Dear Sophia
30 XXIX
Notas iniciais
Quem vos fala aqui é Jonathan Bemol, o noivo da Roli.
Não, eu não escrevi essa capítulo, é que a Carol não consegue acessar o Nyah lá no pc dela D:
Sério, aqui também tava dando merda... ENFIM
Espero que gostem do capítulo, e deixem reviews, a Carol PIRA no msn por cada um que recebe :3
Esse capítulo é dedicado a Snapelicious! :33
Boa leitura ^^
“Querido Cusfofo...
Sabia que a mamãe aqui está sofrendo um bocado?
Primeiro, eu não consigo achar um médico... Confiável. Segundo, acho que nunca senti tanto calor na vida! A Alley, sua tia, disse que é porque o meu sangue está aumentando. Terceiro, estou em época de provas... PROVAS! E além de ter que cuidar da casa, ir trabalhar pra pagar as contas, cuidar da sua saúde E convencer a Samantha que ela não pode fugir de casa, EU AINDA TENHO QUE ME PREOCUPAR COM A PROVA DE TRIGONOMETRIA DE AMANHÃ!
Como assim?
Ok, eu, definitivamente, só vou dar essas gravações para você quando estiver com uns catorze anos. Mesmo...”
Fui interrompida por Nathaniel, que bateu na porta do quarto e entrou.
– To gravando. – Disse, olhando para ele.
– Sem mim? – Ele perguntou, fazendo uma careta e sentando na cama (que ele mesmo havia montado) ao meu lado.
– Bom... Continuando. – Revirei os olhos, sorrindo.
– Ouvi você dizer algo sobre provas. – Ele franziu o cenho. – Porque você está falando de provas com o Cusfofo?
– Não fale o Cusfofo. – Fechei os olhos, fingindo estar magoada. – Você não sabe se é menino mesmo.
– Cusfofo não foi a Sammy que deu a ideia? – Ele perguntou, erguendo uma sobrancelha.
– Foi, mas...
– E ela deixou bem claro que era O Cusfofo. – Ele me cortou.
– Sim, mas...
– Além do mais, Cusfofo não fica muito legal como nome feminino. – Ele me cortou novamente, olhando para o teto como se pensasse.
– É, mas...
– Então porque você implica comigo sobre eu falar O Cusfofo, O bebê...?
– Eu...
– Você sabe que...
– NATHANIEL! – Gritei, começando a rir. – Me deixa falar!
Nath olhou para a câmera com um meio sorriso.
– Vê o que eu aturo?
Revirei os olhos.
– Com coisa que nunca disse que me ama, nunca brigou por mim, nunca... – Comecei a enumerar nos dedos.
– Ok. Já entendemos. – Ele mostrou a língua, me empurrando levemente.
– Cusfofo, se você nascer com algum tipo de doença, culpa dele. Viu como ele me maltrata? – Perguntei, rindo.
– Ah é? Eu te maltrato? – Ele perguntou, levantando uma sobrancelha. – Ok. Tchau. – Ele disse, levantando do colchão.
– Não! – Fiz manha, puxando-o de volta. – Fica! Por favor!
Ele revirou os olhos e sentou novamente.
– Eu estava brincando. – Fechei a cara, estirando a língua.
– Eu sei. – Ele sorriu, beijando minha bochecha.
– Quanta melação. – Disse, rindo. – Ok... Cusfofo, não sei o que você tinha na cabeça quando nos escolheu, meu amor.
– É... Se você nos acha loucos... Imagine quando conhecer seus tios... – Nath disse, caindo no colchão de costas.
– Verdade. – Fiz bico. – Coitado, ou coitada, de você quando conhecer a Alley...
– O JJ... – Nath completou.
– Apesar que ele é o mais... Normal. Imagine só a Samantha! – Sorri.
– Não quero nem pensar. – Ele disse, olhando o teto.
