Deadly Games
29 Pessoas matam pessoas
Notas iniciais
POV- Thalia
Me sentei no banco na parte de trais do pátio, pessoas andava de um lado para o outro com seus grupinhos de amigos e eu apenas queria relaxar, o dia tinha passado de modo horrível, tinha discutido com meu pai hoje de manhã, Ares estava de mal humor e ficou a manhã inteira socando o saco de box na sala, Afrodite estava fazendo a unha e aquele cheiro de esmalte ficou impregnando no meu nariz e a escola era insuportável e não podemos esquecer que está calor par cassete.
Nico se sentou no meu lado e eu deitei a cabeça no ombro dele, o mesmo segurou a minha mão sem falar nada. As pessoas nos olhavam estranho, como se não entendesse como ele podia falar comigo e com as irmãs do outro lado, mas era simples ele não tinha sede de vingança, não tinha nenhum grande motivo para ter que escolher um lado então ele conseguia falar com os dois.
— Você tá bem? — Ele perguntou e eu neguei.
— Meu dia está péssimo.
Respirei fundo e ele me deu um selinho o que me fez rir, balancei a cabeça e ele passou o braço em volta do meu ombro me puxando mais para ele e me beijou. Gostava da tranquilidade que o Di Ângelo me passava, eu conseguia me sentir leve, tranquila, como se eu não precisasse estar em alerta para um monstro me atacar, mesmo sabendo que ele não poderia fazer nada.
POV- Percy
Fui para a sede do campo neutro, não precisava assistir aula, para falar a verdade eu não queria assistir aula, então simplesmente decidi matar a mesma. Assim que entrei lá vi a Annabeth sentada em frente a uma mesa olhando uns papeis.
— O que aconteceu para você ser esfaqueada? — Perguntei colocando os braços na cadeira atrás dela.
— Longa história.- Ela comentou virando a página.
— Estou disposto a ouvir.- Disse e ela revirou os olhos e começou a me contar.
Depois que ela falou tudo que tinha que falar eu assenti e comecei a ajudar ela a pesquisar sobre o ocorrido do dia anterior.
...
Estava sentado no sofá, a Anne estava com a cabeça na minha perna lendo e eu lia umas páginas dos registros de ontem, quando tudo tinha ficado simplesmente louco, e esse sistema também deu pane, ou seja, não foi ninguém hiper mega sinistro que invadiu o sistema, porque ninguém sabia que esse lugar existia, ou eu e as meninas já estaríamos fodidos.
— Percy- Anne me chamou fazendo eu tirar a atenção do livro e olhar em seus olhos azuis acinzentados.
— Sim.
— Eu estava pensando, porque matamos essas criaturas? — Ela perguntou e eu respondi a resposta que meu pai me dava.
— Porque eles são monstros, eles matam pessoas.
— Pessoas também matam pessoas, nem por isso toda a espécie é considerada monstros.
— Eu sei, mas eles...
— Quem disse? A bruxa que criou os imortais, ela também é uma criatura.- Disse ela se sentando para me olhar direito.
— Eu sei, mas...
— Ela não morreu, sabemos disse e nunca a matamos, matamos seres que achamos que são perigosos, mas muitos deles parecem ser inofensivos.
— O poder faz o que eles queiram matar.
— Mas e os que não matam? — Perguntou e eu dei de ombros.- Sei lá, acho meio hipócrita da nossa parte mata-los, apenas porque uma bruxa disse que a gente deveria matar, sei lá, por mim teria que ter um porque melhor.
— Eu sei, mas sei lá, acho que é meio que nossa obrigação fazer isso.
Ela assentiu e abaixou a cabeça mexendo na unha, quase como se estivesse triste por eu ter dito que todas as criaturas tinham que morrer. Não era todos dias que víamos uma caçadora questionar os motivos de caçar, afinal ela também queria vingança, não é?
— Porque virou caçadora? — Perguntei e ela deu de ombros.
— Minha mãe se mudou para cá quando eu nasci, em busca de uma vida tranquila, mas meu pai morrer, já que ainda era confuso a delimitação de território e outras coisas, acabou que ele morreu pela falta de organização, minha mãe que já conhecia Zeus teve a ajuda do mesmo, e eu virei caçadora por crescer no meio de tudo isso.
— Sei lá, eu queria saber como seria sem tanta confusão, como por exemplo, se Zeus e Poseidon nunca tivessem brigado por aquela mulher que conquistou os dois, ou se ela tivesse vivido para escolher, ou talvez mesmo se a bruxa não tivesse criado os Imortais como séria a terra?
— Também gostaria de saber.
Ficamos um tempo em silêncio até o mesmo foi cortado com a porta sendo aberta e a Grace entrando animada.
—Percy! — Thalia disse entrando me chamando- Vamos treinar?
Assenti e fui com a mesma para a parte de cima da casa aonde teríamos espaço para treinar, Annabeth optou por ficar no andar de baixo pesquisando um pouco mais.
Thalia voou em minha direção e eu desviei de dois de três golpes seguidos, sendo atingido pelo terceiro no rosto. Cambaleei para trais e chutei a Thalia na altura do rosto, ela protegeu o mesmo com o braço, mas usei força o suficiente para ela perder um pouco o equilíbrio, soquei seu estomago, ela segurou meu braço e pulou me derrubando me prendendo com a perna no chão.
Começamos a rir, a Thals era uma ótima lutadora eu tinha que admitir, apesar de nunca nossas lutas serem realmente sérias, eram sempre rápidas, apenas mesmo para aquecer.
Ficamos lutando um pouco mais, treinando reflexo e depois fomos cada um para seu canto.
POV- Thalia
Deixei Annabeth na casa dela e fui para a floresta, tinha combinado de encontrar com o Nico hoje a noite e eu realmente não sentia animo nenhum para ficar em casa, passei pela casa do Nico e como estava tudo apagado comecei a me dirigir até o lago aonde ele deveria estar.
O lago era uma visão linda, a lua estava no alto do céu iluminando tudo, uma brisa fria entrava em contato com minha pele me arrepiando, me lembrei do meu sonho, queria saber o que significa, era aqui que ele se passava, o Nico sentado com aquela aparência, eu com raios por todo o corpo, queria entende-lo.
Olhei para lua e senti minhas costas doerem, ouvi um galho sendo quebrado atrás de mim e me virei. Uma criatura gigante estava em pé, ele tinha prezas enormes, pelo por todo o corpo e cerca de dois metros de altura e olhos vermelhos.
Tirei a adaga, mas antes mesmo que me armasse ele pulou em minha direção me fazendo cair no chão, rolei para o lado que a adaga tinha caído, ele encravou a garra na minha perna e me jogou longe. Bati com as costas na árvore e meu corpo escorregou até o chão, minha vista estava embaçada, consegui ver o mostro se aproximando, senti muito calor e quando eu pisquei consegui ver um vulto preto e tudo se apagou.
Fale com o autor