Dear Sophia
18 XVII
Notas iniciais
Jonathan Bemol falando aqui!
O noivo da Roli, pra quem não me conheçe -p kk
Então, a nossa querida escritora Roli Cruz não teve tempo esse sábado para escrever o capítulo. Ela é muito ocupada sabe? kkk
E eu, como sou muuuuuuuuuito prestativo, escrevi esse capítulo para ela :3
Ah, ela escreveu a primeira parte, eu o resto. Ok, esse "resto" é a maioria mas eu ainda chamo de resto -.-
Enfim, espero que gostem!
Boa Leitura ;)
– Alô? – Ouvi sua voz rouca soar no telefone.
– Oi Brendon. – Respondi. – Te acordei?
– Hn? Não... Só... – Ele parou para bocejar. – Tava deitado, já ia levantar pra tomar uma água.
– Desculpa ligar essa hora da noite... – Disse, abraçando os joelhos enquanto encostava a cabeça no estofado do sofá. – Mas precisamos conversar.
– Odeio quando as mulheres falam isso. – Ele disse, agora um pouco mais desperto.
– Você aprontou? – Perguntei, rindo.
– Hãn? Não! Por quê?
– Porque se você tivesse aprontado, aí sim teria motivo pra se preocupar. – Respondi, fingindo estar brava. A verdade é que eu não me aguentava de alegria.
– Enfim... Porque quer conversar? – Ele perguntou, e eu ouvi o barulho da TV sendo ligada.
– Porque eu acho que, finalmente, as coisas estão dando certo. – Sorri.
– Ok, vai falar logo ou vou ter que adivinhar? – Pude imaginá-lo revirando os olhos.
– A casa é nossa! – Soltei um gritinho de animação, que eu me arrependi de ter dado, pois Mirella apareceu na porta da sala de cara feia.
– Shhh! – Ela ralhou, os cabelos castanhos totalmente embaraçados. – Se vai ficar falando com o namorado no telefone, fale baixo, pelo menos, criatura!
Estirei-lhe a língua e voltei minha atenção para o telefone.
– Brendon? – Perguntei, vendo que não tinha som, além da TV.
– V-Você tá falando sério? – Ele perguntou, parecendo pasmo.
– Claro! – Sussurrei, não conseguindo me conter de alegria.
– Isso é maravilhoso, D! – Ele gritou. – Podemos nos mudar no fim dessa semana!
– É. – Mordi o lábio, sufocando o grito de alegria que queria vir. – Preciso desligar, dorme bem.
– Não vou conseguir dormir depois dessa. – Ele disse, e eu desliguei.
“Finalmente” Pensei. “Finalmente vai dar tudo certo.”
~♥~
Hum... Que sono bom. Como era bom dormir assim à tarde. Ou seria à noite? Ou de manhã? Eu não sabia que horas do dia eram, não tinha ideia de que “época” do dia era. Procurei algum relógio mas não vi nenhum naquele quartinho.
Aquele meu apartamento era uma merdinha mesmo. Não era merda porque não era TÃO ruim assim. Mas era ruim. Tinha só um quarto-sala-banheiro mesmo, e era mal cuidado. Devia ser porque eu morava lá. O salário que Josh me pagava não era muito e às vezes não dava nem para pagar as contas. E ele dizia que gostava de mim, mas era todo dia “Nathaniel, corre aqui agora ou está demitido!”, “Nathaniel, o que você pensa que serviu para aquele cliente? Vou cortar isso que você chama de saco agora!” e tudo mais.
Levantei e fui na “cozinha” tomar um chá. Entre aspas porque a cozinha era simplesmente o lado da sala.
Olhei pela janela, e Londres parecia tão quieta. Era de manhã. De manhã mesmo, bem cedo. Ah Londres... Todos sonhavam em viajar pra cá, ver os nativos arrumadinhos tomando chás e aquele inglês absurdamente correto. Como é que diziam? Na América as pessoas falam “Yeah yeah yeah” e aqui na Inglaterra “Yes Yes Yes”. Pura bobagem. Londres nunca tinha sido arrumada assim à minha vista.
Como era de manhã mesmo, e cedo, decidi ir dormir de novo. Estava com tanta dor nas costas, nem sei de que ou por que. Deitei na minha cama, e ela rangiu, como se dissesse “vai dormir mais Nathaniel? Ah que saco, aguentar você”. Enfiei minha cara no travesseiro e relaxei. Bem quando ia pegar no sono, escutei “She’s got a ticket to ride, she don’t care” um trecho da música dos Beatles. Era meu celular, debaixo do travesseiro. Será que era o Joshua falando que eu estava atrasado, ou para eu chegar adiantado hoje? Meu Deus por favor, não.
Olhei e era ela. A Marianne.
- Alô? – eu disse, e soou mais desanimado do que eu pretendia que soasse.
- Oi? Ah, Nath, desculpa ligar a essa hora, te acordei?
- Não, eu já estava acordado faz um tempinho...
- Uhum...
E ficamos sem falar nada. Ela ligou para não falar nada?
- O que é Mari? Aconteçeu alguma coisa? – e percebi que ela estava chorando. Ou algo assim.
- Briguei com papai. De novo...
- Esse seu pai só sabe brigar com você não é? Como é que alguém pode brigar com uma coisinha tão linda? – afastei o celular de perto da boca e dei uma risadinha. Não que aquilo não fosse sincero, é claro que eu achava ela linda. É que eu achava graça dessas cantadas sem graça mesmo.
- Awn... Nath, posso ir até ai? No seu apartamento?
