Dear Pegasus,
11 Luke conhece minha mãe, Slipknot e Connor Stoll
Notas iniciais
Boa leitura.
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Capítulo Dez: Luke conheçe minha mãe, Slipknot
e Connor Stoll
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Estava de volta ao Mundo Inferior, no mesmo lugar de antes, só que dessa vez não achei Luke, não estava em canto algum. Senti um aperto no coração e comecei andar pelo lugar até achá-lo acorrentado a uma grande pedra marrom, pelos braços e pernas, com dois garotos e um homem a frente dele, o mais baixo, vestido com muito couro e correntes, lhe dava socos e pontapés, rindo.
Meu estômago se revirou quando vi Castellan cuspir uma boa quantidade de sangue.
—Essa vantagem de estar morto. —Disse o que estava batendo depois de um tempo, limpou o suor da testa.
—Okey, Phobos, agora é minha vez. —Disse o mais alto e mais feio, mas o homem lhe tocou o ombro e se arrastou a frente de Luke que ofegava, o rosto úmido de suor, arrancou o capuz negro do rosto e revelou um rosto pálido que eu não pude deixar notar as semelhanças com Karen.
Thanatos.
—Não vai nos falar nada? —Com esforço, o loiro levantou a cabeça.
—Eu não sei de nada. Ela só apareceu aqui, não sei nada de Cronos, eu já falei.
—Então, está me dizendo, que a única que poderia arrancar vocês dois do Submundo, só apareceu aqui? Sem nenhuma interferência, só o Destino? —Ironizou bufando.
—Se quer saber mais, fale com as Parcas, não trabalha para elas? —A morte ficou irritada e pegou ele pela gola, quase o enforcando de vez.
—Temos uma nova profecia, traidor, e dessa vez, você e seu mestre de merda não vão assumir o poder, entendeu? Deimos, agora sim é sua vez. —O mais alto deu um sorriso e tirou uma soqueira inglesa do bolso da jaqueta de couro, ajeitou-as nos dedos e analisou o brilho maligno prateado da peça de metal.
—Agora você vai conhecer o pânico de verdade, traidor. —Acertou o queixo do loiro com uma força descomunal, mas Castellan não gritou, vi seus ombros tremerem de dor e seu rosto se contorcer, mas ele ficou ali, firme e forte. Os outros deuses continuaram a espancá-lo em busca da resposta para o que fosse.
Não sei por quanto tempo durou aquela carnificina horrenda, mas depois de certo tempo eles bufaram e desistiram, prometendo que logo voltariam, mas cedo do que ele pensava, assim que sumiram em suas nuvens de fumaça, corri até ele e quebrei as correntes de suas pernas, ele pendeu.
—Quem...?
—Relaxa garotão, vou tirar você daqui. —Prometi. Assim que quebrei o ultimo elo da corrente do braço direito ele caiu em cima de mim, ambos estalamos no chão duro e vulcânico, o deitei de peito para cima,e apoiei sua cabeça na minha perna, tentando fazê-lo respirar melhor.
—Você de novo.
—É sorte a sua que eu cheguei a tempo.
—Sorte? Sabe por que eles estavam aqui? Por sua causa. —Meu coração se encolheu.
—Minha? —Ele abriu os olhos e deu um pequeno sorriso.
—Relaxa você agora, estou acostumado com isso. —Murmurou e logo depois cuspiu uma golfada de sangue.
—É estou vendo. —Rasguei um pouco da minha blusa e enxuguei um pouco sua testa. Tentei ao máximo remendar ele, mas era difícil, tinha feridas, hematomas, cortes e roxos em todo o lugar, e os meus poderes não estavam tão eficazes aqui em baixo, ou ele que estava machucado demais.
Não sei.
Estava em dúvida entre essas duas opções, mas não tive tempo para pensar muito, não muito longe dali, ouvimos passos apressados se aproximando, Luke me lançou para trás e se arrastou para a pedra, encostando sua costa na pedra, respirando com dificuldade.
—Esconda-se. —Em pânico me escondi atrás de uma pedra pontuda que tinha ali perto, prendi a respiração quando os passos pararam bem ali.
