Dear Pegasus,
31 O Julgamento, Festinha e Tulipas
Notas iniciais
Boa leitura
☺
Capítulo Trinta: O Julgamento, Festinha e
Tulipas
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Pousamos na areia da praia do Acampamento, os cervos prateados posaram com graciosidade, desci da carruagem e me ajoelhei na frente da deusa que “salvara” a minha vida. A deusa da Lua sorriu e fez um gesto para eu levantar, mas não a olhei nos olhos, me virei para o mar. Não sabia se aquilo era bom ou mal.
—Você fez o certo, Sury Carpe, faz anos que não vejo Asclépio tão feliz. —a única coisa que saiu da minha boca foi “hum” — Sei que valoriza sua liberdade, vi isso em seus olhos, que fez pelo seu pai, por você teria morrido ali mesmo, livre como ache que deve ser.
—Teria sim. —murmurei, ajeitando a minha touca. A deusa pareceu perceber que nada me deixaria bem agora, então suspirou, agarrando as rédeas dos cervos.
—Thalia Grace virá ao Acampamento amanhã buscá-la. Aproveite seu aniversario, heroína.
Assim ela foi embora, me fazendo lembrar do meu desejo infantil de ver o papai Noel todos os anos, agora eu sabia que na verdade era a deusa da caça matando monstros para salvar o Olímpio. Bem aquilo realmente acaba coma imaginação de uma garotinha.
Não demorei a chegar ao chalé de Púlox, pude ouvir a musica e conversas lá dentro. Não podia estragar aquilo, eles deviam ter se esforçado para... Para fazer o quê quer tenham feito, imaginei o tamanho da coisa, não duvidava da capacidade de Púlox de fazer uma festa de arromba dentro daquele chalé roxo.
É eu daria a notícia amanhã, quando estivesse indo. Quando a tal Thalia pudesse em proteger da fúria dos gêmeos de Éris e de Violet e da cara de chorona que Rany faria e me cortaria o coração, ou como Lika me amarraria ao seu tronco com força...
—Deus, eu não quero ir. —choraminguei, recebendo um bufar de Pegasus que acabara de pousar — Você vai ficar comigo, não é Pegs?
Ele bufou um sim. Com aquilo eu podia aguentar mais uma noite, me forcei a deixar para lá tudo o que tinha acontecido por uma simples noite com os amigos, eu era boa nisso, eu podia ignorar por um tempo. Respirei fundo abri a porta.
—FINALMENTE! FELIZ ANIVERSÁRIO! —Berrou Nathy e Rany pulando sobre mim sem a menor piedade, todos começaram a bater palmas e continuaram a rir, Rany ria agarrada a minha cintura enquanto Nathy ria agarrada ao meu braço.
—Okey, okey! Agora deem espaço para o cara mais importante para ela e para o mundo! O melhor amigo! —Miguel abriu espaço entre as pessoas com o queixo arrebitado, como se fosse o rei do mundo, afastou Rany com a ponta do indicador e sorriu para a namorada, o que fez todos rirem.
Miguel me abraçou com força me girando algumas vezes.
—Só uma perguntinha, Killian. Por que você é o mais importante se fui eu quem organizou esta merda linda?! —Gritou Púlox já meio alterado com uma garrafa de vinho na mão. Ele caiu em cima de mim, eu ri e sustentei seu corpo, enquanto dava um meio abraço em todos. Até mesmo Nico estava lá, me deu um meio sorriso gentil.
Quando Sammy, o filho de Nike tirou o bêbado em cima de mim, Will Solace chegou até mim, me dando um sorriso de canto e me beijou. O beijou foi bom e eu aproveitei, mas tinha algo de esquisito naquilo, mas não reclamei.
—Feliz aniversario. —Sussurrou, dei um sorriso sem graça para ele quanto ele se afastava para ficar ao meu lado dando lugar para outra pessoa que no caso que Seth Gray. O moreno entregou a garrafa de Heineken para o filho de Apolo sorridente e fez a coisa mais legal que poderia ter feito.
Puxou-me para um dos melhores beijos da minha vida.
Fiquei na ponta dos pés em meus braços rodeando seu pescoço, minhas mãos entranhadas um pouco nas suas costas. Era engraçado como, conosco, não nossas línguas não pediam permissão, assim que estavam perto o bastante elas me enrolavam com força.
O beijo foi muito intenso não tinha como respirar, ele se afastou só o bastante para tirara sua boca da minha, me deixando tonta e ofegando como nenhum garoto, nenhum me deixara fazia muito tempo. Apesar de estar com os olhos fechados, sabia que ele estava sorrindo.
Ele escorregou sua testa da minha, sem me largar, ficando por cima do meu ombro.
—Valeu por segurar minha cerveja, cara — tentei segurar uma risada sem sucesso nenhum— Ah, esqueci-me de perguntar: Vocês não estão juntos, não é? Ah, então ótimo, não fiz nada de errado. Vem, Sury, quer beber alguma coisa?
—Quero. —respondi risonha, fomos até um pequeno frigobar, ele realmente me entregou uma garrafa de vodka como se nada tivesse acontecido —Qual foi daquele showzinho?
—Aquele cara me irrita.
—Não sabia que era ciumento. —Impliquei dando um gole na bebida para esconder um sorriso, Seth se encostou ao frigobar pequeno, ele desviou os olhos pela primeira vez, e percebi, e quase me entalei com a vodka com isso, que ele estava vermelho. Seth Gray corando.
E eu ia embora amanhã.
Balancei a cabeça para os lados, me recusando a pensar nisso pelo menos naquela noite. Respirei fundo e lhe empurrei o braço, e assim que ele me olhou cruzei os braços e ergui uma sobrancelha, lhe exigindo uma resposta. Gray suspirou.
—Não sou ciumento, mas ele estava roubando todas as garotas da festa, pergunte ao Kyle ou a Púlox, é irritante. —Revirei os olhos.
—Púlox sempre, ouça direitinho, sempre arranja alguém para ficar. E Kyle? Pelo amor de Hades— ele riu com essa—, Bárbara é a garotinha dos olhos dele, olha só aquilo. —Apontei para Louis que estava sentada em um beliche, remexendo em um copo vermelho, corada e sorridente, com Kyle agachado na sua frente com a mão no seu joelho, sorrindo e lhe fazendo rir de vez em quando.
—Ela é caidinha por ele. —Comentou Seth tomando um gole da cerveja.
—E ela jura que engana todo mundo. Mas voltando ao assunto— ele gemeu revirando os olhos—, mas nunca que eu vou perder a chance de ganhar uma, Gray. Sério que não ser o cara mais desejado da festa fez você fazer aquilo? Confiança é legal, Gray, mas babaquice acaba com tudo.
—Okey, eu admito!— me virei pra ele— Queria te beijar também. —Soltei meu ar com força, ele riu e passou o braço no meu pescoço, me puxando para o seu lado.
—Ah, me larga, eu não fico com babaca. — Seth encaixou o rosto na curva do meu pescoço, ele tinha um cheiro bom, apesar do seu halito estar cheirando a cerveja também, nada que realmente me incomodasse afinal eu bebia também.
—Você se agarrava com o Solace, não é? —Lhe afastei e lhe encarei com tédio.
—Para o seu governo, Will é um dos garotos mais legais que eu conheci e beija muuito bem. —Foi a vez dele em me encarar com tédio, mas tinha um sorriso discreto nos lábios.
—E eu sou o ciumento?
—Você é um babaca ciumento. Um de cada vez até dá para aceitar, mas os dois juntos... Não mesmo. —Balancei a cabeça para os lados, fingindo estar decepcionada, Seth ficou na minha frente dando o ultimo gole na Heineken, me prensando contra o pequeno frigobar, as mãos apoiados do lado do meu quadril.
—E qual é o que você prefere? —Perguntou com o rosto perto do meu.
—Ah, ser ciumento é um saco, mas acho que tem que ter um pouco, a parte do babaca... Acho que tem que ter para deixar a coisa mais engraçada. —Falei sinceramente dando de ombros, depois que notei o sorriso dele percebi que tinha acabado de descrever ele.
Estupidamente, senti meu rosto ficar quente, olhei para a esquerda.
—Certo então... —ele riu antes de tentar virar meu rosto, mas suspirou quando eu não deixei e começou a beijar a linha do meu maxilar— Hey, qual é, olha pra mim... Meu Deus, você fica tão fofa corada. —Lhe dei um empurrão, irritada, mas ele riu um pouco antes de me dar um selinho que se transformou um beijo mais quente.
