Dear Pegasus,
16 Luke acorda, Esgrima Amada e Finalmente a Verdade
Notas iniciais
Boa leitura.
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Capítulo Quinze: Luke acorda, Minha Esgrima Amada
e Finalmente a Verdade
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Eu estava no meu chalé, de primeira, pensei que ainda estava acordada, o que eu fazia sentada na cama de cima do beliche ao lado do qual eu dormia... Bem, eu podia ser sonâmbula, certo? Mas eu me vi deitada no meu beliche meus cabelos estavam mais emaranhados do que de costume também parecia ter algo ou alguém do meu lado.
Instintivamente, é sério foi impulsivo, pensei em Seth.
A cena não mudou por uns vinte segundos até que a outra eu se levantou com força, os olhos verdes arregalados, as mãos agarradas a uma camisa que não era minha, era grande demais e tinha um desenho de Cérbero, o totó gigante. Aquela Sury tinha a respiração descompassada, parecia muito assustada como se o pesadelo que havia tido fosse o pior de todos.
E a lista não era pequena.
—Sury o que foi? —Seth Gray se levantou, esfregando os olhos negros a voz arrastada embargada pelo sono e, deuses, ele estava sem a camisa exibindo um tronco moreno com músculos lisos e salientes. Ele me olhou, digo, a outra Sury, o castanho dos olhos, negros no escuro da noite.
Ela pareceu voltar à realidade, passou a mão no pescoço tremendo um pouco e desviou os olhos para longe, mordendo o lábio com força, o filho de Hades esticou a mão, me tocando o ombro, o rosto preocupado.
—Sury?
—Não foi nada. —Disse com a voz um pouco irritada, passou os dedos no cabelo tentando ajeitá-los, coisa que, obviamente, não deu certo. Gray ficou calado por um tempo só com o olhar penetrante sobre aquela Sury até que suspirou se sentando mais confortavelmente no beliche, apoiando as costas na parede.
—Eu sei que foi alguma coisa, você sabe que foi alguma coisa. —eu e a outra o encaramos— Mas eu também sei que você não vai me contar nada... —Disse dando um sorriso de canto, os braços apoiados nos joelhos ainda cobertos pelo lençol fino.
—Claro que sabe. —Resmunguei encostando os pés no chão e me agarrando a beira do colchão, ele deu um sorriso de canto bem leve.
—Fazer o que? —Aquela Sury se virou para encará-lo os lábios apertados em uma linha rígida.
—Seu ego está inchado demais, Seth. —Ele deu de ombros e soltou um sorriso matreiro, um brilho diferente nos olhos, quase como se planejasse algo, e eu não sabia se aquilo ia ser bom ou ruim, juntando com o fato dele estar na minha cama, no meu chalé, à noite e sem camisa.
—O seu não fica muito atrás. —Falou sarcástico, prendendo uma risada em um sorriso.
—Meu ego? Desde quando? Não sou egocêntrica. —Revidei com o rosto cínico, ele revirou os olhos.
—Certo, talvez não seja egocêntrica, mas cínica com certeza. —Ela se fingiu de indignada, arrancando uma risada de Gray, um risada que fez os pêlos dos meus braços se arrepiarem, Carpe empinou o nariz para o outro lado.
—Não sou cínica.
—Só uma pessoa muito cínica diria isso com tanta certeza. —Ele tinha me tirado do serio, ela se virou para com sete pedras em mãos, mas antes que pudesse fazer alguma coisa, ele a puxou para os braços, rindo, para logo jogar a Sury do sonho na cama e se colocar por cima dela, enquanto se debatia.
—Não sou cínica! —Sibilou entre os dentes.
—Como eu disse só uma pessoa cínica negaria ser cínica. —mas antes que ela pudesse responder, Gray colocou a mão sobre sua boca, lhe abafando as palavras, rindo mais ainda enquanto eu me debatia embaixo do seu corpo. —Você não pode ficar calada?
Eu mordi sua mão ele a afastou balançando a mesma no ar, mordendo o lábio e olhando-a com um ar travesso.
—Não. Não sou de levar desaforo para casa. —ele suspirou— Agora se puder sair de cima de mim e ir para o seu chalé, eu agradeceria. —Certo aquilo era muita burrice da minha parte. Por que diabos eu estava expulsando aquele garoto, aquele, da minha cama? Eu não podia ficar tão idiota no futuro.
Enfim, a Sury do sonho tentou se levantar, mas o filho de Hades não deixou a empurrou para baixo outra vez e se deitou sobre ela, o rosto enterrado agora no ombro dela, os lábios subindo para seu queixo, o corpo dela se arqueou, ansiando por mais.
—Tá bom, okey. Esquece o que eu disse, que tal...
—Esquecer? Agora que já falou? —Por mais firme que eu estivesse tentando parecer, estava claro que já tinha esquecido, mas o orgulho falava mais alto que o desejo.... Por enquanto pelo menos. Gray gemeu e mordeu de leve o maxilar dela, fazendo-a mordiscar os lábios com força demais.
—Só escuta, okey? —ele esperou para ver se eu ia realmente ouvir— Não vou falar mais nada, que tal... Só terminar o que não terminamos ontem à noite? Qual é, temos tempo, vou ficar calado, prometo. O que me diz? —Disse com a voz sua voz arrastada
—Me convença. —Sussurrou no ouvido dele.
Seth ergueu os cantos da boca.
Vi uma de suas mãos descerem pela lateral do corpo da outra Sury, chegando às coxas e puxando-a para cima, os dedos longos apertando com calma sua perna para logo voltar a sua cintura e para seus ombros se arrastando perigosamente perto do meu busto. Gray beijou seus ombros se ajeitando em cima dela, lhe acariciou os cabelos.
