Death Note: Os Sucessores - 2 Temporada
21 Cap. 20: Definindo Os Lados
Notas iniciais

Scot estava achando toda aquela conversa muito suspeita. Sabia como Misa era, mas pra estar ali quase que sondando informações dele... Maisy com certeza estava pro trás disso.
– Então... – eles jogavam um jogo de tabuleiro enquanto comiam alguns biscoitos com suco. O inverno estava passando. – E você? – ele perguntou. – Esteve sob custódia todo esse tempo, deve ter sido horrível.
– Não. Quer dizer foi, mas... – ela suspirou. – Eu acho que nada mais pode me atingir. Eu me tornei uma pessoa vazia desde que Light se foi. – ele se espantou. Ela realmente gostava dele.
– Sinto muito. – ele parecia sincero. – Mas pelo menos poderá realizar o sonho dele. Você é muito importante para tudo isso.
– V-Você acha mesmo?
– Eu tenho certeza. – ele sorriu. – Agora mesmo você é que está fazendo o trabalho de Kira. Está ajudando o mundo a se livrar de todas essas pessoas más.
– É. Tem razão.
– Se bem que eu devolvi o caderno pra Maisy e ela deve voltar à ativa. Mas tenho certeza de ainda teremos muito no que ajudar não se constrói um novo mundo sozinho.
Ela ficou pensativa encarando o tabuleiro. Scott estava na frente.
– Vá em frente. Pode me perguntar. – ele girou a roleta e andou cinco casas no tabuleiro.
– Eu... Eu juro que nunca soube sobre você ou a Maisy do contrário teria feito algo a respeito. – ela disse parecendo que ia chorar de novo. – Me desculpe.
– Você não tem culpa de nada disso. – ele falou sério. – O culpado é Near. Ele que nos separou, inventou todo esse teatro e ainda teve a cara de pau de me colocar na linha de sucessão dele apenas pra brincar comigo.
– Hã? – ela não sabia dessa história. – Como assim?
– Eu fui mandando para a Wammy’s House. Estive lá desde que nasci o que é muito estranho. Normalmente as crianças vão para lá depois de um tempo quando mostram algum potencial, mas eu fui exceção a essa regra. – ele continuou jogando. – Quando se faz 11 anos lá você muda para o prédio dos dormitórios onde ganha um quarto pequeno, mas apenas seu. Depois disso você tem que merecer estar lá principalmente se escolher trilhar o caminho de suceder o L. Coisa que eu não fiz.
Misa parou de jogar e ficou olhando para o rapaz
– Entretanto como todos eu tive que sobrevier, que trabalhar. Você tem que começar a arrumar seu próprio dinheiro já que a instituição para de bancar tudo se limitando a nos dar o básico. Você pode fazer isso dentro do próprio orfanato com aulas para os mais novos ou do lado de fora, pode ajudar até a própria polícia em alguns casos. Bom, foi nessa parte da minha vida quando eu tinha 15 anos que subitamente L também me convocou para um treinamento mais específico.
– Ele só esteve brincando com você o tempo todo, né. Só queria ficar de olho em você.
– Sim. E acredito que fez o mesmo com a Maisy. A diferente é que ela sempre soube de tudo, mas eu demorei um pouco para descobrir a verdade. – ele sorriu. – Mas depois disso é que tive mais certeza de quem eu era e o que devia fazer. Foi aí que o verdadeiro jogo começou, eu contra taquei L. E pus fim de uma vez por todas à Near.
– Espera aí. – ela se sobressaltou. – Você matou Near?
– Claro que não. – ele se fez de misterioso. – Todos sabem que Near sofreu um acidente enquanto estava em uma investigação. E isso é tudo.
Foi a vez de Misa sorrir.
– Você me lembra muito o Light. Acho que vai ser bom estarmos todos juntos de novo. – ela sorriu feliz.
– Mas se eu me lembro bem você fez o acordo dos olhos. – ele voltou a ficar sério. – Seu tempo de vida foi reduzido pela metade, talvez não tenhamos a chance de ser uma família assim.
Misa então se lembrou do acordo que tinha feito com Maisy de que assim que encontrasse o outro caderno ela escreveria seu nome. Mas já havia dois cadernos, ela tinha os olhos de shinigami e isso foi antes de saber que seus filhos estavam vivos. Teria que rever tudo isso.
– Falando assim você me faz pensar que... Tudo isso foi um erro.
