Dead Radio Fm
12 [Capitulo Extra] The Dead Diary
Notas iniciais
-Dormiremos novamente no carro? –Perguntava susumo esfregando os olhos
- Infelizmente sim. –Albert respondia com seu sorriso típico.
Estava escurecendo e estávamos em um bairro habitacional novamente. Não seria seguro dormir nas casas já que todas elas possuíam sinais de arrombamento e saque, e ficamos com medo do que poderíamos encontrar lá.
-Ok, essa noite quem começa na vigia é o Daisuke e o Kouta, depois eu e o Steven e depois Mika, Daisuke e Kouta.
- Por que Trabalhamos duas vezes?- Perguntei confuso.
- Não reclame, apenas faça direito. — Disse Mika friamente acompanhado de uma risada abafada do Kouta.
- Ai ai...- disse esfregando a cabeça.
Antes que a luz do sol acabasse conseguimos encontrar um lugar seguro para manter o carro e passarmos a noite em segurança e resolvemos não acender nenhuma fogueira para não atrair mais daquelas criaturas e outros sobreviventes.
Antes que pudesse notar, já estavam todos dormindo no carro e Kouta e eu sentados do lado de fora fazendo a vigília. Nós apenas sentamos lá no escuro sentindo a brisa noturna carregando consigo o cheiro de morte.
- Porque você continua viajando?- Perguntando Kouta quebrando o silencio perturbador.
- Não sei ao certo... No inicio eu não tinha nenhum plano ou motivação, mas quando o grupo foi crescendo, acho que achei um motivo para continuar viajando.
- Não foi por sobrevivência? Ou procurar alguém querido para você?
- Em parte sim. Mas acho que nunca pensei sobre meus entes queridos. Meus pais são ausentes, e eu não conheço o resto da minha família... — enquanto falava todos meus pensamentos se voltaram para Azami e Akane. Será que eles estavam bem? Eles estavam vivas? Como eu poderia saber sobre isso? Essas perguntas rondaram minha cabeça por alguns segundos até que me perguntei em voz baixa- Será que eu realmente a amo?
- O que? Perguntou Kouta.
-Nada não — disse me desviando da pergunta. — E você, porque continua viajando?
- Alem da sobrevivência, estou procurando meus pais.- disse ele olhando para o céu.
- Você sabe onde eles estão?
- Não, Mas tenho esperanças de que eles estejam bem. — disse ele esboçando um sorriso.
Fiquei a olhar para ele enquanto ele falava de seus pais e seus amigos de quando tudo ainda era normal e os mortos não andavam sobe as ruas. Seus olhas brilhavam enquanto ele se lembrava e ele continuava a sorrir. De certo modo eu o invejava. Ele tinha motivos para continuar, encontrar seus pais e lembranças calorosas de seus amigos... Mas o que eu tinha? Duvidas, era isso que eu tinha... eu nunca fui de ter muitos amigos então não tinha muitas lembranças para compartilhar também. E eu ainda tenho duvidas sobre a única pessoa que eu pareço me importar nesse momento... Isso é se eu me importo realmente com ela.
- Acho que estou te chateando não estou?-disse ele percebendo que eu estava distraido
- Não é isso. É que só estou um pouco distraído, desculpe. — disse tentando esboçar um sorriso
Após conversarmos mais um pouco Albert e Steven apareceram para troca de turnos e Kouta e eu fomos dormir.
Eu não consegui dormir, algo não me deixava fechar os olhos e no carro reinava um repleto silencio que chegava até ser perturbador, e do lado de fora Albert e Steven conversavam algo em inglês. E antes que eu notasse Albert e Steven já estavam a retornar para o carro.
Mika e Kouta ainda não haviam acordado direito então eu os deixei encostados no carro descansando enquanto verificava a rua. Tudo estava silencioso e escuro, nem a luz do luar conseguia penetrar as densas nuvens. De repente ao longe uma pequena luz tremulava e algumas sombras apareciam, 5 delas ao todo.
- Kouta, Mika acordem. – disse sussurrando para ambos
- Espero que tenha sido para algo útil. – dizia Mika com um tom ameaçante e segurando a espada.
- Olhem ali no fim da rua.- Ao mostrar para eles o vulto estranho, ambos ficaram sérios a observar a pequena luz e os vultos.
