Dear Brother

1 I - Conhecendo o lado diabólico de Sasuke, parte I


Bom, vocês devem pensar que isso é mais umadaquelas histórias clichês, não é?Pois agora eu lhe respondo com toda paciência domundo. Não é. Minha vida não é algo clichê. Não tendo um irmão como Itachi. Itachi insuportável mandão e idiota Uchiha. Mais sério mesmo, eu devia me chamar confusão...Porque é só nisso que eu sempre me envolvo... Mesmo sem querer! O que hácomigo? Será mesmo que vou viver para ser experimento vivo da Lei de Murphy? Ahvai! Não to pra brincadeira hoje. Pelo menos não hoje a qual me refiro ser um diaglorioso. Hoje eu buscaria seriedade a onde não tenho, e sevingaria de Itachi. Depois de cinco anos também, já tava mais que nahora. Certo? Não? Foda-se, não pedi a sua inútil opinião.Ah fui grosso? E quem disse que eu sou educado? Ok, agora chega à parte em que eu riodiabolicamente, né? Parei. Eu iria completar meus dezoito no ano que vem, aocontrario de Itachi que completaria os seus vinte e dois hoje. E era justo hojeque seria seu pior dia. Oh Céus, como eu sou diabólico. Com o sorriso mais canalha que um homem poderia dareu invadi a cozinha agitado, rodopiando pelos pisos impecavelmente limpos queItachi havia limpado toda manhã. Sim, Itachi que cuidava das coisas domesticas emcasa. Até porque nós morávamos sozinhos, e um de nós tinha que fazer isso. Nãopreciso dizer que isso não era uma possibilidade pra mim, né? Itachi me olhou incrédulo enquanto tentavainutilmente fritar hambúrgueres. — Ganhou na loteria? — Não. – Fiz uma expressão divertida enquanto ospensamentos mais insanos passavam por minha cabeça nada normal – Mais quaseisso.
– Comprou um carro? – Ele chutou novamente, dessavez com a expressão mais entediada.
– Não, e se fosse isso eu já estaria longe de você,pode crê.


– O grande Sasuke, sempre arrumando um jeito de me
insultar. – Itachi falou sem interesse enquanto lutava contra a espumadeira –
Nem quero mais saber de nada também! – O vi dando de ombros realmente
frustrado. Isso, baby, estamos no caminho certo.

Sorri macabro sabendo que ele era apenas um irmão
mais velho inocente naquele dia. Mal sabia do que estava por vir, eu realmente
tinha pena dele por seu meu irmão.

– Vai trazer sua namorada hoje? – Ele perguntou vendo
que eu realmente não o contaria.

– Ham? – Mente lenta é uma merda né?

– Vai trazer sua namorada? Palerma! – Itachi
repetiu. Dessa vez me lançando um olhar impaciente.

– Não. – Fiz pose de pensativo.

– Por quê?

– Não tô a fim de ter que escolher alguma das
minhas namoradas pra vim aqui. – Suspirei fundo, realmente sendo sincero em
relação a isso.

Eu tinha muitas namoradas, e trazer alguma delas
aqui em casa era um veneno pra mim. E eu também não tava a fim de iludir
ninguém com coisa tipo “namoro sério” blábláblá, porque depois que a garota
conhece seu responsável sua vida inteira se fode de vez.

– Falando nisso... – Ele começou, depois de
aparentemente desistir de fritar os hambúrgueres e se voltando para mim sério –
Eu quero que você conheça alguém.

Ok. E nessa hora que meus órgãos vitais param de
funcionar?

– Como é? – Falei dando um estilo de pulo da
cadeira – Namorada? Você? Namorada e você? Aqui em casa? Conhecendo?...

– Ei garoto! Relaxa. – Itachi comentou surpreso
pela minha reação. EU estava surpreso com minha reação, especificamente com meu
pulo. Eu juro que nunca tinha feito artes Macías na vida. – Ela é... Hm... Uma
pessoa especial. Não a considero como namorada. – Ele explicou visivelmente
constrangido. Eu conhecia aquelas bochechas de Bull dog dele, estavam
vermelhas!

Ah claro, não era namorada e eu sou o Majin boo.

