Dear Salvatore
7 Capítulo 6
Notas iniciais

As três horas em ponto daquele mesmo dia uma elegante carruagem parou em frente as portas da mansão do condado dos Mikaelson, a pequena porta foi aberta e a criada desceu, ajudando a Sra. Rebekah Donovan a descer em seu antigo lar.
—Bekah!- Elena gritou extasiada ao ver a prima, a loira sorriu abertamente e abriu os braços para receber a prima que veio ao seu encontro para abraçá-la- você tem noção de como eu senti sua falta por aqui?
—Também senti sua falta Lena- a loira afirmou, fechando os olhos e aspirando profundamente o perfume da morena- e de todos dessa casa, afinal porque não vieram me receber ainda? Matt vem em breve, está em Londres, mas deve aparecer em breve.
—Vejam só se não é Rebekah, nosso pequeno demônio loiro, que resolveu fazer uma pequena visita aos parentes- Klaus afirmou assim que apareceu na porta, com Duque Salvatore logo atrás dele, a loira revirou os olhos para o apelido correndo para abraçar o irmão- senti sua falta.
—Também senti sua falta Nik!- ela afirmou se aconchegando mais ao corpo do mais velho, ao se separarem ela observou atentamente o homem parado na porta, o avaliando por inteiro e então, com sua sinceridade habitual questionou- não o conheço, o Senhor é?
—Damon Salvatore- ela arregalou os olhos e assentiu rapidamente sorrindo e encarando Elena de relance- 8º Duque da família Salvatore, é um prazer conhecê-la Sra. Donovan.
—O prazer é meu Vossa Graça- ela fez uma pequena reverência, sabia muito bem quem era Salvatore, não só por ser um Duque, mas por Charlie também.
Mal ela pensara no garoto, e o pequeno apareceu, os cabelos negros e lisos caindo sobre os olhos azuis, as bochechas coradas e um enorme sorriso no rosto, ele se jogou contra o corpo da loira, não se importando com a enorme quantidade de saias que haviam no vestido da mesma, ela sorriu e o ergueu nos braços lhe dando vários beijos no rosto.
Damon observava a cena com uma certa tristeza, o filho era muito apegado a toda aquela família, era apaixonado por Elena e por todos os Mikaelson, mas principalmente por Elena, não queria que seu filho sofresse ao se separar deles, mas não havia nada a ser feito, o lugar de Charlie era nas terras dos Salvatore, ao lado do pai.
—Você conheceu meu pai Tia Bekah?- o pequeno questionou sorrindo para o mais velho, que sorria para ele- quando vi a carruagem pensei que você estava partindo sem se despedir de mim papai.
—Eu nunca iria sem me despedir de você- Damon afirmou sorrindo e pegando o filho nos braços.
—Vamos todos para dentro?- Elena questionou e Rebekah notou o rubor que aparecera na face da prima no momento em que o Duque apareceu- Rebekah deve querer repousar um pouco depois da viagem, ou talvez comer algo.
—Não preciso descansar querida prima, mas confesso que um chá e alguns biscoitos seriam muito bem vindos- a loira sorriu e enlaçou o braço ao da prima, entrando na casa e sendo seguida por Klaus e Damon que ainda carregava Charlie.- Amelie leve minhas coisas para meu antigo quarto, quando Sr. Donovan chegar veremos como faremos.- ela então se virou graciosamente para os homens atrás delas- Nik querido, se importaria de pedir o chá por nós, na sala azul talvez? Acabei de me lembrar que tenho algo para mostrar a Elena, é rápido eu prometo.
—O que eu não faço por você minha irmã?- o mais velho questionou sorrindo divertido- venha comigo Damon, vamos deixar as damas sozinhas.
Assim que elas começaram a subir as escadas, e a loira notou que estava longe o suficiente para que somente Elena a escutasse ela virou-se discretamente para a prima, sem parar de andar e questionou:
—Duque Salvatore então?- o tom da loira era suave- imagino que para estar tão corada, minha querida prima, algo mais tenha acontecido além daquele pequeno episódio que me relatou na carta não é? Mas não vamos falar disso agora, notei que Charlie falou algo sobre ele partir, está voltando para o Ducado?
—Não de forma alguma- Elena respondeu- porém o Duque está começando a ser dado como morto, a muito não é visto por ninguém, e a muito ninguém tem notícias sobre ele, está na hora de reaparecer para a sociedade e assim impedir que Sr. Pietro Salvatore e Lady Rose Salvatore destruam todo o patrimônio do ducado.
—Lady Rose Salvatore- a loira riu- pelo amor de Deus, aquela mulher não tem nada de Lady, exceto por ser casada com um Duque- a loira deu de ombros- nunca gostei dela, sempre me pareceu arrogante e presunçosa- ela então deu um sorriso vitorioso- vai ser maravilhoso vê-la afundar, e perder tudo.
—Temo apenas por Charlie- Elena afirmou, ambas voltando a descer as escadas- temo que seja mal recebido por ser filho daquela mulher.
—Não tema querida- a loira afirmou- assim que tudo for esclarecido, todos irão ver que Charlie foi educado por você e longe daquela mulher e concluirão que ele não tem nenhuma influência de Lady Salvatore.
As duas entraram na sala azul onde Damon e Klaus se encontravam rindo de algo que Charlie havia contado.
—Lens!- o pequeno gritou animado correndo e pulando no colo da morena, ela o abraçou beijando a testa do mesmo.
—Estávamos apenas esperando vocês chegarem para sairmos- Klaus afirmou sorrindo e abraçando a prima e a irmã ao mesmo tempo e lhes beijando a testa- voltaremos em no máximo cinco dias.
—Façam uma boa viagem- Elena afirmou se despedindo- e sejam cuidadosos, voltem inteiros para casa.- Klaus apenas assentiu em meio as risadas.
—Lady Rebekah- o Duque a saudou fazendo uma pequena reverência e beijando a mão da loira. Virou-se então para Elena e deu um discreto sorriso para ela- Srta. Gilbert.- novamente a reverência e o beijo na mão, porém mais demorado.
O homem se despediu do filho e saiu atrás do amigo, deixando as duas mulheres com o garoto na sala para tomarem chá.
—Logo seu pai voltará Charlie- Elena afirmou, abraçando o pequeno corpo, sabia que ele estava receoso- logo ele voltará para cá.
—Só resta saber se está falando isso para convencer a ele ou a si mesma- Rebekah sussurrou, sorrindo para a prima que apenas suspirou pesadamente e se agarrou anda mais ao garoto, beijando-lhe a testa e olhando feio para a prima- ok falaremos disso outra hora, vou deixar vocês apreciando a companhia um do outro enquanto eu aprecio essa maravilhosa xícara de chá.
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