Dear Devil - The Last Hope
6 Chapter Twelve - Confused Dreams - ♚♛♜♝♞♟
Notas iniciais
vou postar so uma vez por semana agr, pq meu pai vai confiscar meu pc, so devolve sexta ate domingo -q bem, msm assim, vo manter a pontualidade q naum tenho!
um beijo e espero q gostem *-*
ps: cap sem cartinha...
- Não vai arrancar isso de mim. – respondi as palavras simples, desviando os olhos e sorrindo sarcasticamente.
- Você vai responder. – ordenou Derek e eu contorci a expressão em relutância.
- N... – tentava negar enquanto lutava contra mim mesma. – Não...
- Vamos logo! – disse a maldita anja, me apressando e tirando-me a paciência.
Eu continuava murmurando palavras de negação, apenas sussurros praticamente inaudíveis. Enquanto isso, minha mente vagava até a sua, procurando algo comprometedor. Ela permitiu. Havia me percebido, claro, mas estava me... Testando.
Então senti o maravilhoso calor da metamorfose e a segurança de um anjo caído, como a dias não sentia.
- Ellie... Não... – dizia a vozinha infantil e feminina que saía de minha garganta. Eu estava caída no chão, ajoelhada, os braços presos à correntes. Os cabelos loiros caíam sobre meus olhos agora azuis e a pele clara. Eu conhecia aquelas feições... Só não sabia identifica-las.
- Magnífico... – murmurou. – Seus poderes já voltaram, foi? Tem força o bastante para suas brincadeiras tolas?
- Ellie! – continuava a chamar. – Ellie, me tira daqui...
As lágrimas irromperam de meus olhos. Senti certa fraqueza em seus pensamentos, que eu ainda rondava.
- Ora, poupe-me... – disse, tentando firmeza, mas sua voz falhava. – Pare com essas besteiras ridículas!
Levantei os olhos marejados até ela.
- Por favor...
- JÁ CHEGA! – sobressaltou-se Derek e eu fui obrigada a voltar à minha forma normal. – Cassie, pare com isso já!
Apenas sorri, os cabelos ainda caindo sobre os olhos novamente vermelhos. Eu me sentia um mau cachorrinho.
- Não, não... – disse a outra, visivelmente interessada, ou talvez apenas querendo esconder a fraqueza. – Quero ver o que ela pode fazer.
Sorri ainda mais e retirei os óculos. Mais uma vez, senti a transformação dar conta de mim: os olhos inteiramente negros, a boca sangrava, a pele transparente mostrava as veias. Curvei-me de quatro no chão, esperando o peso que me tomaria conta.
- Não adianta se curvar. Suas asas não devem voltar mais. – declarou e eu então resolvi apelar.
Tomei a forma da garotinha loira de novo. Mas, dessa vez, modifiquei o ambiente ao meu redor. Um quarto escuro, os vidros quebrados, tudo destruído.
- Ellie! – gritei. – Ellie, me ajuda! Por favor! Estou com medo... Por favor, me ajuda!
Parei ao sentir o projétil atingir minha pele e tudo voltou-se ao normal. Desci os olhos até a ferida que se formara, o sangue escorria incessantemente de onde a pedra atingira. Meu rosto parecia o de um animalzinho machucado. Um dos homens que acompanhavam o interrogatório se aproximou, limpando a ferida. Não me manifestei, apenas permiti que ele cuidasse do sangue que manchava minhas roupas.
Derek tirou Elliana dali. Ela estava assustada. Talvez mais do que eu.
“Eu vencera.”
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