Dearg Due

5 Capítulo 5 - Dearg Due


Notas iniciais
confesso que estou com medo. A responsabilidade de escrever para alguém que admiramos é enorme! Mas eu encarei o desafio, afinal, não aceitaria trocar meu AS, de quem sou fã! ♥

Embora o Sr. Cold Sank tivesse dito que nos encontraríamos para conhecer a Montanha Druida, foi o senhor Flynn quem apareceu, pedindo imensas desculpas, pois seu patrão havia amanhecido com uma terrível indisposição.

O local das escavações não ficava realmente longe, mas ir a pé era impossível. As terras do nosso contratante se estendiam por hectares verdejantes que ultrapassavam a linha do horizonte.

O solo ainda estava encharcado por culpa da chuva e não havia ninguém acampado próximo ao sítio, nem mesmo um barracão, o que achei estranho, pois Randolph era um arqueólogo experiente, embora sua morosidade depusesse contra, o seu trabalho estava mais para meticuloso do que desleixado e não ter um acampamento para ferramentas e para guardar pequenas descobertas, até mesmo para o descanso dos trabalhadores foi incomum.

— Hmm... Sr. Flynn, sabe o que foi feito do acampamento que deveria estar aqui? — perguntou meu pai, expondo as minhas próprias dúvidas.

— Desculpe, não sei informar, Sr. Dan.

— Isso é tão estranho... Randolph não começaria uma escavação sem uma base...

— Bem, acho que os trabalhadores que aqui estavam, levaram tudo — disse o motorista.

— É possível... E, onde é a entrada para...

— Ah, sim, é por aqui, senhorita. O Sr. Sank pediu que os levasse direto para lá. Parece que a última tempestade dificultou um pouco as coisas por aqui, peço que tenham cuidado com as pedras, estão escorregadias.

— Obrigado, Flynn.

Papai foi o primeiro a descer, assim que o motorista indicou o local. Randoplh parece ter aproveitado o terreno pedregoso para montar uma rústica escadaria de ardósia, que nos conduzia para uma campa estreita, segura através de madeira e cordas. O trabalho estava bastante adiantado.

Tateando as paredes próximas, papai deu um largo sorriso.

— Parece ser o trabalho mais fácil das nossas vidas, Mikaela. Nem sei se deveríamos cobrar — disse em tom de troça. — Olha isso aqui.

Seguindo para onde apontava, notei o quartzo branco.

— Grianchloch — disse Flynn.

— Como? — perguntei.

— Esta pedra, abundante na região. Dizem ter poderes mágicos — respondeu.

— Ah, sim. O quartzo é tido como uma pedra mística, mas eu não acredito nessas coisas. Meu pai ficou feliz em encontrá-lo porque se o polirmos, rudemente mesmo, teremos um poderoso refletor para quando as escavações avançarem em horários noturnos, basta colocarmos uma iluminação aqui atrás, seja uma tocha ou uma lâmpada.

— Por falar em lâmpada, precisamos solicitar ao Sr. Sank um gerador a diesel e material para montarmos o acampamento. Além de pessoal, é claro.

— Onde estão os trabalhadores? — perguntei. — Era uma equipe do Randolph, sabe dizer, papai?

— Não faço ideia, mas podemos talvez contar com o povo da região? Não será nada demorado. O que acha de começarmos a verificar a estrutura?

— Acho ótimo. Poderemos colocar uma sonda acústica aqui para verificarmos a profundidade que deveremos escavar.

— Faz muito tempo que eu não piso na Irlanda — comentou papai. — Foi bom termos nos atualizado durante o voo para cá.

Nós adiantamos as pesquisas o quanto pudemos, através do nosso material, recolhemos algumas amostras de pedras e do solo, mesmo estando irrigado, isso não faria a menor diferença para nós, pelo contrário.

