Dear Pegasus,
8 Ganho Caça à Bandeira,envenenada por um chihuahua
Notas iniciais
Boa leitura
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Capítulo Sete: Ganhamos a Caça a Bandeira e
Sou envenenada por um Chihuahua
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Tive um sonho desconexo.
Era como um filme avançando em velocidade máxima, vi minha mãe, Senhora Marcie, Luke Castellan, meu pai, Blythe, algo sobre os deuses, logo depois, o garoto que me abraçara na tela de Rachel apareceu na a quadra de vôlei do Acampamento, estava chovendo e ele estava jogando basquete, na verdade jogava basquete comigo.
E eu mandava bem, sempre mandara bem nesse esporte, ele e eu riamos histericamente, ele tentava me pegar pela cintura, mas eu sempre escapava. Em certo momento arranque a bola de seu controle e corri para o lado contrario, fazendo-a chapinhar e quicar no chão de concreto.
Estava parada na lateral da quadra, o garoto falou algo, mas sua voz foi abafada por um trovão, pelo menos para mim, minha outra eu, a Sury do meu sonho, riu e jogou a bola, virando os pulsos para trás, lançando a esfera em sua direção, o garoto moreno a pegou, dando um pequeno sorriso de canto.
—Eu sempre mandei bem nesse jogo. —Respondeu a outra Sury, jogando a cabeça para o lado, jogando nossa franjinha para o lado, o garoto de cabelos negros riu e se aproximou dela, jogando a bola para o lado pegando o rosto entre os dedos, sussurrou alguma coisa, e o som foi abafado novamente por um trovão alto.
E me beijou.
Fiquei ali, segurando vela para mim mesma. Aquela Sury parecia tão mais feliz, saudável até e eu sentia, na boca do meu estomago, ou se você quiser chamar de coração, que o garoto de cabelos negros era o causador de tudo aquilo, tudo estava bem até que vi um clarão no céu, um raio acertou o casal em uma onde de luz branca de gritos de dor.
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—Não! — Senti um baque forte em todo meu corpo, foi quando percebi que tinha caído da cama, me coloquei em pé e recostei minhas costas no beliche, minha respiração ia e vinha, tentando manter o oxigênio em todo o meu sangue e no meu cérebro, mas não estava funcionando.
—Bom dia, Flor de Pegasus! —Empoleirada na soleira da minha janela, que estava misteriosamente aberta, Lika, a Dríade laranja sorria abertamente para mim, junto com Peg que bufava para mim e mastigava um pouco de grama. A laranjinha saltou para dentro deixando uma cesta de laranjas cortadas e uma jarra simpática com suco da mesma fruta, passou os olhos pelo lugar, parando na pequena biblioteca, com os dedos longos arrastados contra as lombadas dos livros.
—Como entrou aqui? —Ela deu de ombros se jogando em uma das camas.
—O lindo alazão disse que estava tendo um pesadelo, e me trouxe aqui para lhe animar. —Disse para mim balançando as pernas. Levantei-me e caminhei até a janela, a acariciei o focinho de Peg, lhe apertando ela contra meu peito, o sentindo engolir a grama e mastigar levemente minha camiseta, preocupado.
—Estou bem, Peg. Depois a gente conversa, okey? —Olhando em seus olhos negros, senti um sim, ele me entendia, se preocupava como ninguém, era por causa dele que eu ainda sentia vontade de continuar nesse lugar e não me jogar na frente do primeiro carro que eu visse.
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(http://www.polyvore.com/sury_carpe_cap%C3%ADtulo_sete/set?id=37026907)
Depois do banho, sai do chalé ao lado da dríade, que fez questão de abrir os botões da minha camisa xadrez, mostrando minha regata leve e meio acinzentada, bocejei e comecei seguir segui o fluxo de adolescentes que ia vagarosamente para o refeitório.
No meio do caminho Pegasus me parou e me fez montar em suas costas, fez questão de me levar até minha mesa, e isso com todos os olhares em mim, quer dizer, eu era a primeira meio-sangue depois do infeliz e burro Belerofonte que montava do Cavalo do Olímpo.
Assim que desmontei dele, passei os dedos carinhosamente pelas suas plumas macias, ele bufou e lambeu meu rosto.
—Que belo bom dia. —Olhei para o lado de vi Guilherme se aproximar, ele sorriu para mim e depois para Peg fazendo um aceno com a cabeça bem leve, e o cavalo fez o mesmo o deixando impressionados, ri, Pegasus era mais inteligente do que todos pensavam.
—É a forma dele de me falar as coisas. E bom dia pra você.
—Preparada para a Caça a Bandeira, Carpe? — Miguel se jogou ao meu lado dando um sorriso enorme.
