Dear Pegasus,
19 Apollyon, Passado, Pegs me leva para passear
Notas iniciais
Espero que agrade.
☺
Capítulo Dezoito: Apollyon, O passado de Luke
Pegs me leva para passear
Quíron nos mandou entrar primeiro enquanto entrava naquela cadeira de rodas que ainda me dava arrepios. Sentei-me entre Miguel e Lannister, ainda tonta pela luta estranha que eu tinha tido agora a pouco, a energia que Ares emanavam me deixara mais irritadiça e tonta, ou seja, eu não estava lutando na minha melhor forma, mas o importante é que eu tinha sobrevivido, e isso queria dizer que eu tinha mais uns dois dias de vida confirmados.
E isso era muito.
Deitei minha cabeça no ombro de Killian, sentindo meu estomago vazio se contorcer dentro de mim, gemi e apertei meus olhos.
—Você tá legal? —Perguntou o filho de Momo, bati minha testa em seu ombro e ele se encolheu um pouco com o impacto.
—Estou parecendo legal, Miguel? — E ele soltou uma risada, mas passou o braço no meu ombro.
—Ela fica assim quando está com fome, relaxa. —Disse Viollet para Seth que me olhava com uma sobrancelha levantada, logo depois Lika entrou na Casa grande com sua cesta de laranjas que nunca em pareceu mais bonita, abri um sorriso desesperado e estiquei minhas mãos, abrindo e fechando as mesmas como uma criança.
A laranjinha deu um sorriso maternal e me entregou a cesta, se sentando aos meus pés, os cabelos laranja e lisos se espalhando pelo chão e pelos ombros estreitos. A cesta estava mais elaborada, suco, vários olinhos e algumas fatias da fruta cortada.
Mordi um bolinho com força, sentindo muita saliva na minha boca, me forçando a engolir mais rápidos, senti uma alivio quase que imediato quando senti a massa do bolinho se chocar contra o meu estômago vazio. Sorri para mim mesma e logo depois para a dríade.
—Lika, eu já te disse que eu te amo? —Ela riu e voltou a sua atenção para a porta por onde Quíron, Annabeth, Percy e Rachel entravam. Boa parte do meu entusiasmo sumiu, não sabia se queria ouvir aquela profecia, quer dizer, se as coisas fossem piorar daqui para frente eu não queria saber, nunca fui boa em planejar, era boa no calor da batalha, nunca pensei muito antes de fazer qualquer coisa, e eu duvidava que isso fosse mudar agora.
Quíron se colocou do lado do sofá onde Percy e Chase estavam sentados, alisava a barbada distraidamente com uma mão, levantou os olhos e os passou por todos nós depois em encarou, com seus orbes de três mil anos antigos e reconfortantes.
—Essa profecia surgiu no começo deste ano, e falava sobre o desaparecimento de Pegasus, que os Deuses não haviam nos informado. O pégaso estava desaparecido fazia quase um ano, mas ninguém do Olímpo nos informou.
—Só ficamos sabendo por que Rachel nos deu essa profecia, então eles foram obrigados a nos falar sobre o sumiço do cavalo. —Completou Annabeth olhando para mim; Assenti e olhou rapidamente para a janela, mas Pegs não estava por perto.
—E qual é essa tal profecia? —Perguntei olhando para Quíron, que deu um pigarro.
—Antes, você deve entender uma coisa, Sury. —Percy interpôs com os olhos verdes solidários.
—Certo, o quê? —Annabeth se mexeu no sofá ficando na ponta do assento.
—Não acreditamos que essa seja uma Grande Profecia, mas também não é uma comum, então pode ser que ela seja dividia, sendo complementadas outras que podem vir mais tarde, não temos outros registros sobre alguma coisa do tipo, mas é a melhor explicação que temos no momento. Entendeu?
—Claro. —A loira assentiu, olhando rapidamente para Quíron, parecendo querer uma confirmação que devia continuar, o centauro apenas a olhou, mas tinha um sim implícito no olhar; tentei não ficar irritada com todo esse segredo, me encostei totalmente nas costas do sofá, dando uma segunda mordida no bolinho.
Percy respirou fundo e disse a profecia.
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— Do Garanhão do Olímpo a sentença virá
A maldição antiga a definhar com os séculos
Trás a vida a semente da Cura Proibida,
extinguir a morada dos Deuses ela pode.
E da morte, o Herói da antiga profecia renasce,
juntos, cavalo e Cadáver do Antigo Titã devem
resguardar a Cura, para não dar a vida ao Fim
.
—Certas partes dessa profecia não sabemos o que significam e outras estão muito claras, como: “A maldição antiga a definhar com os séculos, trás a vida a semente da Cura Proibida,”, é você. O único deus que é amaldiçoado é seu pai e esse feitiço foi ficando mais fraco com o tempo, assim você nasceu, “A Cura Proibida”.
—Hãn, legal. Só uma coisa, ela fala a cura proibida? —eles assentiram— Sem plural. E Blythe? Ela também, era filha de Asclépio também, não há nada nisso ai que faça alguma referencia a ela? —Chase se virou para Quíron que pareceu, por um segundo, realmente pensar nessa possibilidade, mas me olhou e balançou a cabeça.