Ele me sentou no frigobar, passei as pernas na sua cintura e lhe segurei o rosto na mão. Sua língua brincava na minha, o piercing às vezes engatava, mas era divertido, novo, eu gostava. Demais até. Por sorte, Púlox se aproximou meio bêbado de nós e acabou com esse pensamento estranho.
—Seth, meu garoto! Não pode monopolizar a aniversariante assim nããão, não é galera?! —as pessoas concordaram rindo na bebedeira de Púlox que me puxou pela mão me arrancando do corpo quente que eu queria— Vem cá, pequena!
Assim o anormal, me colocou nas costas e saiu correndo pelo Chalé com os outros loucos aplaudindo e rindo daquilo. Agarrei-me ao pescoço do filho de Dionísio, escondendo o rosto e rindo no seu pescoço, ele tinha mesmo cheiro de uva, os cabelos loiros e macios faziam cócegas no meu nariz. Eu queria gravar aquilo, queria gravar eles todos.
—Púlox, aqui! Olha a foto! —Rany nos apontou uma câmera bem antiga, daquelas que a foto fica pronta na hora. Sorri para foto e Púlox também, forçando minha cabeça contra seu rosto para me dar um beijo na bochecha, o flash saiu e ele voltou a correr até que nos jogou em cima de Miguel e Nathy que estavam deitados em um beliche.
Rany foi atrás tirando outra foto.
—Opa! Por trás não cara! —gritou Miguel se jogando para o lado, fazendo todo rirem— Pô, cara, nem me levou pra sair ainda. —Rolei para o lado, por cima de Nathy que gritou e me sentei, com as pernas em cima da filha de Ares, que riu também. Mais um flash.
Púlox levantou e franziu o cenho como se tentasse nos enxergar.
—Eu posso até estar bêbado, mas eu não sou veado, não, cara.
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Tirei fotos com todos, foi bem engraçado. O som era mais potente que parecia, Will com mais alguns filhos de Apolo levaram umas caixas de som e logo o chalé estava explodindo em musica, Lou Ellen garantiu que tinha dado um jeito de fazer o som não sai dali de dentro, mas eu duvidava que desse certo. Rany me obrigou a tirar foto com todos, até mesmo os Stark fizeram isso, foi bem engraçado.
—Vamos Valle, sorria, me ajude! Faz parte do meu presente!— Implorou a filha de Eros, os olhos dourados brilhando na iluminação colorida que havia sido ligado um pouco depois da nossa queda. Ao que parece, Púlox mantinha esse tipo de coisa ali dentro sempre, meio bêbado ele tentou explicar, entendi que tinha alguma coisa sobre querer orgulhar o seu pai, Deus das festas, mas não era nada dele, tudo do pai mesmo; mas acabei descobrindo por Sammy que, na verdade, o garoto era filho de uma das maiores organizadoras de festa do país inteiro, fazia festas para famosos e para caras da máfia também, ou seja, Púlox tinha muita grana então, ele comprava essas coisas brincando e não tinha mais “espaço” na sua “mansão” em, simplesmente, “Bervely Hill” para guardar essas coisas.
Púlox só deu de ombros e virou mais uma garrafa de vinho. Fiquei surpresa, ele não transpirava esse tipo de coisa, luxo entende? Não que eu nunca tivesse notado as roupas de marca, mas achava que aquilo era só pagava de bacana para pegar geral e que eram si imitações sabe? Mas depois de xeretar no guarda roupa dele e só achar cuecas Calvin Klein e muitas, mas muitas mesmo blusas da Lascoste, calças jeans caríssimas, perfumes Chanel, um Rolex e alguns tênis que eu não poderia comprar nem o cadarço parcelado de dez vezes, me convenci.
—Ah, minha mãe teima em comprar essas coisas para mim, como se eu ligasse. Quer dizer, essas blusas da Lascoste vão acabar sendo rasgadas por draecaenas ou queimadas por uma Quimera. “Filho meu não anda de qualquer jeito, tudo é aparência, meu amor.”— Imitou a mãe, não que ela fosse feia, quer dizer ela era linda.
Descobri depois de uma mancada de Sammy.
—Cara quem é essa loiraça do seu lado? Ela é muito gostosa. —Perguntou Sam se aproximando com uma porta retrado na mão. Era mesmo talvez a loira mais bonita que eu tivesse visto. Os cabelos eram cheios e ondulados, a pele branca perfeita, vestia uma leggin cinza de academia, com uma top de ginástica azul claro com um Ray-ban vermelho no rosto com um Púlox de calças jeans, uma blusa branca por cima de sua jaqueta de couro acompanhada de seus Addidas, e um Ray-ban azul-celeste no rosto, com o seu sorriso típico sorriso de “I’m Sexy and I Know It”. Ela era tão alta quanto o filho, os dois estavam na frente de uma loja caríssima, em Bervely Hill.
—Cara! É a minha mãe! —Berrou indignado empurrando Sam para o chão se levantando para com certeza bater nele, Luke se meteu no meio segurando Púlox sorrindo e pedindo calma, lhe abracei pela cintura, ele me olhou eu sorri para ele.
—Calminha, Púlox. Vamos, é o meu aniversario. —ele sorriu e me deu um beijo a minha franjinha— Mas me diz uma coisa, ele deve malhar pra caramba para ficar com aquele corpo, não é?
—E umas plásticas também. —arregalei os olhos com a naturalidade que ele falou, o loiro só deu de ombros— L.A baby.
—Se bem que eu não me importo com algumas plásticas. —Comentou Miguel, antes de levar uma travesseirada de uma Nathy bem irritada. Depois de uma hora as pessoas foram embora só ficando a nossa galera, que agora parecia ter aumentado, já que Bárbara e Kyle estavam rindo conosco como se sempre estivessem ai.
Abaixamos um pouco o som, e nos jogamos perto de um beliche, jogando conversa fora. Luke estava sentado no beliche mexendo no cabelo de Rany que, depois de algumas garrafas de vinho tinha ficado mais desinibida agora sorria feito um bebê quase dormindo por conta do cafuné. Miguel estava jogado em um pufe laranja que ele tinha puxado para ali com Nathy no seu colo, Guilherme estava em uma cadeira ao lado do casal, bebendo tranquilo.
Valle e Velkan estavam em pé um de cada lado do beliche bebendo alguma coisa que eu não sabia o que era, Púlox estava encostado, quase desmaiado com Viollet, Louis entre as pernas e braços de Kyle, vermelha feito um tomate, fingindo para todo mundo que não estava gostando, eu estava logo ao lado dos dois, encostada em Seth que tinha o braço no meu pescoço. Não fizemos nada demais, apenas jogamos conversa fora até que...
—Agora, é sério, qual é a mulher famosa mais bonita pra você, Sury? —Perguntou Miguel, ele estava querendo entender à cabeça feminina, para entender o porquê as mulheres tem paranoia com peso. Killian era completamente contra garotas magras demais, dizia quer era como pegar em um graveto. Um diferencial dele, ele preferia muito mais as gordinhas, dizia que pelo menos tinha aonde pegar e não podia ter medo de quebrar elas com um abraço.
—Elsa Pataky. —Disse roubando a garrafa de Viollet que estava na minha frente, do outro lado do circulo.
—Quem? —Quis saber Kyle, estocando o pescoço por cima do ombro de Bárbara.
—Ela é uma artista espanhola.
—Ah, não foi ela que o... —Começou Bárbara.
—É! Ah! Aquele pedaço lindo de homem. Afrodite beijou o corpo daquele homem todo, Meus Deuses! —Exclamou Nathy, suspiramos todas juntas, os meninos ficaram nos encarando, mas deixaram para lá, Miguel se voltou desconfiado para mim.
—Certo, por quê? —Pensei naquilo dando um gole na cerveja.
—A pele dela é simplesmente perfeita, a forma do nariz dela é legal e ela fica bem até mesmo grávida. Parece uma boneca de porcelana, apesar de ela ser meio magra demais antes, e eu não ser fã de gente loira. —me virei para Púlox, Rany, Luke e até mesmo Kyle— Mas eu amo vocês tá? Ah! Os olhos dela também são lindos.
—Você acha ela a mulher mais bonita do mundo por causa da pele dela e do nariz? —A mulher mais linda do mundo é a minha irmã, empatada com a minha mãe, pensei, mas fiquei calada, me obrigando a esquecer daquilo o mais rápido possível.