—Vamos lá. —Guilherme sorriu.
—Vai precisar de uma armadura, mas lutas com o que? —Torci meus lábios, pensei na katana que Blythe tinha me deixado de herança e na lança que Ash tinha me dado. A Katana era infinitamente mais leve, equilibrada, fácil e de manobrar, mas ao pensar em usá-la, a dor da perda da minha irmã mordia meu coração... Mas de qualquer forma, eu nunca fui boa em esgrima.
Quando era menor, Sra. Marcie nos escreverá na esgrima, aceitando a idéia de Bly, que fora ótima na esgrima eu sempre fiquei meio de lado, só sabia o necessário, nada alem disso, A lança era minha melhor escolha, eu gostava dela, era um pouco pesada.
—Lança.
—Você tem um escudo? —Franzi o cenho, aquilo ia me desequilibrar.
—Não, só a lança, de preferência algo bem, leve.
—Sabe que isso vai te deixar mais vulnerável, não é? —Sorri e dei de ombros.
—Não se eu for rápida. —Guilherme riu e assentiu para mim, bagunçando meus cabelos.
—Passe no chalé nove que eu vou lhe arranjar uma armadura leve para lanceiro.
Os chalés que iriam jogar a Caça a Bandeira estavam inquietos e sorridentes, prometendo sangue uns aos outros. Comi em silêncio, guardando quatro panquecas para a minha oferenda a Perséfone, mastiguei a massa com preguiça, sentindo a falta da pitada de canela que Bly sempre colocava nas minhas panquecas.
—Um suquinho, Sury? —Lika sorria para mim, estendendo uma taça de ouro com suco, dei um pequeno sorriso.
—Quero sim.
Após fazer minha oferenda e sentir o mesmo cheiro de jasmim das noites passadas. Peguei minha armadura com Guilherme, que fizera o que prometera, era feita de um metal leve e frio, vesti uma calça camuflada e coloquei minha armadura, o elmo tinha um penacho vermelho no topo, era do tamanho certo, mas não estava muito a fim de enfiar aquilo na minha cabeça.
A Caça a Bandeira parecia ser um jogo bem legal, os dois times se juntaram perto de um riacho, o time de Karen tinha penachos azuis, nossos olhares se cruzaram, Sallin me fuzilou e ergueu a mão enfeixada junto com uma espada de uns 90 centímetros, ao lado dela, a garota dos dreads passou o indicador na garganta lentamente, me olhando nos olhos.
Estalei um beijo para ela.
—Ela vai matar você. — Comentou um garoto grande e corpulento, levantei a cabeça para conseguir olhar sem seus olhos castanhos claros.
—Que nada ela me ama. —ele soltou uma risada de escárnio. —Me diz uma coisa, qual é a desse jogo?
O garoto girou os ombros se aquecendo um pouco.
—Eles vão esconder o estandarte deles e nos o nosso, a idéia é pegar a bandeira antes que eles levem a nossa para o outro lado desse riacho. —ela apontou com a espada para o filete largo e raso de água— Dependendo que quem pegar, ao bandeira é trocada pelo símbolo do seu chalé.
—Um se um milagre acontecer e eu pegue o graveto com um pano amarrado, vão fazer uma bandeira negra com um cajado com uma cobra enrolada nele em verde? Hum, que fashion! —Ironizei, o garoto deu uma risada monstruosamente grossa.
—Qual o seu nome, novata?
—Sury Carpe.
—Hum, legal. —Assim ele se afastou, não ele não me deu qualquer informação, o que me poupou de fingir que era muito educada de manhã cedo, bocejei mais uma vez e senti duas mãos no meu ombro, ambas pálidas e frias.
—Como foi à noite, Carpe? —Indagou Velkan bagunçando os cabelos negros e espetados.
—Tive um sonho super estranho.
—Normal. —disseram simultaneamente— Todo meio sangue tem sonhos estranhos, preste atenção neles, pode ser qualquer coisa, ou provavelmente, aos Deuses lhe dizendo algo. Ah! Velkan, temos que falar com o chalé de Métis! — Finalizou Valerie, puxando o irmão pelo pulso
Olhei para minha lança e pensei no que Valle falara, que sentido poderia ter aquele sonho? Coisa boa não podia ser, eu e o garoto de cabelos negros éramos atingidos por um raio enviado propositalmente por Zeus, disso eu tinha certeza. Não demorou a o jogo começar, Quíron deu as instruções finais, alertando os chalés de Ares, Thanatos e Erís para não matar nem causar muito danos aos oponentes, logo após isso a concha soou e eu, Miguel e uma gótica magricela, atravessamos o riacho.