—Sinto, criança, mas não. Blythe Carpe morreu, não tem muita importância para nós agora. —Trinquei os dentes e cerrei meus punhos esfarelando o resto do bolinho de laranja entre meus dedos. Púlox, que estava em pé atrás do sofá, colocou a mão no meu ombro, assentindo com a cabeça, respirei fundo e ergui meus olhos para a filha de Athena.
—Certo o que mais vocês sabem? —Minha voz estava rouca de raiva. Eu ainda não gostava disso, não gostava quando tratavam Bly como um fato passado, dane-se se era verdade ou não, ela era minha irmã e ninguém falaria dela como uma coisa esquecida.
— Também temos “extinguir a morada dos Deuses ela pode.” que se refere...
—Se refere ao fato de eu poder trazer os titãs de volta a vida. — Me adiantei limpando as mãos e bebendo um pouco do suco que estava dentro de uma garrafa plástica.
—“E da morte, o Herói da antiga profecia renasce,” logo no começo não fazia muito sentido para nós, mas como você trouxer Luke de volta... agora, bem, agora não há mais duvidas sobre isso. — Não sei se fui a única a notar a ponta de felicidade que Chase queria esconder, mas era claro que ela queria Castellan de volta a vida.
Ela pigarreou colocando um cacho solto atrás da orelha, olhando para o chão, escondendo o brilho dos olhos e tive certeza que Percy não gostava, vi ele bufar e desviar os olhos para a lareira apagada.
—“juntos, cavalo e Cadáver do Antigo Titã devem resguardar a Cura, para não dar a vida ao Fim” Bem esse é uma das partes confusas. O cavalo pode se referir a Pegasus ou a um filho de Poseidon e como só temos Percy... Bem, pode surgir outro, não?
—Sobre o Cadáver, bem primeiro pensávamos que fosse alguém do chalé de Thanatos, mas depois que você chegou descartamos a idéia de alguém lá querer se envolver com você. — Eu e os Stark rimos juntos, Valle colocou a mão na boca tentando abafar o som— Então a Sabidinha disse que podia ser o Nico, que é filho de Hades, senhor dos mortos, cadáveres, esqueletos ou coisa do tipo.
—Mas ai você trouxe Luke Castellan de volta a vida, então pensamos que também podia se referia a ele, considerando o fato que ele já estava morto, mas no mesmo dia o senhor Gray nos apareceu, então paramos aqui entre esses três. —Disse Quíron.
Minha cabeça girou e abri minha boca para falar, mas, Seth foi mais rápido e levantou a mão o rosto confuso e desdenhoso, mascando distraidamente um chiclete.
— “juntos, cavalo e Cadáver do Antigo Titã devem resguardar a Cura, para não dar a vida ao Fim”. Tipo, sou novo nisso, mas as profecias não deveriam garantir o que vai acontecer no futuro? Mesmo que fosse com rimas ridículas ou por bolas de cristais? —prendi um sorriso, Chase o fuzilou— Foi mal, loira, mas devem não afirma porcaria nenhuma do futuro.
Um silêncio reinou na sala, surpreso por Seth ter desafiado Annabeth e mais surpreso ainda por ninguém ter notado isso. Gray deu de ombros ou ver que todos estavam olhando para ele, como se fosse uma espécie de alienígena, mas nem pareceu se importar com aquilo, fez uma bola rosada de goma e desviou os olhos para o nada.
—Então, Annie querida, qual é sua visão sobre o assunto? —Miguel tinha o rosto comicamente sério, o que me fez rir um pouco alto sendo seguida por Nathy, Valle e Velkan e uma pequena participação de Seth e o sorriso leve de Guilherme.
Chase ficou vermelha de raiva, Percy encarou Miguel.
—Cara, o assunto é sério.
—Então por que tem gente rindo? — Engoli o resto da minha risada e bati no ombro do filho de Momo que me deu um sorriso brincalhão. Respirei fundo e olhei para a loira irritada com a brincadeira de Miguel.
—Cala a boca, Miguel. Hãn tenho uma pergunta. “Do Garanhão do Olímpo a sentença virá”, que sentença é essa? —Quíron fechou os olhos e negou com a cabeça.
—Não sabemos, é esta parte que realmente nos preocupa, criança. Pegasus e você estão ligados a um futuro que pode decidir o futuro do Olímpo, muita coisa pode acontecer daqui para frente, e vocês vão direcionar para onde todos nós vamos, para um pouco de paz ou para a morte.
Respirei fundo e olhei para minhas mãos que ainda estavam um pouco sujas de sangue. Percebi que quando eu não sabia de nada era tudo mais fácil, agora eu sentia o medo me rondando, certas coisas bem importantes, diga-se de passagem, estavam dependendo do que eu faria daqui para frente, ou seja, estava tudo ferrado. Quis ter Blythe aqui, ela saberia o que fazer, saberia me tranqüilizar.
Com isso dei falta do bracelete. Esfreguei meu pulso e mordi o lábio.
—O bracelete... —Murmurrei mais para mim do que qualquer outra coisa. Lannister pegou uma das minhas mãos, sua palma áspera e quente engolindo meus dedos finos e brancos, o grandão sorriu e piscou um dos olhos, um olhar confiável e acolhedor.
—Vamos achar ele, relaxa. —Disse Púlox colocando a mão no meu ombro outra vez. Pisquei meus olhos varias vezes espantando as lágrimas que ameaçavam cair dos meus olhos.
—Okey.