—Bem... Não é bem por isso. —Admiti balançando a cabeça levemente para os lados, balançando a cerveja dentro da garrafa.
—Então é por quê? —Indagou Luke, me olhando.
—Okey, okey. —abri os braços deixando a situação dramática— Eu a admiro demais nem é por tudo isso, mas por que ela é casada com o meu sonho de consumo em forma de homem: Chris Hemsworth. Por todos os Deuses! Eu dava a minha perna para ficar aquele homem! —Desabafei exageradamente.
—Não foi esse cara que fez Thor? —Perguntou Kyle, assentimos.
—Pensei que não gostasse de gente loira. —Questionou Seth virando o rosto bem próximo de mim, mas não virei para olhá-lo, se virasse ia beijá-lo e Nathy me daria outra travesseirada.
—Mas especificamente de loiros de olhos azuis, é meio clichê sabe? Mas por um homem daquele, a gente abre uma exceção, não meninas? —Viollet assentiu com veemência.
—Mais de uma se ele pedir. —Confirmou Rany meio sonâmbula, o que fez todo mundo rir, até Luke abriu um meio sorriso, colocando delicadamente os fios finos atrás da orelha dela.
—Então por que ficava com o Will? —Gray perguntou de novo, revirei os olhos.
—Por que toda garota, por mais que goste de coisa diferentes, quer um pouco de clichê na sua vida, um buquê de rosas, uma canção especial, não tem uma que não queria uma vez na sua vida isso.
—Meus Deuses, falou tudo, isso até merece um brinde. —Exclamou Bárbara, rimos e fizemos um brinde entre as meninas.
—Vida longa aos bons e costumeiros clichês da vida! —Berrei, elas soltaram vivas enquanto batíamos garrafas diferentes e copos, rindo também, todas deram um gole. Valle riu bebendo a sua cerveja, é ele concordou comigo. Estranho, eu sei. Virei-me para Gray que tinha uma sobrancelha levantada, sorri e lhe deu um beijo rápido.
—Fica assim não, eu também tenho uma quedinha pelos morenos também. —Ele sorriu depois abaixou o rosto. Não demorou muito para todos começaram a se dispersar, Luke pegou a pequena e desmaiada Rany nos braços e foi levá-la para o seu chalé, Miguel não deixava Nathy no seu chalé, tinha medo de morrer ainda.
Bárbara não deixou Savian lhe levar, mas na porta, Kyle se virou e lhe deu um beijo surpresa que ela correspondeu, tapei minha boca com uma das mãos, para não rir alto a estragar o momento. Ficamos encarando a cena até a cena acabar, e eu— já com a câmera e as fotos que eram meu presentes— aproveitei para tirar um foto, dos dói de testas coladas,uma das mão entrelaçadas, ofegantes ambos sorrindo, mas o infeliz sorrindo como se fosse o melhor dia da vida dele.
Louis arregalou os olhos para mim, corada como um tomate maduro.
—Me dá isso! —Corri e me escondi atrás de Guilherme, que me pegou pelos ombros e em sentou no seu ombro, me protegendo de Bárbara, que pulava tentando tirara a foto da minha mão.
—Na-na-nina-não! É o meu presente e o meu aniversario, quero tudo documentado. — Ela berrou mais um pouco, mas acabou desistindo e disse tchau para todos, Kyle conseguiu roubar mais um selinho quando ela tentou passar direto para ele, ele deu a volta em ditos e beijou minha mão, rápido e saiu correndo da ruiva filha de Athena.
—Vou querer essa!
—Pode deixar! Depois você pega comigo, Kyle.
—Okey! —Guilherme me colocou no chão logo depois, abracei todos. Guardando tudo que pude de cada um, depois parei em Seth. Eu já sabia o gosto que a boca dele tinha, sabia o cheiro gostoso que ele tinha, mas eu queria mais. Ele sorriu e pegou a minha mão, me levando para o chalé. Ele a soltou no meio do caminho, caminhamos sem pressa, eu remexia nas sacolas que estavam os presentes, não eram muitos, a maioria eram pequenos, mas eu estava curiosa.
Tremi de frio quando o vento frio de noite de outono bateu em mim, segundos depois, Seth tirou as sacolas da minha mão e me jogou sua jaqueta simples de capuz.
—Veste, nem me vem dizer que aguenta esse frio, canadense, mas o surfista aqui sabe reconhecer uma garota com frio e você não esta com cara de quê aguenta alguma coisa. —Me encolhi de olhos arregalados, fingindo estar assustada.
—Sim, senhor. —Vesti o moletom, que era duas vezes o meu tamanho, mas eu me esquentei. Seth puxou o capuz para o topo da minha cabeça e pegou a minha mão com a sua livre. Aproximei-me dele, abraçando seu braço, e trancei nossos dedos de novo, deitando minha cabeça coberta pelo capuz grande nos eu ombro.
Ele colocou meus presentes no sofá do meu chalé e me deu um beijo longo e calmo que eu pessoalmente não entendi. Gray sorriu e apontou para um pacote preto na sacola, com um das mãos ainda segurando minha nuca firmemente.
—Meu presente— ele me deu mais um beijo e sussurrou no meu ouvido: —Boa noite Sury. —Mordi meu lábio com força sentindo meu peito esquentar. Agarrei a barra da sua camisa e o puxei para um beijo outra vez, ele riu na minha boca, me segurando pela cintura.
—Fica melhor se você ficar. —Minha voz estava estranhamente rouca, não que isso importasse, quer dizer eu queria o moreno posto na minha frente, mas ele se afastou e piscou para mim.
—Eu não estou com a menor pressa. —ele estava brincando com a minha cara, cruzei os braços no peito— Boa noite, Sury.
—Muito boa noite, Seth. — Ele estranhou a forma que falei o seu primeiro nome, o que já não é muito comum, mas vou explicar uma coisa. Sou péssima sobre pressão e pior ainda quando... Nesses casos, não ganho o que eu quero, só pra esclarecer, ele estava se metendo onde ele não ia conseguir sair depois.
Levantou uma sobrancelha para mim.
—Estou encrencado?
—Você nem faz ideia. Acho que já está na hora de você ir, Nico não pode dormir sozinho, não é? —Ele franziu o nariz de forma fofa com a minha suposição, peguei minha tolha, joguei minha touca em um beliche a li perto e fui para o banheiro.
Tomei um banho frio bem rápido, ainda enrolada na toalha sai pingando até minha mala, mas bem em cima dela estava o pacote preto cintilante, o presente do moreno. O peguei nas mãos, o apertando para tentara adivinhar o que era. Uma roupa.
Apalpei mais.
Blusa ou baby-doll, o pano era leve e macio demais para ser um jeans. Acabei com o joguinho de adivinhação e rasguei mesmo o pacote. Dentro havia algo preto também. Franzi o cenho e abri o pano que se revelou uma blusa preta masculina.
Virei ela na frente dos meus olhos e, na frente havia um estampa de Cérbero. A mesma do sonho que eu tivera com ele. Seth Gray conseguia ser discreto e mesmo assim, de forma irritante e satisfatória, deixava sua marca, não sei se essa é a expressão certa, mas acho que serve. O ponto era quê, ele não precisava de muito para ser lembrado e no caso perdoado depois do fora que ele havia me dado.
Usei aquela blusa mesmo para dormir, coloquei um short de meia, fino, penteei meus cabelos meio secos e me sentei no sofá, a luz da lua iluminava o quarto, então resolvi começar a abrir os presentes. Nathy me dera um par de All Star novos, tinham estampa do exercito como havia mencionado uma vez para ela que queria.
Viollet me deu a blusa que eu pedira da seleção de futebol da Itália, sua mãe mandara de lá. É, Viollet é de lá mesmo, mas é Campista de Ano então somente as vezes ela vai ver a mãe, mas, como parece ser clássico dos filhos de Dionísio, sua mãe era uma das maiores produtoras de vinho da toscana de lá ou seja, ela tinha dinheiro então deve ter sido relativamente fácil conseguir a blusa original da seleção.
Eu fazia coleção, antes de tudo isso acontecer claro, mas resolvi retomar isso, era algo que eu e Blythe fazíamos, claro que ainda não tínhamos a melhor; apesar de que a seleção Brasileira andava em sérios problemas, não sem bem por que, mas aposto que logo apareceriam novos craques para substituir os de antes. Eu realmente queria aquela blusa, apesar de ser bem cara.