Claro que Carpe não ficou parada, os dedos cobiçosos alisaram seu abdômen depois para suas costas lhe arranhando de leve, beijando seu ombro, os lábios estavam tão vermelhos como se estivesse com sede, de qualquer forma, a ultima coisa com que ela se preocupava agora era em beber água. O filho de Hades abriu um sorriso e encaixou a cabeça dele no espaço abaixo de seu pescoço os lábios úmidos encostado levemente na minha pele.
—Consegui convencer? —Ironizou, lhe beijando o pescoço, só que era tarde demais. Vamos dizer que meu temperamento não mudava muito, mesmo em sonhos ou em qualquer outra circunstância.
—Estava demorando... Sai de cima. —lhe empurrei os ombros e tentei me levantar, mas outra vez ele empurrou o corpo de Carpe para baixo, rindo contra a pele dela, jogando seu peso para prendê-la ali. —Ri ainda? Ôh, Gray, sai de cima.
Mas Seth Gray era persistente, não a deixou sair. Abafando a gargalhada no meu ombro, tive a impressão que ele estava quase chorando de tanto rir, mas aos poucos foi voltando ao normal, já que teve que fazer cada vez mais força para segurar o corpo da garota ali embaixo.
—Tá bom! Parei, é sério! Eu parei. —Seth respirou fundo e levantou o rosto para fitar os olhos irritadiços de uma garota raivosa que escondia o medo que sentia, seja lá por que fosse. Deu um sorriso um pouco mais composto e lhe deu um selinho nos lábios, tentando lhe acalmar os nervos. — Foi mal, não resisti.
Sury bufou.
—Nem tinha notado. —O filho de Hades riu mais e lhe soltou um pouco, dando um sorriso leve.
—Posso me redimir? —E pela primeira vez em todo aquele sonho, ela sorriu e passou os braços em seu pescoço o puxando para si e mais uma vez vi como as coisas evoluíam mais rápido com Seth e... Eu. A Sury do sonho se soltou de seu pescoço, alisando os músculos do seu tronco e braços, senti um formigamento na ponta dos dedos. Gray também não ficou muito atrás, puxou a blusa que eu usava arrancado rápido para as mãos passearem pelo ventre dela com liberdade enquanto seus lábios passeavam pelo busto dela.
—Seth, a aula de esgrima é amanhã? —Perguntou prendendo uma risada, ele levantou a cabeça os olhos confusos e incrédulos.
—Sério? Está pensando nisso agora? Comigo aqui? —Sua voz cresceu uma oitava, e Carpe desatou a rir por um segundo, mas depois vi seus dedos apertarem os botões da calça jeans dele, libertando uma imagem perigosamente tentadora de uma Box branca.
—Não, estou pensando nisso. —assim atacando seus lábios outra vez. —Falei que não levo desaforo para casa. — Ambos riram um nos lábios do outro até que voltaram a se concentrar neles mesmos. Logo a calça jeans de Gray tinha sumido e o sutiã que eu usava, bem, tinha evaporado para algum lugar nas mãos do filho de Hades.
Sury... Sury... Me acorde... Me acorde, Sury...
Eu reconheci aquela voz, era a mesma voz que eu ouvira no lago, aquilo me desesperou e logo o mundo começou a liquefazer ao meu redor, Seth, meu chalé, a lua lá fora. Pulei para o chão o que foi pior, por que meus pés começaram a ser sugados pelo chão, como se estivesse em pé numa poça de areia movediça.
Fechei meus olhos quando só minha cabeça estava para fora e eu não tinha mais nada para me agarrar.
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Quando voltei a abri-los eu estava em algum Beco de New Jersey provavelmente; um vapor estranho saia de alguns esgotos, pichações nos dois lados da parede, sacos de livro jogados e amontoados em alguns cantos perto de lixeiras e na rua um pouco úmida, à noite; mas o estranho não era isso, em um canto da rua um grupo de monstros se reunia ao redor de uma fogueira feita em um grande tonel de latão.
Uma Dracaenaes apertando o arco na mão esquerda com as pernas de calda de serpe enroladas uma na outra se protegendo do frio; Um ciclope de uns três metros de altura, sujo como olho no meio da testa vermelho e nojento, uma manticore criança, tinha um rosto de uma garotinha de sete anos com cachinhos dourados, olhos azuis e tudo fora o corpo que era de um leão vermelho e a calda que soltava espinhos gigantescos, brincava com uma grande bola de metal. Mas, ali do lado, uma senhora também meio cobra acariciava seu pequeno chihuahua.
Seu pequeno Chihuahua demoníaco, eu me lembrava daquela coisinha, à cicatriz da sua mordia ainda estava no meu braço e de vez enquanto eu ainda sentia uma e outra pontada onde os caninos da sua calda de cobra havia me mordido. Ele lambia com carinho a mão da dona com um lindo vestidinho de bailarina.
—Vamossss ter que esssperar, não podemossss pegar ela fraca do jeito que esssstá. —Disse a dracaenaes, apertando mais ainda o arco nas mãos.
—Por que não? Eu querer semideus para comer. —Perguntou o ciclope esfregando as mãos enormes e as estendendo para o fogo o queixo gigante batendo, fazendo um barulho úmido e contínuo. A mulher-cobra lhe bateu com o arco, parecendo irritada demais.
—Não nos culpe seu idiota. O minotauro matou uma delas agora temos que esperar a outra meio-sangue se fortalecer, se a pegarmos antes da hora ela irá morrer e nossa chance de trazê-lo de volta morre também, monstrengo. —Disse a mulher com a Quimera nos braços, o animal rugiu para os outros dois monstros.
—Equidna tem razão, temos que esperar, quanto mais forte ela ficar mais êxito terá no trabalho. —disse a dracaenaes bocejando e olhando de esguia para a manticore e mexia perigosamente a calda pontiaguda. —Tome cuidado com isso, manticore, não balance demais essa coisa.