—Agora, vocês podem ir. —levantamos todos ao mesmo tempo— Menos você, Sury, quero conversar com você a sós. —Me joguei outra vez do sofá, queria um banho, meus dedos pareciam estar enferrujados, queria dormir e eu precisava comer algo que não fosse feito de laranja.
Estava de olhos fechados quando senti alguma coisa pousar no meu colo. Era um chiclete. Seth estava olhando para mim, um das mãos estava no bolso da bermuda e a outra ainda estava abeta no ar, Gray piscou para mim, mastigando distraidamente uma goma.
—Relaxa. — Sua voz se arrastou nos meus ouvidos, senti minha nuca e braços se arrepiarem, mas me senti melhor, e não desviei os olhos dos dele, estavam brilhando a luz da sala, pareciam tranqüilos e relaxados no meio de toda a confusão que estava rolando dentro de mim. Senti-me calma.
Abri a bala e coloquei o plástico no bolso do meu short.
—Valeu. —Gray piscou e deu de ombros sumindo pela porta. Quíron ficou calado por um tempo me analisando com os olhos castanhos de três mil anos que não falavam coisa alguma, só um sorriso discreto nos lábios.
—Acredito que Asclépio tenha falado a você sobre a discussão que deve está na sala dos tronos. —Dei de ombros e procurei me acalmar.
—Mencionou alguma coisa sobre isso, também falou sobre que tenho no máximo três dias de vida.
—É um jeito de encarar a situação, mas tem que entender uma coisa, Sury: As coisas estão ficando cada vez mais complicadas para você, essa paz não era se prolongar por muito tempo, uma hora ou outra você era a julgamento pelo que fez.
—E o que eu fiz? —Perguntei sarcástica, desviando os olhos para as escadas, queria saber o que diabos Luke tinha feito para eu ser condenada por trazer O Traidor do Olímpo de volta à vida, ele me parecia um cara legal, mas vai saber. Quíron passou a mão na barba castanha e olhou para o nada.
—Luke Castellan não teve uma boa relação com Olímpo quando esteve vivo. Fez todas as escolhas erradas, mas no fim foi o herói que salvou tudo, mas não quer dizer que podemos confiar nele, também lhe aconselho a manter um pé atrás com esse filho de Hermes, Luke pode ser muito convincente quando quer.
—Ele se redimiu não foi? Então por que não dão uma segunda chance para ele? —O centauro desviou os olhos.
—Essas são perguntas que deve perguntar a ele. Só tenha em mente que, nada no nosso mundo é simples, o destino de todo meio-sangue acaba se dificultando cada vez mais ao longo da vida, e você, como Percy Jackson tem tendência se meter em situações perigosas demais... Parece que os problemas têm certa preferência por filhos únicos.
—Como disse, somos únicos. —Quíron em lançou um olhar divertido e preocupado.
—Levar os problemas dessa forma é sábio, Sury, mas entenda... —ele lançou um olhar longo dessa vez— Percy aceita ajuda, não tem problemas em pedi-la, de afirmar que precisava das pessoas, luta por aqueles que ama. Você tem um espírito muito parecido com a de Jackson, é forte, corajosa e leal ao que pensa e a aqueles com que se preocupa... Mas seu orgulho é maior, é isso que falta em você.
Engoli a seco.
—Não finja que é forte para os outros, criança. Agora vá, tome banho, deve ter coisas para conversar com o filho de Hermes. —Assenti ainda meio desconcertada. Caminhei pensativa até meu chalé e tomei um banho frio, lavando meus cabelos três vezes, estavam cheios de terra e grama, também demorei a conseguir tirara o sangue seco das minhas mãos.
(http://www.polyvore.com/sury_carpe_cap_dezoito/set?id=40388090&.locale=pt-br)
Saí do chalé ainda como os cadarços desamarrados, me sentei no batente da porta aberta e dei um laço simples. Estava mais calma, mas ainda estava com fome, balançava a cabeça no ritmo contagiante da musica de Enrique Iglesias, gostava do som da voz dele com as batidas eletrônicas.
— Here's the situation: Been to every nation, nobody's ever made me feel the way that you do. You know my motivation, given my reputation. Please excuse me, I don't mean to be rude. But Tonight I loving you. — Cantarolei, balançando meus ombros. Tinha algo de sexy na sinceridade da musica desse espanhol que nem era tão bonito.
Terminei de amarrar meus tênis e tomei caminho até o chalé onze, esperava que os Stoll tivessem alguma comida escondida, estava com fome demais para esperar até mais tarde. Eu estava precisando dançar, não conseguia parar de balançar os ombros, cabeça e os pés em simples passos de dance, eu tinha que encontrar alguma festa para ir, nem que eu tivesse quer fugir qualquer hora dessas, afinal, o que era alguns monstros querendo me matar, não é? Os deuses queriam minha cabeça; fora que dançar sempre me fez bem.
Bati uma vez na porta do chalé velho e depois entrei, vendo a bagunça colossal que o lugar era. Connor estava tentando arrombar um armário quando me viu dançando na soleira da sua porta, me deu um sorriso e veio até mim, tirou um dos meus fones e colocou no ouvido, balançando os cabelos castanhos no ritmo da música.
—O que foi, Carpe?
—Estou morrendo de fome, Stoll. Vocês não têm nada ai que me passe pela garganta? —Indaguei com os olhos brilhando, ele torceu a boca para o lado e me pegou pelo pulso, me sentando em um beliche onde o nome “CONNOR STOLL” estava entalhado na madeira junto com um aviso nenhum pouco amigável para alguém que tentasse roubar a cama dele.
