Notas iniciais
Hey cerejinhas, quanto tempo, tudo bem como vocês??

POV- Annabeth

Meu corpo estava pesado, meu ouvido zunia como se tivesse um enxame de abelhas na minha cabeça, tentei forçar meus corpo a se mexer, meus olhos a abrirem, mas falhei miseravelmente, sentia o vento frio bater contra minha pele, eu estava deitada em algo duro, não me lembrava de ter me deitado, na verdade me lembrava muito mal do que tinha acontecido antes de eu dormir, eu devo ter dormido já que estou deitada com os olhos fechados, lembrava de ver meu irmão quase morrer esmagado, os feitiços da minha mãe não surtiam efeito algum contra as paredes e eu senti meu corpo entrar em choque, não lembrava de mais nada.

Senti algo encostar na minha mão, voltei a mim, ou melhor, consegui me mover, girei a cabeça devagar abrindo os olhos. Percy me encarava preocupado, mas ele sorriu assim que viu que eu havia aberto os olhos.

— Como...- disse fraco e ele negou impedindo que eu falasse.

— Vocês apareceram na casa do meu pai, ele me ligou assim que viu vocês surgindo no escritório dele explodindo tudo.

Ri fraco, minha garganta estava seca e doía o esforço, olhei ao redor e notei que estava deitada em uma cama, o quarto era simples, paredes em tonalidade azul, uma mesa de madeira com algumas coisas espalhadas por cima da mesma, uma cadeira de madeira e no canto uma poltrona aparentemente confortável, um guarda-roupa e uma porta que eu supus ser o banheiro.

— Esse é seu antigo quarto? – Perguntei e ele assentiu se levantando e saindo sem falar nada.

Percy voltou rapidamente com um copo d’água e me entregou me ajudando a sentar.

— Meu pai me contou que o Malcolm é meu irmão também.- Ele disse enquanto eu bebia a água.

— Ele não é imortal é? – Perguntei e ele negou.

— Meu pai fez uns testes simples a pedido da sua mãe, ele disse que ele é apenas um bruxo.- Disse ele e eu assenti.

— Queria saber porque.- Comentei já me sentindo melhor.

— É, mas isso não é importante, não agora pelo menos, temos que esconder vocês, já que Zeus ainda não autorizou a volta da sua família para a cidade, mas meu pai tá pensando em usar o argumento do Malcolm ser filho dele para traze-lo para a cidade, mas Zeus não quer outra maldição nas costas e tem também o fato de que nenhum dos dois quer brigar novamente, pois comigo e com a Thalia no meio complica as coisas, já que nenhum quer que nós nos afastemos.- Percy falou e eu entreguei o copo a ele que levantou e colocou em cima da mesa.

— Alguém sabe que estamos aqui?- Perguntei e ele negou.

— Meu pai tá conseguindo esconder vocês, Malcolm e sua mãe estão mais a fundo fora da cede, decidiram que era perigoso ficar te carregando de um lado para o outro sem saberem o que você tem.- Disse ele e eu franzi o cenho.

— O que eu tenho? – Perguntei e ele assentiu.

— Você está desacordada a duas semanas, você nem ao menos se mexeu durante esse tempo, se eu não tivesse respirando acharíamos que você está morta.- Percy disse e eu olhei surpresa.

Eu não sentia como se tivesse dormido por duas semanas, eu até estava cansada, tenho certeza que se deitasse eu dormiria.

— Agora podemos ir. – Disse e ele assentiu.

— Quer comer algo antes? – Percy perguntou e eu neguei, não estava com fome.

Ele indicou que eu o seguisse e foi o que eu fiz, sentia uma certa dificuldade em andar, minhas pernas pareciam pesadas demais para meu corpo conseguir levanta-las. Caminhei ao lado do Percy que me fazia aparentemente andar em círculos e sempre que ouvíamos alguma voz tínhamos que nos esconder, uma hora duas garotas que nunca vi na vida passaram conversando sobre algo.

Uma das duas tinha uma prancheta em mãos, essa ouvia a outra falar sobre como o encontro tinha sido bosta, outra hora que tivemos que parar foi a vez deu um grupo de caras passarem reclamando que ainda não tinham aceitado o acordo entre os Jackson e os Grace, apenas um dos caras dizia que Poseidon sabia o que fazia, ele provavelmente tinha um plano.

Até que por fim depois de várias outras paradas chegamos no lado de fora, podia ver o mar lá em baixo, Percy me puxou pela mão até seu carro abrindo a porta para eu entrar e foi o que eu fiz.

Confesso que o carro estava bem diferente da última vez que eu estive ali, ele estava impecavelmente limpo, não tinha nada que parecesse ser do Percy, nem do povo que ia com ele sempre, nem mesmo o cheiro do perfume dele ou da maresia existiam mais ali, o carro parecia ter sido limpo e revistado, o que não duvido realmente que tenha acontecido depois que ele foi expulso da cede.

Ele ligou o carro e começou a descer a rua, mais para dentro da fronteira e por um caminho que claramente se aproximava da praia.

— O que eu perdi? – Perguntei e ele sorriu.