O rosto adorável do monstro ficou vermelho.
—Eu tenho nome! Me chamo Jessie! —Berrou com lágrimas nos olhos azuis e cerrando os dentes me deixando ver seus grandes caninos serrilhados. A dracaenaes suspirou e se virou para o fogo e cerrou os caninos finos.
—Quanto tempo isssssso vai demorar? —resmungou para si mesma. —Quanto o Sssssenhor dos titãssss terá que essssperar?
Minha cabeça se revirou por um segundo, meu corpo tremeu um pouco e um calafrio que correu pela minha coluna, não sabia o que aquilo significava quem era o senhor dos titãs? O pouco que eu sabia sobre esses ditos Titãs era o pouco que todos lhe contavam o que era quase nada. Nunca terminavam de explicar as coisas para mim.
Sury... Me acorde... Levante-se, Sury.... Sury.
Meu estomago se contorceu e perdi meu fôlego, me curvei para vomitar até que abri os olhos.
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Claro que eu sem ar, estava com o rosto enterrado no travesseiro e era uma surpresa que eu não tivesse morrido sufocada, já que tinham tantos deuses empenhados em me matar. Sobre o enjôo, eu não sabia o que era, mas logo que coloquei os pés fora do beliche, meu estomago ficou de ponta cabeça, tudo que eu comera na noite passada veio a minha garganta.
Corri para porta que fica aos fundos e me ajoelhei no chão gelado e liso do banheiro e coloquei tudo para fora, agarrada ao vaso sanitário, vomitei tudo o que tinha comido e muito provavelmente alguns órgãos internos; depois de longos dez minutos, me levantei ainda meio tremula e escovei meus dentes quatro vezes, até que o gosto amargo saísse da minha boca. Cambaleei para o Box arrancando a roupa com um pouco de dificuldade, mas no fim a água gelada ajudou muito, relaxou meus ombros e afastou a sensação de acidez da garganta.
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Não comi. Nem Lika conseguiu colocar alguma coisa no meu estomago que parecia ter dado um nó em si mesmo. Revirei meu prato o café da manhã inteiro até que Peg apareceu ali e comeu as frutas e bebeu da jarra de suco especial que a laranjinha deixara para mim. Estava preocupado, bufou no meu rosto algumas vezes, questionando se eu estava bem ou por que não estava comendo.
Pegasus e eu nos comunicávamos de uma forma esquisita, mas bem eficiente. Algum meio termo entre telepatia e afinidade, nos olhávamos e já sabíamos o que um dos dois queria, era mais fácil assim, não tinha que falar tudo como era com os outros.
Acariciei o tufo liso que lhe pendia entre os olhos, dando o sorriso mais animador que pude.
—Estou bem Peg, só cansada. Ando sonhando demais. —Reclamei, girando uma panqueca macia com um garfo no prato. Ele não ficou satisfeito, cheirou a ultima pêra que restara na cesta para depois me olhar, as grandes orbes negras cintilando com um pedido claro para que eu comesse.
Passei a mão no rosto e peguei a fruta verde-amarelada nas mãos, sentindo o nó no meu estomago ficar mais apertado ainda. Olhei para Pegasus e depois para a fruta. Dei uma mordida, morrendo de medo de colocar para fora assim que sentisse o gosto. Foi difícil de engolir e demorou a descer na minha garganta fechada, mas fiquei bem até.
—Feliz?
—Coma mais vinte dessas, que ai eu fico feliz. —Will sorriu para mim, os cabelos loiros parecendo mais brilhantes e sedosos no sol, a pele clara mais sedosa e os lábios rosa ainda mais atraentes do o de costume. Solace sempre parecia mais bonito quando era de manhã, uma aura dourada cintilava ao seu redor, a luz do sol cintilava nos olhos azuis.
Aquele sim, só podia ser filho de Apolo.
—Sinto não poder te deixar feliz hoje, Will. —Ele torceu a boca por um segundo para depois dar de ombros e se aproximar de mim, se encostando à mesa onde eu me sentava, as mão estavam nos bolsos da bermuda simples, me observava dar cada mordida penosa na pêra.
—Lika disse que não estava comendo direito.
—E o que a Lika tem haver com isso? —Resmunguei, mesmo sabendo que ela só estava preocupada comigo.
—Ela é sua amiga e... Todos sabem que você come muito no café. —Sorriu para mim, brincando com um cacho que pendia no meu ombro. Abri minha boca em falso choque.
—Todos acham que eu como muito? Ah, me sinto decepcionada agora. —Ele riu, um risada longa e leve. Não pude deixar de rir também, o bom humor altivo de Will era bom numa manhã estranha e pesada como a que eu estava tendo, não sabia bem por que, mas não me sentia bem, algo parecia me sugar as forças.
—Decepcionada?
—Ah, qual é. Está claro que esses “todos” se referem a minha querida Karen Sallin e sua amada gangue, pensei que eles falassem coisas bem mais ofensivas do que “Sury Carpe é uma gorda que come muito”. Deuses. Pensei ter uma inimiga a minha altura. Estou terrivelmente decepcionada. — Mordi a pêra. Ele riu da minha imitação exagerada de desgosto.
—Sallin e o resto do Chalé da morte estão na mira do Sr. D, Sury. Não podem pisar fora da linha se não estão ferrados. — Engoli e dei um sorriso para ele, um sorriso que não tinha nada de amigável.
—Eles estão ferrados desde que eu cheguei aqui. —Me levantei, indo fazer minha oferenda mais cedo para evitar a fila, mas antes que eu começasse a andar, Will puxou minha mão me jogando contra seu corpo, senti os olhares de vários filhos de Afrodite sobre nós, animados pelo que achavam que era um romance. Não me entendam mal, Solace era incrível, mas aquilo não era um romance. Estávamos ficando, sem compromisso nenhum.
