Dean Conhece Sookie
23 Castiel, o anjo da guarda.
Notas iniciais
Dean ficou ansioso com a demora da resposta de Sookie.
- E então?
- Mas é claro que eu aceito!
Sorridentes, os dois se abraçaram. Dean colocou o anel do dedo de Sookie, que estava muito feliz.
- Que anel lindo! Mas Dean, de onde você tirou dinheiro para pagar? Ele parece bem caro!
- Eu tinha minhas economias! Fique tranqüila!
- Bom, assim eu fico mais calma!
Os dois começaram a se beijar, o clima foi ficando mais quente, e quando eles já estavam se despindo, John começou a chorar.
- Ah não John, agora não! — disse Dean.
- Desculpa! Eu tenho que ir lá! Os dentes dele estão crescendo… tadinho, dói bastante!
- Tudo bem!
- Nós vamos ter tempo para comemorar depois! — disse ela dando um beijo nele e se levantando.
Realmente, os dentes estavam incomodando John, que normalmente era um bebê tranqüilo. Sookie o pegou no colo, sentou numa poltrona e o acalmou. Ela percebeu que ele estava com uma leve febre, pegou um remédio na cômoda ao lado da poltrona e deu para ele. Ficou até ele conseguir dormir novamente, quando voltou ao quarto, Dean já estava dormindo. Devagarinho e sem fazer barulho, ela se deitou na cama e abraçou o futuro marido. Não conseguia acreditar no momento que estava vivendo, estava tudo tão bem, que ela tinha até medo de que tudo aquilo fosse um sonho, mas se fosse, com certeza ela não queria acordar. No outro dia, no Merlotte's, Sookie não se agüentava de tanta felicidade! Fazia questão de mostrar o lindo anel de noivado e de dizer que ia virar uma Winchester, muitos ficaram felizes por ela, já outros — mulheres solteronas! — ficaram com inveja. Enquanto isso, Dean recebia um telefonema de Bobby avisando que Sam estava cada vez mais estranho e perigoso. Ele sabia que tinha que fazer alguma coisa pelo irmão, não ia conseguir casar e viver em paz, antes de salvar o seu irmão.
- Mas Bobby, eu não sei o que fazer! — dizia ele no telefone — Meu filho já está com quase 9 meses, eu vou casar, é tanta coisa na minha cabeça! Tá… eu sei! Qualquer coisa prende ele no quarto! Tá, entendi, eu vou pensar em alguma coisa! Ok, tchau.
Sookie chegou do trabalho e só pegou o final da conversa.
- O que foi, Dean?
- Era o Bobby. Ele disse que o Sam está estranho.Eu preciso fazer alguma coisa.
- Eu entendo! Mas tenha cuidado, não vá fazer nenhuma loucura!
- Eu sei. Eu tenho vocês agora! — disse ele olhando para a noiva e para o filho.
Dias, semanas e um mês passou. Todos os dias Bobby ligava para falar de Sam e às vezes Castiel aparecia. Certa noite, enquanto Sookie arrumava John para dormir, Dean apareceu no quarto.
- Ele já está dormindo?
- Quase, está quase fechando os olhos.
Os dois beijaram o filho, deram boa noite e foram para o quarto.
- Você está estranho — disse ela.
- Eu estou sim.
- Fala, não quero ouvir seus pensamentos.
- Eu preciso salvar o meu irmão.
- Você já sabe o que fazer?
- Sim.
- E o que é?
- É muito perigoso, nem sei se vai dar certo, mas eu preciso tentar.
- Você não vai me contar, não é?
- Não. Se eu te contar, você vai me impedir. Mas eu preciso tentar pelo meu irmão.
- Entendi.
- Eu vou ficar um tempo fora, mas eu juro que eu volto! — disse ele pegando as mãos dela.
- Eu sei que você vai voltar. Mas por favor, volte vivo!
- Pode deixar!
- Pense no John, por favor.
- Eu não vou parar de pensar em vocês.
Os dois estavam emocionados e quase chorando. Ela sentia que ele ia fazer algo arriscado, mas não queria pensar naquilo, queria pensar que ele ia voltar vivo e inteiro para se casar com ela.
- Você acha que vai demorar muito?
- Não sei, espero que não.
- Volte antes do aniversario de 1 ano do John, por favor!
- Eu vou fazer o possível!
O casal se abraçou e ficou daquele jeito por uns segundos. Os dois se afastaram e ficaram de olhando, até que ela tomou a iniciativa e o beijou. Ambos estavam segurando o choro, mas algumas lágrimas escapavam e deixavam o beijo com um gosto salgado. Existia uma certa tristeza entre os dois, mas não o suficiente para acabar com atração que um sentia pelo outro. Eles sentiram que aquilo era algo a mais, era especial, era amor, não era simplesmente sexo. Não havia pressa, se livraram das peças de roupa, lentamente, se beijavam e se tocavam, delicadamente. Era um verdadeiro encontro de almas. Dean garantiu que a amada estava confortável na cama, a abraçou bem forte e penetrou. Ela fechou os olhos e deu um suspiro. Enquanto transavam, ele era carinhoso, acariciando os cabelos dela, beijando levemente o rosto e os lábios. O movimento foi ficando mais intenso, os dois começaram a suar e a gemer mais alto. Ela dizia o nome dele repetidamente e ele mantinha o contato visual. A luz da Lua que entrava pela janela, iluminava os olhos verdes de Dean, que estavam marejados, mas ele se segurava para não chorar. No fundo, ele sabia que o seu plano poderia dar errado e que nunca mais a veria. Os dois já estavam perto do clímax, quando ele deitou o seu corpo no dela, e sentiu os braços dela o envolvendo completamente. Após aquela onda incrível de prazer, ficaram abraçados daquele jeito por uns minutos.