O filho de Hermes começou a destrancar um serie de cadeados, fechaduras e tirar algumas correntes de um armário do lado do beliche, me joguei na sua cama achando algumas revistas da Playboy debaixo do travesseiro, junto com alguns gibis da Marvel. Peguei um com o Spider-Man na frente, não li muita coisa, só prestava atenção nos desenhos enquanto ouvia a musica me distraindo.
—Está afim de uma festa, não Sury? —Perguntou com os olhos azuis cheios de deboche. Suspirei e lhe lancei um olhar cheio de tristeza, e balancei meus quadris na batida da musica, ainda deitada.
—Estou pirando atrás de uma, mas duvido que Quíron vá liberar mais uma. —Connor riu enquanto jogava um cadeado um cadeado gigantesco em cima de um saco de dormir. Gemi e larguei o gibi olhando para o colchão em cima de mim, que guardava de revistas a três pacotes de camisinha. —Connor, você usa isso ou só revende? —Perguntei tirando uma de cereja.
Ele me levantou uma sobrancelha com um sorriso malicioso torcendo os lábios, mas sua resposta super esclarecedora foi:
—Depende. Por que, Sury, está precisando? Tem uma irmã minha que tem anticoncepcional. —Me ergui franzindo o nariz para ele, o Stoll riu e voltou ao seu trabalho, rindo da própria piada.
—Para de pensar besteira, garoto. Só fiquei curiosa, mas se quer minha opinião, cereja não combina com você. —Brinquei, puxando meu Ipod, procurando nenhuma musica em especial, mas acabei ficando com mais um do Iglesias. Sem olhar para mim ele me respondeu.
—E o que você me recomenda?
—Hum... Menta ou morango. —Ambos rimos da conversa sem sentido, mas logo depois ele abriu, finalmente, o armário e revelou alguns lanches prontos, desde sacos de Doritos e alguma coisa em conserva. Stoll em deu um sorriso orgulhoso de si mesmo.
—Com a festa deu para roubar... Quer dizer, pegar a muita coisa que sobrou, estou fazendo muito dinheiro. —Me levantei para pegar tudo que conseguisse, mas Stoll me barrou, como era mais alto e forte do que eu, não consegui passar por ele. Ele empurrou meus ombros.
—Vai querer o quê? —Tudo, pensei. Mas mordi meu lábio e pensei no quer era mais importante.
—Ai, não sei, Connor, só estou sentindo meu estomago doendo!
—Uou, tudo bem! Vou dar um desconto, pega esses doritos e um pouco de chocolate. — ele entregou os pacotes nos meus braços. —Sobre a festa... Estou mesmo a fim de dar um volta.
Meus olhos brilharam, abri um pacote de Doritos e parei na sua frente.
—Connor Stoll, no que você está pensando? —Ele sorriu e tirou um salgadinho do pacote vermelho, me dando um sorriso perigosamente malicioso, mas de qualquer forma, era por esse motivo que eu gostava de andar com ele. Esse Stoll tinha idéias esse tipo de idéia fantástica.
—Combinei com uns amigos de darmos uma escapada para uma festa em Manhattan, mas ainda não tinha confirmado, não quer ir com a gente? Pode ser hoje à noite. —Guinchei e lhe abracei apertado só com uma braço, na verdade, fiz o possível para conseguir abraçá-lo sem esmagar os salgadinhos.
—Stoll, você é demais! Posso chamar alguns para irem também? —Ele deu de ombros, sorrindo.
—Desde que eles paguem o taxi deles... De boa.
Depois de comer os Doritos e os chocolates e terminar de acertar as coisas com o filho de Hermes, falei com todo mundo; a maioria resolveu ir, somente Guilherme, que estava trabalhando em projeto reservado, os gêmeos Stark por que eles estavam preparando o plano para os Fogos e Viollet por que ela não queria sair com Púlox, apesar de tudo, era um irmão super cuidadoso, até demais em certos momentos, mas eu prometi me divertir por ela e Rany acabou preferindo ficar por algum motivo que não quis me dizer.
Era umas seis da tarde quando resolvi convidar Seth para ir conosco. Mas o garoto parecia ter se escondido em algum lugar, até que eu resolvi procurar na praia e lá estava ele, jogado na areia, não estava dormindo, por que balançava os pés no som da musica do celular, mas parecia tão relaxado e preguiçoso que quase me deu pena de mexer com ele.
Aproximei-me com calma e cutuquei suas costelas com a ponta dos meus tênis, Gray gemeu e depois abriu os olhos castanhos para mim e me deu um sorriso de canto passando o pircing entre os dentes,
—E ai.
—Tá a fim de ir a uma festa hoje a noite? —Lhe estendi a mão, e o ajudei a levantar, meu corpo bateu levemente contra o seu, uma onda de calou passou rapidamente por mim, Seth sorriu e automaticamente eu também abri sorriso.
—Que festa?
—Connor, um amigo do chalé de Hermes está organizando uma... Caravana para irmos a Manhattan. —Gray mastigou um pouco a goma e assentindo levemente, passando as mãos nos cabelos rapidamente, pensando no que faria. —Hey, vamos sair escondidos, valeu? Temos que voltar antes do amanhecer.
—O proibido é mais gostoso.
