Deadly Games
13 O que faz aqui?
POV- Nico
Meu nível de estresse com minha irmã mais velha estava mais elevado do que o normal, ela está mais interessada do que deveria na minha missão e o fato dela ficar pegando no meu pé por causa dela está me irritando profundamente. Se Bianca não tivesse me irritando tanto eu juro que já teria matado a Grace, tive duas boas oportunidades naquele lago e até pensei em fazer isso mesmo na segunda vez, mas a Bianca tinha que aparecer. Ri alto entrando na escola, mal ela sabe que a garota não tá morta por culpa dela, afinal irrita-la é bem divertido.
Cheguei cedo então muitos alunos estavam no pátio e os corredores vazios como sempre já que faltavam cerca de uns dez minutos para o sinal que indica que devemos ir pegar nossos material bater. Comecei a ir em direção ao meu armário quando vi ela de costas mexendo no armário, Deus só pode estar de sacanagem com a minha cara.
Só tinha nós dois no corredor então caminhei até ela em passos rápidos.
— O que faz aqui? — Perguntei deixando claro no meu tom de voz que não estava feliz em vê-la.
Ela me ignorou o que fez com que meu nível de estresse que já estava altíssimo subir mais ainda, a puxei pelo braço a tacando contra os armários que por conta do choque contra seu corpo amaçaram.
Bianca grunhiu irritada e eu coloquei um braço de cada lado de seu corpo para a manter ali, não que isso fosse muito útil já que ela poderia desaparecer e aparecer em qualquer lugar que ela queria.
— Te fiz uma pergunta maninha. — Disse sonso e com uma voz gentil.
— Eu te dei várias chances Nico, se não vai matá-la eu vou.- Bianca disse cruzando os braços e me encarando.
Se aquilo me irritou? Sim, claro, odeio que se metam nas minhas coisas.
— Eu vou matá-la, não você.
— Me impeça então. — Bianca disse rindo.
— Tudo bem maninha, se quer matá-la vá em frente, mas vai ter que passar por mim antes.
Vi a mão direita da Bianca brilhar e logo sua espada estava em mãos. Era uma espada normal, a sua diferença estava no cabo, a ponta tinha uma caveira e vários galhos de árvores se enroscavam pelo cabo e alguns desciam para a própria lamina branca que parecia osso, mas eu lhe garanto que aquilo não é nada frágil.
Ri do ato da minha irmã, juro era engraçado.
— Bianca, nós dois sabemos quem ganhará essa luta. — Disse e ela levantou a arma encostando a ponta da lamina no meu queixo.
— Não me subestime Nico. — Disse ela e eu ri novamente. Posso dizer que ela ficou puta? Sim claro.
Os olhos dela assumiram a tonalidade preta e as veias roxas começaram a saltar pelo seu rosto, o ar ficou pesado e quente. Entendido maninha, deixei que minha arma aparecesse na minha mão.
Minha arma era um par de Sai, uma arma branca assim como a da Bianca, a Tsuka Kashira, ou ponta do cabo para os que não entendem de armas, é um crânio negro com olhos vermelhos, a Tsuka, o cabo, são várias rodelas negras com detalhes em branco de caveiras e cada Sai tem ao todo três laminas, a Moto que é a direita que é menor que a do meio, a Yoko, que tem o mesmo tamanho da Moto porém fica no lado esquerdo e a do meio que é a Monouchi, a maior, as pontas das menores tem o nome de Tsume e as menores servem para prender a espada dentro do corpo da vítima para caso ela vá puxar sinta mais dor e acabe morrendo ao tira-la e a ponta da maior se chama Saki e tem a mesma função que qualquer ponta de espada e ela é toda negra.
Bianca deferiu um golpe em minha direção na altura do rosto, prendi sua espada na minha com a mão direita, e com a esquerda a ataquei, assim que cheguei perto do seu corpo a espada coligiu com o escudo de poder da Bianca soltando faíscas em minha direção.
Bianca girou a espada e eu tive que solta-la ou perderia uma de minhas armas para ela, Bianca recuou um passo e as portas quebradas do armário atrás dela levantaram e elas a tacou em minha direção, vai usar poderes maninha, eu também tenho.
Deixei que meus poderes tomassem conta do meu corpo, se antes estava abafado agora aquilo ali estava o inferno, pulverizei as portas antes mesmo que elas fossem uma distração e voei em direção a Bianca que desviou no último segundo se jogando no chão..