—Mãe! Achei! — Meu sangue parou de correr, com cuidado, espiei. Blythe se ajoelhou na frente dele, logo depois mamãe também se juntou a eles, com uma bacia d’água, começaram a limpar as feridas dele com calma.
—Vocês, Carpe, são muito estranhas... Ai. —Resmungou Luke quando Blythe curava lentamente o vergão no seu peito, Nilá riu e limpou seu rosto com agua limpa.
—Não reclame, tem sorte de conseguirmos entrar aqui.
—Você faz parte do futuro da minha filha, Luke Castellan, e também é um rapaz encantador. —disse minha mãe, vi o loiro corar um pouco, e se ajeitar, reclamando de seu ombro deslocado. —Vieram perguntar sobre Sury, não foi?
Ele assentiu e segurou um grito quando Bly colocou seu ombro no lugar.
—É, não falei nada. Mas eles vão voltar e acredito que vão atrás de vocês duas também.
—O que eles perguntaram?
—Bom, queriam saber se eu mantinha contato com ele. Eles acham que o titã está tentando persuadir a sua filha.
—E o que você acha? —Blythe perguntou os olhos verdes brilhando de preocupação. Luke olhou em seus olhos, parecendo um pouco hipnotizado por ela, ele suspirou e desviou os olhos.
—Pessoalmente acho que não, não ele. Está fraco demais desde a última luta, está reunindo seus pedaços, está fraco ainda.
—Então quem poderia? —Indagou mamãe.
—A lista é muito vaga, não posso dizer algo certo. Deuses insatisfeitos, monstros fies, meios-sangues querendo uma revolta... Pode ser qualquer coisa, mas posso garantir que ele é bem convincente quando quer. —Disse, Blythe apertou uma de suas feridas.
—Ai!
—Minha irmã não cairá na conversa dele!
—Blythe, se acalme...
—Ela não irá ressuscitar Cro...
—Ora, ora. Senhorita Carpe, suponho que não deveria estar aqui. —O sussurro em minha nuca me deu um choque, um rugido monstruoso e eu me virei, me deparando com um rotwollier gigantesco de três cabeças, aos seus pés, acariciando uma de suas garras, Thanatos sorria para mim, os olhos tão negros que nada brilhava ali.
—GGGRRRRR...! —Rugiu Cérbero.
—Eu, eu... —Seus olhos se inflamaram.
—Salvaram seu maldito pai quando o transformaram em um Deus, mais você não me vai escapar, semideusa. Tudo terminará como deveria ser desde o princípio, o sangue de seu pai em minha foice... Nem que seja só a metade dele.
O totó gigante arreganhou os dentes para mim, num sorriso monstruoso.
Fiz a única coisa que poderia fazer.
Corri.
Corri para longe, tropeçando no chão desregular, meus olhos ardendo pela fuligem do Campo de Punição, minhas mãos arranhadas pelas pedras em que me batia. Roxa pelas quedas que levava. Apertei meus olhos tentando ignorar a ardencia.
Esse foi meu pior erro, tropecei em algo e cai em um grande buraco.
Aquilo não parecia ter fundo, mas quando dei por mim, vim um gigante horrendamente despedaçado, a cabeça descolada de um dos ombros se levantou e ele abriu sua grande boca pronto para me engolir. Pude ver os dentes gigantescos e os olhos amarelos e insanos antes de cair goela baixo.
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—AAAAHH! —Berrei me levantando ofegante da maca.
—Santo Zeus! —Gritou um filho de Apolo quase deixando sua prancheta cair, agarrei o pano da minha camisa, sentindo meu coração bater descompassado no peito. Puxei o ar pelo nariz tentando me acalmar, lá fora um relincho irritado.
—Peg? —Gemi, no mesmo momento, o eqüino deu uma cabeçada em alguém que o impedia de entrar, o garoto foi lançado para dentro, eu e Pegasus trocamos um olhar complacente, saltei da cama em desespero, como se ainda estivesse fugindo, corri e abracei o pescoço largo e macio do cavalo, e chorei um pouco, Peg bateu as asas um pouco.
—Que bom que está aqui, Peg. —Murmurei.