—Alguém que pensa como eu. Então, depois da fogueira, vai para a Colina Meio-Sangue, leva dinheiro, por que temos que voltar de algum jeito. Tá certo? —Estiquei minha mão, o filho de Hades sorriu e apertou minha palma, com um sorriso de canto perigoso.
—Fechado.
Passei o resto da tarde com a cabeça longe, tentando afastar de todas as maneiras qualquer coisa que me lembrasse a confusão de hoje mais cedo, ouvindo musicas animadas, pensando só na festa e pouco ligando que talvez algum monstro me engolisse no meio do caminho. Algum tempo antes do jantar, fui até a casa grande a fim de conversar com Luke sobre... Sobre a vida passada dele.
Subia as escadas sem pressa e bati levemente na porta, colocando meu rosto para dentro. Castellan tinha acabado de tomar banho, estava sem camisa e os cabelos loiros molhados lhe grudavam no rosto, ele sorriu e gesticulou para que eu entrasse enquanto colocava uma camisa branca simples.
—Se sente melhor? —perguntei me sentando ao seu lado, vendo que minha mala continuava ali, apesar de que eu não sentia a menor vontade de tirá-la de lá. O loiro deu de ombros flexionando os braços longos para frente, notei os músculos longos e agradáveis aos olhos. —Me parece bem.
Ele riu um pouco e me olhou nos olhos.
—Estou bem, um pouco tonto e a luz ainda me incomoda um pouco, mas me sinto bem melhor. —ele colocou a mão na minha cabeça, dando um sorriso que curvou a cicatriz— E você? Ainda tem tudo no lugar depois de lutar contra o deus da guerra?
Bocejei e levantei a blusa um pouco mostrando a cicatriz branca do corte da espada de duas mãos.
—Um pouco cansada e potencialmente confusa com tudo isso, mas foras algumas contusões... É, estou bem.
—Você leva tudo na brincadeira? —Dei de ombros e tirei sua mão da minha cabeça, vendo as marcas de queimadura em seus dedos longos. Uma cicatriz no rosto, nomeado de traidor, a palma da mão toda queimada... Ele conseguia se meter mais em encrenca que eu.
—Se levar a sério eu enlouqueço. Mas queria te perguntar uma coisa, Luke. —ele ficou me olhando esperando,— O que você fez para ir parar nos Campos de Punição? Ou para todos chamarem você de traidor do Olímpo.
Seu rosto desmoronou um pouco, da mesma forma como ficou olhando para Annabeth, mas tinha mais culpa agora. Castellan passou os dedos nos cabelos dourados, os olhos azuis inquietos, os lábios franzidos, desejei não ter perguntado nada, era quase como dar um soco em seus estomago, ou coisa pior.
—Eu... Fiz o pior que qualquer meio-sangue poderia ter feito. Ajudei Cronos a tentar se reerguer. — olhei para o chão diferindo o que em fora dito. — tentei fazer a coisa certa algumas vezes, mas tudo parecia dar errado, então só segui o caminho, mas deu tudo certo, graças a Percy, Grover e... E Annabeth.
—Percy, Grover e a Chase? Não sei muita coisa sobre isso, mas eu conhecia outro herói dessa guerra. — Ele me ergueu uma sobrancelha, parecendo curiosos, mas a dor ainda estava li, escurecendo seu rosto.
—E quem foi?
—Você. Percy e Annabeth sempre deixaram isso bem claro para todo mundo, e também parece que o fato dos filhos dos deuses menores tem haver com você e outro garoto que morreu... E... Na... Nathan?
—Ethan. Ethan Nakamura.
—É! Esse mesmo. —O olhar do filho de Hermes ficou distante, mas um sorriso torcia os lábios cor-de-rosa. Mesmo quando todos tinham ficado calado, Miguel me falou sobre esse Ethan, um filho de Nêmeses se não me engano, algo sobre ele lutar pelo reconhecimento da mãe. Killian o havia conhecido, disse que era um cara legal, só tinha feito as escolhas erradas, como ele mesmo fizera certa vez.
—Eles falam isso mesmo? —Assenti e lhe toquei levemente o antebraço, trazendo-o para a realidade.
—Percy nunca disse que foi o herói, na verdade não gosta disso, sempre dá os créditos pra você. Jackson é um cara legal. —E bonito também. Percy Jackson era o tipo de cara que você olha e tem vontade de sorrir, transpira confiança e é engraçado, não tenho tanto contato com ele, só o suficiente, mas se o filho de Poseidon não era inteligente, com certeza uma das suas qualidades era a lealdade, estava na cara.
—É, ele confiou em mim no último momento, apesar de que foi por Annabeth do que por mim. —Ele soltou uma risada cheia de melancolia, deu um sorriso pequeno e lhe estiquei a mão, tocando levemente nos seus cabelos lisos que ainda cheiravam um pouco a fumaça.
Luke em contou a historia toda. Pelo ponto de visão dele, bem diferente do pouco que eu ouvi dos outros aqui, era mais triste e estranha, quer dizer, devia ser terrível viver com aquele titã sussurrando ordens e coisas do tipo, se sentir culpado por machucar os amigos dele, ter que ficar vivendo entre monstros e titãs.
