Dear Hogwarts - Interativa

19 Capítulo 19 – Lealdade


Seis meses atrás

Lady Morgaine alisou mais uma vez suas vestes, enquanto aguardava a chegada de Cora e Viserion. A morena repassou o ritual em sua mente pela quadragésima sétima vez. Aquela noite deveria ocorrer sem problemas, já que, uma vez que adquirissem quem precisavam, novos recrutas uniram-se a causa deles.

— Felizmente chegaram. Podemos dar início ao ritual. – Ela declarou, assim que avistou seus companheiros – Srta. Crawley, trouxe o requerido?

— Sim, milady, tudo está nos conformes. – A auror replicou.

Todos se posicionaram ao redor do caldeirão e Morgaine iniciou os cânticos que fortaleceriam o ritual. Viserion e Cora mimetizaram suas palavras por longos minutos. A morena repassou o ritual e o necessário mais uma vez antes de proferir as palavras.

— “Osso do pai tirado de sem consentimento, – ela violou o túmulo de Cygnus Black e levitou um dos últimos ossos que continuavam inteiros – sangue do inimigo tirado à força, – Cora capturou no meio de suas vestes o sangue que retirara de Hermione Granger, depoisitando-o no caldeirão – carne do servo dada de bom grado, — A filha aceitou a adaga de Viserion lhe oferecia, cortando um pedaço de seu dedo – Bellatrix Black se reerguerá do Mundo Inferior e irá se unir aos seus novos mestres”.

A bruxa observou satisfeita o renascer de Bellatrix Black em toda sua glória, não quando morrera, mas em seu auge, aos trinta anos. Bellatrix olhava seus arredores, finalmente fixando seu olhar penetrante nos três.

— Por que vocês me retiraram de meu sono eterno? – A ex-comensal indagou, sua face transbordando de arrogância e seu tom, zombaria.

— Você deveria ser mais respeitosa com Lorde e Lady Le Fay, mãe. – Cora repreendeu secamente.

— Cora, querida, como cresceu. – A resposta veio mordaz – Insolente como sempre.

— Isso é suficiente. – Morgaine cortou, antes que se tornasse uma estúpida briga familiar – Srta. Black, meu marido e eu a ressuscitamos com o propósito de unir-se a nossa causa, e somente isso. Vou ser pragmática quando me referir ao seguinte: se o seu desejo for nos abandonar, irá morrer imediatamente. Vamos purificar o mundo bruxo, uma vez que o fracasso do Lorde das Trevas fez com que mestiços e sangues-ruins ganharam mais espaço onde não devem. Você tem a escolha de unir-se a nós ou retornar ao sono eterno.

— O que a faz pensar que apreciei meu tempo morta, milady? – Bellatrix replicou, sorrindo.

Atualmente

Finalmente Bellatrix recebera ordens para sair da mansão. E para fazer uma de suas atividades favoritas. A morena esperou nos limites de Hogsmade que sua sobrinha se unisse a ela, a sonserina certamente poderia aprender algumas coisas aquela noite.

A ex-comensal apreciava a adrenalina que estar quase dentro da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts a causava. Ela estava, literalmente, quase passeando nos jardins debaixo no nariz de Minerva McGonagall. O pensamento fez com que risse baixo, e fora dessa maneira que Samantha a encontrou, alguns segundos depois.

A loira ostentava um longo vestido negro e uma capa cobrindo-o. Além disso, uma pashmina igualmente negra cobria metade de seu rosto, preservando sua identidade. A bruxa não pode deixar de apreciar, não só o estilo da jovem, mas também sua discrição.

— Preparada, querida? – Ela indagou.

— Claro.

Bellatrix as aparatou para a exata rua do Ministério da Magia e se dirigiu para um prédio residencial exatamente de frente para a entrada de visitantes e entrou no local, matando o porteiro.

— Vamos fazer uma visita ao sr. Gregory Flanagan. – A bruxa mais velha explicou – Ele deve unir-se firmemente a nossa causa ou morrer por ser um traidor de sangue. Ninguém deve saber que estivemos aqui. Se alguém nos ver ou possivelmente ouvir você deve me mostrar que escolhi certo ao pedir que viesse comigo.

