Deadly Sins Profile
1 Arquivo 1.1 - Luxúria - O Prisioneiro - Parte 1
A frente de uma mesa de madeira, um homem velho abriu um grande livro magnífico. Este estava dentro de uma casa de madeira onde brilhava apenas uma pequena lareira a frente da mesa. Logo do lado e a frente de um homem de capuz negro, com grandes barbas brancas, estavam oito crianças, três meninos e quatro meninas, ambos vestidos com roupas meio rasgadas e desgastadas, eram pobres. O homem velho, então, começou a ler a primeira página do livro.
Homem– Dizem que entre o céu e o inferno há uma área onde cada raça guerreia pelo seu território, sejam demônios ou anjos. Terra, onde completamente poderíamos chamar de Terra da Batalha, onde as espécies do Inferno e as espécies do Céu poderiam guerrear sem danificar seus belos reinos. Essa terra, dominada pelos humanos, uma raça inferior aos Anjos e Demônios, era constantemente flagelada pela ira das guerras “Santas” que ocorriam e, sempre que podiam os Anjos e os Demônios ao invés de lutarem com suas próprias mãos, recrutavam humanos para integrar seus exércitos e, eram esses apenas esses, que morriam em batalha, tudo isso para conquistar apenas um território. Porém, havia um ser, que não era só apenas um demônio, mas um anjo e também homem, um Hybridrus Trimegistus, filho do Imperador Demônio e pai de todos os outros demônios, Lúcifer.
Uma menina loira levantou o braço.
Menina – Mas, Lúcifer não era um anjo, como ele pode ser um demônio se ele é um anjo caído.
Homem – Eis que está a questão, Alba. Lucifer era e ainda é um anjo, porém, também um demônio.
Um menino de cabelos negros curtos levantou a mão e respondeu rapidamente.
Menino – Hybridus Duomegistus.
Homem – Exatamente, Lépido. Porém, isso é apenas um titulo. Este ser Trimegistus que falo não é por que possui três espécies dentro de si que será mais poderoso que qualquer um.
O mesmo menino levantou a mão.
Lépido – O mais poderoso de todos os seres seria o grande pai, El, certo?
Homem – Nem tanto.
Manoela – Como assim?
Homem – Vou lhes explicar primeiramente como tudo começou e no fim da história, vocês por fim entenderão por que El não é tão poderoso assim, vou lhes dizer suas origens, mas, vocês terão que ter muita paciência para ouvir e para entender.
As crianças levantaram um sorriso e o homem se sentou em uma grande cadeira bem em frente da lareira, o livro em suas mãos já estava aberto, porém, mesmo assim ele virou o livro e mostrou seu titulo.
Homem – Sejam bem vindos ao Deadly Sins Profile. Tudo começou quando...
...
Em um grande campo de batalha, dois exércitos estavam lutando ferozmente. Do lado direito, guerreiros com armaduras prateadas e bem polidas, espadas e escudos, do outro lado, guerreiros com armaduras negras, rachadas, porém muito poderosas e cada guerreiro possuía dois armamentos, ao invés de um escudo, um machado e espada. O lugar era bem desértico, mas, de longe dava para se ver uma pequena cidade de características medievais.
A luta já estava acabando, e suas forças eram igualadas, quando os dois últimos homens de cada exército atritaram suas espadas, ambas foram se deslizando até ambas acertarem o inimigo causando um corte em cada guerreiro no meio do peito, ambos caíram em seguida com olhos arregaladas, logo desfaleceram.
Os exércitos já estavam todos caídos de cada lado, não havia vencedores. Logo de cada lado apareceram dois cavaleiros, do lado direito chegou um guerreiro em um cavalo branco, usando uma armadura dourada e muito brilhante, do lado esquerdo chegou outro cavaleiro montado em um cavalo negro, usava uma armadura meio escarlate com traços negros e vários espinhos em suas ombreiras. Ambos chegaram acompanhados com guerreiros de mesmo aspecto de cada, mas esses, aspiravam a Generais.
Cavaleiro Dourado – Parece que demoraremos para decidir que tomará esta área, não é? Mortfer.
Mortfer – (risos falsos) – Exatamente, Anael, porém, esta foi mais demorada e divertida, os humanos estão ficando mais fortes.
Anael – É de se esperar que um demônio como você goste de uma carnificina.
Mortfer – Parece que não sou o único.
Anael – Eu não gosto.
Mortfer – Então por que recruta humanos para lutarem ao invés dos próprios Anjos, já que vocês não gostam de carnificina.
Anael – Existe um plano maior, um plano acima de nós todos, eles luatm em nosso nome, morrem em nosso nome, mas, é deles o reino dos céus...
Mortfer – E blá blá blá. Se fosse um plano maior já teríamos decidido isso com nossas próprias mãos, mas não, tudo com vocês, anjos filhinhos do papai é, “tudo um plano maior”, me poupe, vocês como todos nós, demônios não ligam para fétidos humanos.
Anael retirou sua espada a apontando contra Mortfer.
