Dead World Assembly - Assembleia do Mundo Morto

15 Capítulo XIV: Um Santuário Erigido sobre Cinzas


Notas iniciais
14º capítulo e com uma surpresa no final... Hahahaha Capítulo dedicado à Maah Lais e à BrendaUchiha pelas recomendações divosas que fizeram para a Fanfic. Muito obrigada mesmo! *--* ... Boa leitura!

Dead World Assembly

“Na escuridão, corpos destroçados se espalham por toda aquela lameira. Alguns se contorcem com o lento rastejar sinuoso de cobras despertando”.

KIRKMAN, Robert. A Ascensão do Governador (pag. 60).

Capítulo XIV:

Um Santuário Erigido sobre Cinzas

O cheiro da chuva, pouco a pouco, embuçou o odor de morte e podridão que intoxicava as ruas. A água empoçou no concreto úmido do asfalto e espelhou em seus pequenos olhos d’água os passos arrastados dos transeuntes que jamais descansavam, também correu pelas margens dos paralelepípedos como limitados regatos, levando para longe os resíduos da imundície.

Os errantes não esboçaram qualquer reação pelo súbito temporal. Suas carcaças ambulantes continuavam ineptas aos estímulos das intempéries. Talvez roucos resmungos tenham rompido suas gargantas podres; os típicos sons guturais e quase impronunciáveis para os ainda vivos.

O céu escureceu para um tom de alcatrão profundo: tão tóxico e tirano quanto parecia sugerir. E, de súbito, o dia tornou-se noite. Relâmpagos estouravam, elegantes e traiçoeiros, e em seu encalço vinham os estrondos violentos dos trovões. Tempestades, no passado, talvez tivessem implicado em épocas de grandes tribulações, talvez inferissem em uma fase de transição ou mesmo de renovação.

Mas agora, ali, sob a cobertura do estacionamento, protegidos do temporal, todo aquele mau tempo tinha apenas um sabor amargo e condizente com tudo o que já tivessem experimentado: a implacável tormenta não era um pano de fundo, muito menos um mero coadjuvante; para eles, a violenta tempestade era parte da penitência a ser paga.

O sangue negro do errante escorria pelo chão áspero. O osso da face havia afundado devido à força dos golpes que recebera mais cedo, deformando para sempre o rosto do morto-vivo. Os punhos de Sasuke haviam se sujado deste mesmo sangue e os nós de seus dedos estavam levemente avermelhados.

À frente dele, Sakura curvara-se sobre o chão, lutando contra a náusea cada vez mais forte que lhe retorcia o estômago. A trilha de lágrimas em suas bochechas ainda estava fresca, o tremor em suas mãos ainda estava evidente.

Sem perder mais tempo, o rapaz deslizou de cima do corpo do errante e postou-se sobre ela para acudi-la.

— Sakura? Você está bem? Ele não te mordeu... mordeu?

Apenas meneando a cabeça em um gesto negativo, ela voltou a se curvar sobre o chão. No entanto, nenhum som senão seus soluços asfixiados deixavam-lhe a boca entreaberta. Sasuke estudou-a para confirmar de que havia agido a tempo, mas um único olhar sobre a expressão desmoronada dela bastou para enervá-lo novamente.

— Como eles entraram aqui?! — balbuciou ela, pouco a pouco se recompondo, olhando de soslaio a forma imóvel sobre o concreto. Um cheiro forte e insuportável exalava do cadáver, um cheiro que a deixou nauseada mais uma vez. — V-você quase não chegou a tempo... — O torpor causado pelo choque se dispersava e ela tomava cada vez mais consciência do que quase havia acontecido. — E-eu pensei que...

— Eu não sei como eles entraram — admitiu, talvez tão surpreso quanto ela pelo insólito evento que acabaram de presenciar. — Mas não podemos ficar aqui — Sasuke declarou inopinadamente, e enganchou seus dedos sob os braços de Sakura, içando seu corpo e levando-a junto dele sob a chuva de volta para o apartamento. — Vem!

