Notas iniciais
Pra você, meu amorzinho. Espero que esteja feliz em saber que eu continuo viva depois de TUDO o que você me fez e continua tentando me fazer passar...

Meu belo cavaleiro, dos olhos verdes. Que me arruinou no dia do casório com outro príncipe qualquer... Entrelaçando meu coração as tuas mãos quentes, belo moreno dos olhos verdes. Me sequestrou, da minha torre, oh, me sequestrou da minha torre. Me fez ver o mundo com os teus olhos, meu moreno selvagem. Me levou ao teu mundo impuro, e como cortesia, beijou minha testa e me chamou de princesa. Me deleitou com toda a maldade de seus olhos,e com isso quase fez meu sangue sujar os lençóis de cetim com toda a minha pureza que seria apenas tua, meu mais belo cavaleiro. Me fez corar tantas madrugadas, e me chamou de sua em todas as noites estreladas. Me fez ter olhos só pra ti, me fez perder tudo para viver no teu mundo.

E confesso, eu enlouqueci, meu belo cavaleiro. Os braços de um homem como você, me fez perder o fôlego... Eu poderia agora estar em qualquer lugar, vivendo a minha vidinha que você julgava de princesa, mimadinha, educada, depois de tudo o que fizeste. Me usou, até o último instante.
Mas sua garotinha cresceu, meu cavaleiro. Sua garotinha fugiu de suas garras desumanas, de alguém que poderia ter me protegido. Ter cuidado de mim, ter me pego no colo e dito palavras gentis. Mas quem diria que um cavalheiro poderia destruir uma princesa inocente. Retirou de mim a meiguisse, a gentileza, a doçura e o amor próprio, com seus olhos verdes carniceiros como os de um lobo faminto. Eu fujo, porque eu ainda me perco na indecencia de seu olhar a cada vez que você diz suas palavras ensaiadas, essa sua louca capacidade de fazer o coração que está em meu peito parar a cada olhar que você direciona ao meu corpo. Eu me perco nos teus braços, meu cavaleiro. Nas noites tão longas e tão frias, a sua embriagues perversa me consumia pouco a pouco. Eu já não sou mais a mesma. Não diria que quero que você morra, meu amor... Pois ainda o que há em meu peito é grande o suficiente para não te esquecer. Mas lembre-se, que quando quiseres um pouco mais de prazer, minha timidez e inocência não estará mais a teu lado, que me deseja possuir como mulher. Estará em outros lençóis, oh meu cavaleiro. E nele, não possuirá outro corpo esguio e frio a não ser o meu. Me tinha com seus olhinhos disfarçados de criança. Como quem sabe, os olhos de um bandido... Me possuía quando quisesse, mas sabe, não se esqueça. Você, é um homem. E eu... Eu sou apenas uma menina. Ou, quem sabe... Ainda seja apenas, a tua mulher.

Notas finais
Ficou confuso. É apenas um desabafo, e eu não transcrevi da maneira que eu queria. Talvez eu apague mais tarde, mas se alguém ler e tentar compreender o oceano de confusões dos meus pensamentos de Alice, eu fico grata.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!