Notas iniciais
Por favor comentem não quero que a minha fic morra.

Depois do treino vamos almoçar, “Como é que já vamos almoçar se ainda nem tomamos o pequeno almoço?” penso. Encontro Tori no meio da multidão e ela pergunta-me:

–Então, o que é que o Dois te disse hoje? Ficas-te bué corada! — diz ela nom tom um pouco atrevido.

–Nada de especial!!! — digo no tom mais normal possível.

–Diz lá! — insiste Tori.

–Ok, ele disse que me aconselhava a não me apaixonar por ele — digo num tom envergonhado.

–Desculpa, a culpa foi minha.

–Não faz mal.

Vagiamos pela cantina à procura de dois lugares vazios, mas o único que encontramos é ao lado do Dois, por isso, dirigo-me para lá e sento-me ao lado dele na forma mais normal possível, ou seja, fingo que ele não está lá, assim pode ser que ele não me veja.

–Olá Dois! — diz Tori num tom alegre.

“ Ó boa, estragas-te tudo Tori!!” penso.

–Olá TA... — diz ele tentando-se lembrar do nome de Tori — Tânia.

–Tori ... será que nunca acertas!

–Nem por isso! Olá Empata, pronta para logo? — diz ele num sorriso muito aberto e amígavel que o torna mais jovem e giro.

“Ó boa!! Já foste Shai!!” penso.

–Se não queres que eu me apaixone por ti então para de ser assim ...

–Primeiro; eu não disse que não queria eu só disse que não devias — diz ele interrompendo — e segundo; assim como??

–Não te faças de desentendido, que eu sei que tu sabes do que eu estou a falar.

–Até eu sei — diz Tori num tom divertido.

–Imagina que por momentos que eu não sei do que é que tu estás a falar.

–Aiiiii ... tu pões-me com os nervos Dois — digo num tom irritado.

–Ficas tão engraçada quando estás irritada! — diz ele provocando-me.

–Aiii!! — digo levantando-me e levando o meu tabuleiro para o arrumar.

–Agora a sério, Shai não te atrases — diz Dois num tom sexy e piscando-me o olho.

Viro-me e suspiro e vou pousar o tabuleiro e Tori vem atrás de mim. Depois de pousar-mos os tabuleiros Tori diz rindo:

–Devia ter filmado aquilo — diz ela rindo muito — foi tão engraçado.

–Não te rias, ele estava a provocar-me!! — digo.

–Pois da maneira mais querida que já vi! — diz ela agora num tom sério.

–Não gozes!

–Mas é verdade!! Eu acho que vocês ainda vão dar coisa.

–Daqui a bocado irrito-me, outra vez!

–Pronto, mudando de assunto — diz ela levantando as mãos como se rende-se — o que é que vais fazer neste tempo até pronto... tu sabes...

–Acho que vou para o dormitório, pensar, podes ir fazer o que quiseres.

–Ok, então até logo — diz Tori acenando-me e indo-se embora.

Dirigo-me para o dormitório com os pensamentos presos na minha cabeça “ Será que Tori tem razão” penso, “Quem te dera que isso te acontecesse, para de sonhar, Shalline Water, um rapaz como o Dois nunca se apaixonaria por uma rapariga baixa, magra e fraca como tu!” diz a outra parte de mim, não sei em que parte acreditar se na primeira ou na segunda, mas estou mais inclinada para a segunda.

Assim que chego ao dormitório vejo que não está ninguém, por isso, vou para a minha cama e acabo por adormecer.

Começo a sentir um bafo doce e calmante no meu ouvido:

–Acorda, Shai, acorda! — sussura-me alguém contra o meu cabelo.

Depois de dizer isto sinto uma pele quente contra os meus braços nus e sinto-me a ser transportada. Ainda tenho sono apesar de estar acordada, mas não me apetece acordar. Encosto a cabeça a algum lado forte e quente, e sinto o seu cheiro, cheira a vento e a segurança. Abro os olhos, ligeiramente, para ver quem é, e vejo que se trata de Dois, olho-o perplexa, mas ele parece não me ver, então distraio-me com os olhos dele, tem uma expressão de irritação mas ao mesmo tempo de doçura.

–O que é que aconteceu? — pergunto.

