Death

2 Vida


Notas iniciais
Espero que gostem =)

Sasuke Uchiha estava sentado na sala de espera de um hospital, pensativo. Achava perda de tempo estar naquele lugar, ele nem gostava tanto da garota que se dizia sua namorada. A única pessoa com quem realmente se importou e amou havia morrido a mais de trezentos anos. Sim, trezentos.

Seus olhos estavam fixos na porta de saída, sentia-se muito tentado a ir embora. Poucas pessoas entravam no hospital, e ele não fazia questão de olhar para elas, mas ele saiu de seus devaneios quando viu uma criança entrar de mãos dadas com a mãe. O que chamou atenção nela foi seu cabelo de cor exótica, só uma vez em sua longa vida Sasuke vira um cabelo cor de rosa como aquele. Só poderia ser o destino querendo pregar uma peça, sem dúvidas.

Não resistiu em observar a criança, ela tinha um semblante triste, o que era compreensível considerando o local em que estava. A menina e a mãe sentaram em um sofá a sua frente e nem pareceram perceber sua presença, a mãe tentava melhorar a tristeza da rosada, mas ela mesma não conseguia sorrir, estava arrasada.

– Senhor Uchiha – ouviu uma enfermeira muito charmosa chamar.

– Sim? – respondeu sem atenção.

– Sua namorada esta respondendo bem, esta fora de risco e só quebrou um braço – ela estranhou a falta de atenção do rapaz a sua frente, mas esqueceu assim que ele olhou para ela sorrindo, todas sempre esquecem, ele pensou – bem, ela deu sorte considerando que foi atropelada.

Oh sim, era por isso que Karin estava no hospital, observando a pequena ele até mesmo esqueceu do motivo...na verdade, era um milagre que ainda lembrasse o nome da ruiva. Falando na pequena, ela olhava para o chão enquanto a mãe loira falava com um médico que não parecia ter boas noticias.

– Então ela sairá logo? – perguntou a morena ao seu lado.

– Sim, só vamos fazer mais alguns exames, ela estará bem logo.

– Ótimo.

Quando a morena saiu ele pode prestar mais atenção ao que realmente queria, a loira ainda falava com o médico de meia idade.

– Posso vê-lo doutor? – perguntou já chorando.

– Levarei a senhora para vê-lo rapidamente, mas a menina não pode entrar – o médico disse de forma profissional.

– Fique aqui quietinha esta bem – a mulher sentou a rosada no sofá e lhe deu um beijo na testa – eu já volto, vai ficar tudo bem.

Os dois saíram e só restaram na sala o moreno curioso, a pequena que olhava para o chão e carregava um ursinho, e a recepcionista que olhava atentamente para qualquer coisa no computador. Ele decidiu conversar com a menina e foi sentar ao seu lado.

– Oi – devem haver formas melhores de começar uma conversa com uma criança – qual seu nome? – sem resposta — por que esta tão triste? – insistiu, sem resposta.

Ela olhou diretamente em seus olhos e foi ai que ele teve certeza de que era ela, de alguma forma a criança a sua frente era o amor de sua vida, a pessoa que morreu em seus braços a trezentos anos. Aqueles olhos verdes sem dúvidas eram os dela.

– Mamãe disse para não falar com estranho – murmurou com a voz chorosa.

– Claro, e ela esta certa em dizer isso – “criança esperta, como ela” – mas te juro que não sou uma pessoa má – mentira descarada, sim, uma grande mentira – depois posso até falar com sua mãe se quiser.

Os grandes olhos verdes voltaram a fitar o chão, mas ela respondeu.

– Sou Sakura, meu pai sofreu um acidente e está muito mal.

Mal pode ouvir toda a explicação da menina, até mesmo seu nome indicava um fato: era ela, Sakura, sua amada para toda a vida.

– Que belo nome, sinto muito por seu pai – silêncio, ela brincava com o ursinho sem dar atenção – foi ele que te deu esse ursinho?

– Foi sim, no meu aniversário de oito anos...ontem – murmurou.

Se arrependeu pela pergunta, viu que piorou o estado da garota, mas não resistia em falar com ela, sentiu muita falta disso, embora fosse a primeira vez que a visse – de certa forma.

Ele ficou admirando a pequena por algum tempo, toda a sua beleza estava lá, seria uma mulher muito bonita.

Ele não poderia ser acusado de pedofilia, no fim das contas até mesmo uma mulher de noventa anos seria muito jovem para ele, mas ele a esperou por trezentos anos, sofridos e sem conseguir se apaixonar. E quando ela finalmente tivesse uma idade apropriada ele ainda estaria com os mesmos cabelos negros e pele branca sem marcas de idade, como todos os imortais – ou pelo menos a maioria deles.

– Então cuide bem dele – a menina o olhou confusa – do urso, se foi um presente do seu pai ele é muito precioso, enquanto ele estiver com você seu pai também estará.

A rosada sorriu fracamente e abraçou o brinquedo ternamente. Estava linda assim.

A mãe da garota voltou e ainda estava da mesma forma: desnorteada e triste, parecia ter chorado muito. Ela olhou para o moreno que estava sentado ao lado de sua filha e pareceu estranhar menos do que ele esperava.

– Vi que ela estava triste então tentei anima-la um pouco – explicou o Uchiha assim que a loira chagou perto dos dois – acho que funcionou um pouco – ele apontou para a pequena que brincava com o ursinho um pouco menos triste que antes.

– Obrigada, ela estava precisando – ela suspirou – mas acho que agora não vai adiantar muito.

E ele entendeu, o marido morreu e deixando uma filha tão nova.

Sem mais explicações a mulher pegou a menina no colo e saiu porta a fora.

Sasuke também saiu, não estava com cabeça para ficar cuidando de Karin, voltaria depois para pagar a conta e nada mais.

Voltando para sua casa, que mais parecia um castelo, ele logo mandou alguém pesquisar tudo sobre a garota e sua família, tinha que saber tudo sobre ela. Se ela precisasse de algo ele daria algum jeito para que sua vida fosse o melhor possível até poder encontra-la.

A vida deu a ele uma nova chance para ser feliz, ele não a desperdiçaria, afinal são poucas coisas que fazem vampiros realmente felizes.

Notas finais
História apenas no começo, logo terá um novo capítulo =) Beijócas.