Notas iniciais
Semana passa eu não pude estar presente pois estava trabalhando. (Sim, em um domingo) E eu ia postar o capítulo ontem, mas as séries me pegaram ontem. Então, sorry. Eu sempre tento não me estender nos capítulos, mas quem disse que eu consigo? Esse capítulo era pra ter mais uma cena, mas... Boa leitura.

As coisas para Quinn e Kurt haviam voltado aos eixos. Eles deixaram de ficar vegetando todo o dia, para fazer algo que realmente fosse produtivo. Os dois até voltaram a sair juntos e a ensaiarem tanto para as Cheerios, quanto para o Glee.

Sebastian e Kurt continuaram se falando por mensagens durante toda a semana. Sebastian estava louco para fazer alguma coisa com Kurt no final de semana, mas não queria sair de dentro de casa e não conseguia pensar em nada de bom que eles pudessem fazer juntos em casa. Kurt estaria fazendo qualquer coisa que Sebastian propusesse, mas o soldado estava sem ideias.

Outro problema para os dois era que a casa de Kurt provavelmente não estaria livre nesse sábado e a casa de Sebastian jamais ficava livre de pessoas, então um dos dois teria que esvaziar a casa e para isso, Sebastian precisava pensar em uma coisa rápido e avisar Kurt sobre os planos para que o castanho conseguisse se programar.

Então na madrugada de sábado, Sebastian finalmente criou coragem, pois já que o final de semana já estava terminando e era tudo ou nada; e mandou uma mensagem para Kurt.

Poderíamos fazer alguma coisa amanhã? Acho que minha casa estará livre e podemos fazer alguma coisa. Que tal jogar vídeo game?”

Kurt estava ainda enrolado em sua toalha quando saiu do banheiro e que o celular recebera uma nova mensagem. Assim que leu, pensou em uma resposta e escreveu-a. Finalmente Sebastian havia convidado ele para fazer alguma coisa, mas infelizmente Sebastian era mais um daqueles garotos e também gostava de vídeo games. Na intenção de tentar mudar a ideia do outro, Kurt acabou aceitando.

Me mande uma mensagem amanhã quando eu puder ir.”

A certeza de que Sebastian iria dispensar todo mundo de casa já era clara para Kurt. Por enquanto, os dois preferiam esconder o relacionamento por quanto tempo fosse possível.

Depois de ter colocado o pijama e se deitado, uma nova mensagem de Sebastian chegou no celular de Kurt.

Irei te buscar. Dessa forma, podemos passar no melhor lugar do mundo e poderei descobrir mais sobre você. Boa noite, Kurt. ;)”

Depois disso Kurt ficou boa parte da madrugada tentando decifrar o que aquilo significava. Melhor lugar do mundo? E como Sebastian poderia descobrir mais sobre Kurt quando era o melhor lugar do mundo para Sebastian?

E afinal, eles não estariam indo jogar vídeo game na casa de Sebastian, para onde eles estariam indo agora?

[...]

— O melhor lugar do mundo é um super-mercado? – Perguntou Kurt enquanto observava o que ele e Sebastian haviam comprado no comercio. – Tudo, literalmente tudo, passou na minha cabeça, menos um super-mercado. Qual é a do mercado ser o melhor lugar do mundo?

Sebastian procurou dentro das sacolas de papel um enorme saco de Doritos. Sebastian parou no semáforo e segurou o pacote na frente do rosto do rapaz.

— Onde mais eu conseguiria encontrar um desse tamanho? – Sebastian voltou para dentro do saco e procurou umas barras de chocolate e alguns pacotes de bala. – E isso aqui não é todo dia que se encontra em promoção. – Afirmou o soldado, antes de colocar tudo de volta na sacola e voltar a dirigir.

— Você está querendo me engordar ou o quê? – Disse Kurt olhando para tudo o que seria substituído por seu almoço. – Meu corpo não é muito bom em sustentar esse monte de besteiras. O seu talvez, por conta te toda a malhação, mas meu biótipo de corpo masculino é outro.