Arrastando-a mais do que a conduzindo até o apartamento, Sasuke sem pensar duas vezes escancarou o armário e apanhou a carabina .38, carregando a culatra de forma apressada mas cuidadosa. Assim que terminou, ele fitou Sakura, que também já apanhara a sua Glock e o encarava de volta, pálida e encharcada pela chuva.

— Fique aqui, eu volto já.

— O quê?! — ela chiou e Sasuke não soube se foi por estar sendo deixada para trás ou de lado por ele. — Não... Eu quero ajudar! E se...

— Eu volto rápido — ele a interrompeu, sacudindo a jaqueta dos ombros a fim de espanar as gotículas de chuva. — Conheço melhor o terreno e sei as rotas por onde esses carniceiros podem estar entrando. Você fica aqui — ele indicou o apartamento peremptório — e tranca a porta assim que eu sair. Não dê um pio até eu voltar, Sakura.

— M-mas... — ela tentou argumentar, mas percebeu que seria inútil. Sasuke já passava pela porta enquanto ela o seguia, cerrando a porta e trancando-a no mesmo instante em que ele desapareceu no corredor. Recostada à estrutura sólida e segura, Sakura olhou para as suas mãos, frias e trêmulas, que envolviam a arma de forma fraca.

Trincando os dentes, ela forçou-se a firmar o aperto e, com força, pressionou a pistola de encontro ao peito.

Lá fora, Sasuke movia-se cuidadosamente pela trilha de cascalhos. O céu escuro vez por outra era perpassado pelos clarões vertiginosos dos relâmpagos; tão finos e graciosos quanto rachaduras intricadas sobre uma superfície vítrea. Seus dedos estavam firmemente atrelados à espingarda, ainda havia uma faca de caça no coldre em sua cintura.

Ele estava cônscio de que havia apenas dois portões de acesso ao condomínio: o portão frontal, pesado, quase intransponível com suas barras de aço sólidas como pilastras de pura rocha. E este funcionava apenas à base de energia elétrica ou com a reserva do segundo gerador, movido pelos painéis de luz solar. Não havia possibilidade dos errantes terem conseguido acesso através daquele portão. O outro, por outro lado, era o portão dos fundos, oculto entre duas jovens e frondosas tílias no jardim, na maior parte das vezes havia sido utilizado por funcionários, menor, mais frágil. Dava para uma viela adjacente, pouco utilizada, e para os fundos de uma loja de equipamentos eletrônicos.

E foi para lá que ele se encaminhou, apertando o passo sob o temporal, praticamente rastejando sob as poças de escuridão criadas pelo mau tempo para não ser avistado por nenhum morto-vivo ou por outra coisa.

Sasuke abaixou-se, à sombra de uma intersecção, e de lá obteve, através da visão periférica, o primeiro vislumbre do portãozinho dos fundos. Uma exclamação escapou da sua boca ao se deparar com ele completamente escancarado. A visão da ruela escura e sendo fustigada pelo temporal travou seu maxilar.

Cerca de três errantes caminhavam a esmo pela calçada, seus gemidos eram abafados pelo batucar assíduo da chuva. Os olhos vazios espelhavam cada feixe de luz que varava o céu. Um deles aproximou-se perigosamente do portão escancarado, mas desviou seus passos para a direita no último segundo.

Apertando os olhos por conta da água que se acumulava sobre os seus cílios, Sasuke calculou mentalmente a distância que teria de percorrer e quanto suas passadas seriam capazes de cobrir até que seu cheiro o delatasse para os mortos-vivos. Sob a parca luminosidade de um relâmpago, algo cintilou em sua visão, entre a grama que crescia sem controle, e ele teve uma epifania.

Sabendo que teria de agir uma hora ou outra, ele rastejou de sua posição, sempre atento aos errantes na calçada. Suas longas e rápidas passadas logo o levaram até cerca de cinco, seis metros do portão. Nesse instante, um deles que usava uma bata hospitalar o notou, torcendo seu pescoço em sua direção, os olhos de tubarão o devoraram.