Sua explicação fora replicada com silêncio e um curto aceno positivo da sonserina, que apertara o botão para o sétimo andar. O silêncio proporcionado pela companhia da loira estava incomodando Bellatrix, não pelo silêncio em si, mas porque elas compartilhavam do mesmo sangue, e a mais velha não sabia absolutamente nada sobre a sobrinha.

— Como vai a escola? – A mais velha soltou, fazendo a sonserina dirigir seu olhar a ela, tentando disfarçar sua confusão.

— Bem. – Ela respondeu, assim que retornou a sua postura natural, a seriedade – Como vai a vida?

— Mais entediante que eu esperava quando seus tios me recrutaram. – Ela riu.

— Tenho certeza que Lorde Le Fay dificilmente apreciaria um comentário como esse. – A loira apontou, entretida.

— Certamente não. Por que você só os chama de tios na frente deles?

— Conheci eles pela primeira vez quando falaram que meus pais tinham morrido. Sete anos depois ele aparecer na reunião de responsáveis da escola esse ano. O máximo contato que tive com ambos antes disso foram cartões de Natal, Páscoa e aniversário. – A mais nova explicou – Tia Narcisa não queria que eu mantivesse contato.

— Como ela está? E Draco? – Bellatrix finalmente perguntou o que queria desde que descobrira que a mais nova era sua sobrinha.

— Bem. Narcissa se divorciou de Lucius logo após a Batalha, Draco se casou e tem um filho, Scorpius. Tem um jantar familiar todo domingo de férias entre mim, Astoria, esposa de Draco, tia Narcisa, tia Andrômeda, Scorpius e Teddy.

Antes que pudesse responder, as portas do elevador se abriram no andar definido, onde um homem, no começo de seus sessenta anos fez menção de entrar no elevador, somente para ser atingido por um raio verde da varinha da mais nova.

— Você disse que ninguém deveria nos ver. – Ela replicou, ao ver a expressão de Bellatrix.

As bruxas se dirigiram ao final do corredor, onde a porta fora facilmente aberta com um simples Alohomora e seu alvo, bebendo algo malcheiroso enquanto assistia lia o Profeta. Ambas torceram o nariz, tanto ao cheiro que o minúsculo apartamento exilava e a visão do bruxo.

— Sr. Flanagan, vejo que não está escrevendo uma carta para Lorde Le Fay, onde informaria quem esteve no Ministério e jurando sua lealdade. – Bellatrix comentou, apoiando-se no batente da porta, de maneira casual.

O homem, que na realidade fazia a morena se lembrar de Pettigrew, fez um som de desespero e tentou correr para a direção oposta à Bellatrix, somente para encontrar a varinha de Samantha enterrada em seu peito, fazendo a mais velha revirar os olhos com a estupidez dele.

— Garanto que está em seus melhores interesses responde-la, sr. Flanagan. – Samantha acrescentou, ainda com a varinha apontada para o homem.

— Eu n-n-não p-p-posso. – Ele replicou aterrorizado – A O-Ordem...

— Samantha. – Bellatrix o interrompeu, fazendo um sinal.

— Avada Kedavra.

O homem caiu morto, ainda de costas para a sonserina. Ela passou por ele, dirigindo-se para Bellatrix, que escaneava o local procurando algo que as interessasse. Não encontrando nada, esticou sua mão para que aparatassem para outro local.

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Samantha não pode deixar de suspirar insatisfeita após Bellatrix não a aparatar de volta para a escola após os cinco locais visitados. No lugar da vista do castelo, ela contemplava a Mansão Essex, que ainda a fazia ter um misto de sentimentos.

Seguiu a ex-comensal pela mansão, até o estúdio do tio, onde esperou silenciosamente que ela terminasse de contar os acontecimentos. A sonserina internamente torcia que seu tio não quisesse falar nada com ela e só tivesse sido trazida para apoiar o relatório. Apesar das atrocidades da noite, a loira encontrou-se surpresa por estar apreciando a companhia de Bellatrix cada vez mais, o que a tornava a pessoa mais próxima com quem sentia afeto desde o Yule Ball.