Entrar em uma conversa sobre o corpo de Kurt não era algo que Sebastian gostaria de fazer. Na verdade, era algo que ele tentava ao máximo não pensar. Para cortar o assunto sobre Kurt, Sebastian voltou o assunto para ele.

— Mas o engraçado é que você adorou esses sorvetes e o alcaçuz. – Brincou Sebastian, se virando em uma das ruas próximas de sua casa. Sebastian sorriu e por um movimento involuntário, brincou com o cabelo na nuca de Kurt, fazendo carinho. Kurt fechou os olhos. Ele quis deitar a cabeça no braço de Sebastian, mas complicaria, já que ele estava dirigindo.

— Você nunca provou sorvete de morango com alcaçuz? Que tipo barato de Fabray é você? – Perguntou Kurt, fingindo indignação, pois Quinn havia lhe mostrado o sabor daquilo.

— Do tipo que precisa de um Hummel para descobrir os prazeres da vida. – Sebastian olhou para Kurt, que ficou gelado e corou muito forte.

Kurt queria dizer alguma coisa, mas só conseguiu olhar para o chão e sorrir. Sebastian olhou mais uma vez pelo para-brisa, antes de tirar a mão da nuca de Kurt e pegar a mão do rapaz. Olhando para o castanho, Sebastian propositalmente deu um beijo nas costas da mão de Kurt. Em gesto de carinho e como forma de agradecimento ou devolução, Kurt alisou seu polegar sobre as costas da mão de Sebastian.

Ele estava caidinho pelo soldado.

[...]

Sebastian fechou a porta da entrada e seguiu para cozinha com Kurt. A casa estava silenciosa e tranquila. De alguma maneira, Sebastian havia arranjado um jeito de tirar seus pais da casa por algumas horas ou talvez pelo o dia inteiro.

Quando chegaram na cozinha, Sebastian começou a guardar os itens que precisavam ir para geladeira. Terminado isso, ele começou a recolher vasilhas e copos para colocar o que ele e Kurt iriam ingerir agora. Kurt se sentou em uma das cadeiras da bancada e observou o rapaz fazer os preparativos sozinho.

— O que você fez para retirar sua família de casa? Ou simplesmente drogou todos e os amarrou em seus quartos? – Perguntou Kurt, tirando uma risada gostosa de Sebastian.

— Por favor, não me faça fazer o mesmo com você. – Sebastian se virou para o castanho. – Vamos manter isso em segredo. – E piscou. Agora os dois estavam rindo. – Mas falando sério, você me faz despertar o meu pior lado.

Kurt levantou uma sobrancelha. E Sebastian riu novamente, enquanto se aproximava do rapaz. Sebastian sobrou os antebraços no balcão e chegou bem perto de Kurt, analisando os lábios e olhos do Hummel.

— Posso saber de que maneira eu faço isso? E como isso deveria entrar no contexto de como você retirou sua família de casa. – Kurt arrumou a franja de Sebastian e aproveitou para tocar a bochecha do Fabray.

— Nós temos parentes em uma cidade bem pequena e daqui até lá, eles demorariam três horas. – Kurt cobriu a boca e escondeu seu sorriso. Sebastian não pôde evitar a sua risada. – Eu liguei para minha tia Hayley e disse que estava com saudades de comer sua famosa torta de mirtilo e perguntei se poderia estar indo para lá. Então, quando meus pais acordaram hoje, disse que minha tia havia convidado todos nós para ir jantar lá, mas eu não estava indo porque precisava resolver alguns assuntos particulares.

Sebastian começou a ri de si mesmo e recordar do momento que a família se despedira dele. Kurt não aguentou e riu com ele, mas antes, deu um tapa em seu braço.

— Você é um péssimo filho, mas um ótimo estrategista. – Sebastian deu os ombros e voltou a rir.

A risada de Sebastian era muito particular. Ele não conseguia ficar de olhos abertos, nem de cabeça erguida. Sua cabeça pedia em seu pescoço, enquanto ele fazia uma negação. Quando levanta o rosto, Sebastian passa o polegar e o indicador com força nos olhos, para depois abrir os olhos. Dessa vez não foi diferente, Sebastian abriu os olhos e encontrou Kurt o olhando de maneira encantadora.