Alguns minutos depois, não eram apenas os vultos, mas um cheiro de sangue fresco começou a infestar o ar junto com um pequeno grito abafado.
- Vamos sair daqui Agora.- disse Kouta indo acordar Albert.
- Acorda ele e preparem tudo, mas antes eu queria ver o que é aquilo.
- Você sabe que o que tem lá provavelmente vai nos matar. — disse Mika interrompendo
- Não custa nada olhar a uma distancia segura. – disse Albert se aproximando
- Você não esta falando serio está?- perguntou kouta preocupado.
- Claro que estou, mas não podemos mandar o grupo inteiro. Vai só o Daisuke e... Alguém mais quer ir?
Todos ficaram em silencio, ninguém queria se arriscar com um possível encontro com mais infectados ou contra sanguinários humanos. O silencio se manteve por mais algum tempo até que resolvi começar a verificar a arma e colocar a mochila para sair.
- Tsch, eu vou. — Falou Mika já colocando as coisas na mochila – Seria idiotice deixar esse idiota ir sozinho.
- Ok então – disse Albert rindo – se algo acontecer, deixe uma mensagem de celular pronta para me nós avisar, chegaremos rápido para pegar vocês.
Após nos despedirmos Mika e eu seguimos para origem da luz e dos vultos. Conforme nos aproximávamos, o cheiro de sangue se tornava mais forte e os vultos se tornavam mais claros.
- Espere, o que é isso?- Falei me aproximando de um muro onde havia coisas escritas.
Na parede havia marcas de luta e letras escritas em sangue já seco “Where are you darling?”
- Tem outra ali na frente – disse Mika apontando alguns metros a frente.
Fomos seguindo as escritas que nos levavam para perto de onde os vultos se encontravam. Na segunda estava escrita “Why you're still hiding from me?”. A terceira se encontrava perto do acampamento, mas quando nos aproximamos, uma sensação de nojo e repulsão surgiu em nós dois. Havia o corpo de uma mulher estuprada e morta deitada em baixo da frase escrita com sangue fresco “You can run but YOU CAN NOT HIDE FROM DEATH”
- Mas que...- disse tentando entender o que levaria aquele grupo a fazer aquilo.
Antes que eu pudesse pensar, Mika me segurou e me arrastou para um beco próximo, os vultos estavam indo em direção ao corpo da mulher. Apareceram 3 deles, todos homens mas eles pareciam loucos, seus corpos eram pintados com sangue e eles carregavam cabeças de infectados mortos, o cheiro de corpos chegava a até nos e nos fazia querer sair de lá.
Tudo corria bem, eles não haviam notado nossa presença e pareciam estar indo embora, mas um deles resolveu para no beco. Mika e eu resolvemos nos fingir de mortos, mas ele chegou perto e começou a abaixar as calças, mas antes que ele pudesse fazer algo Mika já sacava a espada e ameaçava o homem.
- INVASÃO!!!- gritou ele antes da Mika o nocautear.
O grito ecoou pelo beco e passos começaram a se aproximar de nós. Não pensamos muito e começamos a correr. Eles continuavam a se aproximar ferozmente carregando facões e foices.
- Porque você tinha que esperar pra nocautear ele? – gritei enquanto corria
- Preferia que eu o matasse?- respondeu ela gritando- Agora cala boca e envia a mensagem para eles virem ajudar.
Sem parar de correr peguei o celular e enviei uma mensagem já escrita pedindo ajuda ao resto do grupo que chegaria a poucos segundos e após guardar o celular olhei para tras. O grupo continuava atrás de nós com facões e alguns bastões.
- PEGUEM ELES. — Gritou o líder arremessando seu bastão.
O bastão acertou minha perna me fazendo perder o equilíbrio e cair no asfalto.
- Merda — disse tentando levantar.
- Droga, Levanta logo!- Gritou Mika me ajudando a levantar.
- Espera a arma. — disse olhando para minha arma caída no asfalto.
-Esquece ela, vamos Logo. — Disse ela me jogando para frente.
- Continuamos a correr até que vimos a Hummer parada com uma porta aberta e o Kouta no quadriciclo pronto para tirar.
- Rápido eles já estão aqui!- gritava o Kouta atirando.
Quando alcançamos o grupo Mika jogou-se para o carro e eu a segui, e logo em seguida Albert já estava acelerando.
- O que houve lá atrás?- perguntava o Albert dirigindo.