Will apertou minha mão e aproximou o rosto do meu, os lábios sorridentes raspando nos meus por alguns segundos antes de realmente me beijar. Trancei meus dedos em seus cabelos e puxei seu rosto para mim. Solace apertou minha cintura, os dedos eram quentes.Afastei-me depois de alguns minutos, sem ar.
—Hum, melhorou meu dia. —Ele riu e me deu um beijo na testa. Senti-me estranha de novo, não gostava da intimidade que ele tentava ter comigo.
—Que bom. —Suspirei e dei dois passos para trás.
—Tenho que ir. —Pisquei para ele me fui em direção ao meu chalé para pegar minha lança. Tinha aula de arco e flecha e logo depois um pouco de esgrima, não gostava tanto da ultima parte, mas geralmente eu e os Stark apostávamos em uma briga entre alguns filhos de Ares; era lucrativo.
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Rany era minha professora de arco e flecha. Era mais fácil ter aulas com ela, conversávamos a maior parte do tempo enquanto ele ajeitava minha postura, rindo de alguma brincadeira do chalé onze. Ela não era tão rigorosa, mas sabia ensinar. Deixei minha lança encostada no pequeno muro de pedra que cercava a arena, bem perto onde estavam os alvos.
—Sabe o que eu estive pensando? —Indagou enquanto mirava no centro de um alvo a vinte metros, um dos olhos dourados fechado. Bocejei e me sentei na cerca baixa.
—Não. —Respondi simplesmente.
—Valerie e Connor. O que você acha? —Por essa eu não esperava. Quer dizer, em que universo paralelo eles poderiam se dar bem?... Mas, vindo da filho do Cupido, bem, talvez não fosse tão improvável quanto parecia... Não. Aquilo simplesmente ia contra a ordem natural das coisas.
—Deuses, Rany. O quê que você andou tomando? Quer juntar uma Stark com um Stoll? Ficou louca? Quer que o Acampamento exploda? —Quase gritei vendo a flecha acertar o alvo na linha branca mais perto do centro. Crowfford me lançou um olhar inocente, um olhar cheio de romantismo.
—Por que diz isso? —Indagou puxando mais uma flecha da aljava que estava em suas costas. Apontei para Valle do outro lado da Arena, lutando com suas luvas inspiradas em Freddy Krueger com três ao mesmo tempo, depois para Connor que lutava com sua espada com Púlox, rindo e se divertindo.
—Acha mesmo que juntar eles daria certo? —Perguntei incrédula.
—Acha que mesmo que não daria certo? —Resmungou acertando o alvo bem no meio.
—Não. Primeiro, por que eles se odeiam, segundo por que Velkan nos mataria e terceiro... Gosto muito da minha vida pra fazer isso. — Rany fez um beicinho e acertou outra flecha.
—Mas eu acho que eles se gostam, quer dizer, tudo aquilo não pode ser só ódio. —Replicou outra vez, me passando o arco e a aljava. Coloquei a flecha no arco e o posicionei, puxei o rêmige da flecha na altura do meu queixo, tencionando a corda, mirei e atirei.
Aceitei o alvo, mas não no centro, segunda tira vermelha. Estava melhorando. Puxei mais uma flecha e, enquanto a ajeitava no arco, tentei imaginar a junção de Valerie Stark e Connor Stoll e o que me veio à mente foi à cena da explosão da bomba de Hiroshima.
Balancei a cabeça antes de erguei o arco outra vez.
—Talvez não seja ódio, mas nada abaixo de uma raiva muito forte. Disso pode ter certeza. —Fechei um dos meus olhos, mirando melhor.
—O ódio e o Amor andam juntos. —Franzi os lábios e abaixei o arco encarando seu rosto baixo e brilhante.
—Tem conversado com os filhos de Afrodite, Crowfford? — A loira bufou olhando para a Casa Grande, um olhar concentrado, algo quase impossível para um filho de Eros. Os filhos do cupido são tão bons arqueiros como os de Apolo, talvez menos, mas se distraem com muita facilidade, e Rany andava concentrada demais desde que eu acordei.
—Não... Quer dizer, um pouco, mas não é isso. Não acha que já tá na hora dessa guerra deles acabar? —Dei de ombros e acertei o alvo no centro, sorri satisfeita comigo mesma. Puxei mais uma flecha da aljava.
—E juntando os dois, acha que vai melhorar?
—Bem, eles não vão ter motivos para brigar não?
—E se eles se juntarem? Stark com os Stoll? —Mais uma vez fumaça em forma de cogumelo da bomba atômica me veio a mente. Não sei se estava errada, mas imaginar Connor e Valle juntos era quase como... Não sei, Sr. D se transformar em uma pessoa doce, agradável e altruísta.
—Acho que isso ia ser um problema. —afirmou, acertando minha postura uma vez. — a mão que puxa a flecha sempre na altura do queixo. Se não o tiro não é preciso... Sury posso perguntar uma coisa? —Indagou e olhando para o alvo a vinte metros.
—Pergunte. —Falei acertando a terceira linha.
—Luke. Ele vai acordar? —Sua voz era baixa e preocupada. Franzi os lábios e o cenho. Abaixei o arco, desviando o olhar para o primeiro andar da casa grande. Não sei se ele ia acordar, mas esperava que sim, não sabia o que um garoto como ele fazia nos Campos de Punição do Hades, mas me parecia injusto, todos, mesmo tentando esconder, estavam desconfortáveis com o fato de ele estar vivo, ou revivendo. Tanto faz.
—Não sei, Rany. Mas espero que sim.
—Você acordou, mas e ele? —Apertei os lábios e me lembrei da voz me chamando em meus sonhos. Meu estômago se revirou outra vez, a fruta que eu havia comido se revirou no meu estomago, respirei fundo e atirei.