– Você sabe que ela nos estrangularia, se visse que estamos falando assim dela, né? – Perguntei, pegando a câmera e me deitando ao lado dele, com o objeto nos filmando do alto.
– Sei. – Ele sorriu, passando o braço por trás de mim e pegando a câmera para que ele segurasse. – Mas o que podemos fazer? Estamos somente... Preparando o bebê. Contando verdades a ele...
– Ou ela. – Corrigi.
– Você quer tanto uma menina assim?
– Talvez. – Murmurei, fazendo círculos com o dedo em sua camiseta azul.
– E como ela vai se chamar? Caso for menina...?
– Sophia. – Respondi, sorrindo bobamente.
– Por quê? – Ele quis saber, ainda olhando a câmera.
– Porque Sophia é a personagem do meu livro favorito. O livro que me acalmou, que me fez pensar de um jeito diferente... E Sophia significa sabedoria...
– Hn... – Ele murmurou, olhando para o teto. – É um nome bonito. Sophia...
– Mas nós não sabemos o sexo ainda. – Estirei a língua. – Então continua sendo Cusfofo.
Nathaniel revirou os olhos e sorriu para a câmera.
– Tem certeza que ainda quer nós dois como pais?
– Se o bebê crescer e virar um/uma adolescente revoltado(a), a culpa vai ser sua. – Fechei a cara.
– Ok, Lilah. Ok. – Ele revirou os olhos novamente, beijando o topo de minha cabeça.
– Te amamos, bebê. – Sorri, olhando diretamente para a lente da câmera. – Muito.
– Muito mesmo. – Ele confirmou.
– Beijos. Hoje é... – Franzi o cenho. Sim, sou péssima com datas.
– Oito de dezembro de 1996. – Ele completou, fazendo uma careta e encerrando o vídeo.
Deitei em seu peito e respirei fundo.
– Ainda pensando naquele assunto? – Ele perguntou, os lábios colados em minha testa.
– Uhun. – Respondi. – Eu não faço a mínima ideia de quem pode ser meu pai. Pode ser qualquer um...
– Qualquer um não. – Ele me cortou. – Eu não sou, nem George Phelps, nem...
– Nath, você entendeu. – Fechei a cara, fazendo-o sorrir.
– Aham. Entendi. Só estava te irritando.
– Conseguiu. – Mostrei a língua, enquanto nossos lábios se encontravam.
Íamos aprofundar o beijo, mas a campainha soou.
– Está esperando alguém? – Perguntei, levantando.
– Não. – Ele franziu o cenho, me puxando para um último selinho um tanto demorado.
A campainha soou novamente e eu fui correndo atender.
Olhei no olho mágico e não acreditei no que vi.
– Que você está fazendo aqui? – Perguntei, depois de hesitar muito em abrir a porta.
– Vim para conversar. – Ela respondeu polidamente.
– Não temos mais nada para conversar. – Respondi, mal humorada, fechando a porta.
Ela colocou o sapato de salto alto vermelho no vão e não deixou que a porta fechasse.
– Delilah, por favor. – Ela pediu, e eu percebi que aquilo estava sendo difícil. Chegava a ser humilhante para ela.
Respirei fundo e olhei em para o chão, encarando suas unhas bem feitas.
Abri a porta – um tanto relutante – e dei espaço para Monique Phelps passar.
– Amor, quem é? – Ouvi Nathaniel no corredor, em seguida o moreno apareceu na sala, com os cabelos desgrenhados, como sempre, e descalço.
Ele olhou para nossa visita e arregalou os olhos verdes.
– Não sabia que tinha um namorado novo, Lilith. – Minha mãe apertou a boca em uma linha fina e olhou com desgosto para Nathaniel.
– Vocês já se conhecem. – Respondi, me repreendendo mentalmente por quase chamá-la de mamãe. Quase. – Ele quem me salvou, depois que fui estuprada.
– Então você é o príncipe encantado? – Monique perguntou, estreitando os olhos esmeralda para o moreno.
