Notas iniciais
Não faço a mínima idéia se gostaram do início da história, mas vou continuar mesmo assim.
Nesse capítulo aparece o onzeiro, que é uma espécie de banqueiro, agiota ( que realiza empréstimo ), que por algum motivo era condenado pela Igreja naquela época e por isso está na história.
Espero que gostem^^

— Depois dessa peça é melhor nós escondermos muito bem o Death Note — Near comentou.

— Por que? — Matsuda.

— Porque o Yagami vai voltar com a idéia de julgar todo mundo — explicou Matt.

Voltando à peça...

— Agora quem se aproxima da barca do Inferno é um Onzeiro — o narrador informa.

Mogi se aproxima de Raito, andando rígido, usando um terno bem antiquado e diz gritando — Para onde vai esta barca?

— Mogi-san, não precisa ficar tão nervoso — Raito sussurra e volta ao personagem — Oh! Em que má hora vem, Onzeiro meu parente! Por que demorou tanto?

Mogi continua, sem alterar em nada sua postura rígida e seu volume de voz — Quisera eu demorar mais, na tarefa de ganhar dinheiro.

— Ora, eu muito me espanto que não se livrou do dinheiro! — apontando para a bolsa que o outro carregava.

— Trouxe para o barqueiro.

— Pois entre! Entre aqui! — gesticula Raito.

— Não irei embarcar! — diz ainda gritando. Raito estava começando a ficar com dor de cabeça.

— Mas por que tanto receio?

— Porque ainda não disse, para onde é a viagem?

— Para onde você tem que ir.

— Isso não responde.

— Iremos ao Inferno.

Mogi dá um pulo pra trás — Arre! Não vou em tal barca! Vou ver é a outra.

Decidido vai até L.

— Vai partir logo?

E para onde quer ir — L não dá muita atenção.

— Para o Paraíso.

— Pois eu estou bem longe, de te levar até lá. Esta barca seria para quem você enganou.

— Por que?

— Porque esta bolsa de dinheiro tomará todo o navio.

— Juro por Deus que está vazio! — Mogi começa a balançar a bolsa para mostrar que está vazio, mas caem um monte de doces de dentro dela.

— Ah, foi aí que eu guardei? — L se abaixa para pegar um pacote de biscoito e começa a comer despreocupado.

— Então eu posso ir? — Mogi tenta consertar.

L olha para ele sem entender até que se toca — Ah é, a peça. Não, não pode, seu caminho é outro.

L se agacha outra vez e continua a comer, enquanto Mogi volta para Raito.

— Ei, seu demo! Quero voltar ao mundo para buscar meu dinheiro.

— Então traz mais sorvete? — L grita do outro lado.

Mogi ignora — Quem sabe com dinheiro, aquele outro marinheiro me deixe passar.

Raito começa a empurrá-lo em direção à barca — Nem pensar! Entre logo!

— Mas... Mas...

— É inevitável! Entre, que irá servir Satanás, pois ele sempre te ajudou.

— Oh, destino cruel... — lamenta Mogi, mas como ainda estava gritando, não pareceu lamentar nem um pouco.

Na platéia, Roger tentava se convencer — Ainda dá para salvar a peça...

— Será? — Watari ergue as sombrancelhas.

— Vai depender do Raito e do Ryuzaki — Yagami Soichiro diz.

Roger e Watari se encaram e dizem juntos — Então já era.