Notas iniciais
Gente, me desculpem!! Me desculpem pela demora mas o importante é que cá estou eu com o terceiro capítulo. Espero que gostem e que compense os últimos dias :)

- Melissa, você não vem? — o tronco de Leonardo assomou na porta de seu quarto, o qual a prima usava como sala de TV.

- Eu sei que sem a minha presença ilustre o seu churrasco não é nada, primo querido, mas não se preocupe. — a garota estalou um beijo na bochecha de Leonardo. — Vou tomar banho e daqui a pouco desço.

- Não demora e por favor não larga toalha molhada na minha cama.

- Tudo bem. — ela revirou os olhos e entrou no banheiro que a suíte particularmente luxuosa do primo possuía.

Melissa demorou-se no banho, pensando nas provas cada vez mais próximas e cantarolando músicas populares. Ao sair passou languidamente por seu corpo seu hidratante; a loção exalava um suave perfume de canela.

Enquanto abotoava o short jeans, a garota percebeu que não havia levado a camiseta que iria usar para o banheiro.

Após uma rápida conferida para ver se o quarto estava vazio, Melissa se esgueirou para o cômodo e pescou a camisa em um canto sobre a cômoda branca.

Ela se virou novamente na direção do banheiro, porém seus olhos se detiveram na figura parada à porta que definitivamente não estava ali meio segundo antes.

Melissa tentou em vão cobrir o sutiã com a camiseta que ainda pendia em suas mãos, mas antes que conseguisse vestí-la, Arthur trancou a porta atrás de si, cruzou o quarto e parou em sua frente.

- Melissa. — ele sorriu, medindo seu corpo na cara de pau.

- Sai daqui. — a garota recuou um passo. — Por favor.

- Não se preocupe, meu amor. — o rapaz acariciou a bochecha de Melissa. — Eu não farei nada que você não pedir. — aproximando-se mais um passo, ele completou em um sussurro bem perto do rosto da garota: — E isso significa também que tudo que você pedir, eu irei fazer.

- Eu estou pedindo para você sair do quarto. — Melissa cruzou os braços.

- Ok, isso eu não vou fazer.

- Então eu peço que você pare de dar em cima de mim.

- Não consigo. Você me provoca demais.

Aquela pegou Melissa de surpresa. — Quê? Você está louco? Em que mundo eu te provoco?

- Fala sério, Melzinha, essa jogada de se fazer de difícil, o jeito que você se comporta nas minhas aulas... — as mãos de Arthur se enroscaram em seus fios. — Mordendo a boca, cruzando e descruzando as pernas naquela saia a cada dois minutos, sempre com algum tipo de doce na boca...

Melissa dava um passo para trás a cada frase. Ela realmente fazia aquilo?

- E isso em sua opinião é provocação? Os decotes no umbigo e o roçar das mãos na sua perna das garotas da minha sala são o que, então?

- Aquilo me faz rir. — ele novamente se aproximou. — Mas... Quer saber o que é realmente uma provocação?

A garota teve receios de questionar. As mãos de Arthur, cada vez mais próximas de seu corpo, a fazia ter certeza que, se perguntasse, seria um caminho sem volta.

Segurou um suspiro quando os lábios quentes do rapaz lhe tocaram a ponta da orelha.

- Provocação é ter você assim. — o professor dedilhou sua barriga para mostrar a que se referia. — Ter você ao alcance das minhas mãos e não poder fazer nada.

As palavras sendo murmuradas roucamente contra a orelha de Melissa a deixava com as pernas trêmulas. Sentia que o último centímetro de espaço entre eles era vencido pelo corpo de Arthur e escorou-se a parede em busca de apoio.

- É uma verdadeira pena te sentir dessa forma... — o rapaz escorregou os lábios pelo pescoço de Melissa, que sentia cada vez menos as pernas. — E não poder ter todo o seu potencial.

- Arthur... — ela falou fracamente, apoiando-se nos ombros do professor e jogando a cabeça para trás em deleite.

- Tudo que eu queria era poder te sentir por inteiro, Melissa... — Arthur subiu os beijos até o queixo da garota. — Começando pela sua boca. — ele mordiscou os lábios carnudos que ela possuía.

- Arthur... — a voz de Melissa se tornava cada vez mais baixa.

- Diz, meu bem, diz o que você quer e eu irei te dar. — o professor respondeu em um murmúrio, as mãos fazendo trilhas entre os quadris e as costas da garota.

- Eu quero você. — Melissa puxou os cabelos da nuca do rapaz fazendo com que sua cabeça se inclinasse para trás, apenas o suficiente para ter acesso à boca cada vez mais convidativa de Arthur. — Você pode me dar isso?

Arthur sorriu cafajeste, mas não respondeu. Pegou o rosto da garota entre as mãos e beijou-lhe os lábios macios, apenas para sentir seu gosto. Maravilhosos.

- Eu disse que eu quero você. — ela murmurou, apertando as unhas com força contra os braços do rapaz.

Sorrindo, Arthur tomou a boca de Melissa e beijou-a de forma faminta.

Sentia a pele da garota sob seus dedos queimar, seus braços cada vez mais fortemente enroscados ao redor dos ombros largos de Arthur.

- Melissa... — ele murmurou em meio aos beijos, pressionando seus corpos.

- Arthur... — as mãos pequenas da garota adentraram a camisa do professor e dedilharam suas costas em uma carícia extremamente gostosa.

Os beijos demandavam mais dos dois a cada lufada de ar puxada às pressas, e as mãos de Arthur não se contentavam mais com apenas a cintura de Melissa, ansiavam por mais.

A garota pareceu perceber a pretensão do professor, pois, ainda em meio a um ardoroso beijo, conseguiu puxá-lo até a cama de casal, onde foi puxada para o colo do rapaz no momento no qual ele se acomodou.

As pernas da garota se prenderam ao redor da cintura de Arthur, ao que ele tateou apressado até o fecho do sutiã de Melissa.

- Mel! — duas pancadas foram ouvidas à porta, fazendo com que os dois se separassem impulsivamente. — Você vai ficar aí para sempre?

- Merda, é o Leonardo. — Arthur bufou.

- Entra no banheiro, anda. — Melissa o empurrou e foi até a porta, a qual abriu uma fresta do tamanho de seu polegar. — Sim.

- Pensei que tivesse se afogado. Por que você está demorando tanto?

- Perdi a hora debaixo do chuveiro e agora estou me arrumando. Daqui a pouco eu desço. Tchau. — sem cerimônias, Melissa bateu a porta na cara do primo e suspirou. — Ele já foi.

- Deixa que eu saio primeiro. — Arthur falou, com uma expressão irritada.

- Qualquer coisa você fala que veio do banheiro. — ela sugeriu, ao que ele assentiu e deixou o quarto sorrateiramente.

Melissa apoiou as mãos no joelho, sentindo uma súbita tontura. O que raios havia acabado de acontecer?

Notas finais
Entãaaaaaaao?! Ansiosos pela quarta e última etapa? Já sabem, só comentar que eu venho aqui num instante postar o próximo haha
Até logo!