Sem muito aviso e sem pensar duas vezes, Sebastian avançou até o castanho e o beijou nos lábios. Kurt, se sentindo a vontade na presença de Sebastian, trouxe o rapaz para mais perto. Sebastian se colocou entre as pernas abertas de Kurt e segurou a cintura do rapaz, enquanto Kurt tinha os braços sobre os ombros de Sebastian.

Quando se separam, eles mantiveram a proximidade. Kurt voltou a mexer nos cabelos de Sebastian para disfarçar suas bochechas rosadas. Era assim toda vez que Sebastian o beijava de surpresa. Na verdade, isso deveria acontecer todas as vezes, sem descontar nenhuma.

— É bom saber que temos uma quantidade gigantesca de tempo para repetir isso. – Disse Sebastian, antes de segurar o rosto de Kurt mais uma vez e dar um selinho.

Sebastian voltou a arrumar tudo o que eles levariam para o andar de cima. Doritos, Cheetos, Pringles, refrigerante e mais de quinze doces diferentes. Haviam balas, barras de chocolates e doces que Kurt não sabia nem mesmo classificar de tão artificial que pareciam.

— Você por acaso já comeu tudo isso algum dia? – Perguntou Kurt, ajudando Sebastian a pegar os conteúdos para levar para o andar de cima. Kurt acabou precisando pegar uma das sacolas para levar todos os doces juntos. O castanho também acabou precisando levar uma das bacias com Cheetos e seu refrigerante. Kurt poderia jurar que o copo que Sebastian havia escolhido poderia carregar um litro de refrigerante. – Eu provavelmente vou morrer hoje. Só de olhar estou com diabetes, colesterol e celulite. – Kurt encarava tudo aquilo como se fossem bactérias.

— Vamos, será divertido. Saia pelo menos um dia do seu mundo verde e saboreie os prazeres dos meninos artificiais com seus vídeo-games. – Os dois começaram a subir as escadas para o quarto de Sebastian.

— Você soa como um Peter Pan moderno. – Sebastian gargalhou alto, enquanto subia a escada. – Não é um problema ter uma noite dos meninos. O problema é a possibilidade de ser minha última noite vivo. – Kurt olhou para a bacia cheia de Cheetos em seus braços. – É sério. Acho que adquiri mais três quilos só de cheirar essas comidas. Elas me parecem mais artificiais do que o rosto da Donatella Versace. – Sebastian olhou para trás e sentiu aquilo como se fosse particularmente com ele. – E estamos falando da Donatella. – Kurt levantou uma sobrancelha para o namorado.

— Não tendo o sabor da Donatella, está tudo certo. – Kurt provavelmente estava mais incomodado em comer aquilo com aquele pensamento. – De qualquer forma, bem-vindo ao meu quarto.

Sebastian abriu a porta de maneira desajeitada com os pés. Vendo o quarto de Sebastian arrumado pela primeira vez, era um pouco chocante para Kurt. A única vez que ele havia visto o cômodo, foi há alguns meses quando a mãe do rapaz se encontrava chorando dentro do espaço. Daquela vez, Kurt não havia prestado atenção no lugar, já que estava desorientado demais.

Diferente do que Kurt pudesse visualizar, o quarto era muito longe de algo extremamente masculino; e se dissessem que era um quarto de um soldado, Kurt negaria. O quarto de Finn era mais “exército” do que o de Sebastian. Mas havia uma boa explicação para o quarto estar cercado em amarelo, laranja, branco e cinza: o que mais levasse o rapaz para longe das cores do exército, melhor.

As paredes eram brancas, mas a que ficava atrás da cama era em um lindo amarelo. Os móveis eram o que mais deixavam Kurt encantado: tudo era cinza. Cômoda, criados-mudos, cama e até o cabideiro de Sebastian era cinza. O laranja ficava para os tecidos: o tapete de Sebastian tinha um tom escuro de laranja, mas a roupa de cama se misturava em branco e laranja-abóbora, já as cortinas, eram em um maravilhoso tom pastel de pêssego. Mas a parede em frente a cama era a melhor. Sebastian tinha uma prateleira de nicho que ia do teto até o chão em madeira envelhecida, coberta de livros, bolas de lacrosse, câmeras fotográficas, filmes, CD’s, jogos de tabuleiro e vídeo-game, até mesmo brinquedos, mas nada que viesse do exército.