- Eles acabaram nos descobrindo. — disse recuperando o fôlego – e quando fugimos um deles me derrubou e a arma ficou para trás... Desculpe Albert
- O que importa é que vocês estão vivos. Vocês se machucaram?
-Não. – disse prontamente.
- Então de onde vem todo esse sangue? – Perguntou Mika olhando para minhas mãos.
Quando olhei para elas haviam cortes e pequenos cacos de vidro preso nelas e meus braços e pernas estavam um pouco cortados pela queda.
-Precisamos parar e cuidar disso. — Continuou ela
Acho que aquele lugar deve servir- disse Albert sorrindo apontando para uma placa reluzente de um motel.
- Que maravilha... Outro motel. — falou Mika desanimada.
Dirigimos mais um pouco até chegar ao pequeno motel. Não era tão grande quanto o ultimo que ficamos, ele se resumia apenas em um pequeno prédio de dois andares na esquina de uma rua escondida. Na frente do prédio haviam alguns corpos derrubados, cinco ao todo perto do estacionamento coberto onde deixamos o carro.
- Acho que aqui será bom para pararmos por algumas horas– disse Albert retirando as chaves e saindo deixando o carro no pequeno estacionamento coberto ao lado do motel.
Ao nos aproximarmos do estabelecimento vimos que ele estava bem fortificado, janelas fechadas e reforçadas, pequenos pontos de vigília e a porta era reforçada. Achamos que haveria alguém lá, mas quando fomos bater na porta ninguém respondeu. Repetimos a batida e continuamos sem resposta.
- Olá? — disse Albert girando a maçaneta da porta dos fundos. — A porta abriu sem nenhum esforço, e o lugar parecia absolutamente deserto.
Havia sinais de luta e sangue por toda parte, cartuchos caídos sangue espalhado porem nenhum corpo. Todos ficaram alerta e verificamos o lugar. Quarto por quarto o lugar estava deserto, nenhum único corpo o que nos levou a acreditar que o lugar tinha sido abandonado, mas por quê?
- Achei algo aqui em baixo- gritou Kouta para o resto do grupo.
Ao descermos nos deparamos com o rapaz olhando para uma mulher de 20 e poucos anos de cabelos negros sentada na cadeira da recepção morta e com alguns frascos de remédios caídos ao seu redor e um ultimo frasco de analgésicos em sua mão.
- Ela parece ter morrido há pouco tempo, mais alguma coisa Kouta? – Perguntava Albert retirando os analgésicos da mão dela.
- Achei um pequeno quarto com algumas armas, bastante munição e comida enlatada o suficiente para meses.
- Entendo, vamos lá ver – disse ele seguindo Kouta e levando Steven com eles- Ah e Daisuke, Tome isso – disse ele jogando os analgésicos — ira aliviar a dor.
- Agora vamos fazer os curativos. –disse Mika indo ao segundo andar junto com Hachiko e Susumo.
- Ok. — Antes de segui-la abri o frasco de analgésicos e tomei um, e quando já ia subir as escadas notei que a mulher morta estava sentada em cima de um pequeno caderno de anotações amarrado com uma pequena fita.
Ao subirmos no segundo andar Mika entrou em um dos quartos encheu um pequeno balde que estava no quarto com água e começou a limpar minhas mãos.
- O que é isso?-disse ela olhando o diário
- Ah, a mulher estava sentado nele, pensei que podíamos descobrir sobre algo do que aconteceu aqui.
- Você só sabe pegar lixo não é? – disse ela com um pequeno tom de desaprovação.
- Não custa nada tentar não é? – disse sorrindo. Ao falar isso Mika derrubou álcool em minhas mãos me fazendo dar um grito de dor.
- Garotinha... — disse ela ironicamente
Quando ela terminou os curativos, minhas mãos estavam enfaixadas e havia curativos em minhas pernas e braços também. Quando peguei o diário para ler Mika pediu para que Susumo fosse procurar Albert para ajudá-lo.
- Porque você fez isso?
- Se vamos realmente ler o que aconteceu aqui, ela não precisa ouvir isso.
Sem entender muito apenas fiz uma expressão de indiferença e comecei a ler o diário.
The dead Diary – Part 1 end
Notas finais
Amanha provavelmente eu to postando a parte 2 do cap, e os outros escritores já estão preparando os seus então assim que estiver pronto postaremos.
Feliz Natal a todos o/
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