Death Note: Amnésia
7 Death Note "Reviver"
Notas iniciais
Near sentou perto da janela, com pensamentos a mil e seu dedo enrolando um pedaço de cabelo. Ryuuzaki e Beyond discutiam por incrível que pareça, ambos queriam um acabar com o outro, o nível de sanidade dos dois foi para zero. Matsuda resolveu não se intrometer mais, por que na última vez Beyond o olhou com um olhar mortal. Near fechou os olhos tentando se concentrar na sua “missão” no momento tudo que queria era tentar pensar, mas os dois gritando (mesmo isso não sendo uma índole de L), ele não conseguia saber, não conseguia pensar, estava ficando louco.
– Tem como vocês calarem a boca? – grunhiu Near. – Estão parecendo duas crianças mimadas e irritantes discutindo com quem deve ficar o doce! Estamos enroscados e sem saber o início ou o fim do que fazer, será que tem como vocês voltarem a ser sensatos e fazerem algo útil?
L e B se entreolharam, Beyond soltou uma risada e sentou-se. L fechou os olhos e balançou a cabeça tentando livrar-se de um pensamento ruim, pegou uma fatia de torta de morango e sentou-se.
– Até que o pirralho está certo, realmente, culpa sua Ryuuzaki, não entende que eu estou certo? – resmungou B lançando um sorriso travesso para L, que dá de ombros.
– Você não está certo, eu estou dizendo que isso na verdade nunca aconteceria, qual seu problema? – L dá de ombros. – Há exatamente 67% de chances disso que eu disse ocorrer, enquanto você está aí apostando tudo numa coisa inusitada – e óbvia – que não vai acontecer.
– Claro que eu estou certo, mas você é orgulhoso demais para entender. – Beyond resmunga e pega uma geleia de morango.
– Será que dá pra vocês entenderem que nenhum de vocês está certo? Agora calem a boca e comam a sobremesa quietos por que o Sr. Near está impaciente já. – Brigou Stephen olhando seriamente para L e B. Que se entreolharam e sorriram.
– Bakas... – sussurrou Near. – Como notamos, A está na verdade tentando a todo custo chamar nossa atenção querendo que deixássemos uma brecha enquanto prestamos total atenção nos casos do Death Note. Não duvido nada de que ele já tenha notado o que nós estamos fazendo.
– Porque ele adotou A? – pensou alto demais, L.
– Isso. – Beyond levantou-se e pegou um dos bonecos de Near, A, o homem misterioso. – Ele quis A, por um simples motivo. – Beyond sorri. – A sempre foi o principal sucessor de L, e como L “morreu” ele quis dizer com isso que A seria superior a Near, Mello e qualquer um que se colocasse na frente dele.
– Ele acha que o suposto L estava realmente morto, ou na verdade ele pode saber de tudo. – Near acrescentou.
– ... Não... – L sussurrou. – Ele sabe que eu estou vivo, ele quis usar a imagem de A como prova de que ele se tornará superior, ele é o novo...
– Deus... – Acrescentou Near. – Do novo mundo.
– Diria que isso poderia ser uma “crise de Kira”, hahah-... – L e Near o encaram sérios. – Vocês dois são realmente patéticos. – Beyond suspirou. – É engraçado, até.
Near Pov’s On:
Pela primeira vez me sinto estranho, tenho um mal pressentimento, não Near... Você tem certeza absoluta de que vai conseguir vencer! Não pense bobagens...
Será que eu tenho certeza? Me sinto encurralado... Há algo errado, mas o que? É como se, isso fosse parar...
Preciso pensar! Pense Near...!
Vamos imaginar que o “plano” desse errado, aquele plano no qual eu, Ryuuzaki e Beyond trabalhamos tanto... Então o suposto A pegaria o posto de “Rei”, quer dizer ele se auto-nomearia Rei, Rei de um novo mundo, ele quer algo, mas o que? Ele quer uma vingança, mas sobre o que? Muitas perguntas, poucas respostas... Se isso acontecesse, ele não nos mataria facilmente, mas se obtesse os olhos dos shinigamis, seria ruim, ruim é pouco, seria péssimo. Se Raito se juntar a ele realmente, o que ele iria fazer? Ser seu guarda-costas, sub-Deus? Que ironia. Com certeza Raito Yagami, iria trapacear e pegar o posto que seria seu por direito, criaria a nova Era, pela qual ele acha certa. Ele seria o novo Deus do Novo Mundo!
Uma suposição e tanto, creio eu. Se falharmos no “grande plano”, falharemos em tudo, e por todos. Precisamos recorrer ao Plano B então, mesmo não contando essa parte para eles...
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Ryuuzaki olhava Near pelo canto do olho, tentando decifrar o que o mesmo estava pensando. Beyond notou a situação, então como se tivesse lido os pensamento de Near disse, pensando alto demais:
– Algo vai dar errado nesse plano. – sussurrou.
– O que quer dizer com isso? – perguntou Near.
Beyond continuou em silêncio, estava com graves problemas internos. Travando uma batalha mental entre ele mesmo.
