Dear Devil - The Last Hope
34 Chapter Forty - Satanic Hope - ♚♛♜♝♞♟
Notas iniciais
À medida que dava cada passo, precisava parar para respirar. Aquele era o primeiro dia de muitos que ainda viriam. Eu podia passar uma semana tentando encontrar Lílian, e nem sequer ouvir um ruído que não fosse o do vento. Eu podia até mesmo não encontra-la, apenas me perder na paisagem tão branca como as nuvens. E estas cobriam o céu de um modo egoísta, como se tomassem posse. Para mim, não era bom sinal.
A neve encharcava minhas roupas e dificultava minhas passadas, mas eu continuava em frente. Tremia, sem ao menos perceber, mas o frio não me abatia. A erva ainda fazia certo efeito sobre meu corpo, mantendo-me aquecida e, consequentemente, viva.
Dei mais uma olhada para o céu. Eu sabia. Em breve a neve cairia impossibilitando ainda mais meus movimentos. Quanto tempo eu tinha? Acreditei que podia prosseguir a caminhada por algumas horas e depois achar abrigo.
Dei mais alguns passos mas sentia minhas pernas relutarem e joguei-me na neve fofa. Podia pensar o quanto quisesse ali. Mas pensar em quê? No futuro? Onde eu iria me esconder da tempestade, contaria tudo a Lílian, seguiria ou abortaria minha missão?
No passado? Quais seriam minhas expectativas quanto ao meu irmão, o que acontecera com minha mãe, o incêndio que causei trouxera malefícios ou benefícios?
Ou no presente? Como estava Derek, onde estavam Elliana e Gabriel, onde estava Lílian, minha missão era exatamente o que eu pensava que era? Salvar os humanos de seus próprios aliados, anjos?
Respondi cuidadosamente cada pergunta. (N/A: tirando algumas dúvidas aqui. Este capítulo tem muitos pensamentos e reflexões da Cassie e menos ação)
Primeiramente, percorri com os olhos todo o local. Algumas pedras à minha direita, mas nada que pudesse ajudar. Mais atrás, talvez um quilômetro em linha reta, havia um paredão de pedras, mas eu sabia que me atrasaria demais. A resposta era seguir em frente. E Lílian. A Sub Comandante, General e ainda possuía tantos títulos quanto se podia imaginar, inclusive o de amiga. Sim, ela já sabia da maior parte saberia de tudo. Mas algo ainda me incomodava e eu não realmente sabia o quê. E a missão... Os humanos haviam escolhido a que lado se aliar, mas eu sabia que os anjos não eram realmente seus aliados.
Quanto a Gabriel eu sabia que ele era o que era e não mudaria. Era anjo. Era inimigo. Nada sobre minha mãe importava agora. Já o incêndio eu sabia que nos dera mais oportunidades. Não só o ataque atingiria a mais forte colônia, a qual Derek pertencia, mas também a capital.
As demais perguntas não me eram importantes nem difíceis de serem respondidas. Elliana e Gabriel não obtiveram sucesso, eu sabia disso. Derek agora era meu inimigo. O que significava que, se a oportunidade surgisse, eu o mataria. Ou o contrário.
E então lembrei da missão que me fora dada. E do momento em que acontecera.
“Eu me sentia tão pequena ao ser olhada por minha amiga daquele jeito. Quando ela vestia trajes incrivelmente honrosos e carregava o tridente, todos sabem a quem pertencia. Mas ela o levava, pois seu prestígio o devoção lhe haviam rendido também a confiança da Suprema Majestade. Eu olhava o objeto fixamente, sabendo que ele era, além do próprio anjo da morte, o único objeto que mataria algum de nós.
– Você sabe quão importante é esta missão, minha amiga? – dissera a voz que, pela primeira vez, soava doce.
– Apenas imagino, Senhora.
– Você sabe, não? Sabe por que a aliança entre eles?
– Sim, senhora. Foi feita com o intuito de...
– NÃO... Fale nada, querida. – ela se controlou instantaneamente. – Apenas cumpra o que deve fazer.
– Sim, senhora. Nenhum mísero humano será vítima do Sacrifício...
– Assim espero, querida. Assim espero.”
O Sacrifício... Eu imaginava. Imaginava os homens, e mulheres, e crianças, todos se oferecendo para o sacrifício de um bem maior... Para anjos era tão fácil! Eles pediam e eram obedecidos como se fossem os próprios Deuses. Todos sabíamos que não. Eles não eram. Mas exerciam seu papel desde... A queda. E seu Deus estava prestes a se levantar.
Abri os olhos ao ser atingida com força por uma pedra, que batera em meu braço. Observei o sangue escorrer lentamente e praguejei baixo. Só então percebi o tempo que perdera.
Levantei-me de um pulo e passei a caminhar ainda mais rápido.
“Não tinha tempo...”
Notas finais
espero q tenham gostado, ate o proximo ;)
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