus Misa. – Diz Near sorrindo.
– Adeus Near. Adeus Oliver. – Disse ela acenando, eles vão embora, e quando desaparecem pelo corredor Misa fecha a porta.
Eles descem o elevador. E seguem até o carro. Near então lembra-se do que havia dito a Oliver assim que o entregou o caderno. “Troque os cadernos... Troque os cadernos”. Suas próprias palavras ecoavam em sua mente.
– Oliver, uma pergunta. – Disse Near. – Você achou o caderno original na casa da Misa, não foi?
– O que o leva a crer nisso? – Perguntou ele.
– Você lembra que eu pedi para que você trocasse o caderno assim que o visse? E então, você fez o que eu pedi?
– Não, eu nunca achei o caderno original. Eu apenas escondi o falso da Misa para que ela não soubesse dos nossos planos.
– Você acredita em Shinigamis não acredita?
– Assim como você, eu só acredito naquilo que eu vejo.
– Repito a pergunta, você acredita em shinigamis?
– Assim como você, se eu tivesse visto um eu acreditaria.
– Vamos Oliver me diga, como é o shinigami da Misa?
– O que você está tentando fazer? Você acha mesmo que eu cairia em um joguinho desses, ah francamente Nate. Um simples jogo psicológico para conseguir a confissão de um criminoso qualquer, convenhamos, mesmo que eu tivesse visto algo e estivesse tentar esconder isso de você, acha mesmo que eu cairia nisso?
– Ok, ok. Vou acreditar que você nunca pegou no original. Mas caso eu descubra que você está mentindo.
– O que você faria?
– Vou considera-lo como cumplice do caso Kira. Sendo assim, você será parte culpado pela morte de centenas de pessoas.
– Está bem, sinta-se a vontade para me investigar.
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Os dias se passam. Durante esse tempo, Kira não havia matado ninguém, aumentam as possibilidades de que talvez Hideki tivesse sido o Kira, o Hora da Justiça foi suspenso por tempo indeterminado, os seguidores de Kira entraram em desespero, a criminalidade crescia a cada dia, os membros da força-tarefa sentem-se mais aliviados, e pensam em seguir a diante com suas vidas. Agora, faltavam apenas algumas horas para o casamento de Matsuda.
Misa estava caminhando pelo aeroporto de Kanto, a procura de seu primo. Ela passa os olhos por todos, mas finalmente o encontra, Kaya era alto, tinha cabelos loiros e olhos cor de mel, tinha uma feição gentil e era robusto, vestia um paletó. E No momento estava lendo um jornal, em um restaurante.
– Kaya! – Exclamou ela.
– Olá Misa. Quanto tempo. – Diz ele a puxando para um abraço. – Nossa você não cresce mesmo né. Ainda continua com o mesmo rosto do que antes, e a mesma cara de criança. – Ela faz uma careta.
– E você continua o mesmo né, sempre zombando de mim. Mas quando nós éramos pequenos...
– Você era pequena? Você é pequena. Não me lembro de ver você menor que isso.
– Ah dane-se, vamos logo já estamos atrasados. – Eles foram caminhando até o estacionamento.
– Você não estava noiva? – Perguntou ele estranhando o fato dela tê-lo chamado para ser seu acompanhante.
– Digamos que o noivo desapareceu, e agora estamos indo para o casamento da irmã dele.
– Só espero não chamar mais atenção mais que o noivo. – Diz ele endireitando a gola.
Ela revira os olhos. –Não seja presunçoso. – Ela abre a porta do carro. – Vamos entre.
– Não deveria ser o contrário? – Ele pergunta arqueando uma sobrancelha.
–Dane-se, apenas entre. – Ela o empurra.
Eles seguem até o apartamento dela.
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Misa bate na porta, e Oliver a recebe.
– Está pronto Oliver? – Perguntou ela.
– Sim. – Disse ele.
– Como você pode deixar uma criança sozinha aqui? – Perguntou Kaya se jogando sobre o confortável sofá do apartamento de Misa.
– Digamos que ele não está sozinho. – Disse ela olhando para Moriko com um sorriso.
– Misa, você poderia me ajudar a colocar a gravata, só falta isso. – Disse Oliver indo ao quarto.
– Eu ajudo. – Disse Kaya se levantando.
