Dear Salvatore
13 Capítulo 12
Notas iniciais
Haviam se passado dois dias desde a chegada de todos ao ducado, além de Mary, sempre havia um ou dois criados por perto de Charlie, e este quase nunca via Pietro.
O homem parecia fazer questão de importunar os sobrinhos, sempre por perto, sempre questionando Damon sobre a esposa morta, sobre fortuna, sobre herança e herdeiros.
O duque estava no próprio escritório, analisava os cadernos de gastos, haviam pequenas fraudes em todo o ano anterior, e o rombo no dinheiro do período em que estivera com os Mikaelson era de chorar, ainda bem que era rico e conseguiria tampar todos os buracos.
—Irmão- Stefan bateu na porta e entrou- acabou de chegar um bilhete, há uma senhorita vindo para cá, ela está órfã, viaja apenas com uma dama de companhia e dois criados de segurança, está pedindo abrigo por um tempo.
—Droga- Damon resmungou, não tinha tempo de ser anfitrião de nenhuma mocinha, não com o caos que estava tudo- não sei como receberemos alguém, a casa não está exatamente segura, Pietro vive saindo e eu tenho certeza que está tramando algo, como vou colocar uma jovem aqui dentro?
—Apenas aceite, Salvatore- Elijah afirmou entrando no escritório do amigo- confie em mim, a receba aqui.
Damon suspirou consentindo.
—Que horas ela chega?
—Creio que já esteja chegando, o rapaz que trouxe o bilhete disse que ela parou em uma estalagem na vila, mas que logo retomaria a viagem.
—Certo, vou pedir a Pearl para arrumar um quarto de hóspedes para ela- levantou-se fechando os cadernos- e então vamos espera-la la na frente.- franziu o cenho- onde esta Klaus?
—Com Charlie, ele precisou explicar algumas coisas para o garoto- Elijah afirmou- confiem Salvatores, apenas confiem.
Os três saíram do escritório, Damon pediu a Pearl, a governanta, que arrumasse um dos quartos de hospede, em seguida pediu um uísque para si e seguiu atrás de Elijah que fora para os fundos da casa.
Stefan estava na sala de visitas quando viu uma carruagem se aproximando, se apressou até a porta para receber a tal senhorita, pegou o bilhete e leu o nome em sua mão, cruzou os braços nas costas e sorriu assim que a porta foi aberta.
—Você deve ser a senhorita Pierce.

—Por favor, me chame de Katherine- a morena esticou a mão e sorriu para o rapaz a sua frente, fazendo uma reverência enquanto ele a cumprimentava.- espero não estar os importunando, mas eu e minha dama de companhia estamos um pouco perdidas pela Inglaterra- deu um pequeno sorriso e então a porta se abriu em um rompante, Damon apareceu a encarando.
—Elena?- ele estava extasiado, ela estava tão elegante, tão bonita, tão diferente. Desceu as escadas rapidamente e se aproximou dela.
—Não, eu sou Katherine Pierce- piscou para o duque- e você deve ser o duque Salvatore.
—É um prazer- ele a cumprimentou- pedi que arrumassem um quarto para você e espaço para sua dama de companhia e seus criados.
—É muita gentileza sua, Vossa Alteza.- ela sorriu para ele, Stefan subiu as escadas e entrou na frente dos outros, encontrando Elijah sorrindo no hall, do lado de fora Damon apoiava a mão nas costas da morena para guia-la até o lado de dentro.- sentiu minha falta, Salvatore?
—Espero que você me explique que história é essa de Katherine- ele sussurrou de volta, ela apenas assentiu de leve seguindo com ele para o interior da casa- este é Elijah Mikaelson- Klaus descia com Charlie em seus braços- aquele é Niklaus Mikaelson e meu filho Charlie Salvatore.
—É um prazer conhece-los- fez uma pequena reverência e sorriu para os primos e em seguida para a criança- você também mocinho.
—É um prazer, senhorita Pierce- Charlie falou rindo levemente, Klaus o havia dito que era uma brincadeira, Elena agora se chamava Katherine, e ele não podia a chamar de outra forma, somente de Katherine e Senhorita Pierce. Gostava de brincadeiras assim.
—Ora ora, mas quem é esta jovem adorável?- Pietro havia chegado, a morena virou sorrindo para ele- não a conheço, minha jovem.
—Sou Katherine Pierce, senhor- fez uma reverência e sorriu para o homem- estava de passagem pela região e pedi abrigo ao duque Salvatore.
—Eu sou Pietro Salvatore, tio desses tolos rapazes- sorriu para ela, imaginando que seria uma ótima aliada, uma bela jovem e parecia ter encantado a todos aqueles irritantes homens que estavam na casa, havia perdido Rose, havia perdido o poder que a companheira tinha sobre o duque, mas talvez conseguisse uma jovem aliada- me conte minha jovem, seus pais a deixaram viajar pela Inglaterra assim, desacompanhada? Precisando pedir abrigo para nobres?
—Perdi meus pais em um acidente há dois anos, Sir Salvatore, desde então sou cuidada apenas por minha dama de companhia, uma irmã de meu pai que pediu para ficar comigo, meu tio é meu tutor e guardião legal, mas é um nobre francês e não quer sair da França. Me deixou com minha tia e mais dois criados apenas, e então decidimos viajar pela Inglaterra, terra natal de minha mãe.
—Meus pêsames por sua perda- Pietro respondeu- espero que meu sobrinho lhe tenha arrumado um bom quarto.
—Nosso melhor quarto de hóspedes- Damon afirmou sorrindo- Pearl irá mostrar-te o caminho, Senhorita Pierce, espero que aproveite a estádia.
—Já estou aproveitando muito, Vossa Graça- sorriu radiante para Damon- com licença senhores, irei ao meu quarto.- seguiu para as escadas seguindo a governanta, piscou discretamente para o primo e Charlie ao passar por eles.
Ao entrar no quarto respirou profundamente, fechando os olhos e apoiando as mãos na penteadeira, encarou o próprio reflexo e então se virou para Sra. Petrova que se encontrava quieta no canto, usando um vestido elegante e negro.
—Este é seu plano, Elena?- a mais velha sussurrou se aproximando- se enfiar aqui com um nome falso.
—Meu plano é conseguir a confiança de Pietro Salvatore- ela respirou profundamente- quero que ele confie cegamente em mim e acabe se entregando.
—Vi como ele a olhava, a avaliou muito bem, deve pensar que você é uma boa aliada.
—Eu farei meu próprio jogo- pegou um vestido na valise que se encontrava no canto do quarto e o esticou na cama- irei ter a vingança que tanto quero.
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