– Cara, é sério? Você tá namorando? – Eu perguntei
sentindo meus rins pararem de funcionar com o choque.

– Eu acabei de falar que não to namorando. – Itachi
falou algumas coisas que eu não pude identificar. Meus pensamentos estavam a
mil.

Cara, desde que me conheço por gente Itachi não
namorava ninguém.

Não que ele pegasse homens.

Mais ainda tenho duvidas sobre esse assunto...

Ele ficava com tias de mais de 10 anos mais velhas
que ele, e eu não as considerávamos mulheres, também nem podia. A maioria eram
minhas professoras, espetoras ou treinadoras de futebol. E mesmo assim apenas
“ficava” sabe? Coisa de uma Noite e tal. Mais NAMORAR é totalmente diferente
que curtição.

Totalmente.


Então eu parei, e olhei com cara de paisagem para
ele.

– Eu não vou deixar de fazer meu papel de irmão
mais velho. – Ele respondeu cruzando os braços e sorrindo.

– Isso é o que você diz. – Respondi de imediato
apontando pra ele, visivelmente nervoso.

– Hum... Diga-me, quando eu deixei de fazer minhas
obrigações por namoro?

– Você não namorava pessoas normais então...

– Sasuke... Só diga “Sempre” ou “Nunca”, ok? – Ele
respondeu se alterando um pouco. Claro, ele sabe que eu pego pesado.

– Tá, tá. – Rolei os olhos. Eu odiava admitir
quando ele estava certo. – Nunca.

– Então. Eu não deixo de cumprir o meu deve...
Mesmo tendo dever.

– Tá seu nerd. Quando ela vem? – Perguntei
impaciente quando olhei no relógio e lembrei do meu jogo de rock que ia passar
em 3, 2, 1...

– Meninos? – Uma voz feminina nos chamou, e nossos
olhares foram juntos em direção a ela.

– Karin... – Falei em desanimo.

Adeus jogo de Rock.

– Eu estava na minha aula de dança e resolvi passar
aqui para te ver, Sasuke. – Ela sorriu do jeito mais gay possível. Me vi forçado
a retribuir o sorriso, mesmo que fosse falso. – Oi Itachi. – Ela desviou o
olhar para Itachi que se ajeitava meio zonzo.

– Yo! – Ele levantou dois dedos e sorriu.


– Hum... Mais eu estou meio ocupado. – Menti indo
para perto dos hambúrgueres que agora eram apenas restos queimados, e comecei a
mexer nos talheres forçando uma expressão centrada. – Volte mais tarde se quiser!

– Ah Sasuke... – A voz de Itachi se fez ouvir,
gruída pelo riso que ele prendia. Maldito! – Eu cuido disso. – Ele falou me
empurrando com o quadril e piscando discretamente. – Vai ficar com a sua namorada.

– Oba! Fico te devendo essa Tachi. – Karin pulou
alegre, e eu quase dei uma voadora em Itachi ali mesmo. COMO PODE EXISTIR UMA
CRIATURA TÃO AMALDIÇOADA DESSA?

– Cara... – Comecei a gargalhar feito louco – O
Itachi é tão engraçado. – O empurrei com força e voltei a mexer nos talheres. –
Ele sabe que eu to cansado de preparar as coisas pra festa e fica fazendo
piadinhas. HAHAHAHA

– Eu já falei que eu cuido disso. Afinal, — ele
pausou somente para me empurrar – eu que fiz tudo desde cedo. – E sorriu
amarelo. QUE VONTADE DE QUEBRÁ-LHE OS DENTES!

– Bom... Se você insisti. – Falei entre os dentes,
apelando para o “socorro pelo olhar”.


E a única coisa que ele fez, foi dar uma piscadela
vagabunda.

Crianças saiam da sala, a pancadaria vai começar.

Fui andando em direção a Karin, sussurrando todos
os palavrões lembrados naquele momento, e Karin me recebeu com um abraço e em
seguida me puxou pela mão porta fora.

Yuuuuuuuuupi.

Agora eu estava no meu quarto, me arrumando para a
festa do meu adorável irmão.