Em cima da cômoda, havia alguns perfumes e fotografias. Lá, foi o lugar que mais chamou a atenção de Kurt. Ele deixou tudo em uma mesa que havia no quarto e foi até a cômoda. Lá ele encontrou o mesmo frasco de perfume, com apenas um cheio e outros cinco vazios. Kurt quis saber o cheiro e descobriu que era o mesmo cheiro que o quarto e Sebastian tinham: cereja. Depois do perfume, Kurt observou as fotos.

Tinham fotos de anos atrás da família reunida em uma noite de Natal; outra era Sebastian jogando lacrosse, onde o uniforme era maior que ele; havia outra no meio que deveria ser do aniversário de dezesseis anos do Fabray, já que lá se encontrava seu Mustang preto, o sorriso mal cabia no rosto dele; outra foto era dele e Quinn muito novos, Quinn era um bebê ainda. Mas a última era a melhor: era uma foto de Sebastian em sua adolescência. Quem quer que tenha tirado aquela foto, conseguira o momento perfeito. O sorriso do Fabray era contagiante. Tocando a foto, era quase como se você conseguisse tocar Sebastian.

— Eu posso ficar com isso? – Perguntou Kurt, indicando a foto no porta-retratos. Sebastian olhou para ele e franziu a testa. – Eu não sei, mas adorei isso. Parece um daqueles objetos que simplesmente te fazem feliz porque você se lembra de algo. Essa foto lembra-me da sua essência e esse sorriso gigante me traz a sensação de que você está aqui e que tudo vai ficar bem. – Nem mesmo Kurt sabia de onde aquelas palavras haviam vindo. Sebastian se levantou e foi até a Kurt. Ele observou a foto por alguns minutos e foi até sua estante. – Tudo bem. Esquece. Se não te faz confortável, tudo bem.

Sebastian mexeu em algumas coisas e tirou a foto da moldura. Logo em seguida ele voltou para Kurt e entregou sua foto.

Curioso, Kurt foi até a estante, onde uma nova foto ocupava a moldura. Era uma foto do Hummel. A foto era de seu quarto, mas Sebastian aparentemente havia roubado ela. Na foto, Kurt estava em uma calçada em um dia de verão, tomando um sorvete de casquinha, usando seus óculos de Sol e um sorriso lindo em seu rosto, tudo isso enquanto olhava para Quinn, que estava atrás dele quando tirou a foto.

Aquilo havia sido nas últimas férias, em um dia que ele e Quinn se sentiram inspirados e foram fazer coisas que eles amavam em Lima. Foi quando Quinn ficou tirando milhares fotos e contando piadas. Quando sabia que a próxima era boa e Kurt não iria reclamar, registrou o momento, mas jamais imaginou que sairia tão incrível.

Sebastian abraçou Kurt por trás. Mais uma vez o rapaz estava corado. Kurt se virou no abraço e Sebastian beijou sua testa, antes de Kurt capturar os lábios do soldado para si mesmo. Quando se separam, Kurt olhou para a televisão na estante e mal pôde acreditar. Seu queixo praticamente poderia tocar o chão.

— O que foi? Você não gosta? – Sebastian perguntou, olhando para o menu do jogo.

Crash Bandicoot? Você está brincando comigo? Eu jogava isso! – Sebastian olhou para Kurt de forma estranha. Kurt não parecia muito de vídeo-games e Crash era um jogo realmente antigo. – Não me olha assim, meu pai achou que um presente ideal para mim quando tinha oito anos era um vídeo-game. Foi bom por algumas semanas, mas eu queria muito minha máquina de costura. – Kurt pegou um dos controles e colocou um dos salgadinhos na boca, depois acabou se arrependendo. – Pronto para perder, Sebastian?

O Fabray sorriu e encarou aquilo como um desafio antes de pegar o segundo controle. O soldado deu início ao jogo e já logo de início, viu que Kurt não estava para brincadeira, muito menos mentindo sobre gostar do jogo.