Fizemos contato com um laboratório local que nos daria com precisão os dados do solo, já que nem sombra das pesquisas de Randolph encontramos. O homem parecia ter desaparecido do mundo, já que tentamos falar com ele sobre o trabalho e suas impressões do local. Randolph era mais velho que eu e mais novo que meu pai, não era casado e nem tinha filhos, localizá-lo, caso estivesse em uma expedição secreta, seria como procurar agulha no palheiro.

— Ele só pode ter recebido uma dica importante, papai — eu disse enquanto entrávamos na área de serviço do castelo. — Não é possível ter deixado tudo tão avançado e ter desaparecido, o pagamento ali, acenando para ele.

— Também achei estranho, mas... agora está conosco, filha.

O mordomo surgiu assim que atravessamos a galeria rumo aos nossos aposentos.

— Senhores — ele chamou. Nós paramos e nos viramos. — Por favor, o Sr. Sank pede que se juntem a ele na adega.

Papai e eu nos entreolhamos. Em seguida, encarei minhas vestimentas, sujas.

— Eu preferiria que pudesse me limpar antes...

— Compreendo, Srta. Dan. Mas o Sr. Sank foi bastante explícito para que o encontrassem tão logo retornassem. Por favor, queiram me acompanhar.

Papai deu de ombros; eu revirei os olhos. Não me agradava em nada encontrar o nosso contratante estando coberta de lama.

A adega, no porão do castelo, estava mais fria do que eu previ. Brincando com meu pai, empurrei-lhe o ombro para que me olhasse e assim que o fez, soprei uma baforada de ar que condensou em uma pequena nuvem à nossa frente.

Eu ri e papai passou o braço ao redor do meu ombro, sorrindo.

— Quem diria, hein? — ele disse, referindo-se ao frio de agora em comparação ao calor no qual passamos os últimos meses.

Ao fazermos uma curva, senti mais forte o cheiro do carvalho e do vinho.

— Onde será que tem videiras por aqui, que inusitado — cochichei.

— Também não vi, mas achei a bebida maravilhosa, parece estar envelhecendo aqui desde que Napoleão perdeu a guerra — respondeu papai. Abafei uma risada e seguimos adiante.

Atrás de uma enorme porta de ferro fundido, o Sr. Sank fazia anotações diante dos inúmeros barris de carvalho.

— Olha isso, papai!

— Bom dia, senhor Sank.

— Bom dia, Patrick. Senhorita Dan.

— Mikaela, por favor. Meu pai não pode ser o Patrick e eu a Srta. Dan, não é mesmo? Afinal, estamos no século XXI. Bom dia, Sr. Sank.

— Claro. Certo. Sendo assim, me chame de Cold e não de Sr. Sank.

— Perfeitamente — respondi.

Seu nome combinava com o lugar. Frio.

— Este é o valor que foi tratado com o Rufus — disse ele riscando em uma folha e girando a prancheta em nossa direção.

— É Randolph... — Minha voz foi sumindo conforme eu via a quantidade de zeros à direita de um valor cheio.

— Se-senhor Sank, isto é...

— Pouco? — ele perguntou, cerrando o cenho. Prestes a dar de ombros e oferecer ainda mais.

— Não! Pelo contrário! É... muito! — respondi.

— Está fora dos parâmetros, é isso — disse papai.

— É mesmo? Que estranho, pois o colega de vocês me garantiu que era um valor de praxe e o Sr. Edgar Fisher também concordou, foi ele quem mediou o encontro.

— Edgar... — murmurei. Aquele cara era uma vergonha para a comunidade científica. Sempre visando mais os lucros do que o que poderíamos fazer de bom para a humanidade.

— Pois agora eu insisto que aceitem. Já não contava com este valor em minha conta...

— Ah... sei...

Eu estava embasbacada, mas não deveria ter me surpreendido tanto, afinal, manter as terras, o castelo e modernizá-lo devia custar uma verdadeira fortuna.

— O que acharam do local? Peço desculpas, mas acordei com uma terrível enxaqueca, e quando me sinto assim, a fotofobia é certa.