— Samantha, querida, quero trocar uma palavra com você antes da srta. Black levá-la de volta. – Morgaine a convocou, fazendo com que ela não tivesse outra escolha senão segui-la até a biblioteca – Sobrinha, você tem se tornado uma aquisição preciosa a Causa ultimamente e, por pertencer a família, vou permitir que você tome conhecimento de mais informações, e que tome maior papel nas reuniões.

— É uma grande honra, tia Morgaine.

— Sim, de fato é. Veja, a purificação real do mundo bruxo, sem a permissão de mestiços imundos, tem mais por trás do que nosso merchandising deixa transparecer. Pretendemos, assim que o mundo volte a ser digno novamente, trazer a Fada Morgaine de volta de Avalon, e tornar nossa família digna novamente de visitar a Ilha Sagrada. Por isso a lealdade é mais importante para nós que era para o Lorde das Trevas.

— Qual a real razão de você estar me contando isso, tia? – A loira indagou.

— Existem registros da própria Fada entrar em contato com suas descendentes ainda em Avalon. Você deve informar imediatamente se tal fato ocorrer. – A mulher falou, autoritária, fazendo a sobrinha acenar positivamente – Estou satisfeita que você tenha compreendido, querida. Vamos, devo devolvê-la para que Bellatrix a leve de volta a Hogwarts.

Samantha seguiu a tia para o Hall de Entrada, onde Bellatrix já a aguardava. Morgaine despediu-se e retornou para o andar superior após as duas bruxas saírem do prédio. A caminhada até o ponto de aparatação fora feita, mais uma vez, em silêncio.

— Posso escrever? Se eu precisar. – Samantha indagou, após a aparatação aos limites da escola.

— A qualquer hora, querida. – Bellatrix replicou sorrindo, antes de deixá-la sozinha no local.

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Talvez aquele seja o momento que Katherine se sentira mais nervosa em toda sua vida. O nervosismo que sentira ao ir para Hogwarts, na Seleção, seu primeiro beijo... nada se equiparava a sensação que a ruiva estava sentindo.

Katherine Ackles em uma reunião da Ordem da Fênix. Ela podia quase sentir seus ancestrais se revirando em seus caixões. Um rápido relance mostrava que grande parte da Ordem, agora, era composta pela antiga Armada de Dumbledore. Além disso, haviam certos rostos que a ruiva certamente não esperava ver, como os Malfoy e Greengrass. Mas o que realmente a deixou chocada, e ela sabia que aos seus amigos também, fora ver Cora Crawley conversando com Andrômeda Tonks e Ginny Weasley.

— Ah-hem. – Harry Potter pigarreou, chamando atenção dos membros presentes – Hoje vamos dar boas-vindas aos novos membros: Hunith e Daeron d’Auvergne, Lyra Winchester, Katherine e Elize Ackles, Tiberius Blood, Avery Pearl, Thomas Kane, Peter Burkhardt, Alexis Kraskov, Delayla Cerasis, Felicity Sartori, Mary Hoffwen, Ronan Moon e Matthew McBley. Todos ainda estão estudando, mas vão nos ajudar a manter olhos no que está acontecendo, já que começaram por conta própria uma investigação. Sr. Blood, por que não contam ao resto da Ordem o que já sabem?

— Hum, ok. – Ty respondeu, claramente não esperando ser escolhido e recebendo um aceno positivo de todos, sinalizando para ele contar tudo – Primeiro teve o incidente do centauro morto na Floresta, no primeiro dia de aula, que Samantha e Elize ficaram para trás; O assassinato na Torre de Astronomia; a profecia da professora Trelawney; o Yule Ball; Sam se afastando; os Ackles e Hoffwen; as ausências quase diárias de Sam e, quando volta, já é madrugada; o comentário da Pontmercy; Sam oferecendo para nos tirar dessa “bagunça” e logo depois ficando próxima de alguns alunos que declararam publicamente que simpatizam com os Puristas.