“Droga” pensei. Levantei correndo e comecei a arrumar tudo. Fazia tempo que ela não vinha ali, e estava tudo uma bagunça. Ela percebeu o que eu estava pretendendo fazer, deu uma risada e disse:
- Hey, não precisa arrumar nada não! Eu... Gosto até da sua bagunça sabia?
Parei com aquilo, e perguntei:
- Mesmo? Você não vai ligar se ver tudo aqui bagunçado e sujo?
- Não, não vou mesmo.
- Mesmo?
- Mesmo!
- Certo, certo...
- Talvez eu até ajude a fazer um pouco de bagunça, se é que você me entende – ela disse, colocando um tom malicioso na voz.
- Ah, vem logo vem! – eu falei, e ela riu.
- Eu já estou aqui, na porta do prédio sabe? Vou subir então.
E desliguei. Nem tentei arrumar nada, só comecei a lavar a louça de umas 2 semanas que estava na pia. Logo alguém bateu na porta e eu fui correndo abrir. Assim que abri, ela pulou em mim e me beijou. Senti aquele perfume dela tão bom...
- Você não sabe como eu estava com saudades — ela disse, me abraçando.
- E-eu também – falei, fechando a porta. Ela se soltou de mim, e deu uma olhada no apartamento.
- Nossa, está bagunçado mesmo hein?
- Está mesm... – e não completei a frase. Ela havia ido para o quarto, e vi que ela estava fazendo aquele sorriso e tentando falar de qualquer outra coisa, menos da briga que teve com o pai. E estava segurando um choro.
Fui até o quarto apressado, a abracei e olhei no fundo dos olhos dela. Eram lindos...
- O que aconteceu com vocês?
Ela não aguentou e começou a chorar. Sentou na cama, e eu sentei do lado dela, para abraçá-la. E percebi que... Ela estava cansada. Tremia, chorava, precisava mesmo de carinho. E eu poderia me aproveitar disso é claro.
- Eu e ele, estávamos... – mas não deixei ela terminar. Fiz ela deitar na minha cama, e disse que iria buscar um chá para ela. Ela tentou protestar dizendo que não precisava, mas eu fiz assim mesmo.
Logo voltei da cozinha com o chá, e dei a caneca para ela. Sentei na cama e observei ela beber.
- Olha Mari, descansa ta? Eu to vendo que você não ta muito bem, dorme um pouquinho ai – eu falei. Ela deixou o chá na cabeceira da cama, e me puxou para ela. Nos abraçamos e beijamos mais. Fiquei em cima dela, e continuei beijando-a na boca, na bochecha, no pescoço, mas logo parei. Não estava disposto para algo mais hoje.
- Você é perfeito sabia? – ela disse, então nos ajeitamos na cama.
Deitei e ela colocou a cabeça em meu peito. Fiquei fazendo carinho nela, e ela logo dormiu. Quando eu falei "poderia me aproveitar", não falei no sentido de... Me aproveitar dela, e sim aproveitar para dormir mais um pouco.
Marianne era uma menina... Linda, legal, simpática com quem ela queria, mas... Não sei se estava realmente apaixonado por ela. Era assim com ela por conta de Joshua, que queria que eu casasse com ela mesmo.
Se eu terminasse o namoro com ela, provavelmente Joshua me demitiria. Não, faria mais do que isso. Mandaria que me matassem. Ele era realmente um sujeito difícil. Uma vez ele já tinha mandado matar um sujeito que ameaçava o negócio dele. Não cheguei a saber se o sujeito morreu, mas nunca mais ouvi falar dele.
E se eu não casasse com Marianne, com quem eu casaria? Assim que me fiz essa pergunta, um nome me passou pela cabeça: Delilah.
A Delilah... Essa era uma garota realmente carismática. Me lembro direitinho de quando a achei no beco. Ela estava tão machucada, indefesa... Queria eu mesmo cuidar dela, mas é claro que isso foi só uma vontade, eu tinha de levá-la ao hospital.
- Quem é aquela De... De... Delilah? – Marianne de repente perguntou. Ela não havia dormido como presumi.
- Ah... Uma amiga, só isso – eu falei.
- Uhun... – ela concordou, e ficou calada.
Mas era realmente verdade. Delilah era só uma amiga... Mesmo eu sentindo algo especial por ela. Algo especial... Será que era amor? Não, não podia ser. Mas e se fosse?!
Começei a fazer essas perguntas depois do dia do karaokê. Ela havia cantado esplendidamente bem, e vi como ela era incrível. E quase a beijei. Quase... Mas eu não podia. Já era um caso conhecido que eu estava “prometido” à Marianne. Se eu fosse visto beijando outra garota... Joshua iria me crucificar. Literalmente talvez.
Então, acho que não tenho chance alguma com Delilah. Vou ficar com Marianne, casar com ela, ter filhos, herdar aquela espelunca de Joshua, e morrer feliz. “Isso mesmo, esqueça a Delilah, Nathaniel” algo disse dentro de mim.
Esvaziei a mente. Mas logo, voltei a lembrar da Delilah, de como ela havia cantado, do sorriso dela, da beleza...
E se... Desse certo?
Notas finais
Ela pira com os reviews de vocês sabe? Mesmo, fica muito feliz com cada um :3
Agora é só eu cobrar dela por esse capítulo kkkkkkk vamos ver o que e quanto vou cobrar... sugestões? KKK é brincadeira ^^
Enfim, até a minha próxima aparição inesperada!
Jonathan Bemol
;*
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