Dear Darlin' (Tell Me What You Want)
3 Capítulo 3
Notas iniciais
- Melissa, você não vem? — o tronco de Leonardo assomou na porta de seu quarto, o qual a prima usava como sala de TV.
- Eu sei que sem a minha presença ilustre o seu churrasco não é nada, primo querido, mas não se preocupe. — a garota estalou um beijo na bochecha de Leonardo. — Vou tomar banho e daqui a pouco desço.
- Não demora e por favor não larga toalha molhada na minha cama.
- Tudo bem. — ela revirou os olhos e entrou no banheiro que a suíte particularmente luxuosa do primo possuía.
Melissa demorou-se no banho, pensando nas provas cada vez mais próximas e cantarolando músicas populares. Ao sair passou languidamente por seu corpo seu hidratante; a loção exalava um suave perfume de canela.
Enquanto abotoava o short jeans, a garota percebeu que não havia levado a camiseta que iria usar para o banheiro.
Após uma rápida conferida para ver se o quarto estava vazio, Melissa se esgueirou para o cômodo e pescou a camisa em um canto sobre a cômoda branca.
Ela se virou novamente na direção do banheiro, porém seus olhos se detiveram na figura parada à porta que definitivamente não estava ali meio segundo antes.
Melissa tentou em vão cobrir o sutiã com a camiseta que ainda pendia em suas mãos, mas antes que conseguisse vestí-la, Arthur trancou a porta atrás de si, cruzou o quarto e parou em sua frente.
- Melissa. — ele sorriu, medindo seu corpo na cara de pau.
- Sai daqui. — a garota recuou um passo. — Por favor.
- Não se preocupe, meu amor. — o rapaz acariciou a bochecha de Melissa. — Eu não farei nada que você não pedir. — aproximando-se mais um passo, ele completou em um sussurro bem perto do rosto da garota: — E isso significa também que tudo que você pedir, eu irei fazer.
- Eu estou pedindo para você sair do quarto. — Melissa cruzou os braços.
- Ok, isso eu não vou fazer.
- Então eu peço que você pare de dar em cima de mim.
- Não consigo. Você me provoca demais.
Aquela pegou Melissa de surpresa. — Quê? Você está louco? Em que mundo eu te provoco?
- Fala sério, Melzinha, essa jogada de se fazer de difícil, o jeito que você se comporta nas minhas aulas... — as mãos de Arthur se enroscaram em seus fios. — Mordendo a boca, cruzando e descruzando as pernas naquela saia a cada dois minutos, sempre com algum tipo de doce na boca...
Melissa dava um passo para trás a cada frase. Ela realmente fazia aquilo?
- E isso em sua opinião é provocação? Os decotes no umbigo e o roçar das mãos na sua perna das garotas da minha sala são o que, então?
- Aquilo me faz rir. — ele novamente se aproximou. — Mas... Quer saber o que é realmente uma provocação?
A garota teve receios de questionar. As mãos de Arthur, cada vez mais próximas de seu corpo, a fazia ter certeza que, se perguntasse, seria um caminho sem volta.
Segurou um suspiro quando os lábios quentes do rapaz lhe tocaram a ponta da orelha.
- Provocação é ter você assim. — o professor dedilhou sua barriga para mostrar a que se referia. — Ter você ao alcance das minhas mãos e não poder fazer nada.
As palavras sendo murmuradas roucamente contra a orelha de Melissa a deixava com as pernas trêmulas. Sentia que o último centímetro de espaço entre eles era vencido pelo corpo de Arthur e escorou-se a parede em busca de apoio.
- É uma verdadeira pena te sentir dessa forma... — o rapaz escorregou os lábios pelo pescoço de Melissa, que sentia cada vez menos as pernas. — E não poder ter todo o seu potencial.
- Arthur... — ela falou fracamente, apoiando-se nos ombros do professor e jogando a cabeça para trás em deleite.
- Tudo que eu queria era poder te sentir por inteiro, Melissa... — Arthur subiu os beijos até o queixo da garota. — Começando pela sua boca. — ele mordiscou os lábios carnudos que ela possuía.
- Arthur... — a voz de Melissa se tornava cada vez mais baixa.
- Diz, meu bem, diz o que você quer e eu irei te dar. — o professor respondeu em um murmúrio, as mãos fazendo trilhas entre os quadris e as costas da garota.
- Eu quero você. — Melissa puxou os cabelos da nuca do rapaz fazendo com que sua cabeça se inclinasse para trás, apenas o suficiente para ter acesso à boca cada vez mais convidativa de Arthur. — Você pode me dar isso?
Arthur sorriu cafajeste, mas não respondeu. Pegou o rosto da garota entre as mãos e beijou-lhe os lábios macios, apenas para sentir seu gosto. Maravilhosos.
- Eu disse que eu quero você. — ela murmurou, apertando as unhas com força contra os braços do rapaz.
Sorrindo, Arthur tomou a boca de Melissa e beijou-a de forma faminta.
Sentia a pele da garota sob seus dedos queimar, seus braços cada vez mais fortemente enroscados ao redor dos ombros largos de Arthur.
- Melissa... — ele murmurou em meio aos beijos, pressionando seus corpos.
- Arthur... — as mãos pequenas da garota adentraram a camisa do professor e dedilharam suas costas em uma carícia extremamente gostosa.
Os beijos demandavam mais dos dois a cada lufada de ar puxada às pressas, e as mãos de Arthur não se contentavam mais com apenas a cintura de Melissa, ansiavam por mais.
A garota pareceu perceber a pretensão do professor, pois, ainda em meio a um ardoroso beijo, conseguiu puxá-lo até a cama de casal, onde foi puxada para o colo do rapaz no momento no qual ele se acomodou.
As pernas da garota se prenderam ao redor da cintura de Arthur, ao que ele tateou apressado até o fecho do sutiã de Melissa.
- Mel! — duas pancadas foram ouvidas à porta, fazendo com que os dois se separassem impulsivamente. — Você vai ficar aí para sempre?
- Merda, é o Leonardo. — Arthur bufou.
- Entra no banheiro, anda. — Melissa o empurrou e foi até a porta, a qual abriu uma fresta do tamanho de seu polegar. — Sim.
- Pensei que tivesse se afogado. Por que você está demorando tanto?
- Perdi a hora debaixo do chuveiro e agora estou me arrumando. Daqui a pouco eu desço. Tchau. — sem cerimônias, Melissa bateu a porta na cara do primo e suspirou. — Ele já foi.
- Deixa que eu saio primeiro. — Arthur falou, com uma expressão irritada.
- Qualquer coisa você fala que veio do banheiro. — ela sugeriu, ao que ele assentiu e deixou o quarto sorrateiramente.
Melissa apoiou as mãos no joelho, sentindo uma súbita tontura. O que raios havia acabado de acontecer?
Notas finais
Até logo!
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