Anael – Dobre sua língua quando for nos comparar a seres imundos como vocês.
Mortfer – Ai que meda... (risos histéricos)
Todos os outros guerreiros que seguiam Mortfer também começaram a rir.
Anael levantou sua espada e avançou contra Mortfer quando o mesmo rapidamente retirou sua espada negra e ambas se chocaram formando onde se chocavam fogo ao invés de simples fagulhas.
Mortfer – Você está prestes a iniciar uma guerra sem fim.
Anael – Mesmo usando os humanos nossa guerra ainda não teve um êxito.
Anael e Morfer recuaram suas espadas e foram mais para trás.
Do nada, se teve uma voz ao longe, calma e serena, porém, para os que conseguissem ouvir melhor do que ninguém sentiria autoridade naquela voz.
??? – As duas meninas, sempre brigando por coisas fúteis...
Mortfer junto de Anael olhou para o lado onde viram um homem alto, um pouco magro, corpo forte, cabelos negros longos com várias mechas brancas. Usava ao invés de uma armadura completa, apenas o braço de uma, seu direito, e nesse braço o mesmo segurava uma espada. Usava uma túnica branca cruzando pelo seu peito onde mostrava um pouco do seu peitoral, usava também uma calça, seguida de um saião aberto na frente, dando a impressão que se usava um sobretudo.
Mortfer – Você? Assassino de demônios.
Anael – E anjos.
Mortfer – Kedar Egoferum.
Kedar – Parece que já me conhecem.
Mortfer – Sua fama é popular entre os demônios e os anjos. Assassino.
Kedar – Eu, assassino? Eu tento proteger aos humanos, minha família, uma raça que vocês ousam flagelar.
Anael – Devo considerar que você não é apenas um humano...
Kedar – A mesma história de sempre, “Você não é só humano, é anjo e demônio também”. Cansei disso sabe, não tenho culpa de ter o pai que tenho.
Mortfer – Não fale assim do papai.
Kedar – (risos) – Dane-se ele, por causa dele, minha mãe morreu e eu não hesitaria em matá-lo.
Mortfer e Anael ironicamente começaram a rir juntos.
Mortfer – matá-lo? Você pode ser um Trimegistus, mas, papai tem mais experiência de batalha que qualquer um aqui, além do mais, ele só pode ser morto por um ser...
Kedar – O vovô El?
Anael – Olha o que você vai falar...
Kedar – Ele é apenas um velho caquético que não liga para ninguém, deixando sua própria família lutar...
Anael – Existe um plano ma...
Kedar – Morra ele e esse seu plano maior. Cansei de ver carnificina, está na hora de derramar o sangue dos generais.
Mortfer e seus soldados levantaram suas espadas e machados.
Anael e seus soldados levantam seus escudos e espadas.
Anael – Paladinos, não o poupem, matem-no com suas forças.
Os Paladinos foram em seus cavalos brancos em direção de Kedar.
Mortfer – O mesmo para vocês, Cães do Inferno. Vão e tragam-me a cabeça desse insolente.
Os guerreiros em cavalos brancos foram com seus machados e espadas.
Paladinos – Haaaaaaaaaaaaarrrrrrrrr.
Os paladinos chegaram primeiro contra Kedar, este lançando sua espada perfurando o que vinha mais a frente no peito e fazendo-o voar para trás acertando outros dois paladinos contra ele, estavam em maior numero, dez.
Kedar avançou de mãos nuas contra outros dois que vinham.
Kedar – Só falta sete.
Kedar pulou contra os cavaleiros outros dois Paladinos os chutando. De repente, Kedar levantou sua mão e a sua espada que estava perfurando um dos Paladinos Angelicais de Anael voltou para sua mão.
Kedar – Ego te Executo.
O primeiro paladino que foi perfurado começou a tremer e virar pó, deixando apenas sua armadura, seguido depois de uma forte luz.
Anael – Maldito. Ele usa uma “Madre” para nos matar. Onde será que ele conseguiu uma tecnologia desse porte?
Kedar – Tenho os meus contatos, titio Anael.
Dois dos Paladinos caídos se levantaram e suas espadas começaram a pegar fogo.
Kedar – Hum.
Os dois lançaram as espadas em chamas contra Kedar que apenas levantou a sua mão e as espadas foram sumindo lentamente.
Paladino – O que foi isso?
Logo depois da pergunta do Paladino as espadas em chamas dos Paladinos foram aparecendo atrás de cada um.
Anael – Cuidado!
Já era tarde demais. As espadas em chamas já tinham atingido os dois Paladinos, fazendo uma enorme Luz aparecer, restando depois do clarão apenas as armaduras.
Kedar – Faltam sete literalmente.
Em seguida chegou a horda de Cães do Inferno com 5 no total, empunhando seus machados e espadas, controlando seus cavalos sem as mãos.
Kedar – Mas, realmente esses generais gostam de brincar de Xadrez. Peões primeiro. Porém, vai ser fácil dar um cheque mate.
Os cães do Inferno chegaram violentamente.
Kedar – Vai ser fácil. Incrivelmente, fácil.