—Ele vai ficar bem. — A flecha acertou o centro mais uma vez, Rany assentiu e olhou para algo alem de mim. Não dei muita atenção a ela e voltei ao meu treinamento. Restavam mais seis flechas, acertei duas no centro, uma na primeira listra branca, uma na quarta listra vermelha, uma bem na borda, quase caindo e errei a ultima.
—Uau. —Ofegou Rany olhando para o outro lado da arena, franzi o cenho e segui seu olhar.
—O que? —Acho que foi uma das perguntas mais idiota que fiz. Do outro lado da Arena Will e um irmão, lutavam contra Miguel e Seth. Sim, a luta estava fantástica, Miguel tinha um estilo furtivo de lutar, com sua Alabarda, não permitia que Solace se aproximasse demais, mas também fazia grandes estragos em sua armadura, mas o filho de Apolo não era idiota, usava a espada para fazer Killian recuar, a fim de achar uma brecha em sua defesa e atacá-lo.
Quem lutava com Gray era Brad, o primeiro DJ da festa do lago. Fora a grande habilidade para a música eletrônica, o filho de Apolo era conhecido pela capacidade incrível de se movimentar facilmente em um campo de batalha; usava duas jambias, que é um tipo de adaga árabe curvada, mas no caso de Brad, eram personalizadas. Cada era curvada para um lado diferente, as pontas serrilhadas, a empunhadura era um pouco mais larga, as laminas finas e afiadas nas extremidades e grossas no vinco da lâmina.
Ele era o um dos mais rápidos do Acampamento, um dos poucos filhos do Sol que não gostava muita de usar arco e flecha, apesar de ser ótimo fazendo isso. Tinha os pés leves e muito rápidos, as mãos eram ágeis e firmes. Um oponente bem forte para um duelo, mas não era isso que impressionava; o que fazia boa parte dos campistas olharem para a briga era o fato que Seth era mais rápido que Brad.
Gray tinha um sabre francês na mão esquerda, saltava bastante para trás fugindo dos golpes sagazes de Brad. Tinha um jogo de pés fantástico, andava para trás como se tivesse olhos na nuca, mas ainda sim não era o suficiente para desviar de todos os ataques do loiro, tinha vários cortes na camisa do acampamento e um filete fino e vermelho escorria de uma lesão superficial na bochecha.
O sabre, em certo momento, pulou para a mão direita de Seth, segundos antes de seus pés tocarem o chão de um pulo, ele correu para um investia contra o filho de Apolo. Defendeu uma seqüência de seis estocadas e forçou os punhos de Brad para cima com força, e o loiro saltou para trás, não se permitindo largar as adagas curvadas, ofegava um pouco e tinha uma expressão séria, enquanto o filho de Hades que arfava sorriu e rasgou um pedaço da blusa em trapos e limpando a lâmina longa do sabre.
Sorriu e puxou os cabelos para trás com a mão, que ainda caiam na frente dos olhos, lhe dificultando a visão. Puxou o ar e investiu novamente, Brad parou o sabre a centímetros do rosto com ambas as jambias. Naquele momento, tanto eu quanto Rany já estávamos a apenas três metros da luta, sem termos percebido, tinhas caminhado para mais perto, excitadas com a luta acirrada assim como muita gente.
Gray abriu mais o sorriso e forçou mais a lamina com as duas mãos agora, colocando seu peso em cima das adagas. Vi as veias dos braços e mãos de Brad saltarem pelo esforço, os pés se arrastarem três centímetros juntando areia nos lados do tênis, de qualquer forma, eu duvidava que ele largasse isso agora, era questão de orgulho perder para um novato. E quê novato. Ele devia ter treinado bastante para saber lutar dessa forma, pelo o que ele me dissera, sabia que era um meio-sangue desde os doze anos. Fazia sentido pensar que ele passava boa parte do seu tempo treinando técnicas de luta, e no momento, ele parecia ser ótimo em esgrima.
Gray percebeu que Brad poderia ficar o dia todo ali, apenas sustentado pelo orgulho, então deu um passo para o lado e tirou a lâmina do meio das adagas, puxando-a para o lado, fazendo três garotos abaixarem a cabeça e saírem dali. Brad se desequilibrou e cambaleou para frente, e Seth bateu com o punho do sabre no meio das costas do filho do Sol que desabou no chão.
Vários bateram palmas, mas Gray também estava quebrado, se jogou no chão mesmo e terminou de rasgar a camisa destruída... Aquilo sim fez me ganhar o dia. Era exatamente como no sonho. Não me perguntem como meu subconsciente pôde ser tão preciso por que eu não sei. O filho de Hades ofegava, o peito subia e descia com rapidez, mas sorria com a própria vitoria, jogou o sabre do seu lado e se deitou na grama.
Lannister se aproximou rindo, e deu um leve chute nas costas dele e lhe estendeu a mão e uma garrafa d’água.
—Ganhou um dos caras mais rápido daqui.
—É, ganhei. —Não, ele não foi modesto, ele apenas afirmou o elogio. Girou a tampa da garrafa e a bebeu toda em apenas um gole, para depois passar a língua nos lábios agora úmidos, atraindo mais olhares ainda, passou os olhos por todos e sorriu, finalmente notando que Brad se levantava.
Estendeu a mão com um sorriso cheio de si.
—Ótima luta. —Falou apenas, o filho de Apolo tinha fogo nos olhos, mas apertou sua mão e assentiu.
—Vou querer uma revanche. —Disse com os olhos cintilando em chamas azuis. Aquilo não era um pedido ou uma ordem, era uma afirmação. Ele ia ter sua revanche. Gray assentiu e largou sua mão, apertando o ombro esquerdo e o girando, perecendo sentir um pouco de dor.