Não se alimentou bem, aliás, não se alimentou nada na noite passada. Não me admiro que tivesse sofrido de desidratação alcoólica...

O senhor Sank desviou o olhar do meu e se virou de costas, mesmo assim, pude ouvir quando arfou uma risada baixa.

— É tudo vinho? — perguntou papai. Aproximando-se de um barril.

— Não — ele respondeu. — Os da esquerda são whiskeys. Verdadeiro whisky irlandês, de excelente qualidade. Aceita uma prova?

— Ah, eu... não sou muito de bebidas antes do almoço.

— Claro... Bem, eu tenho um compromisso importante daqui a pouco, mas peço que fiquem à vontade. Espero que nos encontremos durante o jantar.

— Hmm... senhor Sank; digo, Cold, nós precisamos de alguns equipamentos e também de uma cópia das licenças ambientais para começarmos o nosso trabalho — eu disse.

— Sim, evidente. Eu... deixei uma cópia de todos os documentos necessários em meu escritório, mas... preciso concluir o que estou fazendo e... Patrick, você se incomodaria em buscar a pasta em meu escritório? É a única pasta sobre a mesa.

— Não, de forma alguma. Basta que me diga onde é o seu escritório — concluiu papai com humor. Aquele palacete era grande o suficiente para nos perdermos, sobretudo recém-chegados, não habituados com os cômodos e corredores.

— É a primeira porta à esquerda da sala de jantar.

Papai foi para o escritório de Cold, deixando-nos sozinhos na adega.

O Sr. Sank continuou anotando por um tempo e eu fiquei andando por ali, olhando as placas de identificação nos barris.

— Acha que poderá me dar o que eu quero?

Meu coração disparou ao perceber a proximidade de Cold, em um momento ele tinha uma prancheta na mão, do outro lado da sala; no momento seguinte, estava a poucos centímetros de mim.

— Vamos tentar recuperar a sua pequena arca, senhor Sank.

— Cold.

— Isso, é... Cold... Vamos... hmm... enfim, o senh-você! Você entendeu.

O sorriso enviesado que me deu fez com que eu percebesse que ele notou meu nervosismo. Ele cheirava como um campo florido e seus olhos brilhavam como duas esmeraldas. Eu senti meu pulso acelerar ainda mais, Cold engoliu em seco, observando meus lábios e mandíbula. Talvez estivesse imaginando coisas, mas ele parecia atraído.

— Quando pedi referências ao Sr. Fisher, fui bastante específico do que precisava, ele me garantiu que a família Dan era perfeita, eu só não imaginava o quanto — concluiu, falando baixinho.

— Obrigada — sussurrei minha resposta. — Quero dizer...

Cold Sank acenou brevemente e retornou para o outro lado, andando calmamente pela adega.

— Seu sobrenome não é muito comum — ele disse.

— É verdade... Eu acho que foi uma dessas abreviações ao longo dos tempos, pois não tem raiz heráldica — respondi. — O do senhor é curioso, Sank é algo como caído, algo assim?

Ele se virou para me encarar e moveu a cabeça, negando.

— Não é irlandês ou inglês. É latim.

— Latim... — murmurei. Sim, eu tinha conhecimento sobre lingas mortas, sabia um pouco de hebraico também, mas, em latim, seu sobrenome formava um estranho jogo de palavras, fazendo com que minha pele se arrepiasse.

***

Os documentos estavam todos em ordem e nos dias seguintes estabelecemos, ainda que por acaso, uma rotina, onde passávamos as manhãs no sítio arqueológico e à noite jantávamos na companhia do nosso agradável e cordial empregador.

Contratamos uma equipe de trabalhadores da região para ajudar nas escavações e conforme avançávamos em nosso trabalho, ficou evidente que se tratava de um sítio riquíssimo. O galpão ficou apinhado, exibindo os itens que encontramos, entre lâminas, possivelmente do período da Idade Média, artefatos religiosos e de uso comum, como tigelas e pratos. Ter os equipamentos certos também foi de suma importância e o Sr. Sank não economizou com os gastos.