- Eu te amo tanto, Dean — sussurrou ela.
- Eu também te amo, Sookie.
A cabeça dele estava apoiada no colo dela e ela passava a mão nos cabelos dele. Sentiu uma forte vontade de chorar, não conseguiu segurar. Ele sentiu a respiração dela ficar ofegante.
- Eu vou voltar, eu não vou deixar você e o John — disse ele levantando a cabeça.
Dean enxugou as lágrimas dela com as mãos, abraçou-a e dormiram juntos, como um ato de despedida. No outro dia bem cedo, Sookie acordou com Dean arrumando suas coisas.
- Você já vai?
- Melhor, quero resolver logo isso.
Ela vestiu um robe e se levantou.
- Eu te ajudo.
Os dois terminaram de arrumar a mala dele, saíram do quarto e foram até o quarto de John que ainda dormia tranqüilamente no berço.
- Ah meu filho, seu pai tem que ajudar o seu tio! Mas eu volto, eu juro! — disse ele passando a mão levemente no rosto do bebê.
Desceram até a cozinha.
- Quer que eu faça alguma coisa para você comer? — perguntou ela.
- Não precisa! Nem estou com muita fome.
- Eu não sei o que você quer fazer, mas tenha cuidado, por favor
- Eu vou! Eu volto e antes do aniversário do John!
Os dois se beijaram e foram até o carro. Ele guardou as coisas no porta malas e antes de entrar no carro, beijou Sookie novamente.
- Eu volto! Qualquer coisa me liga! — disse ele.
- Pode deixar! Cuidado! Te amo!
- Te amo! Tchau!
- Tchau!
Quando o carro sumiu, Sookie sentiu um aperto no coração, e ela nem fazia ideia de que o plano dele de salvar Sam, envolvia falar com a Morte. Mas era melhor não saber, senão o medo seria maior. Ela voltou para casa triste, mas tinha que ser forte por John. De noite, ela foi até o Merlotte's com John, para falar com Sam.
- Oi Sam.
- Oi Sookie, oi John! O que foi?
- Desculpa, mas eu vou ter que me afastar por um tempo.
- Por que?
- O Dean teve que resolver uma coisa e eu fiquei sozinha em casa com o John.
- Arranja uma babá para ele!
- Não, não posso. Ainda mais depois do seqüestro dele, não, Deus me livre! Não confio em ninguém!
- Ah Sookie!
- Desculpa, Sam! Se você quiser me despedir, eu vou entender!
- Não, tudo bem vai! Por quanto tempo o Dean vai ficar longe?
- Não sei.
- Ah… tá bom! Vou fazer isso pelo John!
- Obrigada, obrigada mesmo!
Sookie não havia percebido, mas Bill estava no bar e ouviu tudo. Jessica foi até a mesa do vampiro.
- O que você está fazendo aqui?
- Uma garrafa de Tru Blood O positivo.
- Tá, já volto.
Ele viu Sookie sair com John, se levantou e foi atrás. Quando Jessica voltou com o sangue sintético, não o encontrou. Sookie estava distraída no quarto de John, trocando o filho e conversando com ele.
- Eu tenho certeza que seu pai vai conseguir a alma do seu tio Sam! Pronto! Agora sim, limpinho e cheiroso!
Após colocar o filho do berço, ela viu Bill parado na porta do quarto.
- Que merda! Mas que susto! O que você está fazendo aqui?
- Senti saudades.
- Mas eu não tinha te mandado embora da minha casa?
- Quando você se machucou e eu te salvei, a Tara me convidou para entrar de novo.
- Droga! Olha Bill, eu não quero briga, gritaria, nada! Não quero assustar o meu filho, então me faça o favor de ir embora!
- Claro, mas antes eu preciso fazer uma coisa!
Rapidamente, Bill a atacou e mordeu seu pescoço. Sookie tentava se livrar dos braços do vampiro, mas se sentia fraca.
- Ah, como o seu sangue é bom! — disse ele e depois mordendo de novo o pescoço da garçonete.
Sookie não queria gritar para não assustar o filho, enquanto ela apertava os lábios, lágrimas caíam. Poucos segundos depois, ela desmaiou e ele a jogou no chão. Bill foi na direção do berço.
- Hum… se o sangue da sua mãe é bom, imagina o seu!
Quando ele já estava quase pegando John no colo, Castiel apareceu e o jogou para fora do quarto.
- Saia daqui — disse o anjo.
- Quem é você?
- Não te interessa.
Castiel pegou Bill pelo colarinho e o jogou escada a baixo. Assustado, o vampiro sumiu. De volta ao quarto, o anjo viu Sookie caída no chão.
- Sookie? Droga, o Dean não vai gostar disso.
Enquanto isso, longe dali, Dean estava se preparando para falar com a Morte e pegar a alma do irmão de volta.
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