—“Pra você sempre estarei aqui, Sury”. Ele realmente gosta de você. —limpei os olhos e encarei Percy que tinha um leve sorriso nos lábios— Pelo menos está melhor.
—É eu acho que sim.
—Acho que... Já pode sair, Carpe. —Na porta da enfermaria, Michael Clarin tinha uma sobrancelha levantada para mim. —Tente não ficar tão perto da morte. O Alazão ai não saia daqui de perto, machucou vários dos nossos.
—Vou tentar. —Montei em Pegasus e trancei meus dedos em sua crina prateada. Assim que cheguei ao meu chalé, respirei fundo e desci de cima do pegáso, que bufou no alto da minha cabeça e lambeu meu rosto. Arrastei-me para dentro, joguei minhas roupas pelo meio do caminho, liguei o chuveiro e me sentei no Box, com o queixo apoiado nos joelhos, tentei relaxar um pouco, esquecer o meu sonho, tentei me convencer que era só um sonho.
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—Toc, toc. Vamos Sury, o dia já nasceu! —Respirei fundo e sai do chalé, achando os gêmeos Stark e Guilherme na minha porta. Fomos até o pavilhão do refeitório, eles conversavam animadamente e eu continuei calada, minha cabeça estava longe demais.
Não demorou muito para começarmos a comer, Lika deixou uma torta de pêssego na minha frente, cortada, e deu um pequeno sorriso preocupado para mim logo saiu correndo de um sátiro que tentara lhe agarrar. Meu estomago estava tão revirado que não tive coragem de comer.
Eu não sabia o que mais me assustava:
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1. O gigante despedaçado
2. Aquele papo que eu poderia ressuscitar alguém, ou
3. Thanatos prometendo que ia me matar.
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Suspirei. Como eu poderia ressuscitar alguém? Certo eu era a filha do cara que ganhara a vida fazendo isso, mas e daí? Nem de biologia eu gostava, muito menos de espiritismo para trazer alma de alguém para cá, fora que, se meu pai tinha levado um choque com mais de 3 milhões de volts, bem eu não faria o mesmo.
Sou louca e não tenho freios, mas não sou idiota.
Depois que fiz minha oferenda, amarrei meu cabelo em um rabo de cavalo alto e peguei minha lança que estava encostada atrás da porta. No caminho encontrei Guilherme, ele estava de amadura, o que o fazia parecer maior ainda, carregava um martelo enorme de duas cabeças, todo cravejado com bronze, prata e aço, fora os desenhos incrivelmente detalhados.
—Como carrega isso? —Lannister riu e manejou a arma enquanto andava, ele fazia aquilo parecer se feito de papel alumínio pintado.
—Tem um ótimo equilibrio, eu mesmo a fiz.
—Como conseguiu fazer um negócio desse?
—Filho de Hefesto, lembra? Mas a arte de fazer uam arte personalizada vai muito da pessoa, pra funcionar, tem que ter equilíbrio. Para fazer uma arma com um equilíbrio perfeito como o Asími aqui, é um estudo detalhado, o peso certo,, força dos braços, tamanho dos membros, forma de luta, depois que se tem esses números, precisa achar o metal necessário, ter cuidado quando for fazer o fio da lamina e mais ainda quando for fazer a empunhadura, se não...
—Você sabe que eu...
—Não quer nem saber?
—Eu ia dizer que não entendi uma vírgula, mas é legal, ainda quero ver você trabalhar nas forjas.
Guilherme riu.
A Arena é um grande espaço cercado por muros baixos de pedra, com arquibancadas em um dos lados. O lugar borbulhava em vida, meios-sangues andavam de um lado para o outro, aprendendo a usar arco e flecha, outros correndo, conversando e vários treinando com espadas e outros com armas bizarras. Quíron galopava com seu dorso imenso de cavalo branco, dando instruções e algumas broncas em filhos de Erís que causavam discórdia, ao pé da letra, entre duas filhas de Hebe, que estava se agarrando pelos cabelos.
Eu e Guilherme paramos perto dali, o centauro e virou para nós, abrindo um sorriso.
—Sury, creio que é sua primeira aula de esgrima aqui no Acampamento.
