Dear Salvatore
12 Capítulo 11
Notas iniciais
A viagem até o ducado fora longa e cansativa, e quando chegaram à antiga casa tudo o que Damon queria fazer era tomar um banho, dar boa noite para o filho e dormir, mas o destino não concordava com os planos dele.
—Parece que há mais pessoas por aqui- Klaus comentou ao descer, havia uma movimentação na frente da casa, Mary havia acabado de descer com Charlie adormecido em seus braços.
—Damon!- ouviu a voz da porta, franziu o cenho tentando reconhecer a figura alta que vinha em sua direção- que bom que chegou irmão.
—Stefan!- os Salvatore se abraçaram- por isso toda essa movimentação, você voltou para casa!
—Na verdade minha volta não é o que causa todo esse alvoroço- encarou Klaus e Elijah sem os reconhecer e em seguida Mary e a criança- o que causa tudo isso é o que encontramos preso aquela árvore quando chegamos- ele apontava para a mais alta árvore que podia ser vista da frente da casa, Damon franziu o cenho, não havia nada ali- não sei o que aconteceu no ano que fiquei fora, mas aparentemente agora você está viúvo.
—Como?- Damon questionou assustado, chamou Mary com a mão- no segundo andar há uma ala infantil, leve Charlie para lá imediatamente, e não o deixe ver absolutamente nada dentro da casa. — virou-se para o irmão segurando seu braço- agora me explique esta história direito.- vendo a desconfiança do irmão em relação a seus companheiros de viagem, sorriu fraco- esses são Klaus e Elijah Mikaelson, meus amigos. Pode contar na frente deles, o que houve?
—Assim que cheguei imaginei que encontraria a casa vazia, mas os empregados se aglomeravam em volta da árvore, desci da carruagem o mais rápido possível para descobrir o que havia acontecido- fez cara de nojo- Rose estava enforcada na árvore, eu sinto muito irmão.
—Pelo visto não teremos que explicar para Charlie como a mãe que ele sempre achou que estava morta na verdade esta viva- Klaus comentou com um sorrisinho, recebendo o olhar descrente dos outros- não esperem que eu chore sobre o corpo da duquesa, meu irmão está morto por culpa dela, eu devia dar uma festa por esta vadia estar morta.
—Niklaus!- Elijah o repreendeu- perdoe meu irmão, a morte de Kol ainda é muito recente.
—Vejo que não entende absolutamente nada- Damon sorriu para o irmão- venha, vamos entrar e então vou lhe explicar tudo- suspirou- quem está cuidando do corpo de Rose?
—Deixei Pearl e algumas criadas tomando conta disso- Stefan afirmou- agora, por favor, me expliquem tudo, Charlie?
Os quatro se sentaram no escritório de Damon e o Duque começou a relatar toda a história resumidamente para o irmão.
—Está querendo me dizer, que Rose e nosso tio estavam este tempo todo tramando contra você, contra mim e chegaram a deixar seu filho recém-nascido para morrer?- Stefan estava descrente.

—Parece loucura, mas é a mais pura verdade- Damon suspirou pesadamente tomando um gole de uísque- os Mikaelson me salvaram, salvaram Charlie, mas acabaram colocando a própria família na mira da loucura de nosso tio.
—E então Rose mandou matar Kol, nosso irmão, noivo de nossa prima- os olhos de Klaus eram pura fúria- se ela não tivesse morta eu a teria matado.
—Controle-se Niklaus, você me disse que precisamos de paciência- Damon afirmou ao amigo, enchendo novamente seu copo de uísque- Rose está morta agora, só precisamos cuidar de Pietro.
—E esperar que ele não machuque mais ninguém- Stefan afirmou- bom e qual é o plano?
—Ah essa é a pergunta que estou me fazendo- Damon encarou os Mikaelson- qual o plano?
—Impaciência certamente é de família- Elijah afirmou sorrindo- já disse temos tudo sobre controle, por enquanto nosso plano é ficarmos unidos, Os Donovan chegam em breve, e provavelmente seu tio deve aparecer logo.
—Enterraremos Rose ainda hoje, sem muita cerimonia obviamente, Charlie não entenderia, e então ficaremos de olho em seu tio até que a segunda parte do plano chegue.
—E qual seria a segunda parte do plano?- Damon questionou, mas não recebeu nenhuma resposta, apenas uma troca de olhares entre os Mikaelson- certo, vou esperar pra ver.
~.~.~.~
Durante o enterro de Rose, Charlie foi passear com Mary, Damon preferiu assim, fizeram uma curta homenagem à mulher, apenas porque qualquer alma merece algumas palavras quando se vai para o outro lado.
—Só existe uma coisa boa que você fez, Rose- Damon afirmou encarando o túmulo- me trouxe Charlie, só por ele faço isso, porque se não fosse à vida do meu filho você seria enterrada no meio da floresta, em qualquer lugar.- respirou profundamente e encarou os três homens que o acompanhavam- vamos voltar para casa.
Caminharam a curta distância até o casarão sem falar nada, cada um perdido em seus próprios pensamentos, pararam assim que viram uma das carruagens dos Salvatore parada em frente à casa.
—Parece que temos companhia- Stefan afirmou encarando a figura do tio parada na escadaria olhando para o nada enquanto os criados pegavam as malas, Charlie veio correndo do jardim e pulou nos braços do pai.- mais rápido do que o esperado.
—Vamos entrar- Damon afirmou, segurou Charlie mais próximo de si- vai conhecer mais um tio agora, Charlie.- o pequeno encarou o pai e assentiu sorrindo- mas não quero que você fique sozinho com ele tudo bem? É muito importante para mim.
—Sobrinhos!- Pietro os cumprimentou, sorria presunçoso para todos- e os Mikaelson. Senti sua falta Stefan, a sua também Damon, apesar de ser um desnaturado- avaliou a criança no colo do sobrinho- e este mocinho quem é?
—Charlie, meu filho e de Rose- o duque deu um sorrisinho, apreciando a surpresa do mais velho- não leu os jornais nos últimos dias não é?- chamou Mary discretamente- o leve para a ala infantil, e não saia de perto dele. — entregou Charlie depois de beijar seus cabelos, esperou ele sumir para dentro da casa- Encontrei meu filho a pouco tempo, meu herdeiro.
—Que maravilha!- Pietro não conseguia esconder a raiva- bom vou me instalar se não se importam, a viagem de Londres é longa, fico feliz que estejamos todos aqui, como uma família.
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