Dear Salvatore
3 Capítulo 2
Notas iniciais

–Lena olha só- o pequeno Charlie chamou correndo em direção a morena que entrava no quarto e mostrando o desenho que ele havia feito- eu fiz um cavalo.
–Um lindo cavalo querido- ela afirmou sorrindo e passando as mãos nos cabelos negros, com muito esforço engoliu o bolo que começava a se formar em sua garganta- Charlie venha aqui- ela chamou sentando na cama do pequeno e o erguendo em seu colo- escute o que vou te dizer ok?- o garotinho assentiu prestando atenção nela- eu te amo muito, nunca se esqueça disso.
–Eu também de amo Lens- ele afirmou sorrindo e a abraçando- e vou te amar pra sempre.
–Eu também querido- ela afirmou- algumas coisas irão mudar daqui pra frente, mas eu vou te amar pra sempre está bem.
–Eu vou ficar aqui com você Lens- ele afirmou os olhinhos azuis brilhando pra ela- não precisa ficar triste, eu vou cuidar de você.
–Então quer dizer que eu posso ficar tranqüilo que sempre vai ter alguém aqui para cuidar da Lena?- a voz de Klaus ecoou pelo quarto fazendo o garotinho sorrir e correr para abraçar as pernas dele.
–Já terminaram a conversa?- a morena perguntou se levantando e virando-se para a janela para assim poder secar suas lágrimas.
–Vim justamente lhe chamar- Klaus afirmou, pegando o pequeno no colo e se aproximando de Elena- está na hora de lhe contar como entrou nessa história Lena.
–Agora?- ela questionou receosa, colocando imediatamente a mão no colar que havia ganhado de Katherine pouco antes desta morrer.- tem certeza, Charlie precisa?- a pergunta ficou no ar, pois a resposta estava estampada no rosto de Niklaus, estava na hora do pequeno conhecer o pai, e assim se afastar cada vez mais de Elena- tudo bem, me deixe apenas ter uma rápida conversinha com este pequeno garotinho.
Klaus assentiu, entregando Charlie para a prima e se afastando do quarto, deixando os dois a sós.
–Escute querido, lembra quando eu te contei sobre seu pai que ele estava viajando, mas que um dia voltaria?- o pequeno apenas assentiu- bom as coisas vão mudar um pouco agora, você é um homenzinho e está na hora de conhecer seu pai.
–Ele vai me levar embora?- Elena assentiu receosa, afagando os cabelos do pequeno- você vai junto?- ela apenas negou- não quero ir, quero ficar aqui com você- os pequenos olhos azuis estavam cheios de água, ele pulou do colo dela correndo para o outro lado do quarto se embrenhando no meio dos brinquedos- vou ficar bem aqui, não quero saber.
–Escute querido- ela falou, o tom de voz dócil, aproximou-se dele e o pegou em seus braços- ele é seu pai, lhe ama e o seu lugar é ao lado dele, ele me encarregou de cuidar de você por um tempo, mas quando chegar a hora você terá que ir com ele.
–Mas Lena, eu quero ficar com você- os pequenos olhinhos estavam inundados e ela sentiu seu coração se apertar no peito, sentou-se na cama o abraçando fortemente.
–Não é agora meu amor, você terá tempo de se acostumar com a idéia, e sempre poderá vir visitar à mim, ao tio Klaus e ao tio Elijah- ela afagava os cabelos dele e o ninava, embora soubesse que ele não iria dormir- nesse momento você precisa apenas conhecer o seu pai.
–Não quero conhecer ninguém- ele garantiu, fazendo ela suspirar.
–Assim você parte meu coração Charlie- ela afirmou, o fazendo olhar para ela- seu pai o ama, e lhe quer muito bem, você precisa conhecê-lo, ele não é uma pessoa ruim.
–Certo- ele suspirou, secando os olhinhos e mais uma vez abraçou a morena- você vai comigo, para conhecer o meu pai?
–Claro que sim- ela afirmou sorrindo e o colocando no chão, secou os próprios olhos e em seguida saiu do quarto, o pequeno segurava em sua mão e ela sentia que ele estava receoso.- escute, seu pai está um pouco machucado, então nada de pular sobre ele está bem? Seja carinhoso e gentil como eu sempre o ensinei.- o pequeno apenas concordou com um maneio de cabeça.
Elena bateu na porta, fechando os olhos ao ouvir o entre, e torcendo para que Damon reagisse bem ao descobrir que seu filho estava vivo e saudável e bem ali. Abriu a porta de madeira, e sentiu Charlie se esconder atrás dela.
–Com licença Sr. Salvatore, sei que deve estar cansado, mas existe alguém que ainda precisa conhecer- a morena falou, a voz suave, Damon concordou com um leve aceno de cabeça, viu a garota suspirar e então dar um paço para o lado.