—Talvez, mas hoje, com certeza não. — Brad assentiu e saiu da Arena com as adagas em punho. Vi o filho de Apolo sair da Arena. Todos começaram a se dispersar somente ficando, eu, Rany, Miguel que se aproximara, Solace, Guilherme e o próprio Seth.
—Acho que ele torceu alguma coisa no meu ombro. —Reclamou o girando mais uma vez, Rany se aproximou e sorriu.
—Deixa eu ver isso. —Gray virou de costas para ela mostrando as costas em forma de um sinuoso “S”. A parte perto do seu pescoço, pegando um pouco do ombro esquerdo, estava ficando um pouco roxa, seja lá o que fosse, estava longe de uma torção, parecia um golpe duplo com o punho larga das jambias.
—Ele te acertou alguma vez? —Perguntou a filha de Eros passando os dedos brancos na contusão.
—Sei lá. Ele é rápido, senti vários ataques dele, não me lembro de um ataque ter acertado meu ombro. —Will se aproximou e olhou melhor para o machucado.
—Pode não se lembrar, mas isso foi bem acertado pelo capo das adagas do Brad. Eles foram feitas pra isso.
—Como assim? —Perguntei. Solace sorriu para mim e apontou para a parte mais roxa do seu ombro.
—Brad fez os desenhos dessas jambias com um amigo do chalé seis. A empunhadura é maior para poder fazer estragos assim, isso vai doer por um três dias. —ele percebeu meu olhar curioso e soltou o começo de uma risada.— No fim do cabo das empunhaduras, o pomo, tem um topázio lixado até que ficasse com os cantos lisos, quase não dá para notar por causa da cor do punho e do bronze celestial, mas com um golpe forte é muito bom. Acredite isso dói muito, já levei um desses na costa. Ele não ai sair perdendo assim.
Todos estavam espantados com a esperteza do projeto das armas, mas Gray aprecia quase irritado.
—Ele deve ter dado esse golpe quando já sabia que não ia ganhar. —Disse Guilherme passando a mão no pescoço.
—O cara é bom. —Comentei espreguiçando meus braços. Seth me lançou um olhar cheio de tédio, só dei de ombros. Não estava falando mais do que a verdade de qualquer jeito, Brad realmente era um bom lutador. Logo todos se dispersaram e Viollet apareceu para me dar aulas de esgrima.
Treinei até parar de senti meus dedos. Viollet era incrível com aqueles sais, não importava por onde eu a atacasse sempre aparecia com aquelas adagas de três pontas. Admito, sou uma péssima perdedora, às vezes e somente às vezes, okey? Então lutei até meus dedos perderem os movimentos e meus braços começarem a tremer, quando não agüentei mais, me joguei no chão, largando minha lança de duas pontas ao meu lado, ofegante.
Vineyard girou os sais nos dedos até eles se transformarem em um belo bracelete de prata, me olhou de cima, os olhos roxo cintilando.
—Tem muito que aprender, Carpe. —Revirei os olhos e respirei fundo, olhando mais uma vez para a Casa grande.
—Sério? —Zombei me levantando e logo juntando minha lança, tirei meu gorro e limpei a terra da haste negra. Ela deu uma risada sarcástica.
—Treinaremos mais amanhã. Tenho que falar com Púlox.
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Voltei para o meu chalé para tomar um banho e tirar toda aterra que me cobria por todas as vezes que Viollet me derrubara no chão, fora que meu estomago enjoado e meio vazio estava me incomodado e a água gelada me relaxou um pouco. Tive que lavar meus cabelos dois dias seguidos por eles estarem cheios de terra e um pouco de grama.
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Enquanto secava meus cabelos com uma toalha, vi o bracelete de Blythe do lado do viveiro de Mavro. Fazia um tempo que eu não o usava, mas não por que havia me esquecido, mas porque tinha encontrado força nos meus amigos e... E em Ash. O bracelete, antes era em que eu me segurava para lembrara da minha irmã, agora, eu não sentia tarda necessidade dessa força, quer dizer, não até agora.
Senti um aperto no coração. Não sabia bem o que era, mas resolvi não arriscar e coloquei o bracelete no meu pulso.
Assim que coloquei o pé fora do chalé, senti uma vertigem forte, o mundo parecei girar por um segundo antes de voltar para o lugar, apertei os olhos e aquela voz voltou a minha mente, calma e suplicante dessa vez.
Sury... Preciso de você... Venha me ver... Sury... Sury
Meus olhos foram atraídos pela Casa grande. Olhei par uma das janelas, meus pés parecerem se mexer sozinhos, me levando para lá. As batidas de um coração soavam muito baixas nos meus ouvidos, eram regulares, mas pareciam fracas; quando mais eu me aproximava na Casa Grande, mais altas ficavam. Foi quando eu notei, não sei como, mas eu sabia o que era:
Eram as batidas do coração de Luke.
Apertei o passo e pulei o cercado da casa grande. Assim que entrei, o som das batidas era tudo que eu ouvia, mas não havia sinal de Quíron ou de Dionísio, então só subi as escadas de dois em dois degraus. Na porta do quarto, hesitei em abrir a porta, agora o som era tão forte que o sentia nos meus pés.
Entrei no quarto.
Minha mala ainda estava lá, as videiras estavam dando mais frutos, mas Luke puxou minha atenção. Ele estava ofegante, quieto, mas o rosto tinha uma expressão confusa. Aproximei-me da cama e me sentei ao seu lado, peguei sua mão, com marcas caras de queimadura, o rosto do loiro ficou mais calmo, senti um desconforto no estômago.
—Luke, está ouvindo? —Indaguei. De primeira achei que não fosse responder, mas seus dedos apertaram minha mão. Surpresa, apertei entre as minhas. Ele estava voltando, lutando para voltar, mas algo o estava prendendo do outro lado.
