Death Is Calling
14 The End
Notas iniciais

Após estar devidamente namorando com Elliot, Sebastian se sentiu mais feliz, ainda que tivesse a plena certeza de que seu último dia de vida estivesse próxima. O lado bom era saber que, nem mesmo a morte, o separaria daquele por quem o Smythe estava perdidamente apaixonado.
Com o passar dos dias, só ele e Quinn ainda estavam vivos. Quinn e ele estavam até mesmo em uma mesma barraca no meio do mato, tentando fugir da morte. Só que Sebastian sabia o que seria e quando viria a acontecer, sabia que não adiantaria de nada fugir e, além disso, tinha avisado aos outros onde eles estavam – não que eles precisam mesmo saber, descobririam rapidamente se quisessem.
— Sabe, Seb, estou tão entediada... você bem que podia acabar com o meu tédio, não? – Quinn disse de maneira oferecida, se jogando em cima de Sebastian.
— Nem que eu fosse hétero.
Quinn, que já andava muito perturbada, acabou subindo em cima de Sebastian e começando a chacoalha-lo e tentar bater sua cabeça contra o chão. O menino segurava com força os braços da loira, mas nem sua força parecia ser o suficiente, se avaliasse a raiva que ela aparentava sentir.
— Você sabe que quer matá-lo, Quinn. Não hesite. Mate-o. – Kurt sussurrava no ouvido dela sem ser visto.
Elliot e Blaine também estavam ali, observando os dois. Aquele era o momento.
— A morte está chamando... – Soprou Blaine, mesmo triste de presenciar a morte do seu melhor amigo.
Elliot foi visto por Sebastian e, infelizmente, o mesmo o pediu para que parasse de resistir e permitisse que Quinn finalizasse aquilo. A loira, quando viu que o outro parou de resistir, começou a ouvir a voz de Kurt ainda mais rápido penetrando sua mente e perfurando todos os pensamentos doces que ainda pudesse ter.
Ela bateu a cabeça dele tão forte contra o chão, que uma poça de sangue se formou ali na volta e um desespero a percorreu. Ela tinha matado uma pessoa e agora a culpa daquilo estava inteiramente sobre ela.
Não aguentando ter presenciado aquilo, Elliot estava prestes a arrancar o coração da loira, porém Blaine o interrompeu e pediu para ele mesmo cuidar daquilo. O ódio em seus olhos era tanto, que Kurt deu um sorriso macabro perante aquilo.
Blaine puxou Quinn pelo pescoço e a derrubou no chão. As lágrimas da loira não o impediram de prosseguir com o que estava prestes a fazer. Era pouco, ela tinha matado seu melhor amigo e agora morreria sofrendo ainda mais do que Sebastian.
Blaine materializou uma faca e a pressionou contra a barriga de Quinn, que começou a gritar e se debater. Mal sabia ela que aquilo apenas tornava a brincadeira ainda mais divertida para o moreno. Com o intuito de fazer Quinn se debater menos, Blaine empurrou sua cabeça contra o chão, logo voltando a dar atenção para a faca que tinha em mãos.
Ele a passava pela pele clara, rasgando o que encontrava por baixo do objeto bem afiado. Blaine se sentia vingado, mesmo sabendo que dali algumas horas Sebastian voltaria para eles, já que esse tinha sido o acordo com Elliot.
Cansado daquilo, ele enfiou a faca com tudo contra o coração da loira, que logo parou de se mexer e viver. Era impressionante que a raiva que ele sentia ainda estava ali, bem estampada em seu rosto e suas expressões.
— Mais calmo? – Perguntou Kurt ao namorado.
— Acho que sim... espero que sim. – Reformulou ele, encarando os olhos azuis de Kurt e sorrindo. – Agora sim, estou bem melhor.
— Que bom. – Kurt sorriu, abraçando o namorado.
— Ele vai demorar para acordar. Deveríamos ir embora daqui... – Sugeriu Elliot, pegando Sebastian nos seus braços. – E rápido antes que alguém venha procurar por Quinn.
— Vamos. – Blaine assentiu, entrelaçando sua mão com a de Kurt e indo com eles.
[...]
— Seb... como se sente? – Blaine perguntou ao seu amigo.
Ele, Elliot e Kurt tinham levado Sebastian para o “submundo”, para não chamar de Inferno mesmo.
— Estranho, sei lá. – Sebastian olhou para os três que o observavam cautelosamente. – Já entendi... estou morto.
— Olha, até que percebeu rápido... Blaine demorou muito tempo para acreditar nisso. – Riu Kurt, fazendo piada da situação. – Sinto muito que isso tenha acontecido, Sebastian, mas era necessário.
— Não, tudo bem. Sem ressentimentos. – Sebastian deu de ombros.
Blaine e Kurt resolveram sair dali e caminhar, para assim darem privacidade a Elliot e Sebastian. O moreno se aproximou de Sebastian e sentou ao seu lado, passando a mão pelo braço do mesmo e o acariciando de uma maneira agradável.
— Tive medo do meu plano ter falhado e você não acordar mais. – Confessou o Gilbert, recebendo um sorriso apaixonado em retorno. – Sabe, eu acompanhei Kurt apaixonado por Blaine durante anos e eu ficava pensando no quanto o amor me parecia uma baboseira sem limites. Só que aí eu conheci você e tudo pareceu diferente aos meus olhos. Você me fez ver diferente. Por isso tive medo de acabar te perdendo de vez agora.
— E quem duvidava sobre você ter sentimentos, errou em cheio. Você está até se declarando para mim, Elli. Não existe uma pessoa mais amável do que você nesse instante.
— Existe. Você. Principalmente com esse sorrisinho bobo e apaixonado que mantém aí nos lábios. – Elliot disse também sorrindo, abaixando-se na altura do namorado e juntando seus lábios nos dele. – Obrigado por fazer com que eu me apaixonasse, Seb. Esse sentimento é inigualável, nada pode ser comparado a isso. É maravilhoso demais.
— Eu que agradeço por você ter aparecido e me feito esquecer certas pessoas... – Riu o Smythe. – Estou bem melhor agora com você.
— Então fico feliz que estejamos bem um com o outro. Acho que eu precisava mesmo disso. – Elliot disse, mais uma vez se abaixando para beijar Sebastian.
Enquanto esse casal estava ali aos amores, Kurt e Blaine estavam aos beijos sob uma árvore. Saíram do submundo para ver a noite estrelada que fazia em Lima. Ficaram sob a árvore porque o vento ali era agradável, ainda que não pudessem o sentir com a intensidade normal que os humanos sentiam. Já era bom o suficiente para eles, pelo menos naquele instante.
— E com um chamado de morte, eu acabei conhecendo o amor da minha eternidade... – Blaine sussurrou, abraçado a Kurt.
— E você vai ficar com esse amor para sempre. É algo que eu prometo, B. – Kurt tinha um sorriso bobo pintando seus lábios. – Eu te amo muito.
— Sabe... é muito engraçado... – Blaine riu. – Eu também te amo muito.
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