Púlox me deu algo bem apropriado. Uma linda garrafa de vinho. Não foram muitos presentes, foram bem simples e eles não tinham se arriscado demais, haviam prestado atenção em mim e me deram exatamente o que eu queria, tudo que eu havia falado durante o verão, por exemplo, Valle foi incrível e me deu “Off The Wall”, o primeiro álbum em carreira solo do Rei do Pop em vinil e seu irmão em deu uma imitação do chapéu que ele usou em Smooth Criminal.
Guilherme me deu uma blusa dos Lakers, o que significa muito, mesmo eu tendo uma, quer dizer, Lannister é um Celtic doente e ter me dado uma blusa dessa deve ter sido uma prova de fogo para ele, do mesmo jeito que eu nunca tocaria na blusa dos Celtic’s —eca, nunca. Até mesmo Louis me deu alguma coisa, um enfeite de madeira, com o rosto de Michael Jackson, sorri para aqui e correi para o beliche que eu dormia e o pendurei ele ali.
Houve mais alguns presentes, mas o de Miguel... Simplesmente foi perfeito. Era apenas um saquinho de veludo cinza meio manchado com um pequeno pedaço de uma folha de caderno amarelado por um fiozinho nela. Abri o saquinho e o balancei e uma corrente bem fina caiu na minha mão com um pingente.
Era metade de um coração com “Friends” entalhado e na parte de trás ocupando boa parte do coração que já era pequeno vinha “Miguel K.”. Meu coração pareceu se encolher no peito com aquilo, soltei algumas lágrimas, e coloquei a corrente fina no meu pescoço e depois li o pequeno bilhete:
“Eu estou usando o ‘Best’ claro; tem seu nome também. O amor da sua vida.
M.K”
Estava rindo quando alguém bateu na minha porta. Franzi o cenho, limpei as poucas lágrimas no meu rosto e fui até lá, segurei uma risada de escárnio e cruzei os braços no peito para um Seth que estava encostado na soleira da minha porta. Gray abriu a boca para falar, mas acabou rindo sem graça.
—Hum, meio cedo, não acha?— fingi olhar no meu relógio imaginário. —É está cedo demais faltam umas nove horas para o primeiro raio de Sol.
—Nem encostei na minha cama, só tomei um banho; algo nesse lugar está sugando minha personalidade, eu normalmente não digo não para garotas bonitas, entende?
—Entendo, entendo que essa foi uma das piores cantadas que eu já ouvi. —Ele riu e se aproximou de mim, passando os dedos na minha nuca, o que fez um calafrio descer a minha coluna, mas continuei ali encarando seus olhos, desviei da sua boca varias vezes.
—Tem piores que essa?
—Tem garfo? —Ele tentou segurar um sorriso sem sucesso.
—Por quê?
—Por que eu estou dando sopa. —Ele franziu o cenho.
—Não seria colher?
—É que eu sou difícil. —Ele se dobrou em gargalhadas na minha frente, acabei rindo também, depois que ele jogou a cabeça para trás respirando fundo e depois olhou para baixo, mexendo nos cabelos enrolados como em um comercial de shampoo ele ficou me olhando, divertido.
—Alguém tem coragem de usar uma coisa dessas?
—Ah, tem sim, já me lançaram essa, meu amor. —ele balançou a cabeça e pegou minha mão, a beijando como os cavalheiros do século passado, mordi meu lábio e passei a mão no rosto com a outra, lutando contra o lado sentimental de mim mesma que se derreia com esse tipo de coisa —O que você tá fazendo?
Gray levantou os olhos, me fitando através dos cílios grossos e longos de menina que ele tinha, soltei um gemido mínimo.
—Você gosta disso um pouco, coisas clichês. Nada que eu nunca tenha feito, mas você, sinceramente, não me pareceu esse tipo de garota. —ergui as sobrancelhas, impressionada por ele ter prestado atenção— O quê? Eu sou um ótimo ouvinte; vocês mulheres gostam de ser ouvidas e entendidas só quero ser agradável.
—Uau. Agora estou impressionada. —Falei entrando, Seth fechou a porta e se sentou no sofá, peguei um travesseiro e me sentei ao seu lado, sentando estilo indiozinho, abraçada com o travesseiro de espuma.
—Eu tenho esse efeito nas mulheres. —Revirei os olhos fazendo ele rir um pouco.
—Ah claro, mas que tipo de garota eu pareci então? —Quis saber, lhe encarando o rosto moreno meio pálido na luz da lua. Ele coçou a cabeça olhando para algo atrás de mim.
—Demorei para ter uma opinião formada, você veio de frente comigo, não sei. Só não pareceu do tipo que se derrete com rosas vermelhas.
—Não gosto de rosas vermelhas. —ele ergueu as sobrancelhas, surpreso— De rosas em geral na realidade.
—Por quê? —Talvez fizesse parte desse charme dele, mas Seth realmente parecia interessado em saber o por quê. Coloquei uma mexa do meu cabelo atrás da minha orelha e mexi meus dedos meio inquieta por alguma razão.
—Não sei direito. Algo com o fato de ela ser tão bonita, mas quando você tenta pegar ela é cheia de espinhos, ela machuca, engana, não mostra quem é de verdade. Não gosto disso. Sou simples e gosto de coisas simples e verdadeiras.
—Então... Qual você prefere?
—Tulipas. —Gray pareceu mais surpreso— O quê? Elas são... Perfeitas. Somente elas, simples e bonitas, sem espinhos e tem um significado bem mais bonito que rosas. —Desdenhei como uma criança, ele riu e assentiu e se aproximou de mim, me dando um beijo leve por um segundo, mas logo aquilo esquentou.
Ele se deitou por cima de mim, joguei o travesseiro para longe e lhe agarrei pelo pescoço, puxando seu corpo quente para mim usando como desculpa que o Outono estava muito frio dessa vez. Gray exalava calor, como um californiano de verdade devia ser, eu acho. Imaginei se ele havia absorvido toda a beleza daquele lugar, não que eu tivesse ido até lá alguma vez, mas devia ser lindo pelo o que eu via pela TV.
—Qual o significado da tulipa? —Indagou, os lábios descendo para o meu pescoço. Soltei um risinho contido e puxei seu rosto para o meu de novo, ele me olhou confuso, os olhos pretos na noite.
—Não importa muito agora, não é? —O puxei de volta para mim. A verdade era quê eu não queria acabar com aquele clima com a resposta. Seth sorriu, suas mãos adentraram a blusa que ele tinha me dado, acalcando rapidamente meus seios, ofeguei e me entreguei aquilo, lhe tomando os lábios.
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Acordei com um raio se sol quentinho no meu nariz e logo depois nos meus olhos, gemi e me aconcheguei no corpo quente que estava do meu lado. Opa. Sorri com as lembranças da noite passada, e respirei fundo escondendo meu rosto no espaço abaixo do seu queixo quadrado.
Ainda dormindo, os braços de Seth me apertaram mais um pouco no seu corpo nu, mordisquei meus lábios lutando contra os músculos do meu rosto que queriam sorrir e meus olhos que queriam chorar. Havia sido, se não a melhor transa da minha vida, bem, ela estava no Top Five. Eu não diria nada a ninguém, não conseguiria dizer que eu estava indo embora, principalmente para ele. Não depois disso.
Eu mesma não conseguia aceitar isso direito.
Seth interrompeu meus pensamentos, quando se remexeu bocejando alto, protegendo os olhos com o antebraço do sol. Ainda estávamos no sofá, ele tinha nos coberto com um lençol verde escuro logo depois que... Terminamos. Seth Gray realmente sabia como ser “agradável” como ele mesmo dizia.
—Droga de Sol... —resmungou e depois abaixou o rosto e deu um sorriso sonolento para mim, os lábios ainda meio inchados— Não é nessa parte que você me dá um selinho de bom dia?
—Até poderia, mas você acabou com o encanto da cena. —Seth riu e me deu um beijo longo, o piercing raspou na minha língua outra vez, automaticamente estiquei meus braços para os eu pescoço, escondi meu rosto na curva do seu pescoço depois, ele, meio de lado no sofá me abraçou também, beijando meu ombro.
Um vento matinal balançou a cortina da janela que ficava atrás do sofá fazendo a luz agredir meus olhos.