Ele mal podia acreditar em seus olhos, atrás das volumosas saias da Srta. Gilbert se escondia um pequeno garotinho, sua copia fiel, os cabelos negros lhe caiam sobre os olhos azuis que estavam levemente avermelhados, e ele tentava inutilmente se esconder atrás da morena.
–Ora Charlie não precisa se esconder- Elena tentou o acalmar, abaixando-se ao lado do pequeno e o pegando nos braços, se aproximando da cama, o pequeno escondeu o rosto no pescoço dela e suas pequenas mãos se enroscaram no vestido da morena.
Damon estava estático, como podia uma criança tão parecida com ele? Aquilo devia ser algum tipo de brincadeira, procurou o olhar de Niklaus que apenas sorriu e voltou a beber o que quer que fosse, seu olhar se voltou novamente para Elena e o pequeno que agora o encarava, seus olhos eram tão azuis quanto os de Damon.
–Sr Salvatore este é Charlie Anthony Salvatore, seu herdeiro- a morena afirmou e então ele desfaleceu sobre os travesseiros.
~.~.D&E.~.~
–Lens ele morreu?- Damon ouviu a voz doce de criança, parecia preocupado, abriu os olhos e encontrou o pequeno sentado na cama olhando seu rosto- acordou.- ele sorriu para o mais velho.
–Sr. Salvatore, eu tenho os documentos que comprovam que Charlie é seu filho, e posso explicar o que ocorreu- Elena afirmou sorrindo e beijando a testa do pequeno.
–Acho que temos muito o que conversar- o mais velho afirmou, ainda encarando a morena, evitava a todo custo olhar a criança ao seu lado.
–Lena- o pequeno chamou esticando os braços pedindo colo, seu corpinho tremia por conta dos soluços.
–Esta chorando porque meu anjo?- a morena questionou pegando o pequeno e afagando os cabelos negros.
–Ele não gostou de mim- o garotinho reclamou fungando, fazendo o coração de Damon pesar, não sabia o que tinha acontecido, mas não era culpa daquele pequeno garoto.
–É claro que gostei- ele afirmou, se forçando a sentar-se na cama, e abrir espaço para o garoto, Elena colocou Charlie cuidadosamente ao lado do pai e ficou segurando as pequenas mãozinhas- eu só não esperava te ver agora.
–Charlie porque não vem comigo, acho que vi um bolo de chocolate sendo preparado na cozinha- Niklaus disse se aproximando da cama, o pequeno se jogou nos braços do mais velho os olhinhos brilhando- vocês dois precisam conversar, a muito o que ser explicado.
–Não o deixe comer muito bolo Nik- Elena pediu para o primo- não pretendo passar a noite acordada com ele por conta de uma dor de barriga.- o mais velho assentiu e em seguida saiu, deixando os dois sozinhos no quarto.- sei que é um choque Sr. Salvatore.
–Que tipo de golpe é esse?- o moreno questionou irritado, fazendo a morena o encarar ultrajada- não faça essa cara de ultraje, eu sei que arrumou tudo isso para conseguir dinheiro.
–Para a sua informação Duque Salvatore- ela o interrompeu, levantando-se da cadeira onde se encontrava e o encarando enraivecida- eu não preciso de dinheiro, se o senhor não quer o seu filho, filho legítimo aliás, eu não vejo problemas, posso continuar cuidando dele assim como fiz durante esses três últimos anos, desde que o encontrei abandonado para morrer em um casebre no meio do nada.
–Do que está falando?- ele questionou, sentindo a cabeça rodar, ela abriu uma gaveta e pegou alguns papeis tacando em cima dele logo em seguida. Em uma passada rápida de olho ele viu alguns documentos sobre Charlie, algumas cartas que comprovavam o que Elena dizia- como pode? Meu filho morreu.
–Não Sr. Salvatore, quem morreu e está enterrado é o meu sobrinho, filho de minha irmã Katherine Gilbert que morreu no parto, eu estava com ela na noite em que ela deu a luz, uma chuva forte caia do lado de fora quando dois homens entraram pela porta, pegaram o corpo de meu sobrinho morto e deixaram Charlie no lugar.
“Disseram que era a mando da Duquesa, e que era bom voltarem logo antes que o senhor chegasse de viagem e desse falta do corpo, obviamente por algum motivo sua esposa não queria que você tivesse herdeiros.”
–Isso é- ele suspirou- é algo bem pior de tudo que eu pude imaginar que Rose seria capaz de fazer.
–Eu não podia deixar o garoto morrer, e já tinha uma vaga idéia da sua situação, desculpe senhor, mas toda a sociedade sabia o que sua mulher estava fazendo, pensando nisso não pude procurá-lo de imediato
–Santo Deus meu filho está vivo- o moreno afirmou se afundando na cama.
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