—Vamos Luke, eu sei que consegue. Vamos. —Eu o encorajei, senti um repuxar muito leve no estomago. Lembrei-me do passarinho, do Guarda-rio do lago. Eu tinha sentido um puxão no estomago quando o trouxe de volta, aquele era o sinal.
—Luke, estou aqui do outro lado, venha para cá também. — Mais um puxão, talvez um pouco mais forte, mas não o suficiente.
—Seu corpo já está curado, Castellan, só falta você vim tomá-lo, vamos, acorde. —Dessa vez não houve nada apenas o silêncio e o aperto leve da sua mão. Fiquei preocupada, quer dizer, eu sabia que era injusto ele estar lá, não sabia o que ele tinha feito, mas se eu tinha passado por tudo aquilo para trazer ele de volta, não era agora que eu ou ele iríamos desistir.
—Luke, vamos. Você mais forte que isso, você não gritou quando Phobos e Deimos lhe espancaram, não pode desistir agora. —um puxão veio, mais forte— Vamos logo, garoto. Eu não desmaiei e senti toda aquela dor para nada, vamos logo com isso. Não me faça esperar! —Ralhei, o repuxo que se seguiu foi mais forte do que eu esparava, me contrai por um segundo e perdi o ar.
Estava funcionando. Levantei-me e olhei para seu rosto com mais atenção, vendo sues lábios tremerem um pouco, sua mão apertar com mais força a minha, o som do seu coração aprecia abalara s paredes agora, e eu estava um pouco tonta.
—Luke Castellan, estamos todos esperando. Eu estou esperando, droga, vamos com isso. Não posso falhar no primeiro cara que estou ressuscitando, não vai manchar minha reputação. —briguei dessa vez a pressão no meu abdômen foi muito forte, minha consciência vacilou, mas ainda não tinha sido o bastante.
—Ressuscite, Luke Castellan! — O puxão veio. Cai na escuridão por alguns minutos.
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Acordei sentindo meu estomago roncar, abri meus olhos e percebi que estava deitada na barriga do desmaiado. Levantei meu tronco e olhei para o rosto do loiro, ele gemia como uma criança sem vontade para levantar.
Luke Castellan abriu seus olhos para sua segunda vida com preguiça, eram mais azuis do que eu em lembrava de ver em meus sonhos, o rosto anguloso e sem feridas era branco e brilhante, a cicatriz abaixo do olho esquerdo lhe dava um ar mais perigosamente atraente, apesar dos olhos disserem o contrario, eram calmos e plácidos.
Ela me mexeu os dedos nos meus e apertou levemente minha mão, parecendo tentar se re-acostumar com o corpo, respirou fundo umas duas vezes, mexeu as pernas, os olhos perdidos ainda no nada. Depois de redescobrir o próprio corpo, virou a cabeça para o lado, os olhos encontrando os meus pela primeira vez na realidade.
Senti-me como uma criança que ganha um cachorrinho... Ou algo semelhante pelo menos. Queria o ver bem, saudável, era como ter um filho eu acho, me preocupei com ele, quis que ele aproveitasse e não desperdiçasse essa chance que tinha ganhado. Era algo estranho, algo como querer cuidar de alguém. Talvez por que eu o trouxe de volta... Bem tive trabalho para trazê-lo até aqui.
—Sury Carpe... —Sussurrou, estranhando a voz, franziu o cenho. Eu sorri e lhe apertei a mão, ele fez o mesmo.
—Bom dia, garotão. Acordou tarde, sabia? —Ele gemeu e apertou os olhos, ri um pouco, e estendi a mão para os seus cabelos claros, tirando da frente dos olhos. Quando abriu os olhos erguei a mão no alto, na frente os olhos parecendo curioso, feliz e confuso.
Apertou a palma contra o olho direito.
—Pensei que não conseguiria vir para cá. É estranho estar aqui de novo, tem mais luz do que no Hades.
—Mais luz? Aqui tem luz. —Ele riu um pouco e me olhou outra vez, sorriu. A cicatriz se curvou, o que em fez sorrir por algum motivo.
—Você me trouxe de volta. —disse— Você realmente me trouxe de volta a vida.
—E não pense que foi fácil. Não me faça nenhuma besteira. —ameacei, ele riu com mais vontade dessa vez. Apertou minha mão e soltou um bocejo tão longo que fez os olhos se fecharem. — Por que não dorme um pouco?
—Não é má idéia. Mas... — Tapei sai boca e balancei meu indicador. Não, ele tinha que dormir, estava cansado e isso estava na cara, e o melhor é que era um cansaço saudável. O garoto que eu trouxera da morte estava bem... Minha vida ficava cada vez mais estranha.
—Mais nada. Durma, vou pedir que uma amiga traga roupas pra você para quando acordar. Descanse agora, o resto é resto. Resolvemos depois. —Castellan ficou me olhando, mas identificou minha autoridade de garota que lhe Dara a vida uma segunda vez e assentiu. Tirei minha mão de sua boca e lhe baguncei os cabelos.
—Bom menino. Durma.
Ele realmente não demorou a dormir, conversamos um pouco antes do loiro se virar de bruços quando sentiu as pálpebras pesarem e o sono vir. Sai na ponta dos pés do quarto, me sentia cansada, o enjôo tinha sumido e meu estomago gritava de fome, também estava meio lerda, demorei a chegar às escadas.
E, sinceramente, não sei se queria mesmo ouvir o que eu ouvi.
—... O que vai acontecer com sua querida aluna se o traidor acordar, não é? Ela é tão imprevisível e desafiadora, desafiou Zeus. Ela já está com um pé na cova depois dessa, se ele acordar, só vamos precisar jogar a terra, Quíron. —Era a voz do Sr. D. Travei ali mesmo, faltando sete degraus para eu descer até a sala, esperei para ouvi mais.