“... Trair eles e finalmente vencer, ou, ajuda-los e fazer com que tudo não tenha sido em vão, Wammys, mas meu ego fala mais alto. Seria mesmo, muito egoísmo da minha parte... E se...”, pensou o moreno, deixando cair um pote de geleia no chão.
Near e L lançaram lhe um olhar interrogativo. Após um grande suspiro, disse:
– É, vocês tem sorte. – Olhou para as curvas das nuvens no céu, um azul intensificado no alto, e olhou para L e Near sorrindo de canto. – Como podem acreditar que eu não trairia vocês?
Essa pergunta com certeza pegou ambos de surpresa, mas L já havia pensado sobre isso, não daria em lugar nenhum entregar todo o plano para um assassino, que antes estava obsessivo em se tornar “superior”, aonde isso chegaria?, L, nesse momento sorria sozinho olhando para uma torta, olhou para Near sério e o viu dar de ombros, L olhou para Beyond e disse:
– Se quisesse ter nos traído já faria isso, seu ego é grande, e não iria gostar de estar lado a lado comigo. E também, teria se vingado comigo... – L encolheu-se e olhou ao redor, que ironia, pensou.
“ Estava ele aqui, com dois de seus sucessores, juntos, isso me lembra certamente à Watari, Wammys House e tudo o que aconteceu antes. Não vou perder, não importa o que aconteça, eu sou L, e eu nunca perco. “, L bufou com seus pensamentos e lançou um grande sorriso no rosto. Levantou-se e saiu da sala, parando na entrada e disse:
– Não vamos perder. – Ele virou seu rosto para encarar Near e Beyond, olhando-o curiosos. – Eu nunca perco. – E após dizer isso, retira-se da sala.
B.B. Pov’s On:
Como meus “amiguinhos” são temperamentais e, hum, L continua orgulhoso. Depois o meu ego é grande demais, olha quem fala. Creio que Mello e Matt, devido o que que contaram e o que eu vi, talvez entrarão em contato, uma probabilidade não muito grande de ocorrer. Eles terão de ser cuidadosos, qualquer piso em falso, iria dar a morte dos dois, em certeza. Já eu... Iria me safar. Diria ao suposto A que estava tentando atraí-los, hum... Acho que é muito cedo para eu ficar aqui corroendo meu plano de traí-los, não é um plano, certo? Só estou me defendendo, não vou perder.
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– Near... –Beyond o encara e solta um risinho. O albino murmura algo e B.B. prossegue. – O que te faz crer que não perderia... Ou morreria, como queira chamar.
– ... – Near, pegou um de seus bonecos e jogou para B.B.; Levantou-se e começou a andar em direção à porta de saída. Antes parou e disse: — A vida é um jogo, Beyond. Se você não souber manejar as peças, é um alvo fácil dos peões, cavalos, torres e... do Rei/Rainha. O que, claro. Não se encaixa no meu caso. – suspirou e sussurrou, a continuação.
“ Se você conhecer 10 das mil maneiras de vencer em um jogo de xadrez, já é literalmente invencível, e para mim... Eu sou o Rei e eu, Beyond, decido a hora do Xeque-Mate. – Near sorriu e saiu do local, deixando Beyond sozinho.
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Logo cedo, Raito, Misa, Mello e Matt haviam sido chamados para a “Sala do Mestre”, Raito mentalmente fez uma piada com o nome da sala e ganhou o dia com isso. Mello passará a manhã toda tentando arrumar uma forma de se comunicar com Near.
“Mesmo com raiva de tudo que houve, nós nunca fomos mesmo chegados, mas sinto que preciso fazer isso. É realmente complicado, nós dois juntos, quer dizer, nós três teoricamente somos sucessores de L, e preciso arrumar um jeito de tirar A do meu caminho, por que se esse filho da puta louco virar “Deus do Novo”, iria com certeza acabar com a minha vida e do outro desgraçado Matt, não que eu me importe com a vida dele, claro que não...”, o loiro suspirou e bateu de cara com as costas de alguém, “umas costas bem musculosas, por sinal...”, o loiro repreendeu-se por esse pensamento e balançou a cabeça.
Levantou-a e deu de cara com um ruivo, sorrindo, o que fez Mello amaldiçoa-lo um milhão de vezes, mentalmente.
– Anda com a cabeça onde, Mellou? – Matt riu. Mello iria xingá-lo, mas percebeu como Matt havia o chamado, o que lhe irritou mais.
– De que você me chamou, retardado? – disse entredentes.
– Ah! – Matt sorriu ainda mais e continuou. – Eu iria falar “Mello-kun”, mas me envergonhei e disse “Mellou” – disse meio entristecido, o loiro corou e olhou indignado para Matt que começou a rir.
– Qual seu problema, baka? – grunhiu Mello.
– Você, hahahah – Matt passou a mão na cabeça de Mello e disse, tentando parar de rir. – MELLO VOCÊ PRECISAVA VER A SUA CARA, ERA DEMAIS!
– Vá se foder, antes que eu esqueça Matt. – Mello empurro-o e entrou na sala, vendo A sentado atrás de uma mesa, cheia de papéis, o local parecia uma biblioteca.
