Notas iniciais
*SPOILER* da sexta temporada de Supernatural.

Os demônios foram se aproximando, Dean se afastando e Sookie se esforçando para se livrar das cordas.

- O que vocês querem? — perguntou Dean.

- Vingança! Você já matou tantos demônios, mandou Lúcifer de volta para o inferno, quer mais algum motivo? — respondeu o homem.

- Tá, eu entendo, podem fazer o que quiser comigo, mas deixem ela em paz!

- Ha-ha-ha… você acha mesmo que a gente vai fazer isso? Julie, pega a garçonete!

A mulher foi até Sookie, pegou uma faca e encostou no pescoço dela.

- Não, por favor, não a machuque!

Sookie continuava se mexendo, tentando escapar.

- Fica quieta! — gritou a mulher, logo depois dando o tapa no rosto da garçonete.

Dean e o demônio começaram a brigar, o caçador conseguiu chegar perto do criado mudo e pegar a sua arma.

- Ahá! Peguei!

- Vai atirar, é? Se você fizer isso, a sua namoradinha morre!

Os dois voltaram a brigar, acabaram rolando escada abaixo. No quarto, Sookie continuava a sua luta contra as cordas.

- Eu não disse para ficar quieta, parada?! — gritou a mulher agora dando um soco.

Uma raiva tomou conta da garçonete, que soltou os seus poderes de fada e rompeu as cordas. Aquilo assustou a mulher que deixou a faca cair no chão.

- Mas o que é isso?

- Ninguém te avisou que o Dean namora uma fada, sua idiota?

A mulher saiu correndo, desceu as escadas e encontrou o seu parceiro quase estrangulando Dean.

- Jeff! A garota tem poderes!

- O que?

Na hora Sookie apareceu na sala.

- Larga ele agora!

- Ah é, mas eu não quero!

Todos foram interrompidos por Sam e seu avô Samuel, arrombando a porta e atirando no demônio. A mulher demônio ficou apavorada, tentou escapar mas deu de cara com Sookie, que a jogou longe com a luz poderosa que saiu de suas mãos. Aquilo assustou todo mundo. Jogada no canto da sala, a mulher ficou surpresa com a força e o demônio saiu do corpo.

- Droga, ela escapou! — reclamou Sam.

- Sam? Vô? — perguntou Dean assustado.

- Oi Dean — disse Sam meio sem graça.

Os irmãos se abraçaram.

- Quando você voltou?

- Eu voltei no mesmo dia em que caí na gaiola do inferno.

- O que? Como?

- Não sei, juro que não sei.

- E porque você não veio falar comigo?

- Porque você estava tentando ter uma vida normal com a Sookie, não queria atrapalhar.

- E você, vô?

- Também não sei como voltei — respondeu o velho Samuel.

- Como vocês apareceram assim, do nada?

- Eu resolvi ficar de olho em vocês — disse Sam.

- Você estava nos protegendo?

- Sim. Eu sentia que algo assim poderia acontecer! Ainda bem que estávamos certos.

- hum hum… rapazes, vamos nos sentar para conversar melhor? — interrompeu Sookie.

- Não precisa Sookie, nós não vamos ficar. Vamos vô — disse Sam

- A gente precisa conversar sim! — disse Dean.

- Sim, mas não agora, amanhã a gente volta.

Quando os dois já estavam saindo, Sam perguntou:

- Ah, uma coisa, que luz foi aquela que saiu das suas mãos, Sookie?

- Eu sou uma fada. Meio fada… não sei direito, mas eu tenho sangue e poderes de fada.

- Fada?! — perguntou Sam olhando para Dean.

- Pois é, eu estou namorando a Sininho! — brincou ele.

- Tenha cuidado, porque o demônio que escapou sabe dos seus poderes — disse Samuel.

- Amanhã a gente volta para conversar melhor, tchau! — se despediu Sam.

Os dois foram embora e Dean não acreditava que os dois estavam de volta.

- Dean? Está tudo bem?

- Não, nunca está — reclamou ele sentado no sofá.

- Calma!

- Eu só queria tentar uma vida normal com você, Sookie, mas é impossível. Primeiro aquele vampiro, agora demônios que sabem dos seus poderes e ainda por cima o irmão e o avô que eu achava que estavam mortos, estão de volta! Vivos!

- Eu sei que é complicado, mas fazer o que, nossas vidas são assim.

- Eu não queria que fosse assim!

- Mas a gente nem sempre tem o que quer.

Os dois se olharam e depois se beijaram.

- Ai, minha boca! — reclamou ela.

- Aquela mulher te machucou muito?

- Não, tudo bem! Já passei por coisas piores!

- Era isso que eu não queria! Poderia ter sido pior, poderia…

Ele foi interrompido por um beijo.

- Esquece vai, passou! — disse ela beijando-o e depois sentando no colo dele, de frente para ele.