– Eu não disse isso. Mas pode estar certa em alguns pontos. Claro, você não sabia sobre a gente e agarrou a melhor das opções na hora. Queria ser útil, certo. – ele falava calmamente. – Entretanto você reduziu seu tempo de vida mais de uma vez, corremos o risco de você morrer a qualquer momento. – Misa o encarou boquiaberta, não tinha pensado naquilo. – Isso não soa assustador, mãe?
Ele moveu sua peça para a última casa do jogo ganhando a partida. Misa suspirou.
– Um pouco, mas eu não temo a morte. – ela se levantou e dessa vez Scott foi quem ficou surpreso. – Foi um bom jogo, não que eu esperasse ganhar, claro. Terminamos aqui, mas tenho trabalho a fazer já que Maisy não mudou seus planos ainda. Nos vemos amanhã Scott. – ela se despediu e saiu. Ele acenou para ela.
Misa... Eu não esperava que ela fosse tão inteligente. Obrigado pela dica, mãe.
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– Sophie. – Watari entrou na van que estava escondida. – Está quase na hora.
– Certo. Reúna todos, vamos repassar o plano.
Todos os agentes se reuniram atrás da van. Alguns tanto insistiram que, assim que se recuperaram, Sophie, os deixou voltar à investigação até porque precisava de mais pessoal para aquilo. Então atualmente os membros da SPK que estavam naquela operação eram: Annie Tabolt, Ayumi Tanaka, Hilde Yamada, Jonas Burg, Matsumi Kinoshita, Kanzo Mogi, Raissa Makarov, Rose Harris, Samuel Wright, Shuichi Aizawa, Touta Matsuda, Watari e o próprio L.
– Boa noite a todos. – ela começou. – O momento da invasão se aproxima e gostaria de recapitular nossos objetivos. Assim que entrarem eu estarei acompanhando tudo pelas câmeras dos capacetes e ajudarei no que for preciso através dos comunicadores. Nosso principal objetivo é recuperar todos os cadernos, mas acredito que Kira possa tê-los escondido muito bem então assim que avistarem Misa Amane a capturem, mas lembrem de que como Segundo Kira ela pode matar apenas com o rosto. Estamos em pouco número então a estratégia e surpresa será tudo o que teremos de vantagem. Caso Maisy consiga reverter à situação ou mesmo passar a nossa frente recuem imediatamente e façam o que for preciso para saírem de lá vivos. – eles assentiram já de uniformes. – Muito bem. Vamos atacar Kira.
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Scott andava de um lado para o outro. Tinha passado a noite resolvendo puzzles como Sudoku, palavras cruzadas, quadrados mágicos e tantos outros que ia criando e decifrando até que Nigeri se cansou e saiu para o telhado ainda perto do quarto dele. Ele não podia vê-la, mas a percebeu? Misa deu algum escorregão quanto a isso?
O sol começava a raiar e ele observava os fundos da construção pela janela. Lá embaixo ainda havia sentinelas de plantão, mas ele não se importou. Não tinha nada a temer. Foi aí que notou a neblina que vinha se aproximando.
Isso é muito estranho, mas considerando nossa altitude....
Alguns minutos depois a neblina atingiu o pátio e ele reparou como era espessa. Ele espreitou pelo canto da janela e em poucos segundos a neblina cobriu tudo a sua frente e ele mal conseguia ver os homens que o estavam vigiando.
– Ei. O que é isso? – ouviu um deles dizer. – Essa neblina é estranha.
– Não sei, mas vá avisar aos superiores. Pode ser que tenhamos que nos deslocar por conta disso.
– Certo. – ele ouviu os passos, mas logo foi interrompido por um gemido de surpresa e um baque surdo.
– Hã? – o outro homem saiu de sua posição. – Mas o que... – a voz dele se calou subitamente.
Scott que estava apenas olhando pelo canto levantando a cortina deixou ela cair novamente. Tabolt sua maníaca meticulosa. Pegou sua jaqueta e a vestiu enquanto corria até a porta. A abriu num chute fazendo os guardas da entrada levantarem suas armas.
– Avisem a Maisy que estamos sendo atacados. – ele puxou a arma da cintura de um deles que ficou catatônico. – Agora! – ele gritou e saiu pelo corredor.
Maisy se preparava para voltar para casa, organizando cada detalhe para fazer um sequestro convincente e ter sido salva pro Katsu que era um policial. Conversavam os últimos detalhes quando Sayu entrou apressada no quarto com Misa que segurava o caderno entre os braços.