—Ai, droga de sol. Tem alguma ideia de que horas são? —Me encolhi no seu peito de novo a sombra protegendo seus olhos, Gray sorriu e olhou passou o braço e o ombro por cima de mim, alcançando a sua bermuda no chão e puxou seu celular do bolso.
Com um dos olhos fechados para luz maldosa do sol que o cegava ele fez uma pequena concha envolta da tela do aparelho, afim de ver o horário, bocejou e se ajeitou do meu lado bocejando antes.
—Seis e alguma coisa... Isso realmente importa?
—Não que eu ligue, mas é proibido dois campistas de sexos opostos ficarem em um chalé sozinhos, mas seu irmãozinho não vai ter uma sincope se você não estiver lá, deitado no seu beliche? —Nico era... Antigo, quer dizer, ele gostava de regras um pouco, já ouvira um pouco sobre ele, o fato de ter perdido a irmã, acho que ele se sentia seguro assim.
—Ele surta quando deixo o chão molhado, mas deixa para lá —ele me passou para cima do seu peito sorrindo— comecei meu dia bem.
—Hum, e eu posso saber o porquê? —Ele beijou minha boca outra vez.
—Terminei minha noite melhor ainda. Tudo correu bem... Bem demais. —Sua mão direita correu ao longo deu meu corpo desnudo, me arrepiei com o toque quente e ele sorriu antes de me beijar de novo.
—Acha que temos algum tempo? —Perguntou depois de um tempo.
—De verdade ou só pra te deixar feliz? —Ele riu entendendo o que eu queria dizer apertou meus quadris e sussurrou baixo no meu ouvido. Eu já disse que voz dele fica tão rouca que literalmente arranha minha audição? Pois é, é verdade.
—Então é melhor sair de cima de mim antes que eu te agarre de novo. —Sorri, me sentei e procurei as roupas caídas ali do lado a blusa que ele havia me dado, a achei de baixo da mesinha de centro e a passei por cima da cabeça e me levantei, puxando meus cabelos para fora da blusa.
—Você sabe que eu disse aquilo só pra você ficar, não é? —Disse deitado ainda no sofá. Virei-me para lá e sorri com a cena. Ele estava deitado confortavelmente no sofá, uma das pernas estava dobrada mostrando a pele monera da coxa, a outra pendia para fora, coberta pelo lençol que escondia da sua virilha para baixo. Deixando só aquele “V” tentador da virilha a mostra.
O resto dele estava livre, embelezando o chalé inteiro. O tronco esculpido, o peito largo e alto,uma das mãos atrás da cabeça quanto à outra brincava com o celular. Adorável e excitante é uma boa descrição. Curvei-me sobre ele de novo, sugando sua língua como havia feito noite passada, ele havia se arrepiado de novo e agarrado com mais força a minha nuca.
Afastei-me e pisquei para ele, que passava a língua nos lábios, provavelmente formigando como os meus.
—Seja mais específico da próxima vez. —Peguei minha toalha e uma muda de roupa no meio do caminho, não sem antes ouvir dele.
—Então vai ter uma próxima vez?
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Sai do banheiro com a toalha em cima da cabeça, secando meus cabelos, fui em direção a minha mala e peguei meu creme, passando nos cabelos, tentando melhorar o estrago que ele estava. Gray estava colocando a blusa, deu um sorriso meio amargo para a minha calça jeans.
—Elas são tão difíceis de tirar... —Resmungou, revirei os olhos e limpei minhas mãos, passando rapidamente a maquiagem.
—E quem disse que você vai tirar ela? — Ele me abraçou pela cintura, os lábios beijando minha nuca com calma, mordi meu lábio o que o fez ficar mais vermelho e inchado do que já estava.
—Duvidas? — Lhe dei uma cotovelada leve e dei alguns passos para trás me soltando, puxando acorrente de Miguel e a de Peg para fora da camisa, peguei minha touca de cima da cama.
—Não duvido não, você consegue —ele deu um meio sorriso—. Mas como pretende sair daqui? —Gray apontou para a porta com o polegar, dando um sorriso como se eu fosse uma criancinha de cinco anos.
—Pela porta, como a maioria das pessoas no mundo.
—Sério, gênio? Ninguém pode saber que você passou a noite aqui, quer lavar louças com as harpias? Eu não. —Cruzei os braços no peito, ele balançou a cabeça como se eu o estivesse irritando, mas ele estava sorrindo enquanto se aproximava de mim.
—Okey, okey. Eu me viro, mas antes... Não vou ganhar um beijo de bom dia?
—Você já ganhou esse.
—Então um de bom café da manhã? —dei um sorriso e lhe beijei como ele queria, Gray tentou me puxar para o sofá de novo, mas fui mais forte, e o fiz cair sentado lá. — Okey, já entendi, nada de um bis para começar o dia bem.
—Pensei que tivesse começado seu dia bem.
—Okey, para melhorar o meu dia, que tal? —assenti Seth bufou e revirou os olhos— Tudo bem, eu já vou, nos vemos depois, Sury. —Ganhei mais um beijo e ele começou andar para o canto mais escuro do quarto, franzi o cenho.
—Ham, Gray, a porta é pra lá, sabe? —Apontei com o polegar por cima do ombro, ele apenas piscou para mim e esticou os dedos na parede escura pela sombra, mas, em vez de seus dedos tocaram a madeira eles foram engolido pela sombra, arregalei os olhos.
—Você me subestima.
—Como...
—Feliz aniversario. —E sumiu na sombra, o que me deu calafrios, no mesmo momento que houve batidas insistentes na minha porta, depois a voz de Viollet gritando para que eu saísse do chalé em italiano.
—Andiamo, Sury! Non farmi andare lì, ho un bel progetto di formazione per la scherma per te oggi! Non voglio peggiorare le cose che non sono più bene per voi, Carpe! —Franzi o cenho. Como ela podia pegar mais pesado comigo na esgrima? Não era mais fácil aceitar que eu não sirvo para isso? Mas resolvi não arriscar, Viollet conseguia fazer tudo o que ela queria com aqueles sais infernais. Suspirei e fui em direção à porta e abri.
—Feliz aniversario! —Gritou Miguel quando me abraçou. Foi quando notei que todos estavam ali na frente, absolutamente todos os meus amigos.
—Nossa, não precisava de tudo isso.
—Só certificando que você está aqui. —Disse Valle arrumando a blusa da banda Slipknot, os cabelos ainda estavam brilhando com o gel na parte de trás da sua cabeça. Imaginei o que ela faria quando eu fosse embora.
—Estou, então vamos? —Andei do lado de Luke que estava de mãos dadas com uma Rany corada e feliz. Coloquei meu casaco e minha touca no meio do caminho, quando Púlox, do meu lado direito notou as correntes novas.
Pegou primeiro a que Pegs me deu.
—Uau, quente deu isso? Isso é ouro Olimpiano. —Kyle se curvou sobre o meu ombro, os olhos azuis astutos brilhando para a minha medalha.
—Pode tirar esse seu olho de ladrão disso aqui. Foi Peg que me deu, não pergunte como ele achou, ele apenas me deu. —Savian fez um beicinho que fez, eu vi Bárbara dar um passo na direção dele, deixando “sem querer” das mãos deles rasparem e ele, esperto trançou a mão deles. Mesmo vermelha feito um morango ela segurou a mão do filho saltitante de Hermes.
—Own... —Louis ficou mais vermelha ainda, mas me ignorou, enquanto Kyle me deu uma tapinha no ombro, apertando mais a mão da ruiva, se certificando que ela não fugiria.
—E essa outra aqui? —Quis saber Púlox olhando para a metade do coração, franzindo o cenho. Miguel soltou um pigarro, beijou a namorada e afastou Púlox do meu lado, pegando minha mão, estufando o peito para mostrar a metade dele.
Passei meu braço pela cintura dele. Quer dizer, Miguel realmente estava usando o colar, poderia haver coisa mais linda para se ganhar do melhor amigo? Mesmo ele sendo um babaca do jeito que Killian era? O filho de Momo sorriu e me abraçou também.
—Espera, você deu isso pra ela? Você roubou a minha ideia, disse que era melhor não dar para não rolar briga, seu desgraçado! —Púlox estava irritado, mas Miguel realmente não ligou, apenas deu de ombros.
—Claro que eu que ia dar, você tem dinheiro, cara. Mas eu sou o melhor amigo dela, tá bom degustador de vinho? Pelo amor de Momo, você é puta boa pinta, cara, mas olha pra mim! —ele se soltou só para dar uma voltinha ainda andado —Eu sou completa e absurdamente adorável! Fala para ele, Sury.
