Death Note: Os Sucessores - 2 Temporada
9 Cap. 8: Adoradores de Kira
Notas iniciais

Sayu estacionou o carro dentro de um complexo de blocos afastado da cidade. Era um antigo hotel de campo que havia sido abandonado e onde os Adoradores de Kira haviam se estabelecido.
Durante a época de Light Yagami várias pessoas o apoiavam principalmente na internet onde formavam vários grupos. Assim um dos membros criou a Seita dos Adoradores e Seguidores de Kira juntamente com outras pessoas que estavam dispostas a seguir e ajudá-lo.
Depois de ser sequestrada Sayu passou algum tempo numa casa de repouso junto com a sua mãe e foi lá que ouvia todas as informações do caso Kira e juntando as peças do que viu durante sua troca descobriu sobre o poder do Death Note que havia presenciado. Concluiu então que os sequestradores que queria esse poder simplesmente para si deviam ser punidos, que Kira tinha razão e ele devia julgar e punir os maus.
Ela se juntou a Seita escondida de seus pais e principalmente de seu irmão que, até onde ela sabia, investigavam o caso junto com o L. Só depois da morte de Light é que ela soube que ele além de ser o L era também o Kira. E isso só fez com que ela se empenhasse mais na Seita.
Apesar da morte de Kira eles continuavam acreditando em seu poder e decidiram continuar sua missão. Diversas vezes era a organização por trás de ataques terroristas e assassinatos em série daqueles que faziam o mal, ameaçavam a sociedade e apodreciam o mundo.
Sayu ocupava um dos mais altos cargos da Seita por ter conseguido tantas pistas e informações que só eram compartilhadas com os Altos Seguidores, pois não se tinha como saber se todos eram de confiança e tinham total lealdade para falar sobre o Death Note a eles. Aquele era um assunto delicado um segredo digno apenas aos que provassem que estavam mesmo dispostos a continuar o legal de Kira. E diversas vezes encontraram espiões que, claro, foram eliminados.
Ao descobrir sobre isso Maisy entrou em contato com Sayu e a Seita foi renovada com a volta do Novo Kira que tinha sua palavra absoluta. Por ser filha do Light e ter obtido um Death Note todos acreditavam que ela era a escolhida para controlar aquele poder e continuar seu trabalho. Mas aquela seria a primeira vez que ela teria contato direto com os membros das Seitas.
– Sayu. –oO homem que havia confrontado Annie e ter dito ser um grande fã se aproximou. Usava um casaco preto aberto, tinha um pouco do cabelo nos olhos e os óculos escuros estavam pendurados na blusa clara. – Que bom que retornou irmã. – eles se abraçaram enquanto Maisy descia do carro seguida por Ryuk que atravessou a lataria.
– Belo lugar. – disse o shinigami. – Pelo menos não será encontrada pela L.
– Isso não me preocupa. Ela não tem nada contra mim. – ela disse olhando para o nada chamando a atenção de Katsu que encarou Sayu.
– Ah! Sim. – Sayu se aproximou. – Maisy esse é Katsu Ogawa um dos nossos Altos Seguidores. Katsu está é...
– Kira. – ele a interrompeu e se aproximou de Maisy. – É uma honra finalmente poder conhecê-la. – ele fez um reverência.
– É um prazer conhecê-lo também. – Maisy se fez de simpática sorrindo, mas mantendo seu tom sério. – Sayu onde posso ficar? Tenho que me preparar. Sei que L já deve estar tramando alguma coisa.
– Mil perdões. – disse Katsu. – Mas não irá falar com os membros da Seita?
– Claro que irei. Mas não hoje. Primeiro preciso ver o rumo que as coisas estão tomando, refletir sobre o que irei fazer e só então falarei com todos vocês.
– Parece bem justo. – argumentou Sayu. – Foi uma manhã agitada. Temos uma ala preparada para você. Me acompanhe.
Sayu entrou por um corredor e Maisy a seguiu. Katsu também acompanhou as duas. Eles atravessaram um jardim circular morto e chegaram até uma grande porta de madeira que dava acesso a um dos maiores blocos do lugar.
Isso está me lembrando até a Clínica Tamashi. Que sensação estranha. Pensou Maisy.
– Este é o bloco conhecido como Palatium e por isso reservamos para você. Acreditamos ter tudo que atenda suas necessidades, mas caso falte algo basta pedi que conseguiremos imediatamente. – Katsu disse abrindo uma das porta que levava a uma grande sala retangular mobiliada. Era a sala que precedia a suíte.
– Obrigada. – ela entrou. – Preciso repousar um pouco antes de voltar a ativa. Peço que não perturbem minha privacidade.
– É completamente compreensivo. – disse Sayu. – Há um telefone na cozinha, se quiser algo basta ligar.