O barulho de flechas e aço contra aço soava por todo o canto, a garota olhava para o chão e para as arvores, parecendo procurara alguma coisa.
—O que diabos ela está fazendo?
—Gabriela Curtis é a melhor rastreadora de todo a Acampamento, se alguém pode descobrir onde a bandeira está sem as bugigangas do chalé nove ou os cabeçudos do chalé de Atena, é a Curtis. —Adentramos a cada vez mais na floresta; Miguel e eu defendíamos Curtis a todo custo, em certo momento um garoto de cabelos cor de chocolates e olhos multicoloridos pulou de dentro de um arbusto, com minha lança, encaixei a lamina no peitoril de sua armadura e jogando meu peso para trás e puxando a haste para cima, o joguei longe ficando com pecado da armadura como suvenir.
—Killian, abaixa! —Surgida do nada Viollet pulou e empurrou Miguel para trás, cravando um dos seus sais numa arvore que Miguel iria tocar, por um segundo nada aconteceu, mas segundos depois um tronco preso a um fio quase invisível foi jogado exatamente onde ele estava a milésimos atrás, e balançou varias vezes para trás e para frente, conosco encarando-o pasmos.
—Garota-uva, valeu. —Ofegou o garoto, passando a mão esquerda na garganta, ela deu de ombros e esticou a mão para cima, e a adaga voou para sua mão, como mágica. Meu corpo estava quente e eu não me cansava, a adrenalina corria solta em meu sangue, estava me metendo na brega de outros derrotando todos os que podia, até que vimos um estandarte com um arco-íres desenhado no centro, com Karen e o garoto que eu quebrara o nariz ao seu lado.
—Olha quem chegou, Karen.
—Olá queridas. Karen como estão seu dedinhos, hum? —seus dentes trincaram e ela avançou na minha direção, Miguel tentou se meter na frente. — Não, ela é minha.
Karen avançou com uma estocada na minha esquerda, mas com uma a haste longa da lança a joguei para o lado contrário, logo girando a mesma em meus dedos e tentando enterrar a lamina sem eu estomago, mas desviou e deu um pulo para trás, girando na minha volta como um leão morto de fome que encontra uma gazela aparentemente indefesa.
Encostei o cabo da arma na minha costa, deixando ambas as laminas amostra, para tara atacar a qualquer momento.
—Qual é, Karen, vai ficar só rodeando? —Mais uma vez ela avançou e outra vez eu a joguei para o lado, irritadiça, ela tentou cinco vezes seguidas, sempre com o mesmo resultado: eu a arrastava para o lado contrario, sempre a impedido de ficar mais de 3 segundo próximo de mim. Pendi minha cabeça para o lado.
—Hum, parece àqueles rodeios mexicanos, não? Só muda que estou toureando uma vaca malhada e não um touro. —Ouvi a risada de Killian em algum lugar atrás de mim, logo depois o titilar de espadas contra espadas. Tinha sido incrível como o lugar tinha enchido de gente, Curtis tinha corrido e o resto de nos lutava com todas as forças.
—Lute, Carpe! Lute! —Berrou Sallin vindo ao meu encontro novamente, e lá estava eu, e jogando para longe; era divertido ver seu rosto se destorcer em raiva vendo que suas investidas eram inúteis a mim, ri quando ela quase escorregou, mas esse mínimo sinal de felicidade logo sumiu, ela abriu a boca e, assim, assinou seu atestado de óbito.
—Vamos! É tão covarde quanto aquela va-di-a-zi-nha da sua irmã? Que morreu antes de chegar aqui, antes de conseguir abria boca para falar um ai? Fracas e patéticas, é o que vocês são, ou melhor, você, meu pai já ceifou a alma da sua querida irmãzinha!
Assim que ela avançou mais uma vez, a empurrei e chutei suas costas, fazendo seu peito se chocar contra uma árvore. Andei com pressa até ela, que girou ofegante e defendeu uma seqüência de estocadas minhas, mas não conseguiu se safar quando girei a haste entre meus dedos, fazendo grandes estragos em sua armadura, e arrancando seu elmo, criando um grande traço superficial na sua bochecha direita.
Ela bufou e me deu um soco, me lançando ao chão, se sentando no meu estomago, me dando vários socos no rosto. Ser filha de Asclépio tinha suas vantagens, e uma delas era que, apesar de doer bastante era algo tão passageiro que de pouco efeito me era, comecei a rir até que ela raspou a pela do meu ombro em arrancando um grito de dor.