Castellan me falou quando descobriu que Cronos usaria o seu corpo, que tentou fugir disso recorrendo a Annabeth pedindo para que ela fugisse com ele, que o ajudasse enquanto tinha tempo, mas ele negou, se recusou a abandonar os amigos, — a meu ver, mais especificamente Percy Jackson— e o mandou sair da sua casa em San Francisco. Então chegou a parte que ele morria.
O loiro me descreveu com detalhas tudo, desde o começo, talvez por eu ser a primeira pessoa que ele realmente conversava depois de tudo, já que ele fez no Mundo Inferior foi sofrer. Quando ele me disse qual foi a sensação de quando Annabeth lhe lembrou a sua promessa, em vi obrigada a pegar sua mão, seus ombros estavam um pouco trêmulos, os olhos perdidos no passado.
—Senti como se estivesse sendo partido ao meio com um machado, ela estava sangrando ali na minha frente e eu não fazia nada, tive que acabar com aquilo, nem que me custasse à vida. Annabeth sempre confiou demais em mim, convenceu Percy a me dar a adaga, acreditou que eu fosse me esfaquear... —ele disse com os olhos marejados, mas não derramou uma única lágrima. — A culpa só aumenta com isso, entende?
Assenti, minha voz tinha sumido, nãos ei quanto tempo ficamos ali, mas tenho certeza que, mesmo que ouvisse mais tarde o lado dos campistas, não ai esquecer as imagens que me vieram a cabeça imaginando Castellan no meio daquilo tudo, imaginar como foi sentir que tinha decepcionado todos e lutar contra um titã tão forte para fazer a coisa certa no final e ainda ir para os Campos de punição.
Não sei se, depois do que eu ouvi de Luke, sou uma boa fonte de informação sobre tudo que aconteceu, sempre acabo pendendo para o lado dele, tenho certeza que as perdas tinham sido terríveis, mas Castellan tinha sofrido tanto e feito a coisa certa no final, mas ninguém notou isso. Castellan sentia culpa e pior, ele achava que tinha merecido aquilo, que tivera o castigo merecido, aceitava a decisão injusta dos deuses.
Depois de ouvi tudo aquilo, senti um calor agradável no peito, me lembrando de Blythe sorrindo para mim. Quando estava acabando, me descrevendo como foi sentir a vida lhe esvaindo dos dedos, o que conversou com os amigos, lhe apertei os dedos, os olhos vidrados nos dele assim como ele em mim.
Compartilhara dor, era isso que ele estava fazendo. Ali eu entendi o que Quíron havia falado, sobre aceitar ajuda.
—Por um segundo depois que fechei os olhos, houve um silêncio, era realmente como dormir, mas depois.. Depois... —Lhe tapei a boca, não queria ouvir aquela parte. Ouvir o que Blythe e minha mãe podiam ter passado, queria deixar aquilo para depois, para bem depois.
—Deixe. Já passou, okey? O importante é fazer essa vez valer a pena. —Luke sorriu e tirou minha mão do seu rosto, um sorriso divertido e aliviado.
—Se eles não me matarem antes. —Balancei a mão, em um sinal claro para ele deixar de lado, um risada agradável saiu de sua boca.
—Estamos no mesmo barco, Luke. Matavam você por que está vivo, e eu por ter lhe dado a vida,é só aproveitar o agora.
—É, acho que sim. —Ele soltou um longo bocejo. Apesar de estar melhor, seu corpo ainda não tinha se acostumado, e ele só iria para dar uma caminhada, comigo, Rany, Lika ou Rachel, não ficaria sozinho a mercê dos outros, mas não mesmo.
—É sim, agora, por favor, descansa. Ordem da filha do medico dos deuses. —Lhe baguncei os cabelos e me levantei, esticando as costas e sai do quarto me certificando que ele tinha deitado, Castellan olhava para o teto.
Saindo da casa grande passei direto para o pavilhão do Refeitório, onde boa parte do Acampamento já estava reunida, me sentei na minha mesa e parei para pensar um pouco no que tinha acontecido, quer dizer, pensei naquele lugar abeira da ruína era ruim, mas também no caos que devia ser a cabeça de Luke naquela época.
—Nossa... —Resmunguei para mim mesma.
—Que foi Carpe? —Os Stark perguntaram se sentando à mesa perto de mim. Balancei a cabeça.
—Nada não. Hey como estão s coisas par a noite de Fogos? —Perguntei me debruçando sobre a mesa. Velkan deu um sorriso malicioso e se virou para frente cantarolando “Cold Hearted Man”, balançando a cabeça e fazendo alguns acordes imaginários de Angus Young, o guitarrista fantástico da AC/DC.
—Cause they were all afraid. Ain't no lies, ice in the eyes of Leeroy Kincaid. — Murmurou. Valle sorriu para o irmão e piscou para mim gesticulando para a mesa de Thanatos que nos observava atentamente, a garota de dreads semicerrava os olhos para mim.
Sorri e estalei um beijo para ela, a garota trincou os dentes e me ergueu o dedo do meio. Soltei uma gargalhada um pouco alta, atraindo o olhar de Seth e Púlox que passavam ali perto, olhou para a filha da morte e depois para mim e riram também, indo para suas devidas mesas.
Depois de um tempo, Quíron bateu os cascos no chão de mármore.
—Campistas, como já esperávamos, nossa paz pouco durou. —houve um resmungo coletivo— Puderam ver e ouvir que Percy Jackson não é o único que tem agora a maldição de Ares.