—É.
—Bem, vamos começar então. Viollet, por favor, aulas para Sury
Por mais que eu odiasse esgrima, até que me sai bem, quer dizer, não decepei a mão de ninguém, e isso já era uma grande vitoria, treinei com um boneco de palha primeiro, com Vineyard me gritando alternadamente “Direita, flanco, costela, peito, braço, esquerda, cabeça, defende, contra-ataque”, de mil formas diferentes isso por três longas horas. Eu estava usando a Katana de Blythe e ela era bem leve, mas mesmo assim meus braços fraquejavam um pouco, eu ofegava, mas Viollet só me isto:
—Cansada? Eu não estou sentindo. Vamos mais três seqüências e podemos dar uma parada... Talvez.
—É, mas eu estou. —Apertei o cabo da arma ela se enrolou no meu braço, se tornando o bracelete outra vez. Arrastei-me para arquibancada, no meio do caminho, desviei o olhar de tudo e me concentrei na grama amassada abaixo dos meus tênis. Eu não conseguia me esquecer, eu ainda podia sentir a garganta daquele gigante se apertando na minha pele, sentia o olhar amarelo sobre mim e...
Esbarrei em alguém.
—Ai, foi mal.... Connor. —O filho de Hermes me abriu um sorriso, os olhos azuis me fitando, dei um pequeno sorriso e me desviei dele.
—STOLL, VOCÊ ESTÁ MORTO! —Talvez, gritar ameaças de morte fosse bastante comum aqui no acampamento, por que ninguém deu importância à Valerie que marchava na direção do filho de Hermes. Algo me disse que ele morreria hoje, dei de ombros e olhei uma ultima vez para ele.
Pena, ela era até bonito, Connor retribuiu meu olhar e piscou para mim.
—Algum pedido final?
—Posso pedir qualquer coisa? —Senti uma segunda intenção naquela pergunta, repuxei um sorriso de dei de ombro.
—Fique a vontade... Opa, acabou o tempo. —Valerie pulou no pescoço dele, o jogando no chão.
—Você acaba de ganhar uma viagem só de ida para o Hades, Stoll.
—Valle, larga ele! — Miguel corria em nossa direção, parou bem do lado da confusão, mas não fez nada para impedir. —Valerie, você devia saber que eles iam fazer algo do tipo.
—Não! Eles podiam ter explodido o chalé, rapado minha cabeça, mas não podiam ter mexido com o Slipknot! Nunca!
—O que foi? —Perguntei olhando para Miguel, ele me olhou e percebi que ele prendia uma gargalhada.
—Os Stoll roubaram a coleção Slipknot dela, não deixaram nada, bem só... os um bando de ursinhos e barbies no lugar, fora um pôster da Paris Hilton que já foi cremado, os ursinhos viraram um monte de pelúcia e as barbies... Bem prefiro não comentar.
—Slipknot não é aquela banda de Metal que usa mascaras bizarras no show?
—Essa mesma. A segunda melhor banda de metal do mundo que eu sou fã desde o começo esses crápulas me roubaram minha coleção! Eu te mato! —O rosto de Connor já estava ficando azul e ele nem conseguia lutar mais, eu comecei a ficar um pouco preocupada. Quer dizer, Connor era bem bonito para morrer assim.
—Qual é Valle, relaxa, agente vai dar um jeito. —Tentei, mas Stark em lançou um olhar tão mortal que senti meu sangue gelar, dei alguns passos para trás e bati contra o peito de alguém, levantei meu olhar e achei um par de lindos olhos azuis.
—Nossa. O que aconteceu dessa vez? —Perguntou o garoto sorrindo para mim.
—Hum? —Indaguei perdida, ele soltou uma risada musical e apontou com o queixo para o estrangulamento que acontecia a 2 metros dos meus pés.
—Ali, o que Connor fez?
—Roubou a coleção Slipknot da Valle. —Respondi instantaneamente, olhando fixamente para os lábios vermelhos que estavam a centímetros dos meus, segundos depois pisquei e desviei os olhos, escapando do encanto do garoto, seja lá quem fosse.
