Dean Conhece Sookie
13 "Eu te amo"
Notas iniciais
Os demônios foram se aproximando, Dean se afastando e Sookie se esforçando para se livrar das cordas.
- O que vocês querem? — perguntou Dean.
- Vingança! Você já matou tantos demônios, mandou Lúcifer de volta para o inferno, quer mais algum motivo? — respondeu o homem.
- Tá, eu entendo, podem fazer o que quiser comigo, mas deixem ela em paz!
- Ha-ha-ha… você acha mesmo que a gente vai fazer isso? Julie, pega a garçonete!
A mulher foi até Sookie, pegou uma faca e encostou no pescoço dela.
- Não, por favor, não a machuque!
Sookie continuava se mexendo, tentando escapar.
- Fica quieta! — gritou a mulher, logo depois dando o tapa no rosto da garçonete.
Dean e o demônio começaram a brigar, o caçador conseguiu chegar perto do criado mudo e pegar a sua arma.
- Ahá! Peguei!
- Vai atirar, é? Se você fizer isso, a sua namoradinha morre!
Os dois voltaram a brigar, acabaram rolando escada abaixo. No quarto, Sookie continuava a sua luta contra as cordas.
- Eu não disse para ficar quieta, parada?! — gritou a mulher agora dando um soco.
Uma raiva tomou conta da garçonete, que soltou os seus poderes de fada e rompeu as cordas. Aquilo assustou a mulher que deixou a faca cair no chão.
- Mas o que é isso?
- Ninguém te avisou que o Dean namora uma fada, sua idiota?
A mulher saiu correndo, desceu as escadas e encontrou o seu parceiro quase estrangulando Dean.
- Jeff! A garota tem poderes!
- O que?
Na hora Sookie apareceu na sala.
- Larga ele agora!
- Ah é, mas eu não quero!
Todos foram interrompidos por Sam e seu avô Samuel, arrombando a porta e atirando no demônio. A mulher demônio ficou apavorada, tentou escapar mas deu de cara com Sookie, que a jogou longe com a luz poderosa que saiu de suas mãos. Aquilo assustou todo mundo. Jogada no canto da sala, a mulher ficou surpresa com a força e o demônio saiu do corpo.
- Droga, ela escapou! — reclamou Sam.
- Sam? Vô? — perguntou Dean assustado.
- Oi Dean — disse Sam meio sem graça.
Os irmãos se abraçaram.
- Quando você voltou?
- Eu voltei no mesmo dia em que caí na gaiola do inferno.
- O que? Como?
- Não sei, juro que não sei.
- E porque você não veio falar comigo?
- Porque você estava tentando ter uma vida normal com a Sookie, não queria atrapalhar.
- E você, vô?
- Também não sei como voltei — respondeu o velho Samuel.
- Como vocês apareceram assim, do nada?
- Eu resolvi ficar de olho em vocês — disse Sam.
- Você estava nos protegendo?
- Sim. Eu sentia que algo assim poderia acontecer! Ainda bem que estávamos certos.
- hum hum… rapazes, vamos nos sentar para conversar melhor? — interrompeu Sookie.
- Não precisa Sookie, nós não vamos ficar. Vamos vô — disse Sam
- A gente precisa conversar sim! — disse Dean.
- Sim, mas não agora, amanhã a gente volta.
Quando os dois já estavam saindo, Sam perguntou:
- Ah, uma coisa, que luz foi aquela que saiu das suas mãos, Sookie?
- Eu sou uma fada. Meio fada… não sei direito, mas eu tenho sangue e poderes de fada.
- Fada?! — perguntou Sam olhando para Dean.
- Pois é, eu estou namorando a Sininho! — brincou ele.
- Tenha cuidado, porque o demônio que escapou sabe dos seus poderes — disse Samuel.
- Amanhã a gente volta para conversar melhor, tchau! — se despediu Sam.
Os dois foram embora e Dean não acreditava que os dois estavam de volta.
- Dean? Está tudo bem?
- Não, nunca está — reclamou ele sentado no sofá.
- Calma!
- Eu só queria tentar uma vida normal com você, Sookie, mas é impossível. Primeiro aquele vampiro, agora demônios que sabem dos seus poderes e ainda por cima o irmão e o avô que eu achava que estavam mortos, estão de volta! Vivos!
- Eu sei que é complicado, mas fazer o que, nossas vidas são assim.
- Eu não queria que fosse assim!
- Mas a gente nem sempre tem o que quer.
Os dois se olharam e depois se beijaram.
- Ai, minha boca! — reclamou ela.
- Aquela mulher te machucou muito?
- Não, tudo bem! Já passei por coisas piores!
- Era isso que eu não queria! Poderia ter sido pior, poderia…
Ele foi interrompido por um beijo.
- Esquece vai, passou! — disse ela beijando-o e depois sentando no colo dele, de frente para ele.