– Colocaremos guardas na entrada e vigias em todo o complexo. Está completamente segura Senhora.
– Certo. Por enquanto eu só gostaria de algumas maçãs. Não... Várias maçãs. Não consigo pensar sem comer maçãs.
– Entendido.
Ele finalizou e fechou a porta sobre as comemorações de Ryuk. Maisy esperou exatos cinco segundos depois que a porta se fechou e então caminhou para a sala onde ligou a TV bem alto. Depois disso pegou papel e caneta e começou a rabiscar um papel próximo.
– Que tratamento de rainha. – comentou Ryuk. – Esse pessoal te adora mesmo. – ele olhava o quarto enquanto Maisy parecia entediada. – E quanto a L? Qual o próximo passo?
Ela não respondeu.
Que estranho. Ela esta calma demais depois de uma derrota.
Ele se aproximou e olhou no papel que ela rabiscava. O que é isso?
O papel estava cheio de números.
2201190321120805 15 1215030112 ....
Logo Ryuk entendeu o código, pegou seu Death Note e começou a decifrar enquanto Maisy tentava esconder sua raiva e impaciência. Depois de certo tempo ele conseguiu resolver tudo.
Vasculhe o local. Encontre câmeras e escutas. Não confio neles. E cuidado. Sayu pode te ver.
Ele ficou na frente de Maisy e a encarou. Seus olhos pareciam arder em chamas.
– Sabe, vou dar uma volta. Isso aqui esta ficando entediante. – ele atravessou a janela e abriu as assas.
Depois de um tempo andando pelo complexo ele descobriu varias coisas.
Maisy tinha razão. Essas pessoas estão bem preparadas, mas parecem mesmo adorá-la... Ou melhor ao Light. Câmeras e escutas não são o problema. Eles não tem nada que possa culpar ou entregar qualquer um aqui.
Ele voava sobre um dos prédios mais altos.
Muitas antenas. E tem aquela sala cheia de equipamentos. Esses humanos são inteligentes, astutos e podem ser muito úteis então. Mas espera... Onde está a Misa? Ainda não a encontrei. Maisy me disse especificamente para deixá-la no galpão com Katsu Ogawa.
Ah! Sim... Eles usam os nomes verdadeiras, se sabem do Death Note não temem seu poder. Bom, em todo caso devo recuperar o da Maisy também até porque preciso de mais e mais almas.
De repente uma sombra pairou sobre ele, era um shinigami com uma caveira de olhos vermelhos no lugar da cabeça, usava uma espécie de casaco de couro sobre o tronco que cobria seus braços e levava sempre uma arma do seu mundo feita de ossos e uma afiada lâmina..
Ele se jogou sobre Ryuk fazendo-o cair num dos jardins mortos perto do complexo de blocos.
– Yokusa... – Ryuk disse quanto atingiu o chão e encarou seus olhos vermelhos. O outro Shinigami pegou sua espada e a prensou contra o pescoço de Ryuk.
– Olá velho amigo.
– Mas o que é isso? – ele ficou irritado. – O que pensa que está fazendo?
– Desculpa, não é nada pessoal. – Yokusa começou. – Se fosse por mim eu nem estaria aqui, depois daquela sua história sobre o Yagami eu até te devolvi o caderno a mais que peguei e ficaria assim. Estava interessante mesmo lá do nosso mundo. Mas o Rei... Bom. Ele não gostou nadinha de você roubar um Death Note dele.
– Do que está falando, você me deu aquela caderno.
– Sim. Mas não era pra você colocá-lo no seu nome e pegar as almas. – Ryuk ficou surpreso por ele saber. – O Rei está furioso, mandou todos atrás de você, exigiu que qualquer um levasse informações sob pena de ser eliminado. Então, entenda, só estou cumprindo ordens.
– Não. – disse Ryuk. – Está apenas tentando salvar a própria pele e ainda por cima ver algo acontecer naquela maldito mundo onde tudo só apodrece. Hehe. E eu achando que isso era uma característica típica dos humanos.
Ele segurou a espada e empurrou o outro shinigami metros a frente disparando uma espécie de luz cinzenta das mãos.
– Parece que me enganei. Nós shinigamis temos várias semelhanças com essa raça. – ele juntou a palma das mãos e depois as separou lentamente formando um kusarigama¹ brilhante. – E depois de ser a sombra de dois Yagami aprendi algumas coisas.
Ele sorriu confiante enquanto outros vultos desciam do céu e se espalharam ao seu redor. Seu sorriso foi diminuindo. Estava cercado de shinigamis e por mais que tentasse não via nenhuma saída. Era seu fim.
É Light... Maisy... Parece que acabou pra mim também.
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