Dead! - nunca Foi tão Bom Estar Morto!
5 Du hast.
Notas iniciais
(...)
Estar ao lado dela para sempre?
Vais até a morte ser vosso guia?
Vosso amante também, e continuar dentro dela?
(Rammstein – Du Hast)
- Sério mesmo que você é perseguida?
- Sim... É complicado Bill... Tenho que ser uma coisa que não sou.
Estávamos no alto de um morro que tinha perto da casa de Luíza. Era finzinho de tarde, não tinha sol naquele dia na cidade... Estava quase chovendo. Nós não ligávamos muito pra chuva. Nós estávamos sentados olhando pra cidade... Era uma visão um tanto futurística e ao mesmo tempo linda. Luíza ia me contando sobre sua quase vida dupla. Eu cada vez estava mais interessado.
- Como essa perseguição começou? – perguntei olhando para as nuvens carregadas.
- Bom... Era 2005... Fazia um mês de minha morte, ou seja, 10 de setembro. Maria me contara que só tinha me empurrado pra te salvar por que queria que eu morresse pra acabar logo com a vida de morta viva dela... Ela estava muito enganada. Alguns fantasmas são escolhidos pelo superior. Esse superior não é Deus. Ele está acima do superior, mas quem nos comanda é o superior... Ele é um humano disfarçado do qual nós menos desconfiamos que fosse... Mas enfim, alguns fantasmas são escolhidos pelo superior pra virarem anciãos. Esses anciãos são fantasmas toda a eternidade, até o fim dos tempos. A Maria é uma escolhida, é uma anciã. Ela tem que me comandar e ser minha instrutora até meu melhor amigo morrer. Quando meu melhor amigo morrer, eu vou ser instrutora dele e ela vai continuar viva, só que o superior vai lhe dar mais um recém morto pra ela cuidar até que seu melhor amigo morra e assim vai, ela vai trocando de fantasma. Bom... Mas voltando a mim, quando fazia um mês que eu estava morta, eu decidi que não ia ser certinha nem nada, ia detonar mesmo. Cheguei a provocar a morte de duas pessoas... Eu sei, virei uma assassina. Eu detonei com coisas que não precisavam... Eu causei a crise mundial Bill! Eu sou realmente uma louca. O superior está atrás de mim... Mas ele tem um defeito. Ele só acha o fantasma que está procurando pelo humor e jeito de ser dele. Ah, e onde esse fantasma deixa mais essa energia que solta. Bom... Ele me procurou nos Estados Unidos, que foi onde eu deixei mais a energia de louca inconseqüente. Eu tive que voltar aqui pra Alemanha depois disso... Mas agora to correndo perigo novamente pelo que eu fiz com o carro do Benzner... Eu despertei a Luíza louca... To sendo perseguida... Não vai demorar muito pro superior vir me procurar. – ela disse de cabeça baixa... Parecia arrependida.
- O que eu posso fazer pra ajudar? – perguntei com a voz falhada.
- Proteja-se... Esse é o bastante. E mantenha segredo sobre o negócio do superior... Nenhum fantasma sabe disso... Só eu, por que li os pensamentos dele quando ele me perseguia nos Estados Unidos... Por favor, Bill, não conte pra ninguém! – ela me pediu com o rosto suplicante. Não tinha como não prometer nada pra ela.
- Lu... Eu te prometo tudo o que você quiser. Você sabe minha opinião ao seu respeito... Sabe meu sentimento não importando quem você é ou o que já fez. Luíza faz bastante tempo que eu te amo! – falei olhando e ao mesmo tempo mergulhando no brilho castanho de seus olhos.
- Eu sei Bill... Eu sei disso, e posso dizer que te amo também. Não parece desse jeito que eu falo. Desculpe se eu não consigo me expressar direito... É essa confusão toda de humores que me deixa sem saber como falar, o que falar. Mas saiba... Tudo o que você sente por mim, eu sinto igual por você – ela disse olhando fixamente pra mim.
Aproximei nossos lábios fechando um beijo rápido. Olhei sorrindo meio torto pra ela e logo depois voltei a admirar as nuvens cinzentas e pesadas que estavam no céu. Ela então passou o braço pelo meu, e ficamos agarradinhos olhando aqueles borrões cinza até que gotas começaram a cair do céu. Iam ficando cada vez mais rápidos e fortes até que virou uma verdadeira chuva. De pé, eu e Luíza nos abraçamos. A chuva nos banhava... Parecia batizar o nosso amor! De repente, nossas bocas estavam coladas novamente. Agora era mais intenso... Era melhor! Sua língua estava conectada a minha e virse e versa. Cada vez mais eu gostava de Luíza. Era como se fosse feito pra ela, especialmente pra ela e ela pra mim.
- Lu... Você é tudo que eu tenho. – sussurrei no ouvido dela ao final do beijo.
- Você também Bill... Tudo o que eu sou! Eu espero ser uma escolhida e que você também seja pra que nós possamos viver isso até o fim dos tempos! – ela disse também eu meu ouvido. Eu gostei de ouvir sua voz aveludada em meu ouvido.
Eu e ela então fomos até a casa dela. Muitos beijos tomaram o nosso tempo. Depois, me vi junto com ela... Em pleno amor dentro de seu quarto. Quando se é um fantasma, as relações ficam ainda melhores.