Mesmo preocupado, Dean não conseguia resistir aos beijos de Sookie. Ainda sentada no colo dele, ela tirou a babylook e depois tirou a camisa e a camiseta que ele vestia. As mãos calejadas do caçador, passeavam pelas costas macias da garçonete, enquanto se beijavam. Dean a pegou no colo e a levou para o quarto. Lá, a colocou levemente na cama, parou e ficou passando a mão no rosto dela.
- O que foi, Dean? — ela se esforçava para não ouvir os pensamentos dele.
Ele até esboçou que ia falar algo, mas desistiu.
- Nada — e logo depois a beijou.
Dean começou a beijar o pescoço, o colo, a barriga até chegar no shorts dela. Abriu o botão, o zíper e tirou o shorts. O caçador estava diferente, mais sério e minucioso. Ficou de pé e se livrou do resto de roupa que sobrava, enquanto ela se livrava do sutiã. Ele se ajoelhou na cama e começou a tirar a calcinha dela. Um silêncio profundo tomava conta da casa, parecia que até os grilos estavam quietos naquela madrugada. Sookie sentia dentro dela, que aquele momento era especial e sentiu seu coração disparar como na primeira vez dos dois. Quando o corpo dele se apoiou no dela, ela sentiu o tempo parar, a única coisa que importava era ele e agora tinha certeza: ela o amava mais do que tudo. Aqueles olhos verdes misteriosos, a hipnotizavam, sentiu as mãos dele chegarem nas pernas dela, sentiu elas sendo puxadas, e quando ele penetrou, ela gemeu baixinho. Os corpos se encaixaram perfeitamente e a respiração de ambos, entrou no mesmo ritmo. Eles não falavam nada, não era preciso, eles já se conheciam muito bem. Dean afastou um pouco o corpo, tanto que as barrigas mal se encostavam. O movimento foi ficando mais rápido, a respiração mais ofegante e os gemidos mais altos. Quando Sookie atingiu o clímax, arranhou as costas dele. Poucos segundos depois, foi a vez dele, que deu um gemido mais alto e depois deitou a cabeça no colo dela. O casal ficou daquele jeito por alguns minutos. Ele começou a chorar calado e ela sentiu as lágrimas dele encostando na pele dela.
- Você está chorando?
Na hora ele se levantou, passou as mãos no rosto e foi para a janela. Preocupada, ela se levantou e o abraçou por trás.
- Dean, não precisa se preocupar com o que aconteceu hoje, passou, nós vamos ficar bem. Vem dormir, hum?!
Ainda sem falar nada, ele voltou para cama e os dois dormiram abraçados. No outro dia, Dean continuava estranho, estava mais quieto. A tarde, enquanto Sookie trabalhava, Sam apareceu para falar com o irmão.
- E aí, tudo bem?
- Não.
- Dean, eu não sei explicar como voltei. É sério!
- Tá, eu acredito. Estou preocupado com outras coisas.
- A Sookie, não é?
- É. Agora os demônios já sabem dela. Eu só queria paz, só isso! Viver tranqüilamente com ela.
- Mas você sabe que nada é fácil e tranqüilo para um Winchester.
- Deve ser uma maldição e a Sookie não merece isso. Não merece apanhar de demônio, ela não merece.
- Você sabe o que tem que fazer, né?
- Sim, eu sei — disse Dean após um longo suspiro,
Já na hora de ir embora do Merlotte's, Sookie recebeu uma mensagem de celular do Dean.
- Bom gente, eu vou indo, o Dean me mandou uma mensagem falando para eu ir para casa.
- Hum… vai ter surpresa hoje! — brincou Lafayette.
Todos riram e ela foi embora. Quando chegou em casa, chamou por Dean, mas não obteve resposta.
- Para vai, Dean! Aparece!
Subiu as escadas e foi até o quarto. Na cama uma rosa com um bilhete.
"Sookie,
eu juro que tentei ter uma vida normal, mas eu tenho essa coisa, essa maldição e eu sei que nunca terei paz.
Mas você merece paz, uma família normal e não um namorado que pode ser assassinado por um demônio a qualquer hora. Quero que você saiba que todas as vezes que eu me imaginei feliz, eu me imaginei com você! E eu fui fraco e não tive coragem de te dizer, mas eu te amo… sim, eu te amo. Estou te deixando
porque eu te amo e quero a sua segurança. Espero que você entenda o meu ato.
Dean Winchester"
Quando terminou de ler, já estava aos prantos, não conseguia acreditar que ele tinha realmente ido embora.
- Não, não é verdade!
Desceu correndo as escadas, chamando por Dean, e nada, nem uma camisa dele. Saiu da casa, procurou o carro dele, mas nada, era verdade ele tinha ido embora. A dor e o desespero tomou conta dela, que ajoelhada no chão e agarrada ao bilhete, chorava.
- Não Dean! Nããããoooo!
Fale com o autor