Deadly Games

20 Você precisa achar outra forma


Notas iniciais
Hey cerejinhas, boa leitura!

POV- Annabeth

Os dias estavam se passando em uma velocidade incrível e o indicie de coisas paranormais ou estranhas estava nulo em toda a cidade nos últimos dias, o que era muito estranho. Percy estava no meu lado bebendo café e ele mexia na tela, a investigação em cima da Hazel e dos irmãos dela ainda existia, mas claro que eles não eram os únicos a serem investigados.

A dificuldade de nos encontramos era gigante, mas o bom era que cada dia que se passava nos dávamos melhor, já estávamos até nos chamando pelo primeiro nome, só que as vezes nos estranhávamos, principalmente a Thals e o Percy e era quase sempre quando se tratava dos pais deles, porque apesar de ambos estarem putos com os mesmos ainda eram os pais deles, e eles ainda os defendiam quando alguém, normalmente a Thalia, falava merda.

— Percy, me ajuda com as caixas lá fora. — Thalia gritou da porta de entrada.

Percy se levantou e foi com a mesma pegar as caixas, Percy tinha conseguido algumas coisas antigas no lado dele, e estavam no carro, e todos nós estávamos com preguiça demais para ir busca-las.

Não nos leve a mal ok, os dias estão cada vez mais difíceis, porque não é pelo fato de estarmos em outra área que tínhamos parado de treinar na nossa, pois afinal ninguém sabia que estávamos unidos, logo tínhamos os treinos exagerados de Zeus, interrogatórios, pesquisas, sem falar da escola e nosso único tempo livre que normalmente era a madrugada estávamos entulhados fazendo nossas próprias pesquisas.

A possibilidade de que pudéssemos ser descobertos só nos fazia nos preparar mais, a casa estava propriamente preparada para que caso isso acontecesse tivéssemos proteção, pois querendo ou não isso seria considerado traição, o que era uma grande merda.

POV- Percy

Depois de trazer as caixas para dentro fiquei conversando com a Annabeth, a loira era bem legal assim como a Thalia, mas o medo de algum de nós dois falar algo que gere uma briga era gigante. Mas com a Anne, como ela preferia ser chamada, tinha bem menos medo de falar, já que as opiniões dela eram bem menos orgulhosas, logo se um de nós começássemos a falar algo e o outro descordasse ela teria a capacidade de assumir que o ponto de vista do outro estava certo e não tinha o orgulho imperando ao falar isso.

Tinha descoberto que a mesma era californiana, ela tinha se mudado para a cidade em busca de algo mais tranquilo, porém a cidade estava um caos por causa que ainda não existia a divisão definida de território e o pai dela tinha morrido no meio do processo.

Sua mãe entrou para a caçada porque Zeus tinha feito faculdade com a mesma e ele a ajudou quando ela precisou, a garota então cresceu dentro da casa dos Grace e já nasceu daquele lado, mas ela tinha uma mente aberta e ela me disse que quando o acordo sugerido pelo meu pai foi feito por minha insistência, ela tinha convencido Zeus a aceitar o acordo.

— Então loira? — Disse me sentando ao seu lado no sofá, ela tinha uma prancheta em mãos e a analisava atentamente.

— Estou achando estranho, os índices caíram do nada, não tem nenhuma explicação lógica.- Ela disse prendendo o cabelo no coque e sem se dar o trabalho de me olhar.

Thalia entrou na sala com três latas de refrigerante em mãos, entregando uma para cada um, era em torno de quatro e meia da manhã e por ser sábado tínhamos mais tempo, porém isso não signifique que estejamos mais dispostos.

Thalia deitou no sofá apoiando a cabeça no meu ombro e as pernas na cocha da Anne, eu acho cada vez mais que não via motivo para brigarmos, mas sempre acontecia algo que acabávamos entrando em uma discursão boba.

— Eu to com sono. — Thalia disse e eu ri.

— Vai dormir.- Disse.