— As coisas pioraram bastante, o colégio foi interditado, não estamos tendo aula desde que um ataque de lobisomens teve lá, as saídas da cidade foram fechadas, ou seja, ninguém entra e ninguém sai sem passar por uma expressão intensa e teste de criaturas, Zeus decidiu que era melhor cortar qualquer fonte de contato com o mundo exterior, linhas telefônicas, sinais de internet estão sendo bloqueados na cidade, apenas quem pode usar é quem é da cede, ataques repentinos estão acontecendo a todo momento no campo neutro...- Percy diminuiu a velocidade e xingou.- Vai para o banco de trais.

Fiz o que ele pediu vendo a segurança ali, me abaixei lá atrás e logo Percy parou o carro, eles tinham o símbolo dos Jackson, mas eu nunca tinha os visto pela cidade, ou em algum lugar, provavelmente ficavam mais isolados para cuidar das coisas de dentro.

Uma menina vestida com uma calça jeans escura, uma blusa azul e uma jaqueta de couro assim como a bota sem salto se aproximou batendo duas vezes na porta, Percy abaixou a janela e olhou para a garota.

— Jessica, algum problema?- Perguntou ele sério.

— Percy não sabia que seu pai tinha te autorizado a andar pelo complexo.

— Até onde eu saiba eu ainda sou um Jackson e você não tem nada a ver com isso.

— As coisas não funcionam assim...

— Eu sei como funcionam, eu criei grande parte das regras Jessica e se quiser reclamar faça isso com alguém que não possa descer seu nível novamente, não é porque estamos em uma situação de alto risco que você não possa voltar a ficar na cede chegando armamento.

— Percy eu estou...

— Primeiramente Jackson e em segundo, siga o protocolo com alguém que não seja seu chefe, então ou tem algum problema na estrada ou me deixe passar.

— A vontade senhor Jackson- A voz dela era de nojo.

— Obrigado!- Ele disse e ouvi o vidro levantar e ele acelerar.

— Não sabia que você podia ser tão nojento.- Disse me sentando no banco de trais mesmo.

Percy riu e me olhou pelo retrovisor.

— Se não fosse assim ela seguiria o protocolo e acabaria te encontrando no banco de trais, o que seria um grande problema, já que você é uma bruxa. – Ele disse e eu respirei fundo.

— Desculpe não ter te contado.- Disse e ele sorriu.

— Tudo bem, eu entendo.- Ele disse virando a esquina para a praia, que agora estava incrivelmente perto.

O mar batia com força, quase como se estivesse revoltado com tudo que estava acontecendo.

— O que mais eu não to sabendo?

— Zeus proibiu a Thalia de circular pela cidade, ela está na casa do namorado enquanto ele não muda de ideia, eu vou lá as vezes e podemos dizer que ela está bem, apesar de não aceitar muito a ideia de não poder ficar lá, ela está obedecendo, já que queremos que Zeus comece a repensar as regras, já que meu pai tá fazendo um enorme esforço para enfiar isso na cabeça dele sem uma guerra ser declarada novamente.

— Brigar agora não seria algo nada bom.- Disse e ele assentiu parando em frente a uma pedra.

Franzi o cenho, mas antes que eu questionasse ele tirou uma chave do bolço, parecida com chaves de garagem de apartamento, Percy apertou o botão e a pedra começou a se mexer abrindo uma porta aonde Percy adentrou com o carro a fechando logo atrás.

— Legal!- Disse impressionada e ele riu.

— Meu pai criou esse lugar para emergências, nunca contou a ninguém sobre aqui até a duas semanas atrás. – Percy disse parando o carro.

Era realmente uma garagem, tinha uma escada de dois degraus que levavam a uma porta branca de elevador. Segui Percy até a porta no qual ele passou um cartão e a mesma se abriu revelando uma sala confortável.

— Maninha!- Malcolm gritou e correu em minha direção me abraçando quase me fazendo cair para trais. – Eu fiquei tão preocupado...

Retribui o abraço dele e o vi chegar para trais me soltando, meu irmão claramente estava diferente, seu cabelo estava bem maior do que antigamente, ele tinha a pele mais pálida e estava bem mais magro do que eu me lembrava, ele possuía funda olheiras em baixo dos olhos.

— Vem, vamos sentar, eu vou preparar algo para comer.- Percy disse mais para mim do que para meu irmão.

Mas quem tomou partido foi o Malcolm que me puxou com um tanto de brutalidade para o sofá, logo minha mãe apareceu enquanto Percy caminhava para a cozinha, minha mãe veio até mim e me abraçou com força beijando minha testa.

— O que aconteceu?- Perguntei e ela suspirou.

— Você é poderosa filha, poderosa demais.- Ela disse apenas e o cômodo ficou em silêncio.

— Aqui.- Percy esticou uma tigela que tinha arroz, carne e salada e eu peguei começando a comer.

Eu realmente estava com fome, comi tudo quase que devorando, minha mãe ficou mexendo no meu cabelo, Malcolm e Percy apenas me encaravam sentados comigo no sofá até que por fim eu acabei de comer.

— O que pretendem fazer se Zeus não mudar de ideia?- Disse deixando a tigela em cima da mesinha branca como tudo ali.

— Não sabemos, mas temos certeza que não vai ser nada bom. – Percy disse sério e eu assenti já pensando no pior.

Notas finais
- Espero que tenham gostado — O que acharam?? — O que querem que aconteça? Beijos e até!!