Ele estava caidinho pelo garoto.

[...]

Kurt e Sebastian continuaram jogando por toda a tarde até a noite chegar. Passava mais das dez horas da noite e os dois continuavam jogando. Praticamente todos os doces haviam sido comidos, alguns estavam na metade, pois haviam sido jogados em qualquer canto em momento de tensão; Sebastian quase derrubara refrigerante duas vezes no tapete e uma em Kurt; o Hummel até arregaçou as mangas de sua camisa, coisa que ele nunca fazia com uma camisa daquelas.

Agora, os dois estava praticamente em um duelo. Os dois estavam de pé, gritando, empurrando um ao outro e girando, sem necessidade, os controles. Sebastian está suando um pouco. Eles estavam empatados em 30 partidas para cada. Aquela seria o momento da decisão, depois de umas quinze revanches.

Eles nem escutaram quando o carro dos Fabray entrou na garagem, pois Kurt havia vencido a corrida e pulado na frente de Sebastian.

— Eu disse que te venceria! – Kurt fazia sua comemoração na frente de Sebastian, para irrita-lo. – Admita que eu sou melhor que você! – Kurt falava cada vez mais alto, que a porta da entrada se abriu e eles nem notaram. – Eu venci Sebastian Fabray no vídeo game. Posso viver com isso. – Brincou Kurt, ao imaginar como seria carregar aquilo para o resto da vida.

— E viver com isso? – Sebastian não esperou Kurt dizer nada, ele simplesmente puxou Kurt para si e atacou a boca do parceiro.

Kurt sentiu todo seu corpo contra o de Sebastian, já que o Fabray havia o puxado para a cama. Não que Sebastian estivesse com segundas intenções e fazendo coisas sem a permissão de Kurt, mas o peso de Kurt fez com que os dois caíssem sobre a cama. Uma das mãos de Sebastian foi para a cintura de Kurt e a outra para a nuca, para guiar o beijo. Kurt não segurou seus hormônios e foi para o peitoral definido de Sebastian, amassando a camisa em sua mão. Nenhum dos dois sabia quem gemia mais alto.

Por estar quente demais e estarem ocupados demais com o beijo, nem notaram que Quinn abrira a porta por alguns segundos e voltara a fechar. A loira estava respirando descontroladamente, enquanto suas costas tinham um forte atrito com a porta do quarto do irmão. Seu coração havia acelerado as batidas em, literalmente, segundos.

Ela precisava se controlar e arranjar um jeito de que Kurt sumisse dali antes que seus pais subissem para ver Sebastian. Ela fez a primeira coisa que veio na sua cabeça, foi até o seu quarto e bateu a porta, deu pesadas exagerados para chegar até o quarto do irmão e bateu na porta.

— Sebastian. – Chamou. Ela observava as escadas, com medo dos que os pais subissem.

— Lucy?! – Chamou Sebastian do outro lado. Ele encarou Kurt com os olhos arregalados. O castanho tinha congelado e estava em choque enquanto olhava para a porta. – O que a gente faz agora? – Sussurrou Sebastian, ainda em cima de Kurt.

— Vai pro chão! – Ordenou Kurt, jogando seu controle na mão de Sebastian.

— O quê?! – Sebastian não estava entendendo nada. Kurt estava se arrumando enquanto ia para porta. Antes de abrir, deu uma olhada severa para Sebastian e abriu a porta.

— Eu deveria bater em você agora ou quando estivesse longe do seu irmão? – Perguntou Kurt, segurando a porta. Quinn entrou no quarto para ver o que Sebastian estava fazendo. O castanho estava segurando seu controle e jogando vídeo-game.

Ela não estava enlouquecendo. Viu Kurt e Sebastian se pegando na cama do irmão.

— Por quê? – Perguntou a loira, confusa demais. Ela não tirava os olhos do irmão, que estava focado no vídeo-game. Como se estivesse jogando há horas. E a julgar pelos doces no chão, estava mesmo.

