Deadly Games

36 Era pior em voz alta


Notas iniciais
Hey cerejinhas, capítulo novo. Boa leitura!

POV- Thalia

Acordei com o carro parando em frente ao shopping e aquilo meio que me surpreendeu, pareceu passar tão rápido. Sai do carro e o Nico passou o braço pela minha cintura e fomos para o segundo andar aonde se encontrava o cinema.

— Que filme? — Ele perguntou olhando a lista do mesmo.

— Deadpoll? — Perguntei analisando os que tinham disponíveis.

— Pode ser, eu vou comprar os ingressos e você a pipoca? — Ele perguntou e eu assenti e entrei na fila para comprar o que eu fiquei encarregada.

Depois de tudo feito entramos na sala de cinema e tínhamos que esperar o filme conversar, Nico me puxou para um beijo. Confesso que era estranho ter isso com o Nico, eu só tinha tido um relacionamento uma vez na minha vida e me arrependia muito de ter entrado nele de cabeça.

Luke tinha sido um bom namorado, em parte do tempo, porém era incrivelmente possessivo, acreditava que poderia mandar em mim e que eu devia satisfação a ele por tudo que eu fizesse. Nico até o momento não parecia nem perto disso, mesmo que não namorássemos, não imaginava ele ciumento ou algo do tipo, apesar dele ter se mostrado assim com a irmã.

...

— Esse filme é muito foda! — Disse saindo da sala de cinema pulando igual uma criança.

Nico riu e assentiu enquanto eu lembrava das cenas do filme era realmente bem divertido, quando eu sem querer esbarrei em alguém e derrubei essa mesma pessoa que foi de bunda no chão.

— Me descul...- Interrompi a frase ao ver que era a Hazel, irmã do Nico.

Frank levantava a garota e ele me olhava com uma cara feia, como se me culpasse pelo Percy ter se juntado a mim e ainda juntou com o fato de eu ser inimiga dele, por sermos de lados opostos.

— Grace! — Hazel disse já de pé me olhando emburrada.

Nico passou o braço em volta da minha cintura e claramente a irmã dele não gostou nem um pouco disso, porque ela olhou para a mão dele, depois para meu rosto, depois para ele, depois para a mão dele e assim mais três vezes antes de perguntar.

— Vocês estão namorando? — Perguntou ela e eu olhei surpresa.

— Não.- Eu e Nico falamos em uníssono e ela levantou uma sobrancelha desconfiada.

— Vamos Hazel! — Frank disse puxando a namorada pela mão e deixando a gente seguir nosso percurso.

— Estou com fome.- Falei para o Nico que assentiu e fomos a procura de um lugar para comer.

POV- Percy

Como a Thalia saiu a Anne veio me visitar, ela estava sentada ao meu lado com as pernas jogadas em cima de mim passando os olhos pelo livro que ela estava lendo, ela lia tão rápido que era realmente assustador isso.

Tirei o livro da mão dela e a puxei para mim a fazendo sentar no meu colo, passai uma mão por trais do seu corpo e apoie a outra na sua perna, ela segurou meu rosto e me beijou, um beijo calmo, tranquilo, subi um pouco a mão na sua cintura e notei a falta do curativo, Anne não tinha poderes de cura, porque ela estava sem ele.

— Cadê seu curativo?

— Eu tirei.- Ela disse levantando a blusa mostrando a cicatriz.

Ela não parecia à vontade com isso, principalmente por eu não saber como ela tinha se curado, não fazia sentido o machucado dela estar daquele estado, sendo que ela não é uma imortal, ela deveria estar bem mais ferida. Não que eu queria ela machucada, mas isso é irracional.

— O que aconteceu?- Perguntei e ela deu de ombros.

Por algum motivo achei que ela não estava falando a verdade, simplesmente parecia que ela estava mentindo, mas resolvi não mencionar, passei a mão pela cicatriz o que fez com que ela estremecesse.

— Dói?

— Não.

Levantei um pouco mais sua blusa e ela me beijou, passado uma perna para cada lado do meu corpo, tirei sua blusa a tacando no chão e ela fez o mesmo com a minha, passei a mão por sua perna apertando sua cocha e bunda, ela puxava meu cabelo me prendendo em um beijo, mas quente e com certeza com mais necessidade.

O telefone dela tocou e ela o pegou atendendo logo em seguida, enquanto eu distribuía beijos pelo seu corpo.

— Sim mãe...- Ela respondeu, porém ela teve que prender um gemido no final o que fez com que parecesse um soluço.

Eu tentei prender o riso, mas realmente estava complicado, continuei a beijando e a coloquei deitada no sofá subindo em cima dela, que ainda falava no telefone.

— Sim eu sei disso.

— Malcon o que? — Annabeth gritou e me empurrou um pouco de cima dela e entendi que a coisa tinha ficado séria.- Tá, estou indo.

Ela desligou o telefone e pegou a blusa a colocando rapidamente.

— O que ouve?

— Meu irmão, minha mãe não colocou ele na caçada, pois achou que ele não deveria se envolver, mas ele pegou uma arma e se enfiou na floresta, ele está machucado.

Ela disse já vestida e ficando de pé, ela me deu um selinho se despediu e saiu correndo porta a fora, para o encontro do irmão.

POV- Annabeth

Malcon estava no sofá de casa, ele tinha um arranhão enorme no braço, sua blusa estava rasgada e suja de sangue, minha mãe não estava a vista e ele tentava prender o choro.

— Malcon o que deu na sua cabeça?

— Vocês vivem escondendo as coisas de mim, mas eu não sou cego.

Minha mãe entrou na cozinha e ela tinha um suco verde em mãos o mesmo borbulhava e saia uma fumaça dele, ela tinha uma maleta na mão e colocou isso em cima da mesa.

— Bebe querido.- Minha mãe disse colocando o copo na boca do meu irmão.

Ele fez uma careta ao beber o suco, mas ele não questionaria minha mãe, ninguém teria coragem de questiona-la com aqueles olhos azuis acinzentados irritados como estavam. Ele bebeu todo o liquido e por fim perguntou.

— Quem era aquele?

— Ninguém importante querido.

— Mãe...

—Não Malcon, chega.- Ela disse abrindo a maleta após colocar o copo em cima da mesa,

Ela tirou um vidro contendo uma pasta estranha e começou a passar no ferimento de Malcon que saia fumaça, mas ele não parecia sentir dor, alguns minutos depois o ferimento tinha se tornado inexistente e Malcon tinha dormido.

— Como...?

— Sei que deve ter uma ideia querida, seus poderes já se despertaram.

— O que eu sou?

— Bruxas, mas um tipo diferente de bruxa.

— Como assim?

— Temos ligação com o meio, a matéria, qualquer coisa física pode se tornar algo ao nosso favor, por isso precisei de ervas para curar seu irmão, mas não necessariamente preciso delas para me curar.

— Porque nunca me contou?

— Eu mesma demorei anos para descobrir o que eu era, apenas com o caos que a mãe da Thalia fugindo por ser uma criatura que eu comecei a desconfiar das coisas, depois tinha esperança que isso não acontecesse com você, mas vi quando seus poderes se despertaram e provavelmente despertaram mais cedo ou mais tarde no Malcon.

Assenti olhando para o meu irmão dormindo no sofá sem qualquer ferimento, fechei os olhos e tentei raciocinar com tudo que estava acontecendo, saber que era uma criatura só se tornou tão complicado a partir do momento em que isso foi dito em voz alta.

Notas finais
-O que acharam? - Quem era o cara? - Annabeth como uma criatura - Atena escondendo isso. - Percabeth - Thalico Beijos até