Sasuke correu em direção ao portão enquanto os gemidos do errante alertavam os outros dois. Nesse momento, o primeiro já invadia o perímetro do condomínio, arrastando seus pés no gramado alto, os cabelos ralos estavam colados à sua cabeça lustrosa por conta da chuva.

Deslizando agilmente a faca do coldre, Sasuke a empunhou diante do rosto e lançou-se sem ressentimentos em direção ao homem meio calvo. A expressão da coisa alterou-se, e ele silvou, agressivo, também investindo na direção de Sasuke.

No entanto, ele, mais ágil e mais rápido, baixou a lâmina portentosa e em seguida levou-a para cima novamente, empregando toda a sua força no punho direito, firmemente enrolado no cabo da faca. Cravou-a sob o queixo do errante, deixando que atravessasse o vazio de sua boca até enterrar-se completamente na cabeça apodrecida.

Sasuke nem ao menos se deu ao trabalho de tentar removê-la. Correu para o portão, ciente de que os outros dois errantes também vinham em sua direção. Sua mão escorregadia envolveu o portão gradeado cinzento e fechou-o com brusquidão, fazendo soar um estrépito que levou os outros dois transeuntes nas calçadas a rosnar. Então, ele passou a tranca e suspirou aliviado. Os braços podres das coisas atravessaram as grades, os dedos carcomidos retorceram-se feito garras, mas eles não o alcançaram.

Por fim, seu olhar baixou-se para os seus pés, para o gramado sob a sola de seus coturnos e, ainda, para o volume que se amontoava diante dos bicos de seus calçados. Algo metálico, cintilante e pesado: uma corrente.

Sem preâmbulos, Sasuke abaixou-se, estendendo a sua mão até ela. Quando seus dedos roçaram uma das extremidades, ele soube o que havia acontecido e como dois errantes haviam invadido o condomínio e como um terceiro quase havia conseguido.

* * *

Sakura assustou-se quando ouviu batidas à porta, mas depois tratou de se acalmar; zumbis não batiam à porta ou pediam para entrar. Sasuke surgiu da soleira, completamente encharcado. Suas roupas úmidas criavam pequenas poças no carpete macio e seus cabelos estavam colados no seu rosto e pescoço.

Sem lhe dizer qualquer palavra, ele retirou a jaqueta molhada e atirou sobre a mesa um objeto pesado que tiniu de encontro à madeira sólida de carvalho. Ela se aproximou, receosa, quando o reconheceu como uma corrente. Infelizmente, um de seus elos estava rompido.

— Encontrei isso perto do portão dos fundos; estava jogado sobre o gramado.

— Isso... — ela balbuciou, incerta, e seu dedo roçou a extremidade que havia se partido.

— Alguém queria foder conosco e eu vou descobrir quem fez isso, Sakura — ele afirmou contundente, de súbito, e a rouquidão em sua voz de barítono a fez se sentir insegura. Como se lesse seus pensamentos, ele tratou de se explicar: — Alguém cortou essa corrente com um alicate corta cabos. Eu mesmo vedei aquele portão, e agora um desgraçado está tentando colocar a porra de uns errantes aqui dentro da minha casa!

Frustrado, ele passou a mão no cabelo, afastando-o dos olhos que faiscavam com um instinto velado de retaliação. Sakura recuou a mão da corrente como se tivesse percebido que aquilo na verdade era uma serpente.

— Você quer dizer que tem alguém lá fora querendo nos meter em encrenca, não é?

— Seja quem for ele vai pagar pelo que fez, isso eu posso te garantir.

— Mas por que está fazendo isso? — ela questionou, tentando soar racional. — O que ganharia com isso?

Sasuke andou de um lado a outro na sala de estar antes de retirar a camiseta que havia se colado ao seu peito como uma segunda pele. Seus passos, seus trejeitos, até mesmo a aura em torno dele irradiavam frustração e ira.

— Esse filho da puta vai pagar pelo que fez. Quando eu o encontrá-lo...