Já eram Oito da noite e eu ainda estava arrumando
meu cabelo. Culpa de quem?

Da Vaca da Karin!

Ficou me prendendo na sorveteria até quase esse
horário, o meu escape foi dizer que o sorvete de chocolate tinha me deixado com
dor de barriga.

Tsc.

Ficar com mulheres irritantes era algo que realmente
me irritava.

– Sasuke? – Ouvi a voz de Itachi chamar pelo outro
lado da porta.

– Que é? – Perguntei impaciente. Sabe quando o seu
cabelo não fica de acordo com o que você quer? Pois é. Eu estava tendo uma
dessas crises.

Meu cabelo era algo precioso pra mim. Porem às
vezes eu pensava seriamente em raspá-lo pra me poupar dessas dificuldades.
Parecia até que ele tinha vida própria!

– Vai demorar? Já vamos cantar os parabéns... – Ele
explicou calmo e pelo seu tom de voz feliz.

Estranhamente aquilo me deixava bem. Saber que ele
estava feliz me deixava feliz também.

Ah qual é? Mesmo ele sendo um filho da puta que só
faz merda comigo, ele era meu irmão. E sinceramente eu não saberia viver sem
ele.


Que coisa gay!

Esquece isso. Eu não falei isso.

– Tá, tá, daqui a pouco eu to lá! Da mais uma
enrolada.

– Até parece! Que se foda você, eu vou é comer
bolo!

É realmente esquece o meu discurso de um bom irmão,
eu devia é amarrar uma ancora no pé dele e depois jogá-lo no rio. Pois é.

Beleza.

20 minutos...

25 Minutos...

Agora eu to ouvindo a música dos parabéns. Que
viado ele cantou sem mim mesmo.

E quer saber? Eu não queria ir mesmo pra essa
festa. A única coisa que eu ia fazer é me vingar dele. Mais agora que se foda
ele e os parabéns.

Saindo finalmente de frente do espelho eu tirei a
blusa pólo que eu comprara especialmente para aquele dia e joguei em cima da
cama substituindo a mesma por uma de manga preta que eu usava casualmente.

Eu iria à casa do Suigetsu.



Fazia um tempo que ele não vinha aqui em casa, acho
que a mãe dele realmente o colocou de castigo. Isso era hilário.

Um cara de 20 anos que morava com a mãe, e que era
tratado como um moleque de 6.

Só rindo mesmo.

Abri a porta depois de bagunçar meu cabelo com as
mãos. No que eu tava pensando quando decidi fazer um penteado diferente?

Eu sou lindo desse jeito.


E ninguém tem o meu cabelo.

Só eu. Então eu devo usá-lo dessa forma e acabou.

Quando desci as escadas pude ver pela fresta da
porta da sala de jantar um tumulto de gente abraçando e tirando foto com Itachi
que sorria que nem uma bicha depois das compras.

Era irritante vê-lo assim, de fato. Ainda mais
porque eu não estava lá. No meio, sendo paparicado igual a ele.

Ok, isso não é ciúmes, beleza?

Eu só estava puto porque estavam comendo bolo sem
mim.

Tsc.

A quem eu to querendo enganar?

Itachi e eu tínhamos jeitos totalmente diferentes.

Eu era o teimoso, chato, irresponsável e o irmão a
qual todos julgavam ser apenas bonito.

Itachi era o obediente, atraente, responsável e o
irmão que todos puxavam o saco.

Ele era melhor do que eu... E mesmo que eu soubesse
disso jamais deixaria ele saber.

Pegar mulheres sim, é o meu forte... Mais a maioria
delas quando vem aqui em casa, ficam apaixonadas por ele e o seu jeito gay de
ser.

Af.

Eu desabafando aqui, qual é! Desde quando eu fiquei
tão gay?

E a convivência.

Peguei meu casaco no cabide perto da porta e sai
sem que ninguém notasse.

Rumo à casa do Suigetsu!

Itachi POV’S

Finalmente!

Céus. Pensei que essas pessoas nunca iriam embora!

Isso me faz pensar no que minha avó me falara no
telefone um dia antes.