– M-Maisy... – a morena estava ofegante. – Estamos sendo atacados. – a garota se levantou rapidamente.
– O que?
– Deve ser o L. – disse Misa. – Scott disse que viu alguns homens sendo derrubados...
– Scott? – ela trincou os dentes e fechou os punhos. – Ele nos entregou. Está do lado deles, eu sabia. Eu vou matá-lo... – ela se calou olhando para Misa que parecia assustada com suas palavras.
– Isso não vem ao caso agora. – Katsu a segurou pelo braço. – Temos que tirar Kira daqui imediatamente. – ele olhou para garota. – Vamos ter que adiantar nossos planos, minha senhora. – e a puxou para o corredor pegando Misa também. – Sayu deixo o resto com você.
– Entendido. Vão!
Eles dispararam pelo corredor quando ouviram uma explosão que os jogou no chão. Scott apareceu à frente deles todo empoeirado com uma pistola automática e sangrando na perna direita onde a calça estava rasgada.
– Estão danificando os sistemas e acabaram de arrombar a porta deste pavilhão. – ele levantou Misa enquanto Katsu ajudava Maisy. – Temos que chegar logo aos carros e fugir daqui.
– Não seja hipócrita. – dradou Maisy. – Você os trouxe aqui.
– O que? – ele estava ofendido. – Como pode achar isso? Eu fui baleado e você ainda acha que estou do lado deles.
– Ele está dizendo a verdade. – Nigeri informou para as duas que eram as únicas que podiam vê-la. – Estive com ele bastante tempo e ele não fez nada de suspeito.
Maisy olhou para ela e Scott entendeu que o shinigami devia estar lá.
–O tempo todo? – ela se limitou a perguntar.
– Fiquei o suficiente, saí quando já estavam invadindo o lugar.
– Mandou um shinigami me vigiar? – ele cerrou os olhos e a garota retribuiu na mesma moeda.
– Vou te dar esse voto de confiança, mas acredite Scott se me trair, se eu descobrir que está por trás disso eu juro que... – ela ouviu um estalo.
– Não se mexam Yagamis. – um vulto preto de capacete apareceu atrás de Scott apontando a arma pra eles que se viraram imediatamente.
– Tabolt. – ele reconheceu sua voz e mais que depressa levantou a arma pra ela também. – Pensei mesmo que Sophie não desistiria, mas confesso que não pensei que encontrariam esse lugar. Tirei seus rastreadores, como me encontraram?
– Não seja metido. Quem disse que viemos por você? – ela olhou para o lado de Misa, Maisy e Sayu. – Entretanto é como dizem. Olho por olho, irmã por irmã. – ela apontou a arma para Maisy.
Os disparos ecoaram pelo local junto com o grito de Misa. Annie cambaleou para trás e teve que se apoiar na parede. Scott saiu com o sangue jorrando do seu ombro. Entrou na frente da irmã no último instante com o braço esquerdo aberto enquanto com a outra mão atirava em Annie. Ela como sempre estava com a mira impecável e mirou no coração de Maisy ele, entretanto só conseguiu atingir seu abdômen de raspão.
– Não. – Misa começou a chorar. – De novo não! – ela gritou pegando uma arma. – L você não tirará mais ninguém de mim. – e atirou e atirou, mas tinha uma péssima mira e Annie conseguiu desviar e escapar pelo corredor enquanto o teto cedia impedindo Misa de seguí-la.
Maisy se abaixou e olhou fixamente para o rapaz que arfava.
– Nu-Nunca diga que nunca fiz nada por você. – ele tossiu um pouco de sangue. Ela se levantou.
– Sayu leve Misa daqui usando o helicóptero e avise os outros para baterem em retirada assim que sairmos, mas antes mãe, me dê seu Death Note. – a loira obedeceu e Maisy o colocou por dentro da roupa junto com o outro. – Katsu coloque-o nas suas costas e vamos até a garagem. Vamos fazer umas mudanças no meu plano de voltar para casa.
– Sim, senhora. – eles obedeceram
Misa e Sayu correram para um lado e Katsu, Scott e Maisy pularam a janela e pegaram o andaime descendo até o térreo. A garota pegou a arma da mão do irmão e destravou.
– Me chamam de assassina, vou dar a eles motivos para falar isso. A parti de agora Kira não mata apenas com o Death Note. – ela sorriu de canto e correram rumo à garagem.
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