Death Note: Os Sucessores - 2 Temporada

12 Cap. 11: The Tales Of Ryuk I


Notas iniciais
"Apesar do jeito que você estava me zuando Agindo como se eu fosse parte da sua propriedade Lembrando-me de todas as vezes que você brigou comigo Eu estou surpreso que isso chegou tão longe As coisas não são do jeito que eram antes Você nem ia me reconhecer mais Não que você me conhecesse há uns tempos atrás." Música: In The End - Linkin Park http://meu.vagalume.com.br/fanicarolin/playlist/4911267/

Ryuk estava tonto quando finalmente conseguiu recobrar os sentidos e abrir os olhos. O lugar estava escuro exceto pela pequena luz que entrava por entre as grades da janela. A cela não era muito diferente das penitenciarias humanas, ele pode constatar.

Havia uma grande porta de metal com um pequena passagem que devia ser para comida algo que não fazia sentido, as quatro paredes que o cercavam era tão altas que se perdiam de vista e estavam sujas de sangue. O local inteiro exalava um cheiro horrível de podridão. Das paredes pendiam correntes onde ainda era possível ver os restos que sobraram de antigos prisioneiros.

Logo Ryuk viu que também estava preso a uma delas e completamente imobilizado. Braços, pernas e assas estava firmemente presos nas correntes que eram de materiais diferentes do mundo dos humanos. Não importava o quanto tentasse não poderia rompê-las ou atravessá-las.

Seus olhos vermelhos focalizaram o lugar nebuloso. Em pé encostado na pesada porta com uma perna dobrada estava Light. Ryuk o encarou, mas toda a atenção do homem estava num pequeno livro de capa roxa vinho.

– Você esteve bastante ocupado. – disse por fim olhando para ele e balançando o objeto no ar. Aquilo era onde Ryuk tinha anotado todos os acontecimentos da viagem ao mundo dos humanos e seus pensamentos. Era o que costumava fazer enquanto recebia suas almas. – Quer dizer que até os Deuses da Morte tem diários. – ele riu.

– Light. – Ryuk tossiu. – O que faz aqui?

– O que você acha? Admirando a paisagem é que não estou.

– Então também está preso. Por quê? O que fez? Como veio parar aqui? – Ryuk não conseguia processar aquilo. Jurou que nunca mais veria Light de novo. E tê-lo ali na sua frente era aterrorizante.

– Você não foi o primeiro nem o único que quebrou algumas regras. Além do mais o Rei disse que sou altamente perigoso por conta de tudo o que sei e também o que aprendi aqui e com o Death Note. Parece que ser um gênio é o meu crime.

– Você não devia estar aqui.

– Foi você quem me matou, Shinigami.

– Não. Não falo sobre isso. É sobre vim para esse mundo. As pessoas que usam o Death Note nunca vieram pra cá antes. Como você pode estar aqui?

– Nunca vieram ou você nunca percebeu?

Ele ficou pensativo e Light se aproximou lentamente. A cada passo dele Ryuk se sentia diminuir. Tentou se erguer, mas nem conseguia ficar de pé por causa das correntes.

– Há mais entre nossos mundos do que podemos saber. Se quem que... Agora este é meu mundo. Tenho estado aqui ao que parecem milênios. O tempo parece nunca passar, mas ainda sim tudo apodrece. – ele se agachou ficando cara a cara com Ryuk. – Por isso estou tão feliz que esteja aqui.

– Hã??

– É. A parti de agora as coisas vão ficar mais animadas. Não está óbvio? Ambos fomos colocados aqui propositalmente. Acontece que você perdeu. Agora é um elemento para me livrar do meu tédio. Então Ryuk é a sua vez. – seus olhos ganharam um aspecto maligno. – Me mostre o quão interessante os shinigamis podem ser.

– Você está cada vez mais louco Light. – ele rebateu tentando se manter controlado. Light riu e se levantou caminhando de costas para ele.

– Deve ter alguma verdade nisso, mas em todo casso não devia reclamar. – ele voltou a se virar para Ryuk. – Quem mais te ajudaria a escapar, velho amigo?

– O que?

Light voltou a mostrar o livro.

– Maisy Takeshi, minha filha é o Novo Kira e ao que parece você está a mercê dela. Nunca pensei que Misa poderia ter sido tão útil a ponto de me deixar uma sucessora ainda mais como ela. – ele andava de um lado para outro tranquilamente como se ainda estivesse no seu quarto planejando sua próxima ação e como que para mostrar que agora era Ryuk quem estava indefeso. – Acontece que ter os serviços de um shinigami também é muito útil ainda que esteja sujeito as regras.

Ryuk se contorceu um pouco.

– E isso que está sentido, todas essas dores e tonteiras é por conta das almas que absorveu.

– Como assim?

– Por que acha que este mundo apodrece? Porque o Rei despeja parte do poder das almas aqui. – ele se abaixou e pegou algo no chão. – Agora tente raciocinar comigo. – ele mostrou uma maçã arenosa para ele. – Se isso tem esse efeito no seu mundo imagine o que fará com você. Ainda mais que tudo é amplificado no Mundo dos Shinigamis.

– Está blefando.

Light pareceu ofendido e jogou a maçã contra a parede a milímetros de seu rosto.

– Por que acha que eles simplesmente te jogaram aqui? Você vai morrer Ryuk. As almas dentro de você são humanas e cheias de emoções. Como são criminosos você está cheio de ódio, rancor e raiva, mas também não importaria se fosse algo tolo como amor. Shinigamis não podem lidar com sentimentos. Eles irão te destruir assim como aquela maçã, como este mundo. Você só tem duas opções: se livrar delas, perder todo o poder e voltar a ser um shinigami normal ou absorver ainda mais, aprender a controlá-las e superar o seu Rei despejando, por sua vez, tudo o que não puder aguentar.

Ryuk ficou pensativo novamente. E então ligou as coisas.

– O trono. – ele disse e Light ficou surpreso com sua dedução. – É o Trono o que faz com que as almas sejam absorvidas por todo o mundo e por isso cada coisa nele, até mesmo os shinigamis apodrecem.

– Sim. E o amuleto que ele carrega no pescoço ajuda a manter as almas controladas.

– Então o que tenho que fazer é tomar o lugar dele. Assim poderei sobreviver e ainda ter muito poder. Sem falar que posso fazer com que este maldito mundo melhore... – ele se pôs a pensar. – Se os outros saberem a verdade talvez tudo mude por aqui. Posso levar os Deuses da Morte a ascensão, serem importantes de novo. Sob meu comando esse mundo deixará de apodrecer e irá progredir. – ele saiu de seu devaneio e lançou um olhar determinado para Light que o observava incrédulo, aquele não era o mesmo shinigami que conhecia. – É como um amigo me disse uma vez. Eu tenho que me tornar o Rei desse Novo Mundo.

Light olhou para ele e riu cada vez mais alto se divertindo com tudo aquilo. Sua gargalhada sempre ecoava por todos os lados e atingia as profundezas de Itami.

Notas finais
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