—Ele é mesmo adorável, Púlox, um babaca adorável, entende? —Púlox riu e assentiu e me puxou para seu abraço, dando língua para Miguel.
—Se você é o melhor amigo, eu sou o irmãozão dessa galera.
—Não, esse sou eu, Púlox. —Disse Gui, tranquilo dando um sorriso leve colocando a mão grande na cabeça de Rany que sorriu para o moreno enorme. Púlox fez um bico, resmungado algo como: E o que eu sou?
—Vamos rotular isso direito. —Miguel ergueu os dedos, começando a contar— Eu sou o babaca adorável, o pé-grande é o irmãozão, Nathy é a linda barraqueira, Rany é a cupidinha, Viollet é a cabeça, Valerie e Velkan são... Os chefes-barra-goticos-barra-estranhos, Lika é a laranjinha, Sury é a encrenqueira-barra-minha-melhor-amiga, Bárbara, que acabou de entrar, é a ruivinha, Savian é o ladrão, o Gray é o Surfista.... Cara eu não sei o que fazer com você, Púlox.
—Ele pode ser o príncipe bêbado! —Sugeriu Rany, nos víramos para ela e depois para Púlox.
—É, funciona... Ah! Já ia me esquecendo de você cara! —Miguel empurrou levemente Luke que, apesar de não estar demonstrando, estava feliz por ter sido incluído — Você é o cicatriz ressuscitado. Pronto, agora todos têm seus codinomes, agora vamos que eu estou com fome!
Miguel me pegou pela mão e saiu me puxando de lá.
Passei o resto do dia com o meu coração na garganta, Miguel já havia me perguntado se eu estava realmente bem umas cem vezes e eu continuara mentindo. Fiz tudo muito bem, encontrei Seth na aula de arco e flecha, Rany era sua professora apesar de que na maioria do tempo, ficamos conversando os três, Karen Sallin que fazia aulas a uns metros estranhou que Quíron não estava nos repreendendo e sim sorrindo de forma condescendente para mim, em deixando curtir minhas horas no Acampamento.
Ele sabia. Quíron sabia de tudo, não dava para mentir para ele, ele devia ter a habilidade de ler mentes e almas das pessoas, sinceramente tinha que ter. Tivemos um horário livre e fomos para frente do chalé de Hermes, junto com Kyle, já que havia uma varanda agradável, Miguel atou uma rede e se deitou lá com a namorada, Púlox estava sentado na pequena grade de madeira, ao lado de Valle que se recusava a ficar perto da porta, Velkan havia ido atrás de Iron, o irmão mais velho deles.
Descobri que Velkan não era o garoto mais estranho que eu já vira. O tal Iron era muito macabro, devia ter uns vinte anos, tinha uma linha grossa, laranja e esperada de cabelo no meio da cabeça raspada, tinha alargadores onde duas canetas passavam sem problema nenhum, um pircing na sobrancelha direita, estava com uma regata masculina suja, e uma calça jeans rasgada e suja também.
Mas a parte mais estranha era que ele tinha uma tatuagem enorme no meio da costa. Havia o nome de uma mulher e uma data de morte e nascimento, como uma cripta e o nome “Makenna Salazar” cercado por flores de cerejeira e no bíceps direito, a frase que me deixou curiosa: “Só Deus Vai me Julgar”, era bem grande e bem feita.
—E eu pensei achava que o Miguel era estranho. —Resmungou Púlox, rimos e voltamos a jogar conversa fora, eu estava sentada no chão encostada a parede do chalé quando Seth chegou, havia acabado de voltar da aula de esgrima, mas havia tomado banho. Tinha as mãos bem escondidas debaixo dentro dos bolsos do casaco e o capuz sobre os cabelos.
Assim que subiu na varanda e tirou o capuz, balançando os cabelos molhados como um cachorro.
—Ai, tá frio cara, vai se sacudir para lá, pô. —Kyle se aconchegou em Bárbara que nem pareceu notar pela primeira vez, olhava abobada para um pulseira de prata no pulsos, com um pequeno caduceu balançando nela.
Eles estavam sentados um do lado da rede, sorri para Kyle.
—Mandou bem, Savian. —Ele sorriu e esticou a mão para mim, batemos as mãos e os punhso uma vez, antes de Louis me olhar indignada.
—Isso foi ideia sua?
—Não, ele me disse que ia comprar alguma coisa, eu só disse para não ser nada muito brega, mas ele acertou em cheio.
—Todos os creditos são meus. —Admitiu Kyle sorrindo superior, antes da mais nova ruiva lhe mandar parar de ser tão babaca e lhe dar uma tapa no ombro, ele lhe deu um beijo rápido, lhe dizendo que ficava linda sorrindo e pela primeira vez na historia ela realmente lhe beijou.
Kyle ficou em choque por um segundo antes de devolver o beijo com mais intensidade, lhe deitando no assoalho, se amassando sem sequer lembrarem que nos estavam lá.
—Hum, Nathy, meu amor, isso lhe dá alguma ideia? —Quis saber Miguel, a filha de Ares sorriu e se aproximou dele, lhe beijando também. Púlox franziu o cenho para os casais enquanto Seth se sentava do meu lado.
—Meu santo Apolo, tenho que dar um jeito nessa historia de casalzinho nesse grupo. —Assim que ele terminou a frase uma garota saiu de dentro do chalé, e olhou para a cena dos casais se amassando para nós espalhados ali sem o menor interesse, chutou de leve Kyle que se virou para ela sorrindo como uma criança que ganha um brinquedo de natal.
—Espero que esta cobrando o aluguel disso aqui.
—Hum, estou de bom humor Joan, deixa quieto. —Notei que Púlox parecia interessado na garota, me surpreendi, ela não fazia bem o tipo que ele ficava. A tal Joan era alta, magra e pálida, os olhos absurdamente pretos com um óculos retangulares de armação preta, usava um calça jeans gasta e uma blusa verde com o Mario e o Yoshi na frente, os All Star eram sujos, os cabelos estilo Alice Cullen espetado para todos os lados, pretos com mexas azul-celeste e franja também era, a parte de cima, no mesmo tom.
Virou-se para Valle e acenou rapidamente, sem sorrir.
—Valerie, sabe onde está o Velkan?
—Chalé, com Iron, Viatori. —Disse Valle com tranquilidade, Joan assentiu e passou por cima de Kyle e Louis estava indo embora quando Púlox pareceu sair de um transe e foi até ela.
—Oi, sou Púlox. —A menina empurrou os óculos para cima, mas eles logo escorregaram pela ponte reta do nariz, séria.
—Eu sei. —Seth encolheu o ombro como se tivesse sentindo a resposta fria e cortante da garota na pele, ri e lhe deu um empurram leve, para ele ficar quieto. Todos estavam pasmos, encarando a cena, curiosos, seria, quem sabe, o primeiro fora que Púlox levaria? Ah, esse todos inclui Valerie, apesar dela estar com um sorriso maldoso no rosto.
—Você me conhece, e eu não conheço você, quem sabe a gente não dá uma volta, para mudar isso. O que me diz?
—Digo que não lhe conheço, só sei o seu nome. —ela tirou um PSP no bolso de trás da calça e começou a jogá-lo— Quando o pedido, não, você não vai me levar para o seu chalé e transar comigo loucamente, tenho medo de pegar alguma DST e no seu caso, duvido que uma camisinha resolva. —Todos arregalamos os olhos ao mesmo tempo, a menina se virou para nós —Foi bom falar com vocês.
E se foi, jogando alguma coisa nos eu PSP. Púlox continuou lá antes de se voltar e se sentar na grade outra vez, em pleno no silencio por três segundos e eu ouvi um barulho e foto sendo batida. Vi que era Miguel.
—Foi o fora do século! Gravou tudo, Gray? —Berrou, me virei para o surfista do meu lado e notei que ele terminava de armazenar um vídeo de menos de um minuto no celular.
—Cada pequeno segundo.
—Sury, o Pegasus está ali, acho que está atrás de você. —Apontou Nathy olhando para fora. Senti meu estomago pesar assim que olhei para ele. Estava na hora. Levantei-me rapidamente e comecei a andar, antes que ele percebessem que eu estava abeira de lágrimas.