“Itachi meu filho, não chame mais de cem pessoas
pra sua casa, ainda mais tendo um bolo de dois andar” E eu a julgando de
miserável. Não é que ela tinha razão?

E sem contar na bagunça.

Minha sala de estar era um chiqueiro naquela hora.
O que me deixava mais calmo enquanto toda aquela sujeira era encarar um par de
olhos verdes e sentir o perfume mais doce que pudera existir.

Aquilo me desviava de qualquer problema alheio.
Aquilo era a melhor coisa.

Sakura começou a sorrir vindo em minha direção com
uma foto na mão.


– Esse é o seu irmão? – Ela perguntou ainda
sorrindo enquanto olhava da foto pra mim.

– É sim. – Respondi acompanhando seu olhar.

– Ele se parece muito com você.

– Só na aparência mesmo. – Dei de ombros um pouco
decepcionado com a atitude de Sasuke.

Tudo bem que ele não se importa com as coisas que
eu faço, e a maioria das vezes é um irresponsável, mais, hoje era o meu
aniversário. Isso era sagrado nos Uchihas.

Um aniversário era também a comemoração da pessoa
que esta ao lado.

E como eu fiquei na frente dos meus parentes quando
não vi Sasuke no quarto?

– Não fica triste, Itachi. – Sakura pediu colocando
as mãos nos meus ombros – Você tá tão tenso! Não gosto de te ver assim. Cadê
aquele sorriso que eu me apaixonei, hein?

– Desculpe – Pedi realmente constrangido. Sasuke
era um filho da puta, porque eu pensaria que hoje ele iria fazer algo que me
agradasse só porque é meu aniversário? Eu devia esquecer aquilo e aproveitar
uma das maravilhas que me acontecera. E ela estava me olhando agora, com uma
expressão tão triste quanto a minha. E eu não podia permitir isso. Não enquanto
hoje devia ser um dia feliz! Alegre! Não deixaria que Sasuke, mesmo sem estar,
fizesse um escarcéu no meu dia.


– Acho que sei como te alegrar – Sakura começou
baixinho enquanto aproximava o rosto do meu ouvido – Na verdade, eu sei como te
alegrar.

Não pude evitar um sorriso quando ela depositou um
pequeno beijo na minha orelha. Meus braços envolveram sua cintura devagar, e eu
senti necessidade de puxá-la contra mim, e então o fiz.

– Eu te amo, sabia? – Ela falou, afastando um
pouquinho o rosto enquanto me encarava.

– Eu também te amo – Respondi antes de colar meus
lábios nos dela.

E ficamos assim. Beijando-nos por vários segundos,
até meu alto controle se esvair e eu jogá-la no sofá.

Ela sorriu em baixo de mim deslizando as mãos pelo
meu cabelo impaciente e logo voltou a me beijar com mais intensidade que antes.

Sakura era a mulher da minha vida.

Se antes eu não sabia, hoje eu confirmo.

– Obrigado, obrigado... – Eu sussurrava enquanto
nossas bocas se embolavam em um beijo árduo. Desci minhas mãos pelos braços
dela até o final de sua coxa e voltei para cima por dentro do vestido. Sakura gemeu
contra meu ouvido enquanto suas pernas entrelaçavam minhas costas...


– Eu tenho mesmo que ficar aturando isso no meio da
sala? – A voz de Sasuke fez com que eu e Sakura déssemos um pulo completamente
assustados.

– Porque não bate na porta antes de entrar? –
Perguntei para ele enquanto me ajeitava completamente sem jeito.

– Tenho que bater na porta da minha própria casa
quando entro? Isso é muito abuso, não acha maninho?
– Sasuke respondeu de forma irônica. Segundos depois seu olhar parou em Sakura.

Pobre Sakura.

Tão cedo e ter que conhecer o lado diabólico de
Sasuke.

– E você, não tem outro ponto pra fazer hoje não? –
Ele perguntou se virando para Sakura e sorrindo sacana. Antes que eu pudesse
fazer qualquer coisa. Eu que fui burro, eu já sabia que algo daqueles lábios
boas coisas não ia escapar, ainda mais com as minhas “regras” em jogo.