–Adormeces-te, e eu tentei acordar-te, mas ... não acordas-te, por isso, decidi levar-te — diz ele com um ligeiro sorriso.

–Ohhhh, desculpa Dois. Acho que já me podes pousar no chão.

–Ok, também já chegámos — diz pondo-me no chão com delicadeza.

–O que é que vamos fazer hoje? — pergunto.

–Vou te ensinar técnicas de ataque — diz Dois.

–Ou seja, vais me ensinar a dar murros... — digo na brincadeira.

–E pontapés ... — diz rindo — primeiro; vais praticar no saco de boxe e eu vou corrigir-te de vez em quando e depois vamos praticar os dois.

–O quê? Tu e eu? — digo com um ar preocupado.

–Não te preocupes, eu não te mago-o — diz ele sorrindo.

Dirigimo-nos para ao pé de um saco de boxe e Dois faz um gesto para avançar. Lembro-me das dicas que Tori me tinha dado no treino de hoje.Chego-me ao pé do saco e dou uma cotevelada na parte de cima do saco e começo a dar murros na parte do meio do saco, onde se situaria o estômago, paro um pouco na pose de proteção e depois recomeço o ataque com os joelhos.

–Não espera — diz Dois interrompendo-me — não começes assim ... tu podes ser pequena e pouco musculada, mas por seres pequena és bastante rapída, por isso, ataca com os cotovelos, e não te esqueças de fazer força aqui — diz pondo a mão na minha barriaga onde se situaria os abdominais, se eu os tivesse.

Afasto-me da mão dele.

–Agora deita-te — diz ele apontando para o chão — de barriga para cima.

Fico a olhar para ele preplexa.

–Anda lá eu não te mordo — diz ele.

Deito-me de barriga para cima, tal como ele disse, e ele põem-se em cima de mim de joelhos no chão com as pernas abertas comigo no meio.

–Agora vou-te mostrar o que deves fazer se o teu adeversário cair. Pões-te como eu estou e dás um murrono queixo de baixo para cima — diz ele dando um murro em camâra lenta no meu queixo e começo a rir — não te rias, senão mando-te um murro a sério — ameaça ele.

–Pois claro — digo ainda rindo.

–O quê? Não acreditas, Empata! — diz ele debruçando-se sobre mim, e as nossas caras ficam a milímetros uma da outra.

–Ok, agora tenho medo — digo.

–Bem me parecia — diz Dois num sorriso.

–Pensava que estavam a treinar!! — diz uma familiar — E não a namorar!! — era Robert.

Dois saí de cima de mim, e por momentos fico triste mas aliviada, e depois estende-me a mão para me ajudar a levantar e vejo que está ligeiramente corado e também me sinto corada.

–Cala-te Robert! — diz Dois.

–Deixa que eu falo com ele — sussuro a Dois e dirigo-me a Robert — é assim, nós estávamos a treinar e tu vai-te embora para outro lado armar-te em irmão mais velho, porque aqui não tens sorte, porque já não te considero meu irmão, por isso, para de me proteger como se fosses o meu irmão mais velho — digo virando-lhe as costas, e começo a sentir lágrimas a virem-me aos olhos e obrigo-as a voltarem para dentro, dirigo-me a Dois e ele pergunta-me:

–Estás bem?

–Sim, continuamos — digo.

–Não, por hoje está bem — diz ele pousando a mão no meu ombro.

–De certeza? — pergunto olhando-o nos olhos e ele também me olha.

–Sim, vai para o dormitório — diz ele com um olhar calmo e doce.

Ao sairmos pasamos por Robert que paralisou com aquilo que lhe disse, ao passar por ele fingo que ele não está lá, mas Dois passa por ele com olhar de odio e bate-lhe com o mbro no ombro de Robert como se o quisesse deitar ao chão.Depois vem ter comigo e vamos os dois para o refeitório apesar de serem só 18h e 30.

–Estás bem? — pergunta-me Dois.

–Sim claro, porque é que havia de estar mal.

–Eu ouvi-te a falares com o teu irmão e ... achei que podias estar triste — diz ele olhando-me nos olhos.

–Então pensas-te mal! — digo num tom desnecessário.

–Desculpa, eu vou indo, até amanhã de manhã! — diz roubando-me um bocado do meu queque e sorrindo-me abertamente.

Notas finais
Comentários e publico mais!!!