“Deixa eu ver, poderia joga-lo da janela, subornar A para por o nome desse filho da puta o Death Note, atirar nele, bater nele até morrer, matar ele e vender seus órgãos no mercado negro, hum... Essa última opção é muito boa, ainda ficaria milionário e compraria vários chocolates.”, Mello estava decidindo como matar Matt, mas foi tirado de seus pensamentos quando A começou a falar.
– Pelo visto... – ele suspirou. — ... Eles não se focaram nas mortes do Death Note, creio que um de seus agentes deve estar cuidando disso. Eles devem estar focados em achar o portador do Death Note.
“ Nós vamos ter que optar pelo outro plano. Mello e Matt, vou precisar muito de vocês nesse plano. – A sorriu. – Raito, imagine que você é o conselheiro do Rei, Misa, ah-hã, você continua fazendo... Aham, o que você faz. Nós vamos investir em defesa e contra-atacar quando eles tiverem caído na armadilha.
“ Ninguém e nem nada vai me deter, eu tenho poder sob os dois mundos! Eu sou invencível e se vocês ousarem me trair, eu vou saber. E bom, eu que consegui fazer vocês saírem do Submundo, deveriam estar me agradecendo.
“ Desta vez, Ryuuzaki, verá sua derrota. Agora, ouçam com atenção, o plano é o seguinte... – ele se levanta e vira a tela do computador para eles, havia uma planta de uma casa, era do hotel... – Mello e Matt, vocês dois...
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HORAS DEPOIS NEAR, L e Beyond estavam discutindo sobre as informações que haviam no computador, Near sentia que L escondia algo, mas o que seria? No mesmo instante, Matsuda entrou na sala e Stephen o puxou.
Após arrumar o terno, Stephen corre os olhos pelo local e diz, tampando a boca de Matsuda.
– Near... Mello entrou em contato.
– O quê? – Perguntou Soichiro entrando na sala.
– EU, EU, E-EU Q-QUE... – Todos gritaram para Matsuda ficar quieto. L, Beyond e Near esperavam isso, Near levantou-se e pegou o telefone da mão de Stephen.
“... Mello?”, perguntou.
“Não baka, é o batman”, ironizou Mello, revirando os olhos.
“Vai me contar, o qu...”, quando ia terminar a frase Mello o interrompe.
“Presta atenção: Inimigo de Matt. Wammys House. Reviver. Armadilha...”, Mello suspira e Near fica em silêncio no outro lado da linha;
“Não vá para Lótus. Lembra o que aconteceu quando foram, era uma armadinha”, Mello espera que Near fale algo, mas logo, nervoso suspira e prossegue.
“Near, venha para cá, eu vou conseguir uma brecha, eu e Matt estamos bem, A planeja uma vingança sobre L, ele é louco e...- Ai!” Alguém lhe dá um tapa na cabeça e prossegue. “Só estou dizendo, entenda, você sabe muito bem desvendar enigmas. Deixe de ser esse albino retardado. Venha logo, ele não vai saber... Tenho que desligar, Near.”
“... bip-bip-bip”, Near suspira e a ligação é encerrada.
O que Mello quis diz... Ah... É isso, até que aquela aberração loira serve para algo, pensou Near.
– O que ele disse? – perguntou Soichiro.
– COMO VO-VOCÊ NÃO PERGUNTOU NADA? – Matsuda choramingou e Stephen revirou os olhos, com Soichiro lhe dando um tapa na cabeça.
– Ele nós deu um enigma, fácil até demais. – Near diz depois de um grande suspiro. – Alguém estava o observando durante a ligação, provavelmente era só para ele dar o recado que ele abriu uma brecha e nós tínhamos que entrar logo lá e pega-lo.
– Se tinha alguém o observando e pelo grito que ele deu – Soichiro revirou os olhos, o grito deu para ser ouvido, até por que no mesmo momento Near tirou o telefone do ouvido. – É claro que isso é bem suspeito.
– Qual o enigma, Near? – perguntou Stephen, pensativo. Até agora Beyond e nem L, falaram algo.
– Ele disse... “Presta atenção: Inimigo de Matt. Wammys House. Reviver. Armadilha...”; “Não vá para Lótus. Lembra o que aconteceu quando foram, era uma armadinha”... – Near sorriu e sentou-se.
– Lótus? — Perguntou Beyond.
– Lótus é um Hotel no qual um dos jogos que Matt jogou, os personagens principais ficaram presos lá, havia uma ordem para irem e na verdade era uma armadilha. – Near sussurrou, depois de um suspiro.
– Como é qu... – Matsuda ia perguntar, mas Soichiro o fuzilou com o olhar.
– Ele diz que essa promessa de brecha é uma armadilha, que o A seria o inimigo de Matt... – L disse devorando um cupcake.
– O inimigo de Matt, da Wammys House. – Beyond pensa. – Reviver? E por fim diz que é uma armadilha, novamente.
– Talvez... – Near pensou por um instante. – A esteja por trás da ressureição de todos.
Um silêncio atormentador ficou no local, cada um preso em seus próprios pensamentos, o que eles fariam, agora?
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