—Vou ver o que ele quer. —Montei em Pegs assim que cheguei perto, ele em levou até o meu chalé, com calma, me deixando ver todo o Acampamento antes de eu ir. Quando finalmente chegamos lá, Quíron em sua forma de centauro e uma garota vestida com uma parca prateada me esperavam.
Thalia me olhou desconfiada quando eu desci de Peg.
—Pegue do que quiser se lembrar, o essencial já pegamos. —Limpei algumas lágrimas, dando uma risada amarga.
—Posso pegar o Acampamento todo? —Quíron se aproximou e colocou a mão no meu ombro, e deu seu sorriso de três mil anos de sabedoria que me fez debulhar em lágrimas, e agarrá-lo pela cintura de cavalo.
Fiquei ali alguns minutos antes de entrar no chalé e pegar o que “eu queria lembrar”. Peguei a camisa da seleção italiana da Viollet, coloquei o bracelete de Blythe no braço, o anel com um inscrição em grego antigo “αδέλφια”, Irmãos... Guilherme havia me dado naquela manhã. Havia um álbum na minha cama, com um bilhete de Rany — reconheci a letra pequena, simples e fofa.
“Acabei seu presente, veja se gosta e me diga depois!”
Ela havia tirados fotos do meu aniversários e fotos que eu não me lembrava, fotos de quando elas começaram a andar conosco. O coloquei na mochila também, sem olhá-lo, pois não conseguiria, assim que fechei o zíper da mochila, a minha porta foi aberta com força.
Uma Lika chorosa irrompeu minha sala e me agarrou, chorando.
—Tu non andrà via!— Berrou Viollet na porta do chalé que foi invadido por todos. Mais lágrimas caíram do meu rosto, Rany pareceu me entender, tanto que assim que corri para abraçar alguém, ela se meteu na frente. Apertei-lhe contra o peito com força, depois passei para Nathy que começou a chorar também, dizendo que eu devia ficar, que não era certo.
Ao lado dela estava Púlox, que ficava absurdamente mais bonito emocionado. O loiro me abraçou com força, me escondi no seu peito, mas ele pegou meu rosto com o indicador e o polegar, sorrindo enquanto chorava e fungava.
—Você vai sempre ser minha pequena, okey? —Resmunguei alguma coisa que deveria parecer um sim, mas saiu algo como “Eu tinha que fazer! Eu não quero ir!” Viollet em encarava com as Iris roxas brilhando de raiva e... Tristeza, os punhos apertados do lado do corpo.
—Desculpe, Viollet, eu não podia deixar o meu pai, eles... Eles ia me matar, eu morreria antes de deixar vocês, mas... O meu pai... Ele não aguentaria, não podia fazer aquilo com ele, eu morreria por voc... —Vineyard me deu uma tapa forte no meu rosto, meu rosto ardeu e meu pescoço estalou com a virada brusca, me calando.
—Isso, foi por pensar em se matar por nossa causa. —ele já chorava, mas continuava com o dedo apontado na minha cara, trêmula— Nunca mais fale uma merda dessa, está entendendo?
Assenti e toquei na sua mão, ela me abraçou no mesmo momento, mas me empurrou para Guilherme, secando as lágrimas, tremendo, se recusando a ficar alterada. O grandão me apertou quase que mortalmente no peito, beijou minha testa e o anel que eu usava no polegar.
—Está tudo bem, vamos está com você sempre. —Velkan e Valerie me encaram, os olhos de ambos em chamas de ira amarela, e pela primeira vez ele não agiram juntos. Valle me abraçou com força e chacoalhou a minha mão.
—Você fez o que devia, cresceu. —Velkan tomou o seu lugar e me deu um selinho, nada demais, apenas um selinho de amizade, eu fazia isso algumas vezes com Miguel. O magricela, me deu um sorriso, o que me fez chorar mais ainda, havia uma doçura nele difícil de acreditar.
Velkan quase nunca sorria, mas ele fez aquilo por mim. Mas não só isso. O filho de Éris, mexeu na orelha direita e tirou um dos brincos, era uma argola simples, com um “VS” entalhado nela depois colocou na minha orelha furada, Valerie fez o mesmo, no lado esquerdo.
—Você é o bichinho de estimação da minha irmã e minha amiga. —Disse me fazendo sorrir como uma idiota.
—O cachorro sempre volta para o seu dono. —Profetizou Valerie, me olhando de cima.
—Você vai voltar para nós, Sury, é uma promessa. —Disseram os dois juntos. Por fim cheguei em Miguel, mas Thalia aparecera tentando me apreçar, dizendo que tínhamos que ir, mas Killian a olhou irritado e lhe deu um empurrão.
—É reunião de família, dá licença?! —E bateu a porta na cara da garota irritada. Agarrei Miguel pelo pescoço assim que ele se virou de novo para mim. Chorei, chorei como nunca havia chorado antes, agarrada ao pescoço do meu melhor amigo, era tudo tão pior. Eu não queria ir, mas não podia deixar meu pai.
Engoli minhas lágrimas depois de dez minutos que estávamos agarrados, nos afastamos um pouco, o filho de Momo pegou as partes do coração e as juntou, vi que na parte de trás do dele tinha “Sury C.” com um “&” logo em baixo, juntos me fizeram chorar mais.
Na frente formava fofamente “Best Friends” e atrás “Sury C. e Miguel K.”.
—Você é a única que me suportou desde o começo, vai ser sempre minha melhor amiga. Eu prometo.
—Promete que vai me mandar MI, sempre? Não vou aguentar ficar sem suas piadinhas diárias, sem os esporos de Viollet, sem o tudo bem de Guilherme, sem o bom dia exagerado de Púlox... Não vou aguentar ficar sem vocês! —Aquele foi o primeiro abraço em família que demos. Vi Luke no canto do quarto, olhando para o chão.
Estiquei a mão para ele, Castellan levantou os olhos e, não viu só eu sorrindo para que ele e juntasse a nós, mas todos, ele veio e nos abraçou, sem graça. Mesmo atordoado por ter visto Thalia, ele me apertou, sorrindo torto, não chorou por quê Luke não chorava em publico, mas, a ligação que tínhamos, me fazia sentir a mesma coisa que ele. Ele estava confuso, triste e perturbado com tudo que estava acontecendo, mas ainda sim feliz.
Luke sabia que tinha com quem contar.
Depois daquilo, abri a porta, e saímos todos juntos, eu agarrada a mão de Miguel e Lika. Thalia evitou olhar para Luke, chocada e confusa, focou os olhos azuis em mim, erguendo o queixo imponente.
—Vamos. —Abracei cada um de novo, quando cheguei a Luke, olhei para o bracelete no meu pulso. A imagem de Blythe sorrindo apareceu de repente na minha cabeça. Terei bracelete e dei para o filho de Hermes que arregalou os olhos.
—Você precisa mais do que eu. Isso sempre me deu forças e eu sei que você sente o mesmo. Você viu Blythe. —todos começaram a murmurar sem entender, Luke sorriu para mim meio tristonho— Bly é uma garota incrível, ela sempre vai estar do seu lado, quando precisar. E vocês, venham cá.
Abracei Bárbara que me deu um sorriso tristonho.
—Você vai fazer muita falta.
—Nem tivemos tempo de nos conhecer direito, não é? E passamos por poucas e boas juntas —ela assentiu sorrindo—, venho visitar vocês, me mande uma Mensagem de Iris e você, Kyle, cuide bem da ruivinha.
Ele bateu continência.
—Com toda a minha alma —fez um floreio enquanto curvava o tronco, depois sorriu para mim fizemos um toque rápido— Você é legal, Sury, rentável, mantenha contato.
—Okey, carteiro. —Ele franziu o cenho por um segundo.
—Não ganho um adeus emocionante também? —Mordi o lábio com força, enquanto me virava para encara Seth. Gray não tinha absolutamente anda refletido nos olhos, nada que eu conseguisse desvendar pelo menos. Cocei a nuca e dei um passo para frente, tocando no seu peito, relembrando na noite passada.
—Você é legal demais para isso. —Ele não riu nem sorriu apenas olhou ao redor, se demorou em Thalia, temi que ele ficasse com raiva dela, Gray se virou logo depois para mim, tocando com a ponta dos dedos meu rosto.
—Você não fez a porcaria do juramento ainda não é?
—Não.
—Então eu posso fazer isso. — Seth avançou com força nos meus lábios, minha mochila caiu do meu lado, para depois suavizar o toque, as mão segurando meu rosto. Foi um beijo longo, mas ninguém ousou interromper, mas assim que o ar acabou, apertei os lábios, com força, com a testa ainda colada a dele.