—Isso é orgulho. Ela só é uma criança, o poder que tem não é culpa dela ou minha. Foi puramente problema de sua mãe. — Mas o que ele fazia ali? Não tive tempo de pensar, Dionísio bufou.
—Hera não é minha mãe, é minha madrasta. E de qualquer forma a culpa não foi dela, a magia de Hecate não é mais a mesma de antes, como uma maldição definha? —Zombou o deus do vinho. Perguntei-me por que Quíron estava quieto. Imaginei o rosto pensativo do centauro de três mil anos.
—Isso não é problema meu ou de Sury. Aconteceu, tio. Sury só tem esse dom mágico é por culpa da desconfiança dela em mim e...
—Uma desconfiança certa não acha? —Tentei imaginar o rosto de Asclépio com raiva, mas não consegui. Era difícil tentar torcer o rosto calmo de meu pai em uma mascara de ira, ele era sempre tão doce e gentil. E como previ, foi assim que agiu.
—Eu confiava tanto quanto você na maldição. De qual quer forma. Perdi pessoas importantes para mim, só me resta minha filha caçula, prendendo lutar por ela. —Disse firme. Sorri e desci mais quatro degraus na ponta dos pés, ouvindo melhor o que falavam.
—Oh, sente saudade, da sua mortal, Asclépio. Tocante. Mas sua filha corre perigo desde que nasceu, tem sorte de estar aqui, se os monstros a tivessem pegado seria bem pior, não teria escolha.
—E o que está acontecendo com ela aqui?! —A voz de meu pai subiu duas oitavas.
—Ela tem o privilegio do destino e da própria escolha. Mesmo que não deva saber o que pode fazer. —Disse Dioniso enquanto eu ficava apenas um degrau do chão.
—Como ela pode fazer a coisa certa sem saber o que não deve fazer?! —Indagou Ash.
—O que é pior Asclépio? Ela não saber de nada e ter a duvida e temer o que não conhece, ficando na linha ou... Saber que ela é a única que pode trazer Cronos meu avô que engoliu os filhos, o senhor dos titãs de volta a vida? E acabar com toda a civilização?
Meu corpo recebeu um choque.
Como pude ser tão idiota para não perceber as ligações? Nunca me falavam nada por que tinham medo que eu fizesse algo. Na tarde que vi a espada brilhante na tela de Rachel, Percy a chamou de Mordecostas, o nome que Luke dava para a foice de Cronos... Deuses.
Cronos. Luke. A guerra de que ninguém me falava. Asclépio, o único que pode ressuscitar. Eu sendo filha dele. Tudo estava interligado, e eu, a idiota, não tinha percebido isso. Eu não controlava meu poder, eu não sabia como não ressuscitar alguém, a magia que corria nas minhas veias era algo que eu desconhecia. Cronos era perigoso, era isso que os deuses temiam. Temiam que uma garota problemática o trouxesse de volta a vida.
Desci as escadas ainda atordoada, os três me olharem. Dionísio permaneceu imparcial, Quíron me olhou com pesar e desculpas, os olhos antigos cruelmente sinceros e estranhamente reconfortantes. Ash pareceu assombrado com a minha presença ali, esticou uma das mãos para mim, desviei meu ombro.
—O quê? Eu... Vou... —Todo meu ar se foi apenas naquelas pequenas palavras e com ele tudo o que chegou a ser real para mim.
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Notas finais
Prometo.
Não postei mais por que tenho que dormir, são três da matina que onde eu moro e se eu perder o horário, estou bem ferrada. Bem agora as coisas vão começara se complicar mais ainda.
Comentem e deixem sua ideias.
Estou aberta puxões de orelha.
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Bem, como eu disse antes. Tive que colocar uma ideia no papel e minha querida e amada amiga "Renesmee_Alice" me pediu para postar e estou muito feliz com os resultados, então estou dividida entre minhas personagens principais mais atuais:
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..................Lynnet Keki e Sury Carpe
Prometo não abandonar nenhuma das duas, só precisaram ter mais paciência para que poder organizar minhas ideias e postar tudo bem? Desde já agradeço a compreensão.
Deem uma olhada na historia de Lynn se possível:
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http://www.fanfiction.com.br/historia/170872/The_Trickster
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Me avisem se gostarem dela, se não também.
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Ah, aproveitando para gradecer, novamente a :."Renesmee_Alice".
Gente essa garota é incrível. Tem paciência para me aturar com as minhas fases de lua, ainda me dá o prazer de sua RECOMENDAÇÃO na historia da senhora Keki. Essa menina é de ouro, me acompanha desde "The Golden Apple" e me perdoou por tê-la excluído.
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LICE MEU ANJO! BRIGADA! É UM PRAZER TER VOCÊ COMO LEITORA! ESSE CAPITULO É PRA VOCÊ! POR AGUENTAR UM GAROTA ESTRANHA COM UMA MENTE HIPERATIVA COMO EU! BEIJOS!
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Ah, e também agradecendo a LuLerman que é outra garota nota 1000 que em acompanha me ambas as fic e tem reviews simplesmente FANATÍSTICOS que me dão muita força para escrever. VALEU POR LER LUH.☺
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E cada um de vocês por lerem minha historia. Sem vocês, literalmente Sury Carpe e outros não existiriam.
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.......................♥Meus Leitores amados♥.....................
.............................Amo vocês............................
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E por ultimo, agradecer a Thiago Black que é meu primeiro leitor masculino, e eu estou pulando pela minha historinha ter alcançado a mente masculina também. Não respondi seu review né querido? Prometo fazer isso amanhã! Tenho que dormir, escola sabe? >u<*
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Eu já falei demais. Espero que tenham gostado.
Beeijos
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