Mesmo preocupado, Dean não conseguia resistir aos beijos de Sookie. Ainda sentada no colo dele, ela tirou a babylook e depois tirou a camisa e a camiseta que ele vestia. As mãos calejadas do caçador, passeavam pelas costas macias da garçonete, enquanto se beijavam. Dean a pegou no colo e a levou para o quarto. Lá, a colocou levemente na cama, parou e ficou passando a mão no rosto dela.

- O que foi, Dean? — ela se esforçava para não ouvir os pensamentos dele.

Ele até esboçou que ia falar algo, mas desistiu.

- Nada — e logo depois a beijou.

Dean começou a beijar o pescoço, o colo, a barriga até chegar no shorts dela. Abriu o botão, o zíper e tirou o shorts. O caçador estava diferente, mais sério e minucioso. Ficou de pé e se livrou do resto de roupa que sobrava, enquanto ela se livrava do sutiã. Ele se ajoelhou na cama e começou a tirar a calcinha dela. Um silêncio profundo tomava conta da casa, parecia que até os grilos estavam quietos naquela madrugada. Sookie sentia dentro dela, que aquele momento era especial e sentiu seu coração disparar como na primeira vez dos dois. Quando o corpo dele se apoiou no dela, ela sentiu o tempo parar, a única coisa que importava era ele e agora tinha certeza: ela o amava mais do que tudo. Aqueles olhos verdes misteriosos, a hipnotizavam, sentiu as mãos dele chegarem nas pernas dela, sentiu elas sendo puxadas, e quando ele penetrou, ela gemeu baixinho. Os corpos se encaixaram perfeitamente e a respiração de ambos, entrou no mesmo ritmo. Eles não falavam nada, não era preciso, eles já se conheciam muito bem. Dean afastou um pouco o corpo, tanto que as barrigas mal se encostavam. O movimento foi ficando mais rápido, a respiração mais ofegante e os gemidos mais altos. Quando Sookie atingiu o clímax, arranhou as costas dele. Poucos segundos depois, foi a vez dele, que deu um gemido mais alto e depois deitou a cabeça no colo dela. O casal ficou daquele jeito por alguns minutos. Ele começou a chorar calado e ela sentiu as lágrimas dele encostando na pele dela.

- Você está chorando?

Na hora ele se levantou, passou as mãos no rosto e foi para a janela. Preocupada, ela se levantou e o abraçou por trás.

- Dean, não precisa se preocupar com o que aconteceu hoje, passou, nós vamos ficar bem. Vem dormir, hum?!

Ainda sem falar nada, ele voltou para cama e os dois dormiram abraçados. No outro dia, Dean continuava estranho, estava mais quieto. A tarde, enquanto Sookie trabalhava, Sam apareceu para falar com o irmão.

- E aí, tudo bem?

- Não.

- Dean, eu não sei explicar como voltei. É sério!

- Tá, eu acredito. Estou preocupado com outras coisas.

- A Sookie, não é?

- É. Agora os demônios já sabem dela. Eu só queria paz, só isso! Viver tranqüilamente com ela.

- Mas você sabe que nada é fácil e tranqüilo para um Winchester.

- Deve ser uma maldição e a Sookie não merece isso. Não merece apanhar de demônio, ela não merece.

- Você sabe o que tem que fazer, né?

- Sim, eu sei — disse Dean após um longo suspiro,

Já na hora de ir embora do Merlotte's, Sookie recebeu uma mensagem de celular do Dean.

- Bom gente, eu vou indo, o Dean me mandou uma mensagem falando para eu ir para casa.

- Hum… vai ter surpresa hoje! — brincou Lafayette.

Todos riram e ela foi embora. Quando chegou em casa, chamou por Dean, mas não obteve resposta.

- Para vai, Dean! Aparece!

Subiu as escadas e foi até o quarto. Na cama uma rosa com um bilhete.

"Sookie,

eu juro que tentei ter uma vida normal, mas eu tenho essa coisa, essa maldição e eu sei que nunca terei paz.

Mas você merece paz, uma família normal e não um namorado que pode ser assassinado por um demônio a qualquer hora. Quero que você saiba que todas as vezes que eu me imaginei feliz, eu me imaginei com você! E eu fui fraco e não tive coragem de te dizer, mas eu te amo… sim, eu te amo. Estou te deixando

porque eu te amo e quero a sua segurança. Espero que você entenda o meu ato.

Dean Winchester"

Quando terminou de ler, já estava aos prantos, não conseguia acreditar que ele tinha realmente ido embora.

- Não, não é verdade!

Desceu correndo as escadas, chamando por Dean, e nada, nem uma camisa dele. Saiu da casa, procurou o carro dele, mas nada, era verdade ele tinha ido embora. A dor e o desespero tomou conta dela, que ajoelhada no chão e agarrada ao bilhete, chorava.

- Não Dean! Nããããoooo!