Deadly Games
51 Nada faz sentido
Notas iniciais
POV- Thalia
Me sentei no sofá da casa do Nico e ele foi na cozinha. Peguei os papeis da profecia e o puis em cima da mesa de centro, logo Nico voltou com dois copos d’água me entregando um no qual eu dei apenas um gole e o deixei de lado.
— É a profecia da cidade? — Perguntou ele e eu assenti.
— Não sei se é bem da cidade, mas é a mais antiga. – Disse e ele pegou o papel.
— A vida e a morte.- Ele leu a primeira parte.- A morte é meu pai.
— E a vida? — Perguntei e ele deu de ombros.
— Ou ela morreu ou nunca existiu.- Disse ele e eu o olhei confusa.
— Não faz sentido, afinal estamos vivos.
— Sei que não faz.
— O início e o fim- Ele leu mais um pedaço e me olhou como se eu tivesse algum comentário a tecer, como neguei com a cabeça ele continuou. – Tudo tem seu princípio tudo tem seu fim.
— Acho que ainda está falando da vida e da morte, os seres talvez? — Disse e ele assentiu.
— O tempo não é infinito.
— Tempo é alguém? — Perguntei e ele assentiu.
— Acho que é o chefe do meu pai. – Disse ele e continuou- E com isso o motivo virá, em um momento inoportuno, depois de traições, guerras e uma falsa paz, o motivo determinará o que verdadeiramente irá acontecer, pois o destino foi traçado e com isso o tempo terá seu fim e renascerá da morte o poder que um dia foi preso.
— Nada dessa profecia me parece fazer sentido.- Comentei me recostando no sofá e ele respirou fundo.
— Verdade, sabemos que os seres, vida, morte, tempo entre outros são reais, mas nada disso nos ajuda a ligar os pontos para que algo faça sentido.- Nico disse se recostando no sofá também.
— E a sua tatuagem? — Perguntou ele brincando agora com meu cabelo.
— Na verdade Nico eu não tenho resposta nenhuma das minhas perguntas, sempre que eu ando um passo à frente parece que eu regrido três para trais. – Disse e ele me puxou para o colo dele.
— Acho que isso foi uma grande brincadeira de mal gosto, tem alguém rindo da gente nesse momento. – Disse ele e eu ri leve.
— Eu não acho que tenha sido uma brincadeira, realmente acredito que alguém arquitetou tudo isso, mas por um motivo, algo que eu não sei qual é ainda. – Disse fechando os olhos.
Queria que as coisas fizessem sentido, na realidade eu tinha peças de um quebra cabeça que não tinham nenhuma aparente ligação, apenas estavam soltas e eu não tinha como tentar formar uma imagem pois não sabia o que faltava.
— Acredita mesmo que alguém tenha planejado tudo isso? — Perguntou ele e eu abri os olhos e o encarei.
— Talvez não como está acontecendo, mas acredito que estamos aqui porque alguém quis assim, talvez não com a ideia e os motivos que estão realmente acontecendo, mas sim por algo diferente.
Nico assentiu e ficou calado, aparentemente refletindo sobre alguma coisa, eu queria respostas, queria entender o que estava acontecendo em primeiro lugar e depois eu queria que tudo isso sumisse, tínhamos tantas perguntas e era tudo tão mais complexo do que realmente deveria ser e simplesmente a ideia de que isso tenha sido um plano orquestrado por alguém era realmente aterrorizante.
O que nós temos até agora?
A mãe do Nico é a mesma mulher que seduziu meu pai e Poseidon.
Temos a bruxa que criou as criaturas da Terra.
Temos a maldição sobre mim que por algum motivo a morte não consegue me matar.
Temos também uma profecia sem nenhuma resposta aparente.
Uma tatuagem que é um feitiço.
Poderes.
Traições, mentiras, brigas, amizades, paixões, temos todos os problemas do mundo e estamos correndo contra algo que nem sabemos o que é, apenas sabemos que não terá um fim nada bom.
— Thalia.- Nico me chamou baixo me fazendo olhar para ele.
— Oi? — Perguntei e ele sorriu.
— Quer ir para o lago?
Assenti e me sentei para me levantar, mas antes que eu pudesse ficar de pé ele me pegou no colo e começou a andar comigo em direção ao lago.
— Eu sei andar Nico.- Disse e ele riu.
— Eu também sei.
— Sei que sabe.
Ele riu novamente e continuou a me carregar no colo. Me encolhi em seu corpo e optei por ficar em silêncio enquanto ele me levava para o lago. Nico tinha facilidade em andar pela floresta, mesmo comigo ali em seus braços, não demorou muito para que chegássemos no lago.
Assim que chegamos ele me colocou de pé e me puxou até a beira da água e ali nos sentamos. O dia ainda estava claro, deveria ser quatro ou cinco horas, por estar sem relógio não poderia dizer muito bem.
O silêncio era confortável perto dele, eu não tinha a necessidade de quebra-lo, eu não ficava sem graça ou simplesmente falava coisas aleatórias, essa era uma das inúmeras coisas diferentes entre eu e o Nico.
Ele me puxou para o chão me fazendo deitar junto com ele, debrucei meu corpo sobre aquele corpo dos deuses e apoiei meu rosto em meus braços para olha-lo, ele sorriu e me puxou mais para cima me dando um beijo.
O beijo começou calmo, mas obviamente por ser nosso não poderia ficar assim por muito mais tempo. Me ajeitei ficando de quatro em cima dele, sua mão começou a passar pelo meu corpo até que ele envolveu meu cabelo com as mãos fazendo a minha touca cair e começou a se sentar.
Estava com uma perna de cada lado do seu corpo e ele me puxava mais e mais para ele me envolvendo em um beijo mais intenso. Ele desceu os beijos pelo meu pescoço e continuou a descer até aonde a minha blusa permitia, puxei a blusa para cima a tirando e a jogando longe.
Passei a mão pelo abdômen do Nico levantando a sua blusa e analisando esse corpo perfeitamente delicioso, cada momento que eu passava com ele eu me sentia mais atraída não só fisicamente mais também emocionalmente, arranhei aquele corpinho dele o deixando apenas de calça ele apertou minha bunda me fazendo ir mais para perto dele e me beijou novamente me virando e colocando deitada no chão.
Levei a mão até o cos da sua calça brincando um pouco com a mesma antes de a abrir de uma vez, virei ficando por cima dele acariciando seu membro por cima da cueca o fazendo gemer baixo e vir com mais desejo para cima de mim.
Ele levou a mão até a minha calça a abrindo. Eu senti uma tontura no meu corpo e como se o mesmo ficasse mais pesado, deixei que meu corpo tombasse para frente me apoiando no Nico que me olhava sem entender muito o que estava acontecendo.
Senti como se a minha base desmoronasse e tudo se escureceu.
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