— Se importa em explicar? – Draco Malfoy indagou seco.

— Na primeira aula de Hagrid eu e Sam vimos um centauro morto e resolvemos ver se tinha alguma coisa por perto. – Elize esclareceu – Quando a srta. Padmore foi assassinada na Torre estávamos tendo uma reunião para falar sobre o centauro, mas tivemos que nos esconder, e ficamos lá até o dia seguinte.

— Os leões, as cobras, os texugos e as águias devem reunir-se para derrotar aqueles que se orgulham da pureza de seu sangue. Os jovens deverão sobrepujar aqueles que menos esperam. – Thomas recitou a profecia.

— No recesso do Yule Ball nossos familiares, e os de Mary, foram no baile dos tios de Sam, onde ela teve que matar um dos nascidos-trouxas que estava sendo torturado. – Elize acrescentou – Depois daquele dia ela não respondeu nenhuma carta, só conseguimos falar com ela no Expresso.

— Uns dois dias depois da volta e se afastou de todos nós. O máximo que conseguimos é meia dúzia de palavras durante alguma aula. – Hunith comentou.

— Depois disso, Delphine Pontmercy, de Beauxbatons sugeriu para Elize que ela estava evolvida com os Puristas. – Peter falou.

— E, — Daeron acresceu – ela se ofereceu para nos tirar do que nos metemos, em relação aos Puristas, mas depois quando fui avisar para ela de uma de nossas reuniões ela estava com um pessoal conhecido por honrar o Toujours Pur e falou que não deveria ser vista com mestiços e sangues-ruins. Além disso, quase todos os dias ela chega no dormitório de madrugada, quando ela volta.

— Você disse que não tinha problema! – Narcisa explodiu, olhando para Cora.

— Eu não teria falado para você deixá-la ir se eu soubesse que eles iriam envolver ela logo! – A auror rebateu – Eles falaram que iam comentar com ela, para saber a opinião dela em relação a tudo. Eu estou tentando ajudar ela desde que a vi na mansão, antes do Yule Ball, mas ela se recusa a falar comigo.

— O assassinato da sra. Padmore foi a mando do Lorde Le Fay, que queria uma desculpa para os aurores em Hogwarts. – Cora explicou para eles – Durante o recesso do Yule Ball, ele tentou fazer com que Sam se tornasse proficiente em todas as Imperdoáveis, mas em uma das noites ela tentou libertar um deles, o que deixou ele particularmente insatisfeito, mas ela mentiu, falando que gostava mais de caçar a presa do que simplesmente tortura-la. Não sei o envolvimento de Pontmercy nisso tudo, mas nos dias que ela retorna para os dormitórios são os dias que ela treina comigo, nos outros é por causa de alguma reunião ou tarefa.

— Você não vai em todas as tarefas com ela? – Hermione perguntou, claramente preocupada.

— Não. Lady Morgaine não quer que ela crie mais laços, ou que eu faça o trabalho para ela. Hoje, por exemplo, ela está em uma tarefa. – Cora explicou.

— Com quem? – Molly Weasley perguntou.

— Bellatrix.

— O que? – Andrômeda indagou, berrando a plenos pulmões.

— Não me permitiram ir. – Cora discorreu – Bellatrix não vai tocar nela.

— O que a faz ter tanta certeza? — Granger indagou, esfregando o local em que fora marcada pela bruxa.

— Ela não é tão insana a ponto de matar quem Morgaine tem preparado para ser a Herdeira.

— Vocês têm uma missão muito específica no momento: trazer Samantha Black para cá. – Potter determinou.

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Sequer oito horas haviam se passado desde o fim da reunião da Ordem e Felicity ainda se sentia em uma hype de outro mundo, a adrenalina ainda correndo fortemente em suas veias. Ela tentava se acalmar enquanto se dirigia ao Clube de Duelos, junto com o resto do grupo. O que ela certamente não esperava encontrar era Samantha encostada em uma das paredes, ignorando o que um de seus novos colegas estava a dizendo.

— Oh, agora que vocês chegaram podemos começar! – Neville Longbottom exclamou – Srta. Sartori, por que você não desafia alguém?

