Dear Sophia
20 XIX
Notas iniciais
Ele me ajudou MUITO com esse capítulo. E ainda mandou uma recomendação lindja! (É com J mesmo u.u)
NHAAAAAAAA
Te amo :3
Capítulo dedicado a vc, Jonathan.
Flores da minha vida. Mil desculpas. Sei que fiquei uma semana sem postar, mas, se tudo der certo, isso não acontecerá novamente. JURO. Por Merlin e pelo Rio Estige! (Nerd.com.br)
Espero que aproveitem! E tiro o atraso desses dois capítulos ainda hoje, se Deus quiser XD
Beijos!
♥
Estava eu ali, lavando a louça. Consegui “me livrar” logo daquelas minhas “amigas”, graças aos céus tinham ido embora “rápido” (demoraram 50 minutos ali, 40 deles só conversando comigo, pegando “material” para as fofocas. E aja aspas).
Blergh, aquele prato estava mesmo sujo. Ia lavando eles devagarzinho, sem a menor pressa, já que não havia quase nenhum freguês hoje.
— Cri cri – Nathaniel disse do meu lado, imitando um grilo. Estava tudo bem silencioso mesmo, a não ser pelo barulho dos pratos.
— Já está quase na hora não é? – eu falei, tentando puxar algum assunto.
— Na hora? – ele perguntou, fazendo uma careta estranha. Chegava a ser engraçada.
— De ir embora ué! Não é o senhor que vive contando os minutos para sair correndo daqui?
— Verdade – ele disse, enxugando um prato.
Ficamos ali, olhando para os cantos, para qualquer lado menos um para o outro. Então percebi que Nathaniel estava me olhando. QUASE que virei e falei “o que é? Tá me achando bonita?” mas pensei na hipótese de ele dizer “sim” e eu ficar sem o que falar. Virei para ele, e o garoto desviou o olhar na hora. Continuei lavando um copo.
— Então... – ele perguntou – aquelas suas amigas, o que elas quiseram dizer com “como vai o bebê?”
Achei que ele já soubesse, tava todo mundo comentando sobre a “a menina que ficou grávida”. Na verdade, não sabia se contava mesmo pra ele ou não, pois... Não, ele ia acabar sabendo de qualquer jeito, e foi ele quem me salvou aquele dia, no beco.
— Eu acho, não tenho certeza, de que estou... Grávida – falei, olhando para baixo.
Eu sabia o que ia acontecer. Ele ia começar a gaguejar, ficar com cara de pânico e perguntar quinhentas vezes se não era brincadeira. Todos faziam isso.
— Grávida é? Que coisa... – ele falou, calmamente. Ele não tinha ficado chocado? Hã?
— É, isso aí, grávida. Com um bebê, na minha barriga, crescendo cada dia mais – falei, como se ele não soubesse o que significava uma gravidez.
— Eu sei o que é isso ok? – ele falou, dando um riso – Mas ainda não tem certeza?
— Não, vou ter a certeza absoluta hoje. Antes de ir pra casa vou passar no consultório médico. Então, hoje não precisa me dar carona, já que o médico não fica no caminho.
— Delilah, não se preocupa, eu levo você – ele disse, simpático.
— Não, não precisa. Eu vou...
— Eu te levo – ele me cortou, e começou a ironizar – eu te salvei daquele beco, você deve sua vida a mim, então nessa nossa “relação”, sou eu quem manda. Por isso vou levar, e pronto!
Fiquei até assustada, mas depois vi que era brincadeira. Falei rindo:
— Você é quem manda é?
— Sim, e...
Mas antes que ele pudesse falar, joguei a água da pia nele. Ele ficou todo molhado, e eu fiquei ali rindo dele. Nathaniel se recuperou logo, e se aproximou da pia, provavelmente ia pegar água para jogar em mim.
— Ora sua... – ele se preparou para jogar, e eu gritei:
— Não! Eu tenho de ir no médico e...
“She’s got a ticket to ride, and she don’t care” a música dos Beatles tocou. Era um toque de celular, o celular do Nathaniel. Ele largou a água que ia jogar, tirou o celular do bolso e falou:
— Salva pelo gongo.
Eu apontei para ele e ri silenciosamente, igual a uma criança de 5 anos “La La la La, você não me jogou água, La La La”. Ele atendeu o celular segurando um riso.
— Alô? Ah sim... É que... Ok, mas vou demorar, porque vou levar minha amiga no médico, vou dar uma carona pra ela. Sim, sim, a Delilah...
Como assim eu já era o assunto da conversa?
— Não se preocupa amor, a gente não demora... Beijo... Também... – e desligou.
— “Amor”? – olhei maliciosamente pra ele, como quem pergunta “quem era?”.
