Dear Salvatore
10 Capítulo 9
Notas iniciais
O Condado Mikaelson ficava a 7 horas de Londres, Elena fez toda a viagem de uma vez, não se importando com a chuva, com fome ou com qualquer coisa, só precisava checar a veracidade do bilhete e torcer para que não fosse uma armadilha.
Era madrugada quando a morena chegou à cidade, cavalgou diretamente até a área portuária, sem se importar com quem a veria ali, desceu em frente a um pequeno cortiço, e bateu na porta já conhecida.
—Gilbert!- aquela voz, sorriu marotamente para a sogra de sua irmã, a velha senhora fora trabalhar nas docas depois da morte do filho, da nora e do neto, viúva teve que se virar já que não era uma mulher de posses- o que posso fazer por você docinho?
—Cuide do meu cavalo, e me arrumar dois capangas- a mais jovem afirmou, A Sra. Petrova ergueu a sobrancelha, mas não questionou, nunca o fazia, confiava na mocinha que havia a ajudado quando ela ficara sozinha no Mundo.
—Entre e me de apenas um minuto, vou cuidar do cavalo e dos rapazes que a acompanharão- antes de sair fez um aceno com a mão- fique a vontade, a casa é sua.
Elena não conseguia se sentar, estava nervosa, retirou o bilhete amassado de dentro da capa e o releu, Kol não podia estar morto, era uma brincadeira, tinha que ser.
—Tom e Ted irão acompanha-la Leni- Petrova afirmou ao voltar, ainda usava negro, mesmo já tendo passado o período de luto- eles são de confiança e cuidarão da sua segurança, seja lá o que te fez vir até Londres no meio da madrugada deve ser importante. — guiou a mais nova até dois gêmeos enormes, eram altos e largos, uma faca presa a cintura de um, uma pistola na do outro e aparentavam sujeira, Elena não se importou nem um pouco.- cuidarei do seu cavalo, e quando voltar terei arrumado uma roupa para você, e um banho também.
—Você é um anjo- afirmou a jovem ao beijar o rosto da mais velha- vamos?- questionou aos rapazes que apenas deram um sorrisinho para ela.
A morena cobriu novamente o rosto com a capa e seguiu rapidamente pelas ruas mais escuras e desertas, tentando ignorar sons e cheiros, apesar de não falar nada sentia a presença dos gêmeos alguns passos atrás dela por todo o curto caminho até um pequeno casebre.
—Deve ter negócios sujos para vir até aqui senhorita- Tom falou enquanto observava as redondezas- achei que era dama de família quando a vi.
—E sou- ela afirmou com um sorrisinho- mas sou uma dama de família que já viu muito na vida. — respirou profundamente encarando o local, havia uma lamparina acesa do lado de dentro e ela conseguia ver uma sombra alta.- me esperem na porta, qualquer coisa eu grito.
Elena respirou profundamente e então abriu a porta com tudo, e a cena que viu partiu seu coração. Kol estava morto com uma faca no peito, bem na frente dela.

—Kol!- gritou se aproximando do corpo, pensou em como o tiraria dali, sabia que estava chorando e que poderia acabar chamando atenção, sabia até mesmo que quem havia matado seu noivo poderia estar bem ali, esperando para pega-la.
—Meu Deus dona- ouviu a voz de Ted- nada bonito de se ver. O que aconteceu com ele?
—Preciso dar um jeito de levar ele daqui, rápido- afirmou a morena- Ted corra até o cortiço e pegue meu cavalo, ou qualquer coisa para transportarmos o corpo, me traga também papel e pena se for possível.
Ele saiu o mais rápido que pode, Tom encarava a cena com interesse, aquela daminha de família estava andando por toda a área portuária de Londres atrás de um corpo de homem morto?
—Me ajude aqui Tom- ela tentava soltar o corpo. — preciso de um plano, um bom plano.
—Para esconder esse corpo?- questionou o homem, enquanto pegava o homem morto e o colocava no chão. — nós podemos joga-lo na água se quiser.
—Não!- ela gritou- ele é um lorde, era meu noivo e meu plano não é me livrar do corpo, preciso avisar a família dele, e matar a desgraçada que mandou fazer isso com ele.
~.~.~.~
Condado Mikaelson- 8 horas da manhã.
As oito horas da manhã em ponto alguém bateu na porta da casa do Conde, o mordomo abriu e deu de cara com um homem do porto, que fedia e estava todo sujo de poeira.
—Não temos dinheiro- ele afirmou pronto para fechar a porta na cara do gigante a sua frente, o homem porém colocou o ombro no caminho da porta.
—Sinto muito mordomo, não precisa ter medo, só vim trazer recados- mexeu nos bolsos- retirando dois papeis- um recado é pro conde.
Depois de entregar os papeis ele subiu no cavalo e foi embora.
Todos os Mikaelson assim como Damon se encontravam na mesa de café da manhã, o clima não era dos melhores, todos haviam ficado tensos após a saída de Elena.
—Com licença sir- o mordomo apareceu, entregando o bilhete ao patrão- foi entregue por um rapaz das docas.
—Elena!- Klaus afirmou enquanto abria o papel.
“Nik,
Preciso que venham para Londres, não era uma ameaça era real, precisamos lidar com o velório e enterro o mais rápido possível. Esta na hora de acabar com esta história, não vou admitir que mais ninguém de nossa família morra.
Elena”
—Santo Deus- Klaus sentiu os olhos encherem de água, ao mesmo tempo em que sentia a mão da irmã em seu braço- Kol está morto, nosso irmãozinho está morto.
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