Após localizarmos uma reentrância em meio a formação rochosa, concentramos as escavações naquele ponto. Cautelosamente, trabalhamos durante dias, pois o entorno estava demasiadamente irrigado, graças ao veio de uma nascente. O tilintar das ferramentas era o que eu mais amava ouvir. Até que, na terceira semana, um alarido chamou minha atenção de forma negativa. Os trabalhadores gritavam: Dearg-Due! Dearg-Due!

Eu não fazia ideia do que diziam, mas foi algo que assustou a todos os outros, pois mais rápido que rastilho de pólvora, eles correram para longe do sítio, ignorando nossos chamados e apelos.

Papai e eu tivemos que encerrar as atividades à revelia. Frustrada e irritada com a falta de profissionalismo, fomos embora para o Castelo Vermelho.

— Faltava tão pouco! Já naquela galeria eu tenho certeza de que encontraríamos a entrada para a cripta! O que diabos é isso de Dearg-Due?

— Não faço ideia, filha, deve ser alguma lenda local, e bem séria. Eles fugiram como se estivessem vendo o próprio demônio.

— Vamos ter que conversar com o Sr. Sank. Estamos tão perto... isso é tão... arght!

Assim que pisamos no castelo, o Sr. Sank nos aguardava, como se soubesse, como se alguém lhe tivesse telefonado para avisar que os trabalhadores haviam nos abandonado.

— Sr. Sank, estávamos muito próximos da entrada da cripta, mas os homens fugiram assustados! — eu disse antes mesmo de cumprimentá-lo.

— Gritavam: Dearg-Due, Dearg-Due... — disse papai. — Dearg é uma palavra irlandesa, antiga, para vermelho, correto? O quê vermelho? Não entendo.

— É apenas uma lenda celta — respondeu calmamente. — Apesar de ter custado caro da última vez que levantaram essa história...

— Como assim? — inquiri.

— Dearg não serve apenas para indicar uma cor, Mikaela. E Dearg-Due significa, grosseiramente: vampiro. Ou, sugador de sangue.

— O senhor está brincando conosco? — Minha voz era pura indignação.

— Senhor Sank, vamos pensar de modo lógico, científico. Seria possível contratarmos novos trabalhadores para concluirmos a primeira fase do trabalho?

— Espere um momento, papai! O senhor ouviu o que ele disse? — exasperei-me.

— Ouvi... ouvi... mas não estou interessado no vampiro celta, irlandês ou seja como for. O fato é que há um tesouro arqueológico na montanha próxima deste castelo, ruinas de templos druidas e sabe-se lá mais o quê encontraremos nas escavações! Precisamos concluir o quanto antes o trabalho do Sr. Sank para ampliarmos nossos horizontes!

— Seu pai está certo, Mikaela.

— Sr. Sank...!

— Cold, por favor.

— Perdemos nossos homens por culpa de um vampiro? É sério isso? — Estava ainda mais irritada.

— Ao que parece... sim — respondeu-me quase dando de ombros.

Engoli meu ultraje e entredentes pedi licença para me retirar.

— Aquilo foi um dos maiores absurdos que eu já vi! — falei comigo mesma.

Durante o banho, ruminava sem parar sobre a tal lenda, devia ser algo fora do normal, pois homens adultos e barbados correram como criancinhas diante do bicho-papão.

Ainda com o roupão e o aquecedor ligado no máximo, sentei diante do notebook para uma pesquisa rápida sobre Dearg-Due. Não encontrei muita coisa, além de uma história boba sobre uma noiva impedida de se casar com o camponês e que foi obrigada a se casar com um nobre da região, a tal mulher faleceu depois de ser maltratada pelo marido. Ela ressuscitou com sede de vingança e sangue.

— Quanta besteira...

A batida firme contra a porta anunciou quem eu imaginava que fosse, Cold Sank.

Ele não esperou que eu permitisse sua entrada e abriu a porta.