—Essa garota só se mete em confusão! —Gritou alguém, alguns riram e outros não, acredito que a historia de Luke estar de volta acabou deixando bastante gente chateada, dei de ombros, eu não tinha feito nada de errado, até agora, então pouco me importava. Mas de um jeito estranho, o centauro não mencionou nada sobre o filho de Hermes.
Eu comi demais, Lika que vazia questão de manter minha mesa cheia teve trabalho. A laranjinha trouxe: muita pizza, doces, hamburguês, varias frutas, refrigerantes e por fim um pudim de leite para terminar minha refeição.
Fiz minha oferenda para Perséfone e senti o mesmo cheiro de jasmim.
Fiquei na fogueira com Connor, Jake e Miguel, acertando os últimos detalhas para podermos sair; estava tudo certo, Jake Mason, um filho de Hefesto chamou três taxi, Owen Bradley um filho de Tique ia pagar a viagem de ida e o resto da galera iria a de volta. A ordem era todo mundo está na porta da boate até no máximo cinco e meia da manhã, estavam discutindo para que boate iríamos, quando me lembrei do cartão que estava servindo de marca-texto para um livro.
—Que tal a Apollyon? Tenho um cartão dela, me disseram que e é boa. — Jake ergueu uma sobrancelha.
—Onde você ganho um cartão dela? Com um desse a gente não enfrenta fila.
—Só ganhei Mason. —O filho de Hefesto deu de ombros.
—Bem, então vamos nessa mesma. Fechou? —Stoll assentiu com um sorriso e eu dei de ombros. Jake se levantou logo depois e foi para o seu chalé, Stoll resolveu pregar uma peça em uma filha de Éos que passava ali perto e fui me jogar do lado de Guilherme, que mexia em alguma coisa de metal.
—Tem certeza que não vai com a gente? —Perguntei me encostando a seu ombro gigantesco.
—Tenho, vou ficar por aqui, tenho que terminar essa peça. —ele me ergueu algo de metal com fios saindo— Está vendo isso aqui? Não sei o que está de errado que o resto do circuito do projeto não está enxergando, estava pensando se não é...
—Tudo bem. Você tem muito que fazer, entendi. —Lannister sorriu e voltou a girara a chave de fenda, concentrado demais para conversar. Bocejei e fiquei ali um bom tempo até que Púlox se jogou do meu lado e passou o braço no meu ombro, os olhos azuis estavam brilhando mais do que nunca.
—O que uma festa não faz, hein? —O filho de Dionísio me deu um sorriso e fixou os olhos na fogueira lá na frente.
—Meu pai é o deus das festas, esperava menos?
Não demorou muito para todos começaram a ir para os seus chalés, e o pessoal que ia sair ir também para começar a arrumar tudo, eu estava sem a menor pressa, meu trabalho era só dançar e pagar um pouco da volta. O que importava era que eu precisava relaxar um pouco, e três meses dentro do Acampamento, bem, dá para sentir saudade do barulho de carros da cidade, do cheiro poluído e pesado do ar nova-iorquino, até mesmo da fumaça escura que sai do escapamento dos ônibus.
Tomei um banho longo e gelado, lavei meus cabelos só por segurança, não sabia o que podia rolar nessa boate, já que Apolo havia em indicado.
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Deixei a maquiagem bem escura, mas não exagerei tanto. Estava terminando de colocar os cadarços da bota Converse quando Lika batei na janela, estava sorrindo e tinha na mão o bracelete de Blythe, corri até lá e lhe abracei com força a laranjinha que deu um risinho agudo.
—O achei fez um tempo, mas você estava conversando com o... Filho de Hermes, então decidir esperar um pouco. —Lhe dei um sorriso largo e baguncei seus cabelos laranja, longos e lisos.
—Você é demais, Lika. Fico te devendo essa. —Ela riu e pulou a janela se sentando em um dos beliches enquanto eu passava os cadarços com calma, já com o bracelete no pulso, ele falou um pouco do que tinha acontecido no seu dia, sobre um sátiro que começara a dar em cima dela, me ajudou a procurar o cartão da boate. Deixei passar algum tempo antes de sair com Lika ao meu lado, vigiando qualquer sinal das harpias.
Demoramos pouco mais de quinze minutos para chegar lá em cima onde Púlox e Owen já esperavam, um pouco abaixo do pinheiro, a uma distancia segura para não perturbar o sono de Peleu, que era o dragão que protegia o Velocino que eu vim descobrir só depois de quase dois meses.
Lika acenou para nós e voltou saltitando muito provavelmente para sua laranjeira ou para encontrar o tal sátiro. Respirei fundo e olhei para Púlox, com sua fiel jaqueta de couro sorrindo com uma animação contagiante e Owen sorria descontraído, os cabelos de um loiro prateado pareciam uma mistura cara de prata e ouro, os olhos eram cor de ônix e a pele brilhava... O garoto aprecia ser feito de jóias e veludo de luxo e o sorriso quase cegava se olhasse diretamente.
Pouco tempo depois, os Stoll chegaram com seus sorrisos élficos e olhos matreiros seguidos por Nathy e Miguel. Percy Jackson e sua devida namorada, Annabeth Chase também vieram, seguidos por Katie Gardner, que parecia que não estava nenhum pouco a fim de ir, mas Travis pareceu ficar triplamente mais alegra quando ela se aproximou, Sammy o filho de Nike e por fim, vindo com uma filha de Hebe pendurada em seu braço, Seth Gray.