– Não, só Misa sabe o nó que eu quero. – Ele gritou já de dentro do quarto.
– Está bem então. – O loiro sentou-se no sofá de novo.
Misa foi para o quarto. Ao encontro do garoto, ele estava segurando uma gravata.
– Não precisava ser grosso com ele. – Disse ela.
– Na verdade não era o nó da gravata que eu queria que você fizesse, é que eu tenho algo para lhe entregar... ou devolver.
– O que?
– Espere. – Ele vai até a gaveta, e retira um caderno. E a entrega.
– De novo isso? O que você está tentando fazer?
– Pegue, eu sei que é seu.
– Eu não sei o que é isso.
– Não é isso que eu vejo na sua shinigami.
– Eu não tenho uma shinigami.
– Engraçado, foi a mesma coisa que a Moriko me disse. Agora pegue.
Ela assentiu e retirou o caderno das mãos dele. – Você vai me denunciar?
– Se eu tivesse que denuncia-la, já o teria feito. Se você for presa não será por minha culpa. Apenas guardei isso para protegê-la.
Misa fica um momento apenas olhando para aqueles olhos, ela não pudera acreditar que ele tinha feito isso por ela, a sua única reação foi abraça-lo. – Obrigada Oliver.
Ele a afastou carinhosamente. – Ok,ok, mas agora você precisa me arrumar, já estamos atrasados. – Ele põe o nó da gravata em questão de segundos e Misa corre para o banheiro, toma banho e põe um vestido longo e vermelho, arruma o cabelo e em alguns minutos está pronta. Mas não saiu do quarto, precisava fazer algo antes.
Misa começou a murmurar baixinho. – Matsuda foi um dos traidores do Light, ele o tirou de mim. Eu pretendia ter uma vida feliz ao lado do meu amado, mas não me permitiram isso. Então, não poderei deixar que ele viva o que eu não vivi. Além do mais, não acho justo a Sayu casar com um dos responsáveis pela morte do seu querido irmão.
– O que você pretende fazer? – Disse Moriko.
– Então você estava aí escutando? Eu irei matar o Matsuda.
– Não que eu me importe isso, mas vão saber que é você.
– De forma nenhuma, você verá. – Ela pega o caderno, e faz algumas anotações. Minutos depois, ela já estava saindo do quarto, ao encontro dos outros. – Vamos?
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Alguns minutos se passam e eles chegam ao templo, seria uma cerimônia oriental tradicional, com alguns traços ocidentais.
Os noivos já estavam no altar, e um ancião a sua frente.
– Atrasei-me de novo. – Disse ela posicionando-se ao lado de uma das convidadas.
A cerimônia seguiu normalmente, e os noivos trocaram alianças, e fizeram os votos. Após isso, é servido o Saquê, os noivos pegam os copos e levam até boca. Bebem o líquido e ao final, tentam colocar ao mesmo tempo o copo sobre a bandeja. Mas o de Matsuda cai antes do da Sayu, fazendo todos se entreolharem surpresos.
– O que aconteceu? – Perguntou Oliver que estava ao lado de Misa.
– Matsuda fez com que o copo dele batesse na bandeja antes do da Sayu.
– E daí?
– E daí que, segundo a nossa tradição, quem deixar o copo do saquê cair primeiro, morrerá primeiro.
– Entendi.
De repente, um homem entra no templo gritando, segurando uma pistola e fazendo todos se jogarem no chão. Ele segue até o altar, e sem falar nada, dá dois tiros no peito de Matsuda, e segundos depois, aponta para a própria cabeça e se mata. Todos começaram a gritar, algumas pessoas correram para fora. Sayu ajoelhou-se ao lado do seu agora, esposo.
– Mat.. tsu..da. – Disse ela com os olhos arregalados. Lágrimas rolavam intensamente pelo seu rosto. – Por quê?
Todos saíram, os únicos que permaneceram no templo foram os membros da SPK, Mogi e Arisu, Sachiko estava em choque, Misa, Oliver e Kaya.
Enquanto todos se aproximavam do corpo, Near observava tudo de longe. “Isso foi muito suspeito. Aposto que é coisa do Kira, e muito provavelmente é alguém que conhece muito bem a força-tarefa...”
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