—Ah, musica para os meus ouvidos. —Ignorando a ardência no meu ombro agarrei a gola do sue peitoril e a lancei para cima, jogando a parte da frente da armadura para longe, lhe dando tanto socos quanto as lágrimas que ira e tristeza escorriam pelo meu rosto, mas Karen era forte e chutou meu diafragma, rolei para trás e peguei a lança em colocando de pé, ela fez o mesmo com sua espada, os cabelos jogados no rosto pálido.
Sallin soltou um gemido e apertou o capo da espada.
Era isso.
Avancei em direção a ela com a lança e a joguei em sua direção, inteligentemente burra ela girou para esquerda, me dando tempo de mudar minha trajetória para ela e apertar a cabeça do bracelete de Bly; as serpentes se transformaram em uma katana longa e afiada, e apertei o punho nas minhas costelas e enterrei nos eu braço direito, bem na beira, causando somente dor, apesar de querer explodir a cabeça dela a base de socos.
Ela se jogou contra um tronco de arvore, comecei a socá-la , chutá-la como se não houvesse amanhã. Não sei quanto tempo se passou, mas em certo momento Miguel me pegou pelo ombros, me lançando para trás, me girou segurando meu rosto entre as duas mão, parecendo mais assustado com minhas lágrimas de desespero do que com o estado de Karen.
—Sury, calma.
—Não! Eu vou matá-la! Ela nunca, N-U-N-C-A mais vai ousar falar mal da minha irmã! —Viollet apareceu ao nosso lado e apertou meus ombros.
—Não a muito que você fazer agora, Carpe, se ela não ficar paraplégica, vai ter muita sorte, você esmagou ela. —Disse Vineyard com um tom risinho na voz, puxei o ar numa respiração entrecortada, minhas unhas perfuraram um pouco a camisa de algodão brande Killian, tentando controlar o tremor que me percorria.
—Isso não é nada comparado o que eu posso fazer de verdade. —Resmunguei.
—É, mas agora não interessa muito, vamos, pega o estandarte e vamos para o nosso lado.
Apanhei o estandarte e começamos a nossa volta; no meio do caminho, Valerie que lutava com duas luvas com quatro laminas longíssimas e brilhantes —estilo Freddy Krueger— riu alto e chamou o irmão que lutava com uma espada gigantesca e larga, não sei como Velkan, magro daquela forma, conseguia erguer e lutar tão bem com aquele monstro. Enfim, ambos correram atrás de nós assim como os outros me defendendo, me vendo correr em direção ao riacho.
Depois que atravessamos o pequeno riu de agua, ouve uma explosão de gritos, muitas pessoas bateram no meu ombro, até que um latido esganiçado e baixo foi ouvido, da mesma força súbita que todos pareceram me amar, ele se afastaram. Dando vários passos para trás, procurei o motivo dos semblantes de pânico e, a uns dois metros de mim, estava o motivo de tanto alarde.
Era um... Chihuahua.
—Que inferno, estão com medo de um cachorrinho olhudo desse? —Valerie, olhando para algo a cima de mim, ficou mais pálida que nunca.
—Não é um cachorrinho, Sury. —Ouvindo sua voz tremida. Voltei-me para a coisinha que, sem motivo aparente, tomou a o tamanho de dois caminhões de lixo com três cabeças, batas de cabra, uma cabeça de leão com vários dentes, afiados, longos e amarelados apontados na minha direção, com um bafo que poderia ter-me cega, sem aflar na calda com uma cabeça de cobra lá atrás sibilando para mim.
—Isso é a Quimera.
Não sei direito o que aconteceu depois disso, só tenho flashes. Ao que parece, no meu instinto de meio-sangue— de acordo com Quíron, mas para mim foi pura idiotice minha. Corri para as patas do monstro e comei a batalhar sozinha, dizem que eu durei pelo menos 10 minutos até que os outros começassem a me ajudar, mas de pouco adiantou, com um movimento que eu não percebi, antes do chalé de Ares transformassem o chihuahua mutante em pó, a cabeça de cobra mordeu meu braço ferido.
Da dor eu me lembro. Era como se Acido Sulfúrico estivesse adentrando meu corpo pela feriada, fora que senti a língua da besta lambendo minha ferida espalhando mais ainda o veneno, estalei no chão em contorcendo de dor, todos começam a gritar ao meu redor, mas logo se afastaram e eu ouvi cascos de cavalos se aproximando.
Antes de cair na escuridão, lembro de ouvi a voz de Blythe e de pensar que, em fim,
Eu iria revê-la.
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Notas finais
E desde já agradecendo por lerem e "Dear Pegasus," e pro teram paciência com era leitoria cheia deproblema e de lua.
Obrigada, meu amores.
Beijos
E comentem^-^
☺
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