Kedar apontou a espada contra eles e cortou o ar a frente.
Kedar – IGNIS...
Mortfer arregalou os olhos e deu um grito.
Mortfer – RECUAR!
Já era tarde, o vazio que Kedar abriu com a espada começou a criar um espaço em chamas.
Kedar – MADRE!
O fogo se formou e consumiu todos os Cães do Inferno de uma vez, não restando nada, apenas os cavalos sem seus Montadores.
Anael – Poderes de Demônios para matar Anjos, poderes de Anjos para matar Demônios. Nunca tinha encarado um ser desse porte, a não ser meu próprio irmão.
Os outros Paladinos que ainda estavam em seus cavalos, cujo eram cinco estavam parados imóveis, enquanto outros dois estavam ainda no chão.
Kedar começou a girar sua espada, depois se ajoelhou crvando a no chão, formando um circulo, onde todos os outros paladinos estavam dentro e Kedar no meio.
Kedar – Matar anjos, nada mais desagradável.
Anael – Kedar, não, nós recuaremos, não queremos mais brigas, pare, por favor.
Kedar – Agora que comecei, não posso parar.
Anael – Paladinos saiam de dentro do circulo.
Mortfer – O Golpe de um demônio mais poderoso, se esta no circulo, não se pode sair.
O circulo que tinha se formando possuía chamas negras, depois, Kedar se levantou deixando sua espada cravada no chão, onde esta começou a pegar fogo, um fogo negro.
Kedar – “Permita-me flagelar todos aqueles que estão contra o poder das trevas...”
Mortfer – O Encantamento.
Anael pegou seu cavalo e foi em direção do circulo e dos paladinos com uma grande velocidade, segurando sua espada e escudo.
Kedar – “Permita-me destruir aqueles que se impõem contra a verdadeira evolução. Sétimo estágio Mortal.”
Anael chegou ao circulo e entrou dentro levantando sua espada chegando perto de Kedar.
Kedar – Tache Noire!
A espada brandiu em chamas negras, lançando contra todos os lados um circulo negro, acertando Anael e os Paladinos, o circulo foi se estendendo quando Kedar se ajoelhou com apenas um joelho e segurou sua espada. O circulo começou a retornar, ficando pequeno, depois, Kedar retirou sua espada. Quando a onda escura cessou, Kedar olhou e só havia ao longe Mortfer imóvel e a sua frente Anael com sua armadura quebrada, revelando seus cabelos longos e negros, este estava caído.
Kedar – Tache Noire não surte tanto efeito contra arcanjos.
Kedar olhou friamente para Mortfer, onde este virou seu cavalo negro e começou a recuar e fugir completamente. Kedar riu e levantou sua espada como se fosse uma lança e a jogou, esta, indo em alta velocidade contra Mortfer.
Kedar – Lança da Castidade.
Kedar fechou a mão que usara para lançar a espada. A espada indo em direção de Mortfer perdeu sua forma de espada ganhando a forma de uma lança prateada perfurando Mortfer e fazendo este cair e entrar em chamas.
Mortfer – Haaaaaaaaaaaarrrrrrrrrgggggggg.
Uma explosão ocorreu fazendo Mortfer se desintegrar.
Do nada a espada de Kedar surgiu em sua mão magicamente, este levantando sua espada contra Anael.
Kedar – Em pensar que, vocês se acham os poderosos. Um contra mais de dez guerreiros foi humilhante.
Anael – Tenha piedade.
Kedar – Vocês não tiveram piedade contra a raça humana em suas guerras.
Anael fechou os olhos quando Kedar veio com a espada em sua direção.
Uma voz entoou no fundo.
??? – Já chega!
Kedar parou e olhou para trás.
Kedar – Que droga.
Anael olhou com um grande sorriso para o Guerreiro que vinha em direção, montado em um alazão Branco, usando uma armadura Prateada com detalhes de diamantes, segurando seu elmo na mão e sua espada em outra.
Anael – Irmão Gabriel.
Kedar – Só me faltava essa.
Gabriel – Por atentados contra os anjos, Kedar Egoferum, você esta preso.
Kedar – Você e mais quantos irão me prender?
De uma enorme névoa atrás de Gabriel saiu mais de mil Paladinos com suas espadas e Escudos prontos para lutar.
Kedar – É! Não tenho outra escolha.
Kedar jogou sua espada no chão, em seguida de dois Paladinos vindos para acorrentá-lo.
Gabriel – Seus crimes contra os anjos terminam aqui.
THE END
Notas finais
Kedar recebe uma missão para liberta-lo da prisão dos Anjos. Perdendo parte dos seus poderes demoniacos, os Anjos o ordenam a buscar sete reliquias Divinas, chamadas Arquivos onde são guardadas por sete demônios.
Notas Bônus:
Kedar - Do Hebraico, Escuro, escuridão.
Mortfer - Do latin, uma palavra fundida entre as palavras Mortem (morte) e Fer/Ferum (Portador, aquele que trás)
Tache Noire - Significa literalmente Ponto Escuro.
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