Ela se levantou e foi para um dos quarto que tínhamos preparado para isso e por fim ficando apenas eu a Annabeth na sala, ela estava incrivelmente envolvida na pesquisa querendo saber o que fazer com as mesmas, peguei um dos papeis e comecei a analisar, mas realmente não tinha nada que explicasse o porquê daquilo ter acontecido.

Annabeth surtou, tipo do nada ela pegou a prancheta e jogou no chão soltou um grito abafado pela almofada.

— Você tá bem? — Perguntei surpreso com o ato.

— Bem? Bem? Você chama o fracasso de bom? Estou aqui desde duas horas olhando para as mesmas pesquisas e nenhuma relação do porque tudo parou do nada surgiu.- Ela gritou estressada.

— Calma Anne...

— Não me manda ficar calma seu energúmeno.

— Epa. — Falei surpreso já elevando meu tom de voz.

— Olha eu não estou acostumada a fracassar entenda isso, se você é um acéfalo e está acostumado com o mesmo não é culpa minha.

— Acho que você precisa parar de agir igual uma menininha mimada e começar a entender que com os erros se aprende e não fica se dando chilique pelos mesmos.- Disse irritado, eu as vezes era lerdo, mas não burro.

— Seu idiota, pare de ficar me dando lição de moral.

— Pare de falar que eu sou burro ou idiota, porque eu não sou.

— Claro, então que tal me ajudar com isso.- Ela disse claramente irritada.

— Eu estou tentando Chase, mas eu tenho as mesmas informações que você.

— Exatamente seu idiot....

Não deixei ela terminar a frase, a taquei no chão em um movimento rápido, fazendo ela soltar um pequeno grito, já que ela estava falando quando eu a derrubei, me joguei em cima dela a prendendo no chão.

— Parou Chase, aceite que você quer ser uma sabe tudo, mas essa ainda não é a realidade que você se encontra, então só aceite que vai ter coisas que você não vai conseguir descobrir e que a mistérios que a grande mente de Annabeth Chase não vai conseguir desvendar.- Disse enquanto a mantinha presa.

Estava sentado em seu quadril e prendia suas mãos em cima do seu corpo, ela me olhava irritada, como se as pessoas não tivessem o costume de falar para ela que ela não sabia de algo e pelo jeito que ela estava irritadinha ela realmente não deve encontrar muitos mistérios que não foram respondidos.

— Me solta Jackson. — Ela disse mais calma, mas sua voz demonstrava raiva.

— Porque? — Perguntei rindo, queria uma resposta.

— Tenho que pesquisar.

— Anne você já tem todos os dados, não temos a informação, teremos que descobrir depois.

— Pare de falar como se eu fosse lerda Perseu, eu sei de tudo isso, acha que eu não sei que tenho que aprender com os erros, que não tem uma resposta nessas folhas e que tem muitos mistérios que eu não sei resolver, mas eu preciso desestressar Percy e o meu jeito é descontando a raiva.

— Mas isso é inútil, então precisa achar outro jeito.- Disse a encarando nos olhos.

— Jura Jackson? O que me sugere?

Por impulso olhei a sua boca, claro que eu não tinha pensando em quão tarado isso soaria, mas depois de dito a possibilidade surgiu em minha mente meio que sem querer. Ela corou e pensei em me aproximar, mas nesse momento escutei os passos da Thalia e ela disse.

— Vocês me mandam dormir para se pegar, então tentem me manter dormindo pelo menos.

— Não estamos nos pegando. — Disse soltando as mãos dela, mas me sentando completamente em cima do seu quadril.

— Tá claro. — Ela disse revirando os olhos e voltando para o andar de cima.

Annabeth se sentou me deixando próximo de seu rosto novamente e ela ia falar algo, mas fiz o que queria fazer, nunca fui do tipo que fica enrolando.

Levei minhas mãos aos cabelos dela e a puxei para mim colando nossos lábios e pedindo passagem que ela cedeu imediatamente. O beijo era calmo, como se nada importasse e apenas aquele momento.

Notas finais
Não tenho muitas perguntas esse capítulo. O que acharam? Percy e Annabeth? Notamos que o Percy tem atitude não é. E esse trio, acham que vai longe ou não? O que querem que aconteça daqui para frente? Beijos