Sasuke nunca trazia garotas que não fosse
apresentada a mim para casa. Ainda mais quando o assunto se tratava de sexo.

E Era justamente isso que eu estava fazendo.

Estava prestes a transar com uma garota sem
apresentá-la a Sasuke.

Esse era o motivo pra Sasuke esta fuzilando Sakura
com o olhar agora.

– Você deve ser o irmão do Itachi, certo? – Antes
que eu pudesse me manifestar, Sakura perguntou da forma mais doce possível.
Mais mesmo assim, o constrangimento ainda era visível em sua expressão.


Ela andou até Sasuke e estendeu uma mão a ele.

E como eu sei que ele não iria pegá-la e nem ser
educado, logo me meti.

– Sasuke tem que subir agora, Sakura. – Falei
andando até ela e segurando sua mão estendida a puxando para um meio abraço.

– Eu tenho? — Ele perguntou com a expressão
indiferente.

– Tem dever de casa, Sasuke. – Expliquei, dando
aquela piscada nervosa e apontando com a cabeça discretamente para a escada.

– Eu tenho? – Ele perguntou repetido, apenas para
me irritar.

– Vai. – A impaciência em minha voz fez com que ele
revirasse os olhos e finalmente me obedecesse.

Às vezes eu pensava que estava lhe dando com um
adolescente de 13 anos. Mesmo que Sasuke não ficasse muito longe dessa idade. Seu
comportamento às vezes era bastante maduro e sadio para de um adolescente...
Mais outras vezes eu simplesmente me sentia a mãe de um roqueiro rebelde.
Simples.

– Desculpe por isso. – Eu me desculpei assim que
Sasuke sumiu do meu campo de visão. Nem conseguia olhar para Sakura de tão
envergonhado.

Senti uma de suas mãos virando meu rosto, me
obrigando a encará-la.

Ela estava sorrindo.

– Seu irmão realmente é oposto a você. – Depois de
algum tempo ela falou.

– Eu avisei.

– Ele é uma criança ainda. – Ela deu de ombros
enquanto pegava sua bolsa em cima do sofá.

– Já vai? – De repente tudo ficou tão tenso e
triste pra mim.

– Sou psicóloga não esqueça! – Ela brincou fazendo
pose de séria e eu sorri como resposta. – O Inspetor Hidan precisa de mim na
clinica hoje. Vou cobrir o cargo do filho que ficou doente e por isso vou fazer
plantão até as Onze.

– Eu to sentindo que esse emprego tá me arrancando
você. – Falei a agarrando pela cintura com delicadeza. – Sr. Psicóloga.

– Não seja dramático! – Ela respondeu sorrindo. –
Amanhã eu venho preparar o seu almoço, fechado?

– Trancado com cadeado de ouro.

– Você é tão bobo! – Sakura disse, dando uma
risadinha baixa. Era tão bom vê-la feliz, era tão bom fazê-la rir.

– Aqueles malucos têm tanta sorte de ter você como
psicóloga. – Comecei, realmente pensando no caso.

– Não são malucos, Itachi. – Ela corrigiu ficando
um pouco séria – São pessoas que precisam de ajuda psicológica.

– Como o que, por exemplo? – Questionei realmente
confuso.

Pra aquelas pessoas que pensam que psicólogos só
tratam de maluco, aí vai a correção viva de que isso não é verdade.

– Tratamos de pessoas que sofreram de perca.
Exemplo, quando perdem alguém muito próximo e não consegue se recuperar disso,
entende? – Eu assenti somente para ela continuar – De anciões que sofrem
problemas de memórias. Pessoas que romperam relacionamentos e não superaram.
Crianças que tem o nervo aflorado são bastante comuns lá. E por ultimo o caso
mais popular que é o que gera o conflito de que nós psicólogos só tratamos de
malucos: As pessoas que sofrem distúrbios mentais. Que se embolam em
pensamentos, e confusões de algum trauma ou tragédia guardada em alguma parte
no cérebro em que elas utilizam a maior parte do tempo.



– E você gosta de tratar dessa gente?

– Sim. Eu me sinto realmente bem depois de resolver
os casos delas.