— Sasuke, por favor, sejamos racionais! — Sakura apelou, e não se retraiu mesmo quando ele lhe lançou um olhar beligerante. — Temos que ser cautelosos agora. Se realmente há alguém lá fora tentando nos matar então é óbvio que teremos que redobrar os nossos cuidados. — Ela tomou fôlego, recomeçando: — O primeiro é vedar aquele portão novamente.

— Hn. Eu já cuidei disso — ele murmurou com indiferença. — Havia um Toyota hiace no estacionamento quase sem gasolina. Usei-o para bloquear completamente a passagem.

— Ótimo — Sakura concordou. — Isso nos dá uma pequena margem de vantagem, mas não muda o fato de que ainda há um lunático lá fora querendo nos matar. Temos que agir com cautela — suspirou e deixou-se cair sobre o sofá. — Pense: o que esse “suposto” alguém ganharia nos matando?

— Nossos suprimentos, armas e o meu apartamento. Evidentemente que ele se impressionou com os muros altos e o portão reforçado lá na frente.

— Pode estar nos observando há semanas — Sakura complementou ressentida. — Você sabe, acompanhando nossa rotina, nossos passos... Céus, ele pode até mesmo estar escondido em alguma das casas da vizinhança ou em algum dos apartamentos do outro prédio neste exato momento!

— Vamos ter que evitar sair do prédio por alguns dias. — Foi o que Sasuke concluiu, mas Sakura já esperava por algo desse tipo. — Teremos de ver se as coisas vão se aquietar por um tempo ou não.

— E se ele decidir agir outra vez? — Sakura enterrou o rosto nas mãos, mas Sasuke apenas lhe mostrou a carabina carregada que ainda carregava em uma das mãos.

— Estaremos prontos se isso acontecer.

Sakura só queria acreditar tão convictamente no que ele dizia. Minutos depois, Sasuke retornou do seu quarto, vestido com uma calça de moletom e com uma toalha pendurada nos ombros, terminando de se secar bem no meio da sala de estar. A puma .38 ainda jazia carregada sobre a mesa de carvalho. Ele não se intimidou pelo fato de estar sem camisa e pareceu demorar mais do que habitual para vesti-la, um gesto que levou Sakura a torcer a boca e desviar o olhar.

— Ugh, você não desperdiça uma só oportunidade, não é mesmo? — ela encolheu-se no sofá, já vestida para dormir com uma camiseta de algodão e shorts de tactel, passando os braços em torno das pernas nuas e arrepiadas.

— Eu não sabia que a minha nudez te constrangia tanto — ele zombou, já terminando de se vestir, as úmidas haviam sido descartadas no chão do quarto. — Além disso, é você que está grudada em mim desde que eu voltei.

— Isso... Isso não é verdade! — Sakura defendeu-se, corando, enquanto enterrava o queixo nos joelhos, rezando para que isso encobrisse suas bochechas avermelhadas.

— Eu pretendo ficar acordado a noite inteira hoje. Pode tentar dormir um pouco, se quiser — ele desconversou, sentando-se à mesa, na única cadeira que ainda restava, enquanto seus dedos buscavam cegamente pela carabina.

— Não sei se vou conseguir — ela sussurrou em resposta, e sua voz quase foi abafada pelo som da chuva lá fora.

Sasuke a encarou, intrigado por suas palavras. A chama da única vela que acenderam naquela noite tempestuosa pouco ou quase nada fazia para combalir a escuridão atroz. A mesma chama cor de xerez agora coloria os fios ainda róseos do cabelo dela e cintilava sobre a pele de porcelana.

— Quer conversar sobre isso? — A voz dele, por pouco sussurrante, a fez fitá-lo. Havia um toque suplicante no olhar esverdeado dela, um que ele não deixou passar despercebido.

Mas ela negou com a cabeça e tornou a repousar o queixo nos joelhos flectidos. Quase dois minutos depois, quando o silêncio — ocasionalmente rompido pelo tamborilar melancólico da chuva — tornou a imperar, ela reconsiderou a proposta dele:

— Não são todos os dias que se fica tão próximo da morte, sabe?