– Eu... É... – Ele gaguejou, olhando para mim sem saber o que falar.
– O que você queria dizer? – Perguntei, atraindo a atenção da loira.
Ela desviou os olhos de mim e se sentou no sofá.
– Acho melhor eu ir para o quarto... – Nathaniel começou a falar, mas eu o cortei:
– Não. Fique aqui. – Disse, olhando para ele com súplica.
Nath olhou para mim, e então para Monique e se virou para mim novamente. Depois de hesitar, assentiu levemente e se encostou na parede.
– Não tema, meu jovem. – A loira esboçou um sorriso, me fazendo estremecer. – Não vou tomar muito o tempo dos dois.
Cruzei os braços e esperei que ela começasse.
Monique virou seus olhos para mim e deteve o olhar em minha camisola de flanela e meus cabelos desgrenhados.
Não, não me importo muito com minha aparência.
– Eu... – Ela começou, provavelmente tentando colocar o nojo que sentia por minhas roupas de lado. – Queria pedir... Desculpas. – Ela disse friamente, olhando para meus olhos finalmente.
– Pelo que? – Perguntei. Sim, estava me aproveitando da situação.
– Por não ter contado nunca sobre... Sobre... – Ela gaguejou, olhando para Nathaniel.
– Pode contar. Ele sabe. – Levantei uma sobrancelha.
– Sobre seu verdadeiro pai. – Ela disse finalmente.
– Eu vou procurá-lo. – Falei, encolhendo os ombros.
– NÃO! – Ela levantou do sofá. – Você não pode! E-ele não sabe que tem uma filha!
– Que maravilha. – Sorri cinicamente. – Então ele vai ganhar... O que? Um par de chifres, uma filha e um neto!
Ela me olhou com um misto de desgosto e desespero.
– Como vai procurá-lo? – Ela perguntou.
– Creio que você me ajudará. – Respondi, arqueando uma sobrancelha.
– Porque eu faria isso? – Ela perguntou com confiança, mas senti um leve temor em sua voz.
– Porque se não, George Phelps não vai gostar nada em saber que aquela dor de cabeça, aquela que ele tem desde que... Eu nasci, acho... Não é enxaqueca. É chifre. – Dei de ombros, como se falasse algo completamente normal e rotineiro. Algo como “Comi pipoca ontem”.
Nathaniel se mexeu, superdesconfortável, ao meu lado.
Vi os olhos de Monique – me recuso a chamá-la de mãe – se arregalarem.
– Você não faria isso. – Ela disse, já começando a se desesperar.
– Será que não? – Perguntei. – Me diga algo do meu pai biológico.
– Ele não vai querer te ver. – Ela disse, estreitando os olhos.
– Algo. Qualquer coisa. – Pedi, sendo mais dura do que pretendia.
Ela não respondeu. Resolvi insistir.
– Como se conheceram?
Monique parecia não querer cooperar muito.
Ia abrir a boca para falar mais, mas ela me cortou:
– Eu tinha acabado de brigar com o George, e decidi sair do hotel em que estávamos hospedados. – Ela disse, sem nenhuma emoção. – E então fui parar em um bar de classe alta.
– Daqueles que, em vez de cerveja, só são servidos uísques chiques e de vários anos? – Perguntei.
Ela assentiu levemente.
– E ele era um barman de lá. Simples assim. – Ela encolheu os ombros.
– E onde vocês estavam? – Perguntei, franzindo o cenho.
– Não posso dizer mais que isso. – Ela relutou, passando por mim e por Nathaniel e chegando até a porta.
Abriu e saiu sem falar mais nada.
Olhei, atônita, para o local durante uns dois minutos, que mais pareciam uma eternidade. Não conseguia pensar, nem me mexer, direito.
Senti Nathaniel me embalando com seus braços.
– Vamos achá-lo. – Ele murmurou, beijando minha testa. – Eu prometo.
Notas finais
Até mais!
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