—Pegarei essa espada e vou enfiar bem no seu... Onde era mesmo? –Gritava um menino.

—Isso é espadinha de brinquedo, nem machuca.

—Claro que machuca!

Que conversa ridícula...

—E então ele me ligou falando que estava com saudades de mim...

—Sério amiga?!

Outra conversa ridícula...

—Te amo, amor!

—também te amo, querida minha.

Eca...

—Por que estou vivo mesmo? –Se perguntava...

Quem perguntava?

—credo, de onde ele saiu ?

—Ele é feio, hahaha.

—Monstro!

—saia daqui!

Grr... Irei dar o troco! Um dia irei destruir vocês! Todos vocês!

Ano 2016, século 21, Brasil. Cidade grande.

Encarando meu próprio rosto podia ver somente a metade dele, cabelos todos bagunçados e as olheiras acabavam com uma boa aparência. Moreno dos olhos verdes sendo considerado um monstro por nunca abrir a boca e preferir observar as ações de secundário e terciários.

Música favorita? Uma que acalmasse meu coração apertado pelo ódio e de preferência que deixasse o volume máximo me impedir de ouvir qualquer palavra desses seres rodeados por mim principalmente nesse metrô.

“Próxima estação...”

Vocês devem estar confusos sobre quem sou eu, tá bem irei dizer. Leon Rockstardy família italiana misturado com alemão algo assim, se bem que não acredito muito nisso. Já disse minha aparência agora o físico corporal diria que sou um pouco magro e fraco afinal não sou de me alimentar. Idade? 19 anos com face de 13 anos. Ridículo não?

Saindo da estação as pessoas se afastavam como se eu fosse algum monstro a ser temido, meu olhar encarando o chão apenas me afundava em minhas imaginações idiotas: Como seria se eu tivesse força? Alguém para proteger? Assim como em meus sonhos sempre via pessoas sendo queimadas enquanto lutava em punhos com um rapaz na qual nunca vi na vida, meus familiares mais próximos falavam de ser uma vida passada que sou assim por ter perdido a luta por algo e por isso estava lá, para terminar o que comecei. Já eu acreditava outra coisa como se eu estivesse aqui pagando por algo que deveria ter pago lá ou por ter perdido algo... Muito complexo, mas não ligo.

Chegando em casa cumprimentei meu cachorro com um uivo sendo agarrado em abraço pelas patas do mesmo, seu nome era de um imperador japonês muito conhecido chamado Yugi, tá parei. Sim, Yuugi seu nome... Após isso pude ligar meu computador onde era o único local onde eu podia ser eu mesmo sem nenhum arrependimento de minhas palavras e ações.

Como eu era fã de South Park decidi criar um nome perto de Kenny. Yagami Kenny.

[Desconhecido]Kenny.

[Kenny]Diga.

[Desconhecido]Não morrerá hoje, né? Hahahaha.

[Kenny]Eu morro, mas sempre retornarei.

[Desconhecido]Vai jogar hoje?

[Kenny]Vou e você?

[Deconhecido]Estou com meus amigos, quer vir?

[Kenny]Não valeu, prefiro jogar solo.

Era sempre um ou outro que vinha me chamar para jogar assim... Pelo menos era assim com a minoria enquanto os outros me chamavam apenas para conversar de seus problemas. Tinha cara de psicólogo? Lá eu podia lutar como em minha imaginação, apenas naquele lugar que todos diziam ser as causas de mortes e sequestros eu podia rir e conversar com aqueles que me eram importantes.

Ao ver que estava sozinho novamente peguei o celular para ver se haviam me enviado alguma mensagem. Vazia como sempre. Então era hora de jogar. Escorreguei com o mouse em direção ao ícone do jogo por onde passei horas e horas enfiado naquilo, tendo momentos que parava somente para fazer a refeição... Mas estava enjoativo realizar somente aquilo dia após dia.

[Desconhecido]Eai Kenny.

[Kenny]Oi

[Desconhecido] Duvido você realizar um ritual.

[Kenny]Manda ai.

“Ritual vampírico”

—Besteira né... Vampiros não existem. Nada existe...nesse mundo sem nada para fazer...

[Desconhecido]Faça a noite.

[Kenny]Tá.

—Eu não vou fazer... –Disse Leon examinando aquele link.-Vamos ver... É so ver não é fazer...

Ele foi escorregando com o mouse por cima do link e ao apertá-lo passou a ler aquilo, quando foi terminar pôde ouvir sua porta bater com força, examinando tudo pensou com cuidado o motivo...

—Janela fechada, porta de correr... –Murmurou ele para si mesmo e olhou o relógio. –Mas já esta de noite...Ta né. Vamos fazer então, fui desafiado mesmo...

Leon começou a realizar aquele ritual, levando-o a sério até ser surpreendido por sua sombra ganhando movimentos próprios, queria parar mas continuou até o fim... Ao encerrar achou que havia finalmente acabado, mas era ao contrário seu guarda roupa começou a bater sozinho juntamente de passos pelo corredor.

—Parem! –Gritou ele sentindo sua fúria maior.

Os sons paravam e ele começou a rir enquanto se encolhia no chão.

—Esse mundo é estúpido, não existem espíritos, não é? Ridículos...

—Filho?

—O...oi... –Perguntou em voz trêmula.

—Trouxe comida, tá?

—Tá... eu já vou...

Ele se levantou do chão aos poucos e saiu do quarto.

[Mensagem privada recebida]

[Mensagem aberta]

[Desconhecido] Bem vindo de volta, hahahahahahahahaha.

[Mensagem excluída com sucesso]

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.