— Esqueceu que iriamos sair hoje? – Kurt atuou pela sua vida. – Combinamos de sair hoje na sexta-feira. Iriamos assistir filmes. – Quinn vagamente se lembrava de Kurt mencionar Mean Girls e As Patricinhas de Bervely Hills. – Estou aqui com o brutamontes do seu irmão há horas. Agora não dá para assistir mais nada. Eu vou embora.

— Garoto, quer que eu te leve? – Perguntou Sebastian, sem tirar os olhos da tela.

— Não precisa, eu posso ir andando. Tchau, Quinn. – Kurt ia saindo quando, Sebastian deu um pause no jogo.

— Está tarde. E nada mais justo, você trouxe esse monte de doces para mim. – Sebastian se levantou e pegou sua jaqueta de couro no cabideiro e deu um beijo na bochecha de Quinn antes de sair. – Nem pense em tocar nesse jogo. Estou tentando salva-lo há horas.

Quinn ficou sozinha no quarto e completamente desnorteada. Ela tinha imaginado aquilo? Provavelmente, mas havia sido tão real. Ela passou as mãos pelos cabelos e depois posou-as em sua cintura. Mas só quando o choque passou, Quinn viu quanto tudo fazia sentido.

Sua tia havia dito que Sebastian havia ligado para ela dizendo que sentia falta de sua torta, quando ele mesmo não tinha ido e tinha mandado a família inteira com uma mentira esfarrapada.

Quinn se sentou na cama do irmão, mas acabou se sentando em outra coisa. Quando foi conferir, viu que era uma foto de Sebastian mais novo; essa toda amassada, como se estivesse no bolso de alguém.

Da foto em suas mãos, os olhos da loira foram para o chão, onde encontrou dois copos de refrigerante. Sem contar o tanto de comida. Kurt nunca levava aquilo tudo de comida para os dois, e se trouxesse, não seria tantas coisas gordurosas. Além do pote de sorvete com alcaçuz. Quinn havia criado aquilo quando Sebastian estava no exército e o irmão jamais poderia imaginar aquela combinação.

Foi quando olhou para frente e viu uma coisa estranha na estante de Sebastian, que Quinn teve certeza: uma foto de Kurt, que ela havia tirado. A moldura era a mesma que havia a foto de Sebastian amassada.

Boom. Quinn havia chegado a uma resposta. Não estava louca, mas ficaria por conta de ter sido mantida fora do segredo.

[...]

Quando Sebastian chegou em casa, pensou que tudo ficaria tranquilo, agora que Kurt tinha ido embora, mas para seu engano, tinha encontrado Quinn em seu quarto. Ele entrou no quarto e viu a irmã sentada em sua cama. Tudo se encontrava exatamente como estava.

— O que ainda faz aqui? – Sebastian foi logo tirando sua jaqueta.

— Vocês poderiam ter me contado. – Disse Quinn, não exatamente brava, mas um pouco incomodada.

— Do que você está falando? – Perguntou Sebastian recolhendo a sujeira de seu quarto.

— De você e Kurt. Eu sei que estão se pegando. – Falou Quinn. Sebastian acabou esmagando metade de um chocolate em sua mão.

— O-o quê? Você enlouqueceu ou o quê? Kurt e eu não estamos nos pegando. – Falou Sebastian, antes de voltar a arrumar o quarto. – Você está cansada da viagem e está imaginando coisas, isso sim. Eu pegando Kurt... Ele é praticamente um irmão: tem a mesma idade que você!

— Então quer dizer que eu imaginei os beijos de vocês na cama assim que eu cheguei? – Sebastian parrou de pegar as embalagens. – Eu vi vocês se beijando. E caso queria dizer mais alguma coisa, isso só confirma tudo. – Quinn mostrou para o irmão a foto de Kurt. – Eu sei que isso estava no quarto dele. Eu tirei essa foto. Então de duas, uma: ou ele te deu, por algum motivo estranho ou, você foi no quarto dele e pegou. Da mesma maneira que ele levaria isso – Quinn mostrou a foto de Sebastian. – com ele. Sorvetes com alcaçuz, dois copos, jantar na casa da tia Hayley. Você estão se pegando! – Quinn acabou se alterando.

— Fala baixo! Papai e mamãe podem escutar. – Sebastian confessou e Quinn quis gritar de emoção. – Okay. Kurt e eu estamos... alguma coisa. – Falou o Fabray, antes de voltar a arrumar o quarto.