— Sem problemas, professor. – A metamorfomaga respondeu, dirigindo-se a “arena de duelos” – Samantha Black, eu te desafio para um duelo.

— O que você está fazendo? – Alexis sussurrou.

— Eu preciso saber o quão longe ela pretende ir. Ou está – Felicity replicou, também sussurrando – Além disso, vai ser bom para sabermos o que ela tem na manga caso precisemos duelar.

Samantha se dirigiu muda ao encontro de Felicity, e visivelmente insatisfeita. Ela parou na extremidade oposta a da ruiva e esperou Longbottom gesticular para que se cumprimentassem, o que logo aconteceu.

— Tropego! – Felicity bradou.

— Protego, confringo!

— Protego! Destrucio!

— Protego! – Era visível para Felicity que, ao defender o descrucio que havia lançado, Samantha perdera a paciência com o duelo – Diffindo! Estupore! Filipendo!

Mas não fora nenhum daqueles feitiços que realmente afetou Felicity, ela sabia muito bem se defender deles. O que a fez vacilar fora o uso do Fogomaldito, com clara experiência por parte da sonserina, que direcionou o fogo para que as circulasse. Felicity sentia o oxigênio a sua volta se extinguir rapidamente e soube que a loira não iria cessar o fogo até que a corvina admitisse a derrota, o que ela certamente não faria.

— Chega! – Neville Longbottom berrou o mais alto que podia, fazendo Felicity dirigir seu olhar para ele e Samantha interromper o uso do feitiço — Chega! Todos dispensados imediatamente! Black, detenção! Passe na sala da diretora mais tarde.

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Cora nunca achou que odiaria tanto uma ação quanto estava odiando o que estava prestes a cometer. O Torneio fora anunciado no café da manhã e as inscrições acabariam dentro de dois minutos, par que o sorteio ocorresse no jantar.

A morena colocou o papel no caldeirão antes que desistisse e saiu da sala. Ela se arrependia profundamente de ter permitido que aquilo tudo acontecesse, mas ela realmente não sabia dos reais planos de seu Mestre.

Tentando dispersar seus pensamentos, ela se dirigiu ao Salão Principal, onde grande parte dos habitantes do castelo já estava. Um campeão de cada escola seria escolhido para batalhar por seu local de estudo, isso era tudo que sabia.

— Alunos! – A professora McGonagall chamou, fazendo todo o barulho do Salão acabar em meros segundos – Hoje, como sabem, irá acontecer o sorteio para os participantes do Torneio e, para isso, ofereço a palavra para meu caro amigo, Ministro Shacklebolt.

— Obrigado, obrigado. – O Ministro agradeceu após a salva de palmas dos estudantes – Os participantes do Torneio poderão escolher qualquer pessoa, contanto que esta aceite, para ser seu mentor durante todas as fases do campeonato. Os sorteados terão até amanhã para entregar uma carta de aceitação de quem quer tenha aceito ser mentor e poderá receber visitas regulares da família, se assim quiser.

— Representando Beauxbatons: Delphine Pontmercy! – Madame Maxine anunciou, lendo o papel que retirara do caldeirão.

— Representando Durmstrang: León Tchaikovsky! – O sr. Shafiq proclamou.

— Representando Hogwarts: Samantha Black. – McGonagall declarou.

— Os campeões, por favor, entreguem suas cartas amanhã no café da manhã e tragam consigo seus pertences. – O Ministro anunciou.

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— Você acha que vamos conseguir sequestrar ela hoje? – Peter perguntou, cético.

— Podemos propor para um de nós falar com ela, e alguém ficar escondido e estuporar. – Matthew sugeriu.

— Quem? Ela não vai falar com qualquer um de nós. – Daeron lembrou.

— Eu vou. – Hunith disse, fazendo o irmão franzir o cenho – Eu posso fazer isso, ela não vai questionar motivos por trás.

— Ela foi no Corujal e deve voltar para o Salão Comunal depois, para pegar as coisas. – Kate comentou.