— A Marianne... Quer que eu passe na casa dela quando eu sair daqui. Mas expliquei que...
— Eu sei, eu escutei – o cortei. Podia me acostumar a fazer isso.
Olhei para ele todo molhado, e o chão também, cheio de água. Rimos de nós mesmos, e começamos a limpar aquilo, para sairmos logo da lanchonete.
Limpamos rapidinho, e logo saímos de lá.
Nath se surpreendeu quando eu disse onde ficava o consultório (bem longe da rota dele). Azar, quem mandou querer me levar?
Conversávamos tranquilamente enquanto ele dirigia devagar. Falávamos sobre vários assuntos, como música. Sim, eu fiquei surpresa por saber que ele gosta de Beatles. Era bom conversar com Nathaniel, pois com as outras pessoas eu só falava sobre minha gravidez, e mais nenhum outro assunto...
Mas é claro, eu não conseguia conversar com alguém sem falar sobre o acidente.
— O Brendon... – ele perguntou, tomando cuidado com o assunto – vai assumir o bebê?
— Vai – falei – e vamos morar juntos, logo, logo.
— O QUE? – Nath gritou, parando com a moto no meio do trânsito. Vários carros começaram a buzinar.
— Eu e ele vamos morar juntos! Normal, não é? Uma família perfeita, com pai, mãe e filho... – Respondi, enquanto começávamos a andar novamente.
— Mas... Ele te fez muito mal! Como é que você vai morar junto com ele?
— Ele se arrependeu, tá legal? E ele tem sido tão fofo comigo...
— Eu não o perdoaria – Nath disse, e ficou com cara fechada.
Ciúmes?
— Isso é o que a maioria das pessoas faria. – Murmurei.
— O que?
— Nada. Hey, chegamos! – Apontei para o consultório
Descemos da moto e entramos no lugar. Era um tanto chique, mas simples. Isso faz sentido?
— Oi. – Disse, para a secretária. – Eu vim pegar o resultado de um exame de sangue.
— Qual o seu nome? – Ela perguntou, sem tirar os olhos do computador.
— Delilah Lilith Phelps. – Respondi, olhando Nathaniel. Ele mirava os quadros abstratos na parede.
— Tenho certeza que desenho melhor que isso. – Ele riu, apontando para um tipo de flor destorcida.
Sorri e olhei a secretária. Ela procurou algo em um monte de envelopes por um instante, e então me entregou um deles. Era grande e branco. Dava até medo.
— Obrigada. – Disse, virando-lhe as costas. – Vamos? – Perguntei a Nathaniel.
— Não vai abrir? – Ele perguntou, franzindo o cenho.
— É... Não aqui. – Mordi o lábio. – Tem como você me dar uma carona até em casa?
— Dá sim. – Ele sorriu, passando o braço pelos meus ombros.
ALGUÉM ME EXPLICA PORQUE ELE FEZ ISSO?
— Nath? – Perguntei, quando chegamos perto do carro.
— Desculpe por isso. – Ele disse, corando, enquanto abria a porta do carro para mim. – É que... Depois do que aconteceu, com... Você... Sei lá... – Ele sorriu, envergonhado, enquanto passava a mão na nuca. – Qualquer pessoa que te olha agora, parece ser um perigo.
Sorri.
— Está tudo bem. Vai que alguém aparece de Napoleão para me salvar, se algo acontecer? É uma hipótese.
Ele franziu o cenho e riu.
— Napoleão? Imaginação fértil a sua, hen?
~♥~
— Então... – Nathaniel disse, quando chegamos. – Tchau...
— Tchau. – Respondi, dando o capacete à ele. Virei e fui até a porta, mas olhei novamente o moreno. – Nath! Você, por acaso, conhece algum pintor?
— Quer redecorar a sala? – Ele riu.
— Não... – Bati a mão na testa, fazendo-o rir mais ainda. – Digo. Não pintor de quadros. De paredes...
— Bom... Não conheço nenhum por aqui. – Ele encolheu os ombros.
— Ah... – Murmurei. – Então... Tudo bem, tchau.
— Mas eu posso pintar, se você quiser. É pra você?
— É... – Respondi, olhando em seus olhos verdes. Cara, ele era tão legal...
— Então? – Ele perguntou, sorrindo.
— Então o que? – Perguntei, perdida naqueles olhos.
— Quer que eu te ajude com a pintura?
— Ah... – BURRA! – Claro! – Sorri, sem graça.
— Ok. Quando passo aqui?
— Amanhã. – Respondi, entrando na casa das ruivas.
Notas finais
E o Cusfofo(vulgo bebê)? Será que existe mesmo?
Beijos!
♥
Fale com o autor