O sinal bateu e Bianca desarmou-se na hora e eu fiz a mesma coisa, ela sorriu agora já de pé e me deu as costas. Respirei fundo, aquilo definitivamente não tinha acabado. Olhei em direção aos armários e eles voltaram a ser como eram antes de tudo acontecer e eu fui para a aula, seria legal acabar com a graça da Bianca e no fim fazer meu trabalho.
Entrei na sala e me sentei no mesmo lugar de sempre e depois de alguns minutos a sala estava cheia, então quando o professor ia começar a falar a Bianca apareceu na porta com um sorriso tímido, ela tinha trocado de blusa e tinha ajeitado o cabelo. Qualquer um que a olhasse pensaria que ela é uma menina dossel e inocente, pobres coitados, completamente iludidos.
Preciso dizer que a Hazel soltou um gritinho do seu lugar? Bianca é dois anos mais velha do que eu, mas agora ela aparentava ter a mesma idade, como disse, qualquer forma, qualquer lugar. E antes que perguntem, não eu não mudei minha aparência para vir aqui, como eu disse eu realmente tenho dezessete anos e essa é realmente a aparência que eu nasci.
— Desculpe professor, eu sou a aluna nova. — Bianca disse com sua voz meiga que fez o professor sorrir educado, dá pra acreditar? Aquele velho não sorri por nada.
— Me falaram que teria uma aluna nova. — Ele disse caminhando até sua mesa- Nome?
— Bianca Di Ângelo. — Ela disse e ele olhou curioso.
— Alguma relação com o Nico Di Ângelo?- Ele perguntou me olhando no fundo da sala.
— Meu irmão. — Ela disse e ele assentiu e anotou o nome dela.
— Sente-se qualquer coisa é só perguntar.- Ele disse e Bianca assentiu e se sentou em uma das cadeiras vagas.
Quando o professor voltou a copiar outra batida na porta o interrompeu, dessa vez era a Grace, ela estava meio descabelada e não parecia nem próximo de ser meiga como a Bianca aparentava. Bianca que estava do meu lado, sim ela fez questão de sentar ali, sorriu para mim e eu revirei os olhos.
— Com licença professor. — Thalia disse entrando e o professor bufou e fez um gesto com a mão indicando que era para ela sentar.
Thalia caminhou até o meu lado, já que ambos sentávamos nas últimas cadeiras das fileiras, ela tacou a mochila no chão e ficou do meu lado direito. Ótimo agora eu tenho minha irmã que quer matar a garota do meu lado e a garota que eu quero matar, que é a mesma que eu quero matar, ali.
Bianca sorriu e eu sabia o que ela ia fazer, a retardada ia tentar matá-la ali mesmo, entrei no meio do campo de visão da Bianca que tirou o sorrisinho do rosto e me fitou. Sustentei seu olhar e pude sentir a energia que ela estava me mandando, meu coração disparou e eu quase ri, ela iria matar a Grace de ataque cardíaco? Me poupe.
Não sei por quanto tempo fitei a Bianca, o clima estava cada vez mais quente e eu não escutava mais nada ao meu redor, então um estalo alto me despertou e depois outro, vadia!
Antes mesmo que eu pensasse em fazer algo, as janelas estouraram fazendo com que quase todos da sala entrassem em uma crise de pânico causando uma histeria em massa. Alguns alunos se abaixaram por reflexo, mas muitos tiveram seus rostos cortados assim como braços e outros membros.
Sai da sala assim como todo mundo, já tinham pessoas de outras turmas saindo das salas para ver o que estava acontecendo. Vi o Percy puxando uma garota ruiva, ela estava na fileira da janela e estava toda cortada, ele a sentou no chão e algumas outras pessoas foram ver como ela estava.
Annabeth tinha se cortado no braço, mas nada demais e adivinha quem foram as únicas pessoas sem nenhum misero machucado, que nenhum caco de vidro acertou.
Se você chutou os Grace, o Jackson eu e a Bianca acertou em cheio meu caro.
— O que foi isso? — Ouvi a Grace cochichando com a Annabeth e o irmão.
— Senta Annabeth. — O Grace disse e a garota obedeceu e ele começou a cuidar do braço ferido dela, mas não parecia nada demais.
Bianca estava uma fera, ela foi até o grupo dos Jackson e ofereceu ajuda e eu resolvi fazer também, então fui até a Hazel e agora com a Bianca aqui sei que vou ter que ficar mais do que grudado na Grace.
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