Mesmo usando só uma calça jeans, uma camisa preta simples e um Addidas branco brilhando, ele parecia estar mais chamativo que os outros. Balancei a cabeça e percebi que três taxis estavam vindos em nossa direção, fiquei pensando, como eles poderiam vir até aqui por que um adolescente ligou, quer dizer, para todos os efeitos, não tinha nada ali, mas acabei agradecendo, não teríamos que andar.
—Então vamos galera. Cinco e meia na frente da boate, galera. —Todos assentiram, ameacei a dar um passo para frente, mas uma sombra apagou a luz da lua por um instante e logo depois uma grande ser de quatro patas abriu as asas, em impedindo de passar, bufava irritado.
—Pegs! O que foi garoto? —Me aproximei lhe acariciando a frente do nariz, ele bufou e mais uma vez a nossa comunicação bizarra trabalhou, olhei nos orbes negros e percebi o que era me virei para os taxis, e notei o que ele queria dizer.
Dei um sorriso.
—Ah, não nada disso, garoto. Só não queria arrastar você comigo. —Pegasus sacudiu a cabeça recolhendo asas longas e brilhantes. Ele queria me levar, na verdade parecia estar preocupado, não queria que seu saísse, mas se ia, que fosse com ele.
Virei-me para os outros, vendo que Owen me olhava de forma estranha. Miguel lhe bateu levemente no ombro.
—Eles se entendem, não faço idéia de como, mas fazem, nem tenta entender.
—Ele quer que eu vá com ele, não confia em...
—Não confia em ninguém para cuidar de você, isso chega a ofender. —Disse Percy, dei de ombros.
—O caso é que eu vou com ele, nas se preocupem, vou pagar a volta de qualquer jeito, mas vou com Peg. —Todos acabaram por aceitar, e combinamos de nos encontrar lá na frente da Apollyon. Montei em Pegasus e lhe acariciei o pescoço, gostava daquilo, de Peg cuidando de mim, me sentia bem.
Percebi que Seth estava me olhando com um sorriso segundos depois de eu olhar para ele, o garoto começou a caminhar para os carros. Respirei fundo e me segurei na crina do cavalo que bufava bem mais feliz agora, olhei para o céu escuro e lembrei que essa era a primeira vez que eu saia por mundo mortal depois da morte de Blythe.
—Vamos, Pegs. Vamos ver quem chega primeiro? —Ele bufou divertido e se ergueu por um tempo nas patas traseiras por alguns metros da Colina depois abriu as asas peroladas em toda a gigantesca extensão, elegante e leve como sempre, logo estávamos no céu, voando em alta velocidade; me senti bem ali, apesar de estar com um pressentimento ruim, mas deixei para lá
A missão de hoje era dançar.
.Narradora.
Os taxis deram meia volta e seguiram para a grande cidade, os jovens não notaram que, do outro lado da estrada, espreitando atrás de um rebanho de vacas, uma mulher meio cobra os observava com um sorriso longo e cheios se segundos sentidos.
A dracaenae se virou para a floresta e chamou a manticore jovem, que saltitou feliz até ali, os cachos louros balançando no vento noturno. Brincando com uma mata de luxo que virara uma grande bola de metal, as presas gigantescas mordendo o metal, a dracaenae subiu nas costas do dorso da manticore vermelha e sorriu com a língua sibilando para a imagem do cavalo voador no céu, com a garota nas costas.
—Vamossss Jesssssie, nosssa pressssa já entrou na floresssssta. —Jessie levantou a cabeça e deu um sorriso e começou a correr atrás da sombra no céu, sorridente.
—Vamos pegar ela hoje! Eba! —Gritou à jovem manticore, ávida para completar sua missão e trazer o Antigo Titã de volta a vida
Notas finais
Se ainda estiveram ai é que aconteceu o seguinte:
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Eu jogo vôlei ou seja, tenho lá minhas contusões, e no meio da historia do Nyah! mudar de servidor, tivemos um jogo e eu sou a levantadora, ou seja, quem se joga mais no chão e leva bolada no peito e braço sou eu.
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E estávamos a dois sets a um para nós, 15 para nós e 18 para o outro time, uma jogadora do outro time enterrou um bola na nossa quadra e eu peguei de machete e levantei, mas como ninguém consegui pegar eu pulei para fazer o ponto e eu enterrei a bola e fiz a droga do ponto, mas bati com os dedos, e coma força da pancada então eis que eu quebrei três dedos da mão direita, indicador, o do meio e anelar.
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Resumo da historia, minha best e minha mãe e pai em proibiram de chegar perto do PC para qualquer coisa, e como não sou ambidestra, soei digitando escondido com a mão esquerda e com com a ajuda de um primo meu para postar esse aqui.
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E meu primo(irmão de leite) Junior que escreveu esse capítulo então perdão qualquer coisa, só fui ditando para ele.
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Espero que gostem e dizer que estou melhor e que vou continuar fazendo um esforço para postar mesmo com meus dedinhos quebrado, sabem como é né? Quebrei três dedos ele enfaixaram minha mão inteira.
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Comentem, estou aberta a ideias e puxões de orelha ee e queria dizer se leriam uma segunda temporada, estou pensando nisso, muita ideia e queria saber se gostariam.
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Beeijos
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Com a mão direita enfaixada, de DiraLautner.
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☺
(digitado por Junior, o primo)
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