Sasuke aquiesceu, limitando-se a escutá-la.

— Eu já a vi de mil formas diferentes e em mil rostos diferentes. Mesmo antes dessa doença, eu acho que nunca pensei que pudesse ficar face a face com a morte, pelo menos não tantas vezes consecutivas. Isso está me desgastando. Acho que isso desgastaria qualquer um...

De súbito, a boca dela forjou um sorriso para ele. Um que era frágil em suas bordas, tão quebradiço quanto o vidro. Tão translúcido quanto o cristal.

— Eu nem consegui te agradecer por ter me salvado hoje. — Ela balançou a cabeça devagar e o sorriso se desfez. — Obrigada, Sasuke. Sei que nos conhecemos há pouco tempo, e, mesmo assim, você já fez muito por mim.

— Não tem que me agradecer — ele devolveu, talvez um pouco encabulado pelas palavras dela. — Eu já te disse que não sobrou muitos de nós por aí. Juntos, não somos tão vulneráveis àquelas coisas.

— Ainda assim — ela persistiu e o silêncio voltou a imperar. Pelo menos até que Sasuke se manifestasse outra vez.

— Tente dormir um pouco.

Sakura ignorou suas palavras enquanto o fitava de forma fixa e quase inconsciente. Seu olhar continuou cravado nele mesmo enquanto o viu se levantar da cadeira com um suspiro e caminhar até ela, sentando-se ao seu lado no sofá.

— Eu estarei bem aqui — ele assegurou e Sakura assentiu, mordiscando o lábio.

— Eu sei disso, Sasuke. — Foi a resposta dela, quase instintiva, completamente maquinal. — E saber disso é o que está me assustando mais — segredou com um tímido suspiro antes de desenlaçar as pernas enquanto seu estômago afundava dentro dela.

— O que quer dizer?

Ela balançou a cabeça como se precisasse rearranjar os pensamentos.

— A forma como surrou aquele errante para me salvar, o modo como parece confiar em mim... — Outro sussurro que quase ficou abafado contra o som da chuva. — O que eu estou dizendo? — ela deteve-se e levou a mão até a testa como se sentisse que estava entontecida ou mesmo febril.

— Sakura — ele a chamou e estranhou seu comportamento insólito.

Entretanto, soube o que ela vinha tentando lhe dizer desde o momento em que o olhou daquela forma fixa e ambígua. Ele nunca lhe diria aquilo, mas os olhos de Sakura eram como a espuma das ondas do mar: revolta, atirava-se para todos os lados, e, ainda assim, era perfeitamente capaz de envolver com candura.

Nenhum dos dois decidiu adiar mais. Inclinaram-se um em direção ao outro e envolveram-se no calor do corpo um do outro. Talvez buscassem consolo, uma rota de escape, talvez quisessem apenas fugir do odor da morte e lembrar que eram, acima de tudo, seres humanos: voláteis, tendenciosos a cometer erros e a perdoar, imperfeitos em um primeiro plano, e puramente espontâneos.

Quando as bocas se coligiram no doce ardor do ósculo, o fim do mundo parecia algo tão distante quanto esquecido.

* * *

Corra daquele que vem para te encontrar

Aguarde pela noite que vem para se esconder

Seus olhos são negros como os de um animal.

Chelsea Wolfe — Trecho de Feral Love.

Notas finais
Para quem não conhece, essa música da Chelsea Wolfe toca no trailer da 4ª temporada de Game of Thrones. Me apaixonei por ela assim que a ouvi pela 1ª vez. Recomendo! ... Digamos que as coisas vão se complicar bastante para o Sasuke e a Sakura agora. Haha E dentro de alguns capítulos, um novo personagem deve chegar! ;D ... Obrigada novamente à Maah Lais e à BrendaUchiha pelas recomendações. Responderei os reviews amanhã. Até o próximo.