Eu sabia! Eu sabia! Eu sabia! – Quinn começou a pular pelo quarto. – Eu sabia que vocês estavam namorando. – Quinn se sentou na cama. – E não estivessem, já começaria um plano para fazer isso acontecer. – Sebastian rolou os olhos. – Quanto tempo tem que você estão nisso?

— Antes da minha ida para o exército. Nosso primeiro beijo aconteceu há algumas semanas. – Sebastian já começou a contar detalhes, porque Quinn não sairia dali sem respostas. – Ele é meio que meu namorado agora. Eu só queria um dia em paz com ele, tá legal? – Sebastian estava entrando na defensiva.

Quinn mordeu um travesseiro para não gritar. Ela seria capaz de virar um unicórnio de tanta felicidade. Seu irmão e seu melhor amigo juntos. O que mais ela poderia querer no momento além de um sobrinho de olhos azuis?

— Oh, meu Deus! – Quinn cobria o rosto, para se controlar, mas não estava ajudando. – Espera, como assim “meio que seu namorado”? – Perguntou ela. Sebastian bufou e olhou feio para ela.

— Quando voltei do exército, tivemos uma conversa e percebemos que isso teria que acontecer. Só que eu não me sinto namorado dele enquanto eu não fizer alguma coisa especial e pedir de fato para ele ser meu namorado. – Sebastian se levantou e encarou a irmã. – O que foi?

— Já reparou que essa é a nossa primeira vez falando sobre meninos? – Quinn fez o irmão corar.

— Lucy, cai fora daqui! – Pediu Sebastian, tirando a foto de Kurt das mãos da irmã e colocando na estante. Quinn foi até o irmão e viu quanto ele gostava de Kurt. Ela pensou rápido e teve uma ótima ideia.

— Que tal você levar ele para a casa do lago? – Quinn disse pensando mais na ideia. Era perfeita.

— Cala a boca, Lucy. – Sebastian saiu de perto da irmã e foi desligar a televisão.

— Não, é sério. Escuta. Você disse que quer fazer algo romântico, nossos pais já comemoram aniversários de casamentos lá. Sem contar as milhares de histórias de amor que ficamos sabendo toda vez que íamos para lá. Seria muito lindo se você fizesse um jantar a luz da Lua para Kurt lá. Ele gosta dessas cosias. – Sebastian olhou para a irmã. – Faça um jantar para ele no sábado e passem o domingo juntos no lago. Você queria um momento junto com ele hoje, você terá dois dias para isso. Eu posso ajudar você nessa. Digo para Burt que ele vai dormir aqui e você leva ele para lá.

Sebastian pensou no que Quinn havia acabo de dizer. Fazia sentido e poderia dar muito certo. Kurt adoraria conhecer a casa que a família tinha em Cleveland. Ele poderia fazer seu famoso macarrão, poderia ter uma noite romântica com Kurt e pedir o castanho em namoro oficialmente. Era a ideia perfeita.

— Você acha que funcionaria? – Perguntou Sebastian, incerto. Quinn foi se retirando do quarto.

— Bom, eu já contei para ele algumas histórias de lá. Ele vive dizendo que gostaria de visitar o lago para poder encontrar o amor da vida dele, mas eu nunca o levei. Talvez funcione... – Quinn piscou para o irmão, que deixou crescer um sorriso no rosto. – Mandarei uma mensagem para ele pedindo desculpas pelo bolo e dizendo que vamos assistir os filmes semana que vem e que para isso, ele irá precisar dormir aqui. – Quinn começou a fechar a porta. – Boa noite, Seb.

Sebastian ficou imaginando o quão maravilhosa era sua irmã e que ideias incríveis ela ainda carregava para Kurt e ele. Ele estava definitivamente pedindo Kurt em namoro na casa do lago em Cleveland.

Notas finais
Bom, foi isso. Espero que ainda não me odeiem. E por favor: COMENTEM! Obrigadinho, lindinhos *-* É isso, até semana que vem onde iremos para a casa do lado B| Espero que tenham gostado. Bye!