—Will, me ajuda com isso. —Pediu Miguel olhando para a cena, querendo saber como descolar os dois.
—Eu prezo minha vida Killian, não separo briga de um filho de Erís, muito menos quando esse filho de Erís é um Stark, pior quando é a Valerie. —Assenti.
—Inteligente da sua parte. Mas Connor Stoll vai acabar morrendo. —Comentei, Miguel assentiu e passou o olhar pela arena.
—Guilherme! Chega aqui, cara!
—Só Lannister para separar isso ai. —ele riu e depois me estendeu a mão longa— Will Solace, filho de Apolo.
Peguei sua mão macia e dei um sorriso afetado para ele.
—Sury Carpe, filha de Asclépio. —Ela passou os olhos por mim me deu um sorriso largo, os olhos azuis brilhando no sol da manhã, apertou minha mãos um pouco mais.
—Bom saber. —Assim ele saiu.
—Sury! Ajuda aqui! —Implorou Miguel. Dei mais uma olhada nas costas largas do filho de Apolo e me virei para ajudar Killian arrastar Connor para longe de Valerie que esperneava enquanto Guilherme a levava para longe mm cima ombro, gritando várias promessas de morte e maldições, algumas tão ruins que teve gente que arregalou os olhos.
Stark tinha apertado tanto a garganta de Connor que ele estava desmaiado com as marcas vermelhas dos dedos longos no seu pescoço, me ajoelhei ao seu lado enquanto Miguel ofegava jogado ao meu ledo.
—Ele pesa.
—Imagino que sim... Acho que ele está bem, só precisa acordar e oxigenar o sangue e ,urgentemente, devolver os CDs dela. — Não demorou muito a noticia do quase estrangulamento de Connor chegou aos ouvidos de Travis que rompeu a arena e se ajoelhou do meu lado, franzindo o cenho para mim.
—Por que está cuidando dele?
—Não é pra cuidar?
—Você anda com os Stark.
—E daí? Não tenho nada a haver com a guerra de vocês. —Rebati olhando para o rosto desmaiado do garoto, não pude deixar de sorrir. O garoto era meio pirado, mesmo estando poucos dias ali, eu já sabia muito bem que mexer com os Gêmeos Stark de Erís era como assinar seu testado de óbito e pular dentro da boca de um dragão. E como eu adoro uma boa confusão, aquilo me chamou bastante atenção.
—Tem água ai?
—Água? Pra que gastar água com ele? —ele se virou para o irmão— CONNOR ACORDA! —Berrou. Que jeito doce de se acordar alguém, pensei enquanto o garoto se remexia no chão. Travis ajudou o garoto a se sentar, ele estava meio pálido e parecia um pouco enjoado, mas tinha um sorriso matreiro nos lábios.
—Funcionou, Travis. Ela saiu do controle. —Ambos sorriram e bateram os punhos.
—É isso ai, cara. Vamos recuperar o nosso titulo. —Afirmou o mais velho.
—Vocês são loucos, vão acabar se matando nisso. — Travis franziu o cenho para mim, olhou para o irmão que me encarava e depois voltou para mim, dando um pequeno sorriso, um sorriso do tipo eu-tenho-uma-um-plano-e-você-faz-parte-dele, se levantou, deu um tapinha insinuativo na cabeça do timão e saiu de perto.
—Você está meio verde, Stoll. —Ele riu abaixou o rosto por um segundo.
—Culpe a sua amiga gótica. Nossa, está tudo girando. — Coloquei um dois na frente de seus olhos e ele riu, notando o que eu estava fazendo.
—Quantos dedos.
—Dois.
—É, você está bem. —me levantei e estiquei a mão para ele, ele se levantou e cambaleou um pouco.
—Tá a fim de treinar? Lhe dou uma colher de chá.
—Tonto como está quem vai precisar de uma colher de chá é você. —Ele riu e eu também e caminhamos para a aula de esgrima, eu rindo da sua desgraça e ele também. Uma maneira bem legal de começar uma amizade em minha opinião.
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Notas finais
Desculpem de verdade. De qualquer forma, espero que tenham gostado. Deixem suas opiniões e puxões de orelha também.
Beeijos
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