— Sei que está zangada e frustrada... mas...

— Você não acredita nessa história de vampiro celta, acredita?

— Não importa no que eu acredito, Mikaela.

— Então o que importa?

— Você — respondeu prontamente.

— Eu? — inquiri, duvidando se havia ouvido bem.

— Sim, você, Mikaela Dan.

Cold se aproximou, ignorando o fato de eu não estar vestida adequadamente.

— Só quero terminar o meu trabalho...

— Sei disso. — Cold ergueu a mão e tocou o meu colar. Pela primeira vez, notei que não usava as habituais luvas, seus dedos resvalaram na minha pele, arrepiando-me inteira. Meu primeiro intuito foi o de me afastar, meu coração estava acelerado e ele, tão... frio.

— Cold Sank. — Sangue frio.

— Mikaela Dan. É um belo colar o que tem aqui.

— É... herança de família — respondi, debilmente. — Mas, por favor, não mude de assunto. Sobre a vampira, ou vampiro, eu...

— Está muito interessada nessa história, não é?

— Sim — respondi. O olhar dele me seduzia e transformava seu toque frio em algo acolhedor.

— A lenda não é exatamente como pesquisou — ele disse, indicando o computador com um aceno.

— Você acredita. Posso ver que sim...

Ele sorriu, novamente com lábios achatados e os cantos da boca curvados para cima. Meu peito deu um solavanco e me afastei.

— O que... o que exatamente encontraremos na cripta, Cold?

— Obras de arte... retratos... certamente corpos...

— Ossos! Você quis dizer, ossos!

— Isso. Ossos.

— Por favor, Sr. Sank, eu preciso me vestir para o jantar, se me der licença... — eu disse, praticamente correndo até a porta para abri-la.

— Claro. Desculpe se invadi o seu espaço.

Empurrei meus pensamentos nada científicos para longe.

Naquela noite, Bridget atendeu ao meu pedido, levando uma bandeja com comida depois que aleguei uma indisposição para não ter de encarar tão cedo o Sr. Sank e minhas desconfianças descabidas.

Por costume, levantei muito antes do sol nascer e segui sozinha para o local do tal Dearg-Due.

Meu coração bateu forte quando notei que a porta da cripta estava aparente. Alguém passou a noite escavando. Aproximei-me com cautela. A porta pesada de ferro estava fechada, mas arrisquei puxá-la e ela cedeu, lá dentro, um vulto passou apressado, ocultando-se da claridade vinda da porta.

A luz do dia incidiu sobre o quadro encostado no piso de mármore, ao lado de um túmulo.

Senti as lágrimas picarem minhas pálpebras.

— Cold... — murmurei, suspirando. Sentindo o deu perfume por todo o lugar.

Entrei na cripta, encostando a porta até que uma pequena nesga de luz era toda a iluminação ali, fui me acostumando aos poucos com a escuridão, eu não queria encarar o retrato à minha frente. Uma pintura à óleo. A mulher, era uma cópia de mim.

Ao lado do retrato, a urna de cobre que Cold tanto queria. Ignorando a presença que eu percebi ao meu lado, observando-me. Destravando a urna, senti os dedos trêmulos quando toquei o conteúdo, o formato do coração negro, era o mesmo que o meu.

Senti a lágrima rolando em meu rosto ao mesmo tempo que as mãos enluvadas me tocavam os braços. Os lábios frios sussurraram em meu ouvido:

— Você demorou, minha querida. Mas agora, está em casa.

Os lábios de Cold tocaram meu pescoço, o beijo doce ardeu, queimou e logo tudo se transformou em uma acolhedora escuridão.

Notas finais
Ain, eu sou sua fã! Espero de verdade que tenha curtido! Eu pesquisei muito e vi que duas das vertentes que você gosta existem em uma única lenda e fiz a fanfic. Muito obrigada pela oportunidade de pesquisa! Desejo que seu fim de ano seja repleto de alegrias, saúde e cada vez mais sucesso! Beijos!