Dead World
3 Atlanta
Notas iniciais
No dia seguinte, pela manhã, entramos em Atlanta e não vimos um sinal de vida. Nos instalamos em uma casa, após duas semanas, quase, ali resolvi que devíamos ir dar uma olhada no Walmart a algumas quadras dali.
...
Bati na janela/vitrine e esperei para ver se algum "bicho" apareceria. Uns segundos depois quatro mordedores apareceram com suas caras feias e desfiguradas encostadas no vidro. Fui até a porta do mercado, enquanto Emy os mantinham distraídos, entrei no mercado e acabei com eles.
–Vai procurar os doces, pegue... uma mala só de doces! -falei para ela, quando ela entrou.
–Sério? -perguntou com os olhos brilhando.
–Claro! Eu estou morta de vontade!
Emy foi correndo toda saltitante, empurrando um carrinho, atrás dos doces tão desejados.
Passei corredor por corredor pegando tudo que daria para preparar rapidamente, tudo que era enlatado e outras coisas que seriam de grande utilidade para nós duas nos dias futuros.
Enchi seis malas com as coisas encontradas nos corredores, mesmo sendo apenas para nós duas, achei pouco. Logo encontrei a farmácia do mercado, entrei nela e peguei todo tipo de remédio, absorventes e outras coisas mais que seriam uteis em algum momento. Encontrei anticoncepcionais e fiz questão de tomar uma cartela inteira, com certeza Philip não havia tomado precações ao me abusar.
...
Ouvi tiros ao longe, Emy apareceu desesperada com a boca suja de chocolate e empurrando o carinho com uma mala abarrotada de doces, nem o zíper ela conseguira fechar, e uma outra mala com sei lá o que.
–O que está acontecendo? -perguntou assustada.
–Provavelmente são sobreviventes encurralados.
–Vamos ajuda-los!
–Não! -gritei segurando o braço dela- Eles podem ser perigosos igual aos caras que me pegaram, não vou te arriscar.
–Mãe...pode ser o vovô!
–Não é Emily, eu tenho certeza.
Ela arregalou os olhos e apontou para fora. Olhei para a direção e vi uns trinta, ou mais, mordedores passando pelo estacionamento e indo atrás dos tiros.
–Se são bons ou ruins eu não sei, mas que estão muito ferrados, eles estão...
...
–Pegou muitos doces?
–Sim, muitos! Achei roupas e cobertores para nós, achei também...
Fiz sinal para ela prosseguir.
–Não fique brava.
–Não vou ficar.
–Peguei dois ursinhos de pelúcia...
Ri e perguntei:
–Você acredita que eles farão tudo parecer melhor?
Ela fez que sim.
–Então leve-os.
Jogamos as malas no banco de trás da caminhonete e entramos nos da frente. Um carro vermelho passou mais do que correndo, com o alarme soando, na rua na nossa frente.
...
Chegamos em casa e descarregamos os nossos novos itens.
Ficamos até tarde separando cada coisa em uma devida mala, até que Emy não aguentou de sono e foi dormir, enquanto isso fiquei sentada na sala prestando atenção nos barulhos do lado de fora da casa, que se mantinham estáveis.
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