– Isso porque você é linda, inteligente e boa. –
Pisquei sorrindo em seguida e depositando um beijo nos lábios dela. Quase que
imediatamente ela correspondeu minhas caricias e em poucos segundos selou o
beijo.

– Preciso ir. A carona chegou. – Ela respondeu
desanimada enquanto me mostrava a mensagem no celular do motorista da van do
hospital.

– Tudo bem. – Suspirei da mesma forma que ela antes
de dar mais um beijo, dessa vez mas intenso.

– Até amanhã. Te amo! – Ela mandou um beijinho no
ar antes de sair.

– Te amo!

– Te amo amor, amanhã vamos dar aquela trepada oficial,
hein?

– Isso não tem graça, Sasuke! – Falei irritado –
Você tava ouvindo a conversa?

– Eu vim beber água e achei interessante assistir a
despedida. – Ela deu de ombros mostrando a garrafa de água nas mãos – Por quê?
Algo a esconder?

– Não. Só quero ter privacidade com minhas visitas.
– Respondi já sabendo o veneno que ele jogaria em seguida.

– É sobre isso mesmo que temos que conversa. E suas
regras, querido irmão? Foram fazer uma consulta com a psicóloga?


– Você tava mesmo ouvindo a conversa, não é? –
Perguntei me controlando intensamente.

– Que seja. Responda Itachi!

– Desculpa, tá legal? Eu sei que errei, por isso
mandei ela embora. – Menti sabendo que não teria sucesso.

– Mentiroso. Ela teve que ir pro hospital!

Não disse?

– Mais que droga. Você pegou a conversa inteira?

– Principalmente da parte do almoço. – Ele falou
irônico e sorriu em seguida – Não agüentava mais comer seu porco ao molho.

– Ela não vai ser nossa escrava, Sasuke, só aviso
isso. – Respondi tentando manter minha calma viva – E aquilo era frango!

– Que seja! – Ele deu de ombros novamente rolando
os olhos. – Só quero te avisar que Suigetsu vai vir amanhã.

– Você sabe que não gosto dele, não é?

– E daí? Também não gosto dessa Sakara aí, e você a
trouxe.

– Você nem a conhece Sasuke! – Diminui os olhos
intrigado. Olha o poder da manipulação que esse garoto tinha. QUASE. – E É
S-a-k-u-r-a, não Sakara.


– Olha Itachi, já ta avisado ok? O mesmo direito
que você tem, eu também tenho. E o Suigetsu vai vim amanhã. – Ele falou
pirracento e eu não vi outra opção a não ser ignorar.

Suspirei fundo me jogando no sofá, e só ali naquela
hora que minhas pernas roncaram de tão tensas.

Nossa, eu precisava de uma massagem.

E sabia que isso ficaria na vontade.


– Se alguém telefonar, tô lá em cima! – Ele
respondeu subindo as escadas com pressa.

– Ah claro que se alguém telefonar eu vou até lá em
cima dar o telefone na sua mão. – Falei pro ar com total ironia.

Eu sendo irônico era uma coisa meio tenso de se
ver.

Mais agora
eu precisava me concentrar em outra coisa.

No Suigetsu.

Amiguinho do Sasuke.

Mais que droga, nem pra amizade o Sasuke serve!

Suigetsu é um amigo do Sasuke que foi preso durante
Três anos por roubo. Ele diz ter mudado mais, esse discurso é velho. Tanto que antes
mesmo de ser prezo ele já usava!

E aí, todos pensam que eu sou um irmão chato e
tento assumir o controle de tudo.

Mais se eu não fizer isso minha casa vira um
presídio.

E pensando nisso me levou a pensar sobre Sasuke e o
desaparecimento no meio da noite. Então era na casa do Suigetsu que ele foi não
é?

Trocar o aniversário do irmão, por uma visita a
casa de um amigo, vê se pode?



Mesmo eu não querendo e disfarçando, aquela atitude
de Sasuke havia realmente me magoado.

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Notas finais
Pronto Gente *-* Espero que tenham gostado. Eu prometo que a história fica bem mais legal conforme for indo. Beijo, e até mais. ♥
Capítulo Três: Sakura conhece o lado diabólico de Sasuke, parte II.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.