Hunith deu as costas para o grupo e foi ao encontro da amiga. Ela tentaria levá-la para o local que o grupo estava, seria o modo mais fácil de tudo acontecer. A loira suspirou, tentando lembrar o momento exato que a vida deles passou de normal para sequestrando sua melhor amiga e/ou pseudo alguma coisa.

— Sam! – Ela chamou, ao vê-la despachando uma coruja – Você tem uns minutos?

— Claro. – A sonserina replicou, não encontrando seus olhos.

— Eu quero te mostrar uma coisa. – Hunith esclareceu.

Ela guiava Sam pelos corredores mais vazios possíveis, sabendo que testemunhas demais sempre era um mal negócio. A loira guiou-as até o corredor vizinho de onde o grupo estava, de maneira que elas estavam contemplando a lua cheia refletindo no Lago Negro.

— É muito bonito. – Black comentou, apreciando a vista.

— Me desculpe. – Hunith sussurrou ao ver Elize e Delayla se esgueirando e, em seguida, a estuporando.

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— Vocês a sequestraram? – Ron Weasley perguntou chocado, olhando o corpo inconsciente da sonserina, que era carregada por Daeron.

— Ela não iria vir por vontade própria. – Avery repetiu pela milésima vez.

— Andrômeda e os Malfoys vão querer matar vocês. – Ele suspirou, passando as mãos em seus cabos ruivos – Certo, leve ela para o segundo andar, o quarto com a porta aberta. O resto de vocês, venham comigo. Tem uma reunião acontecendo.

Ronald os guiou pela Mansão Black, no Largo Grimmauld, número doze, e entrou na cozinha, logo dando espaço para que todos entrassem, incluindo Daeron, que já havia retornado. Ele esperava ansiosamente McGonagall terminar de relatar os comentários a respeito do Torneio para ele largar a bomba.

— Então, Samantha Black está no antigo quarto de Sirius, completamente apagada. – O ruivo comentou, assim que a diretora encerrou sua fala.

Imediatamente Narcisa Malfoy, Draco Malfoy, Andrômeda Tonks e Cora Crawley estavam de pé, saindo do local e indo ao encontro da jovem. Por alguns minutos a casa inteira estava imersa em total silêncio.

— Você enlouqueceu? – A voz de Tonks bradou do segundo andar, mas ainda sendo clara no térreo.

— Eu estou fazendo o que eu acredito que é certo. – Samantha replicou calmamente.

— Você viu o que aconteceu com nossa família depois da guerra, Sam. – Narcisa suspirou, sentando-se ao lado dela na cama – Você realmente acha que essa é a melhor opção?

— É o que eu acredito. – A loira repetiu.

— E o campeonato? Já decidiu alguma coisa? – Draco desviou do assunto – Podemos pedir ao Potter para ser seu mentor.

— Eu já mandei a carta para quem eu quero que seja meu mentor. Alguém que eu confio. – A sonserina acrescentou, olhando para Cora.

— Sam... – A auror iniciou.

— Não! — Ela exclamou, erguendo-se – Você está os traindo. Eu quero ir embora desse lugar.

— Samantha... – Narcisa tentou.

— Não. Eu não concordei vir para cá. Eu não quero estar aqui. – Samantha rosnou – Eu vou embora.

Ela capturou sua varinha das mãos de Draco e desceu rapidamente as escadas. Draco a seguiu, tentando persuadi-la a ficar com eles. A sonserina não esperava que sua família, a Ordem, ou quem quer que seja, fizesse algo do tipo, ela esperava isso dos Puristas. Quando alcançou a lareira da casa, onde várias pessoas conversavam baixo, inclusive seus amigos, pegou um pouco do pó de flu e sequer hesitou em sua decisão.

— Mansão Essex.

Chagando no local, Samantha passou por todos os seguidores que ainda estavam presentes após a última reunião, quase correndo até o local que buscava atingir, pelo menos antes que Viserion ou Morgaine a avistasse. Chegando lá, ela bateu na porta e esperou impacientemente que a pessoa que estava dentro abrisse.

— Bella, eu preciso de você. – Ela declarou, abraçando a bruxa mais velha.