—Está levando o meu presente? —Disse baixo, fazendo com que só eu ouvisse.
—Foi a primeira coisa que coloquei na mochila.
—Ótimo.
—Agora temos que ir, Sury.
—Cara, você está levando a minha melhor amiga para longe pela eternidade, dá para você calar a boca por um segundo? —Faíscas azuis saíram das pontas dos dedos de Thalia, mas Quíron a parou, tranquilo.
—Relaxe, Thalia, o garoto está injuriado. —Disse entendendo Miguel.
—Eu... Eu tenho que ir. —não consegui olhar nos olhos dele de novo— Desculpe, tchau Seth.
As coisas foram mais rápidas, não me lembro de quase nada pro causa das lágrimas, só de montar em Pegs, com Thalia atrás de mim, todos os meus amigos gritando para mim, apenas Gray calado entre eles, o que fez um nó forte surgir na minha garganta, por muito, muito tempo.
E tudo piorou quando fiz o maldito juramento, que me separou dele, para sempre, antes mesmo de ficarmos juntos. Pensei na historia de Percy Jackson e Luke, apesar de Percy realmente ter sofrido, ter passado por tudo o que passou, ele teve o merecimento e foi feliz, era feliz.
Luke havia sido condenado ao que o destino havia lhe dado, de confusão, dor e solidão. Sempre tem o outro lado da moeda, alguém sempre sai perdendo. Talvez fosse a vez de Luke ter seu “final feliz”, eu era o outro lado da moeda de Luke.
Eu havia lhe dado uma segunda chance.
Eu, Sury Carpe, havia ressuscitado o Traidor do Olímpio e lhe dado uma segunda chance, mas... haveria uma segunda chance...
Pra mim?
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.Narradora.
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Seth Gray foi o primeiro a sair dali. Não ficou para observar o pégaso imortal levar Sury embora, foi para a praia, e, graças aos ventos de outono, havia ondas, ondas anormais para Long Island, mas ele não ligou, pegou sua prancha e sua malha de surf que havia pego, em um escapadinha eu tinha dado logo depois que chegara no Acampamento.
Viagem Pelas Sombras.
Não importava, ele apenas tirou os tênis, a camisa, colocou a malha, prendeu a prancha ao pé e foi para água fria, remou no automático, agradecendo a Poseidon, planejando mais oferendas, para mais ondas daquele jeito. O surf sempre fora a coisa mais importante para Gray, nada superava a sensação da água fazendo um arco por cima da sua cabeça, o sal arranhando levemente a sua pele, do cheiro de maresia delicioso.
Sempre fora assim, era o modo que ele ficava mais próximo dele mesmo. Um surfista californiano.
Ele encontrou a paz que queria e sempre encontrava no mar, mas, assim que as ondas começaram a baixar, depois de... De quantas horas? Duas? Três? Bem, não importava realmente, o Sol já estava quase completamente, quando ele começou a sair da água, com a prancha de braço do braço, jogando os cabelos para trás.
—Valeu Poseidon, foi incrível. —Agradeceu com água pelos joelhos, sorrindo para o mar, lá no fundo, uma onda alta se quebrou, o moreno franziu o cenho, pensando se aquilo era uma resposta. Mas, assim que colocou os pés na areia, Sury lhe veio a mente, como um elástico esticado, a água afastara, mas assim que o mar se fora, a lembrança voltara.
O modo como seu corpo havia se curvado para cima quando ela chegou ao orgasmo primeiro que ele, como fora satisfatório vê-la, com os lábios entre abertos e inchados, desfalecer abaixo de si, ofegante e sorridente, como fora bom quando ela lhe beijou depois de tudo daquilo.
Sorriu para si mesmo quando tirou a malha e sentiu os arranhões nas suas costas arderem por causa do sal, vestiu a camisa, e pegou o casaco e os tênis e começou a andar até o seu chalé, passou pelos gêmeos gótico empurrando violentamente Karen Sallin no chão, mas não ligou.
Entrou no chalé, tomou um banho rápido, e saiu outra vez indo para o jantar. Foi lá que algo estalou na sua mente. Ela realmente não estava lá, realmente tinha ido. A profecia que Miguel havia falado mais cedo, algo sobre o Oráculo estar ficando confuso demais.
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“Levarás aqueles que são um ao encalço,
A flecha dourada deverá impedir o regresso,
Mas a liberdade se perderá como preço
para a ordem prevalecer,
A Cura jurar vai para a calma do daquele
que não devia sentir
Mas o Juramento não trará a morte ao que não nasceu.”
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Gray se sentou ao lado do irmão, absorto com as informações se encaixando. As duas primeiras linhas eram fáceis, a partir da terceira, antes não fazia sentido, mas agora... “Mas a liberdade se perderá como preço para ordem prevalecer”. Sury havia perdido sua liberdade, Quíron explicava isso agora para todos, havia se tornado uma caçadora, mas não por si, mas pelo pai, disso ele sabia.
Ali entrava a próxima parte “A Cura vai jurar para a calma daquele que não devia sentir”. Asclépio devia ser um Deus sem filhos, não deveria sentir medo ou amor pela sua filha, por que ela não devia ter nascido, ela não tinha o “direito” de sentir essa calma e... Foi a ultima parte que fez Seth rir sozinho, e meio amargurado também.
“Mas o juramento não trará a morte ao que não nasceu”. Era estranho como aquilo parecia claro para ele e não para os outros. Sury e ele, se tudo aquilo não tivesse acontecido, ele deviam estar apaixonados, juntos por assim dizer. Eles não tiveram tempo o suficiente juntos para aquilo acontecer, mas tiveram tempo o suficiente para algo começar a crescer dentro deles, mas não nascer.
Seth riu e cobriu a boca com a mão, olhando para o nada.
Eu... Quase apaixonado? Riu para si mesmo e procurou comer, tentando aceitar o que acabara de descobrir.
Ele ficou calado por um bom tempo, fez sua oferenda a Poseidon por boas ondas e foi para a fogueira, ficou encarando o fogo e ignorando as conversas ao seu redor, onde em sua maioria Sury era o foco, algumas lhe dizendo que era louca que devia ter morrido por colocar todos em perigo por causa de uma festa.
Outros, que sabiam alguma coisa a mais, se sentiam tocados e enciumados pela relação que ela tinha com o pai divino, alguns simplesmente não ligavam, e outros não queriam saber, conversavam coisas aleatórias, como o jogo clássico que estava acontecendo em Massachusetts, Lakers versus Celtic. Mas os amigos de Sury estavam calados, espalhados por ali.
Gray que relembrava da noite que tiveram, se lembrou das tulipas que Sury havia mencionado, que ela não havia dito o significado, ele realmente não se importava, mas ficara curioso para saber. Esquadrinhou os campistas até achar Katie Gardner com uma margarida entre os deos.
—Hey Katie! —A garota virou os olhos verde-grama para ele, com um sorriso.
—Oi.
—Hum, você que conhece de flores, qual é significado das Tulipas? —Katie pareceu gostar da pergunta, se levantou e sentou no tronco ao lado do filho de Hades.
—Depende da cor.
—Não... Em geral, o que significam? —Katie sorriu. A resposta era tão... Antagônica, e mesmo sem perceber aquela filha de Deméter, na sua inocência de responder aquela pergunta, deu aquele moreno surfista muito o que pensar por varias semanas.
—Amor perfeito, tulipas significam amor perfeito.
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Notas finais
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Me digam se tem problema. Vocês preferem com ou sem hentai? Leves insinuações? Ou não? Para eu adaptar melhor a segunda temporada.
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Okey, agora sobre o dito Epílogo, eu realmente resolvi fazer, estava em uma aula de química(eu realmente não entendo isso) quando tive uma ideia legal pra fazer ele. Ele provavelmente não vai ser muito grande, mas acredito que já vai vir com o link para a segunda temporada.
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Eu não vou em despedir agora, mesmo sendo o ultimo capítulo de fato, por que eu sou uma pessoa sentimental e vou fazer só no final do Epílogo, já com o Link ^-^.
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De qualquer jeito espero que tenham gostado desse capítulo, comentem, puxem minha orelha se necessário. Tem algumas ideias para a segunda temporada? Pode falar! Estou aberta a ideias também.
Beeijos
DiraL.
☺
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