XXX
- Ah... Que horas são? – perguntei logo de manhã, quando a pouca luz que vinha da janela batia em meu rosto.
- 08h00min da manhã... Nós só vamos trabalhar ás nove. Dá tempo de você ir na sua casa pegar uma roupa e dar explicações ao seu irmão – ela disse rindo de canto.
- AI MEU DEUS! O TOM! – gritei pulando da cama. – Lu, eu vou lá e ver se ele não colocou fogo na casa! Conhecendo aquele idiota eu aposto que ele deu uma festa – eu disse pegando minhas roupas espalhadas pelo chão e as vestindo.
- Do jeito que você fala do Tom até parece que ele é um demônio – ela disse rindo.
- Ah! Ele é! — eu ri sem humor – Tchau Lu – lhe dei um beijo na testa – eu volto pra nós irmos pro Phoenix ok?
- Tudo bem Bill. – ela disse rindo da minha pressa.
Eu então saí correndo pelo pequeno túnel de concreto de sua casa e fui pro meu carro. Dei uma arrancada tão forte que o impacto quase fez meu corpo atravessar pelo banco.
Corri com o carro até em casa na maior preocupação. Eu tinha me esquecido de Tom, de Gustav, Georg e de Kiro! Depois que dizem que o amor tira a atenção das pessoas ninguém acredita! Ultrapassei os limites de velocidade, mas tinha como conseguir dinheiro pra pagar mesmo. Quando cheguei ao meu prédio, deixei o carro na garagem e subi tão rápido que nem eu mesmo sei como consegui fazer aquela proeza. Quando abri a porta do apartamento tomei um susto... Tom estava deitado no sofá com sua guitarra em cima de seu corpo. Do lado dele tinha uma garrafa de Red Label vazia... Idiota! Ele andou bebendo! Rapidamente eu tirei a guitarra de cima de seu corpo e o sacudi.
- Tom... Tom – eu procurei ficar controlado ao máximo. – TOOOM!
- Ai, Jesus, o que aconteceu? – Tom despertou assustado – aaaah cara, que dor de cabeça – ele disse passando a mão naquela cabeça oca.
- Eu que te pergunto! É só eu passar uma noite fora que você bebe? Onde você pegou essa mania? – eu gritei severamente com ele.
- Ah... Eu estava aqui compondo uma nova música até que a Giulia que ligou e falou que tinha terminado comigo... E eu gostava muito dela e...
- Quem é Giulia Tom? – perguntei o interrompendo.
- Era a garota que eu tava ficando agora, só que ela me usou. – ele choramingou todo triste.
- Que nem você usa todas? – perguntei cruzando os braços e fazendo cara de pai nervoso.
- Ta... Eu reconheço que eu não sou nenhum santo... Mas fiquei machucado. – ele disse se sentando no sofá e olhando com cara de cachorro que caiu da mudança.
- Viu! Isso que dá! Agora levanta daí, vai tomar um banho gelado e vê se não se mete com ninguém hoje ok? Eu tenho que ir trabalhar, só vim tomar banho.
- Onde você tava?- ele perguntou com um sorriso de canto no rosto.
- E se eu te disser que arrumei uma... Namorada? – eu ri.
- O QUEEEE? O Bill estranho Kaulitz, que sempre foi rejeitado tem uma namorada? – ele fez cara daquelas bibas que acabam de saber do maior babado do salão... Arg!
- Olha, eu sei que isso é uma raridade, mas você tem que se acostumar... Eu acho que vou ficar com a Luíza pra sempre! – eu disse dando ênfase nas ultimas palavras... Era mais ou menos isso mesmo, pra sempre!
- Ui, esse ta apaixonado mesmo – disse Tom rindo e indo até a direção do banheiro.
- Ei, ei, ei, ei, ei! Quem vai tomar banho primeiro sou eu – eu disse o impedindo.
- Ah! Que seja! – ele voltou com cara de bravo pro sofá.
(Dois dias depois...)
- Lu, será que dá pra pegar essa panela que está bem aí na pia?
- Claro.
Estávamos cozinhando normalmente no restaurante. O movimento estava bom, nada demais estava acontecendo... Era um dia normal. Até um momento. Quando fomos entregar um dos pedidos numa mesa, uma coisa realmente estranha aconteceu. Ao ver o cliente, Luíza teve um tipo de mal-estar. E FANTASMA TEM MAL-ESTAR POR ACASO? Bom, o mal-estar de Luíza era diferente... Ela começou a misturar emoções até ficar tonta e desmaiar. O cliente não agiu diferente, ele ajudou a socorrer ela abanando o cardápio pra fazer vento nela. Ele não tinha nada de diferente. Era um homem alto, com os cabelos grisalhos, os olhos eram castanhos, ele tinha uma roupa de executivo... Nada de errado. Luíza tinha reagido estranhamente aquilo... Será o que aquele homem representava pra ela? Fiquei naturalmente preocupado com ela. Temia que fosse a minha suspeita.
Notas finais
AAIN GENTE, desculpem pela demora insana, mas é que eu tô sozinha escrevendo Humanoide, e tenho de me preocupar mais com ela que já tá no final D:
Beijos :*
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